5 de junho de 2026

Ateus inauguram canal de TV nos EUA

Sugerido por Gilson AS

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Do Gospel Prime

 
A ideia é levar o ateísmo onde ele “não está chegando”

Constantemente acusados de imitar práticas cristãs, o movimento ateísta está chegando à televisão. Nos Estados Unidos existem cerca de 100 canais de TV que transmitem programação evangélica, algumas dezenas passam programas católicos. Já existem canais judeus e até muçulmanos.

David Silverman, presidente da Ateus Americanos, anunciou a formação de um canal de televisão só de conteúdo ateu durante uma palestra na Universidade de Stanford esta semana.

Ele explicou que o público-alvo são ateus, humanistas, livres-pensadores e outros não-teístas terão sua primeira opção real de televisão dedicado ao ateísmo em julho. “Por que estamos indo para a televisão?  É parte da nossa estratégia de ir até os locais onde não estamos chegando”, ressaltou Silverman, 49 anos.

Ele explicou que inicialmente o canal de televisão será via Internet e poderá ser acessado por operadoras de TV a cabo que já ofereçam o sistema streaming, algo que está em crescimento nos EUA. O conteúdo ateu estará no ar sete dias por semana, 24 horas por dia e será gratuito.

O canal ainda não teve seu nome revelado, mas Silverman comemora, enfatizando que serão transmitidos, no início, eventos ateus, incluindo gravações de convenções dos Ateus Americanos de anos passados. Também exibirá apresentações de palestrantes convidados, além de conteúdo fornecido por vlogueiros ateus e outros grupos ateus com forte presença no ativismo online.

“Estamos prevendo o surgimento de um monte de conteúdo diferente nos próximos meses”, disse Dave Muscato, diretor de comunicações Ateus Americanos. O grupo ainda analisa a viabilidade de uma rádio com conteúdo 100% ateu. Com informações de Religion News. 

 

Redação

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71 Comentários
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  1. Francy Lisboa

    12 de maio de 2014 11:20 am

    Fantastic!

    Fantastic!

  2. JB Costa

    12 de maio de 2014 11:39 am

    Que surja um também aqui no

    Que surja um também aqui no Brasil. Os ateus, agnósticos e céticos já são uma parte não desprezível(no sentido estrito, ou seja, estatístico, mas também lato, considerando a discriminação que sofrem) da população e carecem de um canal para propagarem suas idéias e se apresentarem como pessoas normais, e não demônios encarnados que só querem subverter ou acabar com a “sadia” civilização judaica-cristã.

    Uma sociedade só pode ser considerada plural no sentido mais forte do termo quando todas as correntes políticas-filosóficas poderem se expressar em pé de igualdade. Claro que com respeito mútuo. 

    A propósito, há uma distorção imensa na crítica que alguns(acho que a maioria) dos crentes religiosos fazem aos ateus e agnósticos, qual seja, a de que estes só querem destruir as religiões e fazem troça de quem exercita uma Fé. 

    Concordo que há, como qualquer conjunto de pessoas, aqueles que extrapolam e realmente travam um debate rasteiro. Mas os conscientes fazem seus reparos apenas aos excessos e erros(que não são poucos) nas diversas religiões. A começar pelos interesses pecuniários e ao não negado desprezo de crentes fanáticos pelos ateus, inclusive depreciando-os. Eu mesmo já sofri isso no faceboon quando, indiretamente, me tacharam de “endemoniado”

    1. CARLOS PINHEIRO JR.

      12 de maio de 2014 2:47 pm

      Ditto !

      Faço minhas as suas palavras, JB Costa. Infelizmente, no Brasil ainda estamos muito longe da tolerância desejável com esse assunto.

      Compare-se com o panorama que vi em Londres, dois anos atrás.  Nas ruas, os célebres ônibus double-deckers circulam com propaganda nas laterais, e duas delas eram as seguintes: uma dizia “Deus certamente existe, portanto pare de se preocupar e junte-se ao Partido Cristão”; outra era “Deus provavelmente não existe, portanto pare de se preocupar e aproveite a vida” (nos originais, “There is most certainly a God, so stop worrying and join the Christian Party”, e “There is probably no God, so stop worrying and enjoy life”) . E os ônibus com esses dois cartazes circulavam tranquilamente pela cidade. Já aqui, um veículo com a mensagem atéia seria certamente depredado ou incendiado. Temos muito a evoluir no sentido de perceber – e aceitar – que a liberdade de culto garantida pela Constituição inclui a liberdade de não se ter culto algum. Ou seja, de ser ateu.   

      1. JB Costa

        12 de maio de 2014 3:19 pm

        Interessante é que em certos

        Interessante é que em certos círculos e ideologias há quase uma veneração sobre tudo o que esses países são e praticam.

        Nos EUA, por exemplo, debates entre ateus e crentes são comuns. Quase todas as universidades os patrocinam. Tanto é que alguns já alcançaram fama mundial, a exemplo do Christopher Hitchens(falaecido), Willam Lane Craig, Daniel Dennett, John Lennox, Lawrence Kraus, Dinesh D’Souza, Sean Harris, dentre outros. 

        1. Luis S

          12 de maio de 2014 7:17 pm

          E’ muito bom

          Gente, isso e’ o maximo. Ha tantos debates de alto nivel, que alguem que realmente esteja interessado pode passar semanas para aprofundar o tema…

          Acho que um dos melhores e’ este debate realizado aqui em Toronto entre o Christopher Hitchens e o Tony Blair (sim, ex-primeiro ministro da Inglaterra), sobre o tema: “As religioes sao uma influencia positiva no mundo de hoje?”. Nao se trata de decidir se uma tese religiosa e’ certa ou errada, mas o real efeito das religioes no mundo. Obviamente, Hitchens debatia pelo Nao e Blair pelo Sim. Assistam, vale a pena demais (em ingles, sorry)…

          http://www.youtube.com/watch?v=ddsz9XBhrYA

          Dois trechos de Hitchens para instigar vcs a assistirem:

          Sobre Deus: Greedy, exigent—exigent, I would say more than exigent—greedy for uncritical praise from dawn until dusk and swift to punish the original sins with which it so tenderly gifted us in the very first place. However, let no one say there’s no cure: salvation is offered, redemption, indeed, is promised, at the low price of the surrender of your critical faculties.

          Sobre a base do dominio da religiao: Is it good for the world to appeal to our credulity and not to our skepticism? Is it good for the world to worship a deity that takes sides in wars and human affairs? To appeal to our fear and to our guilt, is it good for the world? To our terror, our terror of death, is it good to appeal? To preach guilt and shame about the sexual act and the sexual relationship, is this good for the world? … To terrify children with the image of hell and eternal punishment, not just of themselves, but of their parents and those they love. Perhaps worst of all, to consider women an inferior creation, is that good for the world, and can you name me a religion that has not done that? 

          1. JB Costa

            13 de maio de 2014 2:12 am

            Assisti umas três vezes,

            Assisti umas três vezes, Luis. Simplesmente  espetacular. Ambos se saíram muito bem. O Tony Blair me espantou pela cultura e poder de argumentação. Foi uma supresa. Agora o Hitchens é(era) o Hitchens: inteligente, genial e e dotado daquele humor sarcástico bem típico dos ingleses. Na minha opinião nunca perdeu um debate. O nó que dava no William Lane Craig fazia a delícia das platéias.

            Será que teríamos condições de fazer aqui debates similares? Sei não. Parece que até nesse aspecto o tabu dá as cartas. Gostaria até demais que houvesse um Hitchens nativo para confrontar o Malafaia ou esse Padre Paulo Ricardo. 

            Imagino qual seria a reação do Hitchens, o inglês,  se ouvisse as pérolas desse pastor e desse padre. Malafaia além de desconhecer a Evolução ainda afirma que a Mecânica Quântica está(já estava) na Biblia. 

      2. Edsonmarcon

        12 de maio de 2014 3:33 pm

        tentaram

        Aqui no Brasil tentaram colocar esses anúcios nos ônibus em Porto Alegre, mas não conseguiram.

    2. Luis S

      12 de maio de 2014 3:00 pm

      Exato

      Perfeito, JB. O direito a liberdade religiosa inclui o direito de nao ser religioso e de poder expressa-lo sem maiores preocupacoes. O debate e o contraditorio podem existir, mas a demonizacao de quem pensa diferente e’ proprio do obscurantismo.

      Agora, nao sao apenas “reparos aos excessos e erros”. Nem mesmo o “interesse pecuniario”. Se um adulto vacinado resolve dar mais do que pode para uma igreja, e’ seu direito e seu problema. Se me perguntar, eu digo o que penso, mas eu nao tenho direito de interferir em uma transacao privada. O problema e’ o passo seguinte, quando esse cara ainda vai pegar um Biblia e sair matando homossexuais, professores de ciencias e ativistas pro-aborto. O problema e’ quando, mesmo sem matar, ele ajuda a hostilizar estes grupos. O problema e’ quando em nome de uma moral mitologica, eles apoiaram toda sorte de iniquidade, desde a escravidao nos seculos passados ate as guerras de cunho religioso do presente (e desde sempre). Nao sao pequenos reparos.

       

    3. Anarquista Lúcida

      12 de maio de 2014 8:44 pm

      Sou atéia convicta, mas acho um equívoco, JB (salvo melhor juízo

      OK se for para combater a intromissao indevida dos religiosos em questoes da sociedade. Mas nao é preciso convencer ninguém a ser ateu. O que tende a aumentar o ateísmo é mais educaçao, sobretudo científica, e mais luta anti-conservadorismo. O ateísmo vem como consequência. Tentar convencer alguém a deixar de acreditar em Deus é bobagem, se os crentes fossem susceptíveis ao pensamento racional nao seriam crentes… E ficar discutindo isso só reforça a presença de questoes religiosas na discussao pública. 

      1. Pachecão

        13 de maio de 2014 1:47 am

        Que beleza, um mundo só de

        Que beleza, um mundo só de seres ultra-racionais.  Joguemos na lata do lixo todo e qualquer artista, seja ele poeta, músico, escritor, dramaturgo e todo o mais que insistir nesses pensamentos irracionais.

        Pol pot fazendo escola por aqui. Só precisamos da razão, de nada mais.

        1. Anarquista Lúcida

          13 de maio de 2014 1:57 am

          Trollando p/ variar, desvirtuando o que outros dizem

          Jamais disse que só precisamos de razao. Agora, precisamos dela… Arte pode nao ser algo racional, mas nao é irracional; religiao é irracional. Além da razao, precisamos de ética, de sensibilidade, empatia com os outros, solidariedade, de muitas outras coisas. Mas nao precisamos de desrazao. 

           

          1. Pachecão

            13 de maio de 2014 4:18 am

            Ah, precisamos sim. 
            Alguns

            Ah, precisamos sim. 

            Alguns gostam da irracionalidade da religião, outros da irracionalidade de correr com um carro a 300 Km/h, outros da irracionalidade de correr atrás de uma bola e tentar colocá-la dentro de um retângulo e outros, gostam da irracionalidade de ficar assistindo esses irracionais.

            Algumas pessoas encontram prazer na irracionalidade da religião. Deixa os caras se divertirem. 

            Ou vai querer me convencer que aquele fanático ( fanático? ) que dá 500 reais pelo prazer de ver o Neymar jogar, ou para ver um show de seu ídolo ( ídolo ? )  é mais irracional que aquele  que dá dinheiro ao pastor pelo prazer de ouví-lo pregar ?

            É, um mundo racional seria verdadeiramente chato prá dedéu, talvez isso explique porque você passe a impressão de ser tão ranzinza.

            Relaxa.

             

          2. Luis S

            13 de maio de 2014 4:33 am

            Continuando…

            Pacheco, continuas fingindo nao entender. Ninguem esta negando o direito a escolha de cada um. Se o cara quiser dar 500 contos para ver o Neymar jogar ou o pastor pregar, e’ problema dele. Quando ele quiser obrigar todo mundo a gostar de futebol ou obrigar a ensinar criacionismo na escola como se fosse teoria cientifica, e’ problema de todos nos…

          3. Anarquista Lúcida

            13 de maio de 2014 6:36 pm

            Está claro, né? Mas trolls entram aqui para desvirtuar

            Nao é que nao entendam, querem desvirtuar. 

          4. Flávio Faria

            13 de maio de 2014 8:07 am

            Humano, apenas

            É duro mas é isso: a vida não tem sentido algum. Sou cético demais para ter essa confiança toda na racionalidade e na Ciência. Conhecimento é ferramenta, só isso. Cada um cria o seu sentido, e apenas vai dando o seu jeito enquanto o coração ainda bate. E aí se ama, se faz arte, se milita politicamente… Ou se arrisca a vida dentro de um cockpit de fórmula 1. Por que será que uma figura como o Aírton Sena encanta as pessoas? Porque sua imagem é uma afirmação de potência, de um eterno jovem que nunca fracassou. O sentido pessoal dele era o desafio, a morte um mero detalhe. Somos humanos, só. Por isso não me incomoda em nada o sujeito fazer a sua macumbinha ou acender uma velinha pro seu santo. Ver gente morta é irracional, mas se essa é a forma que o cara encontra para lidar com a realidade, quem sou eu para dizer que ele está errado? No máximo vou chamá-lo carinhosamente de doido, mas sem demover dele o sagrado direito à sua loucura. Não tenho a pretensão de ter a solução para a vida de ninguém. Não é possível sermos totalmente racionais, isso é uma bobagem e uma ingenuidade. TODOS nós temos as nossas besteiras, mais visíveis do que a gente pensa! Somos todos ridículos, embora tenha quem goste de posar de semideus. A verdade não existe, já dizia o tio Frederico lá em mil oitocentos e bolinha. A verdade é apenas uma construção de linguagem, nós é que criamos e atribuimos um valor totalmente arbitrário. Humano, apenas isso. Nietzsche é foda.

          5. Anarquista Lúcida

            13 de maio de 2014 6:41 pm

            Desvirtuando também?

            Achar que precisamos de razao nao quer dizer que tudo se reduza à razao. E que o sentido da vida cada um acha por si, ou nao acha, é um truísmo. Agora, daí a incensar a desrazao vai uma senhora distância. Claro, cada um sabe de si, e se quer fazer isso, problema de cada um; mas que nao queira impor seus postulados religiosos para o resto da sociedade. 

          6. Flávio Faria

            14 de maio de 2014 5:11 am

            Não.

            Analu, desrazão é um termo seu, eu falo de instinto. A gente é muito mais bicho do que a gente acha que é. Quanto às religiões, a minha bronca é principalmente contra as instituições religiosas, que são instâncias de controle e dominação das pessoas. No entanto, entendo a necessidade que algumas pessoas têm da experiência religiosa. A arte pode ser também uma forma experiência religiosa, como uma forma de interpretação da realidade para o que a razão não consegue dar conta. Isso não é propugnar o irracional, mas reconhecer que a razão tem limites. Todo o edifício dos conceitos é construído sobre a linguagem. Por mais que a gente explique para um surdo de nascença o que é a música, e lhe mostre gráficos representando as vibrações sonoras etc., ele não tem como saber de fato o que é a sensação da música. Então o limite da razão é a própria impossibilidade de a linguagem alcançar a coisa-em-si. Em outras palavras, o mundo, em última análise, não é apreensível pela razão. Por isso “a vida não tem sentido”.

            Enfim, eu poderia ficar aqui deitando falação, mas para simplificar posto abaixo novamente o video da Viviane que eu mostrei pro JB. Veja aí, se quiser evidentemente, mas é bem bacana. Se uma TV ateia, progressista ou o que seja, for nessa direção, será bem legal, mas pensando bem acaba sendo uma proposta de uma verdadeira TV Educativa e da Cidadania. Não me preocupo em ganhar discussões, isso é bobagem. Vamos todos crescer. Segue abaixo:

            [video:http://www.youtube.com/watch?v=wszgKT2zS-c%5D

          7. Anarquista Lúcida

            14 de maio de 2014 7:35 pm

            Com isso q vc diz, concordo c/ quase tudo; menos INSTINTO…

            Nao é que eu ache que os humanos nao tenham instinto, mas, examente pelo papel de filtro da linguagem, os instintos têm muito menos poder; aliás é por isso que os humanos sao menos racionais: os instintos sao racionais, no sentido amplo da palavra (nao que sejam fruto do que chamamos de razao, mas sao adequados à experiência típica da espécie). Aliás, para você nao pensar que estou sendo antropocêntrica, o menor poder dos instintos já é verdade em algum grau mesmo nos mamíferos que formam a “cena do mundo” (reuniao das informaçoes dos vários órgaos sensoriais numa cena unificada); neles também o córtex cerebral e os órgaos da base podem interromper reaçoes instintivas, e a aprendizagem na ontogênese têm um papel maior na determinaçao da conduta. . 

            Diga-se de passagem, o filtro da linguagem, em certas circunstâncias, pode até ser desvantagem. No tsunami da Ásia praticamente só morreram humanos e caes domésticos, os outros animais souberam interpretar melhor os sinais do real… 

            Agora, nada disso é relevante para a questao de que se partiu e o troll desvirtuou, o fato de crentes nao levarem em conta o pensamento racional na sua crença.  

        2. JB Costa

          13 de maio de 2014 1:58 am

          Não distorça as coisas, caro.

          Não distorça as coisas, caro. Não é disso que se trata. Em tudo por tudo vocês metem ideologia. E o assunto não tem nada a ver com tal coisa. Estamos falando de escolhas, de liberdade. 

          Antes de emitir esses juízos, vá primeiro saber o que é racionalidade, irracionalidade e razão. 

          1. Flávio Faria

            13 de maio de 2014 11:19 am

            Não entendeu

            JB, todos devemos estar abertos para o aprendizado, não? E por que a carteirada de mandar o outro se informar? Você está sendo arrogante, quando na verdade você é que não entendeu o que ele disse. Compartilho com você esse material da querida Viviane Mosé, que vai lhe ajudar a entender o que se trata. Descubra por você mesmo:

            [video:https://www.youtube.com/watch?v=wszgKT2zS-c%5D

          2. JB Costa

            13 de maio de 2014 3:20 pm

            Está certo, extrapolei. Peço

            Está certo, extrapolei. Peço desculpas. Mesmo porque não quero me igualar ao Pachecão. É que a gente perde a paciência quando o comentarista desvia do sério para a galhofa. Que diabos ele tinha que meter o Pol Pot no meio dessa discussão?

            Aliás, sei a intenção: é sempre colocar no meio Stálin, Pol Pot, Mao, quando se comenta ateísmo. Ou seja, querem simplesmente desqualificar; colocar nas costas do atéismo os crimes imputados ao trio. 

            Aí perde-se a paciência e a vitória vai para o troll.

          3. Flávio Faria

            13 de maio de 2014 4:27 pm

            Obrigado, JB, você é um gentleman.

            Obrigado, JB, você é um gentleman. Se puder veja por favor o video que eu postei pra você, é bem bacana. No final a Viviane faz uma distinção entre “religião” e “fé”. fé a gente tem de ter mesmo, se não nem levanta da cama de manhã. Mas é legal ver o material inteiro. Posso tentar resumi-lo aqui depois se quiser.

      2. JB Costa

        13 de maio de 2014 1:53 am

        Entendo, Analú. Seria um

        Entendo, Analú. Seria um contra-senso a criaçao de um canal de TV para convencer ou converter quem quer que seja. Claro que nunca advogaria tal coisa. 

        Sua função seria a defesa do Estado laico, esclarecer e informar o que é o ateísmo e manter uma grade de programação totalmente desvinculada de preceitos outros, se não os cívicos. 

        Hoje todas as TVs e rádios, mesmo as estatais e as não vinculadas as igrejas, fazem proselitismo religioso. Um canal ateu não seria para contrapô-los, mas ecoar uma visão de mundo diferente. Só isso.

        1. Anarquista Lúcida

          13 de maio de 2014 2:02 am

          Ainda assim, chamar de canal ateu acho forte demais…

          Para falar a verdade eu preferiria — mas sei que sou minoria, e que isso é inviável — um canal DE ESQUERDA. Que discutisse a sociedade em geral, inclusive o Estado laico, claro, e também bandeiras anti-conservadoras: direito das mulheres, dos homossexuais, direitos civis em geral, etc. Faria o papel do tal canal ateu e mais. 

          1. JB Costa

            13 de maio de 2014 2:36 am

            Poderia ser. Sem problema. 

            Poderia ser. Sem problema. 

    4. Flávio Faria

      12 de maio de 2014 10:28 pm

      Ateus saindo do armário

      JB, eu sou ateu e falo por mim, não preciso de TV alguma para me sentir representado. Mas, claro, entendo o seu sentimento e pode ser que com a exposição pública mais ateus se sintam encorajados a sairem do armário. É que realmente não gosto de proselitismo, o que acho que tem de haver é a discussão racional, sadia, e no mais é respeitar que numa sociedade democrática as pessoas tenham diferenças. A crença religiosa, particularmente o cristianismo, atua num mecanismo psicológico profundo. Quando a pessoa cresce, inclusive emocionalmente, ela naturalmente vai deixando para trás as superstições, que na verdade são provenientes da culpa e do medo. Mas isso a meu ver deveria ser visto como um processo educativo, e se um canal de TV ateu ajudar a fazer um contraponto nessa direção, acho positivo para a sociedade.

  3. chico da dilma

    12 de maio de 2014 12:22 pm

    Ateu batizado,iihh SUJOU!!!!!

    Ateu batizado,iihh SUJOU!!!!!

  4. Pietro Sanchini

    12 de maio de 2014 12:35 pm

    religião

    E eis que os ateus, querendo solapar uma religião, criam arquetipicamente todos os meandros e estruturas de uma religião. Culto, sagrado, idolatria, metafísica, auto-afirmação… Bla bla bla. Não aguento mais, creio que nunca iremos deixar de nos combater: católicos combatendo evangélicos, evangélicos combatendo católicos, umbandistas, espíritas, budistas, etc. Agora são os ateus que entram no combate. Podem vir, só mais um para a plêiade dos nésceis que não se compreendem, não se respeitam, e somente se fustigam e apontam uns aos outros. Dai-me a paciência…

    1. Luis S

      12 de maio de 2014 2:39 pm

      Culto???

      Voce poderia explicar melhor aonde voce viu que estao criando “culto, sagrado, idolatria, metafisica”? A unica coisa certa e’ que isto de alguma maneira pode ajudar com a auto-afirmacao, a pessoa que nao quer acreditar em mitos mas se sente um “estranho no ninho” descobre que ha mais pessoas que compartilham a mesma visao. Mas dai a falar em “culto” e’ apenas preconceito da sua parte.

      Para quem antes de “rejeitar” uma ideia nova, quiser entender o que seria um “programa ateu”, aqui esta um excelente exemplo. http://www.atheist-experience.com/

      Esses caras nao fazem pregacao nenhuma, apenas respondem questoes no telefone. Que, surpreendentemente, sao feitas na sua maioria por “cristaos” que simplesmente nao suportam ficar na deles… 

  5. Gilson AS

    12 de maio de 2014 12:54 pm

    Só no pode na hora do sufoco,

    Só no pode na hora do sufoco, no momento de infortúnio em um ato falho clamar  “Ai meu Deus !”

    1. Luis S

      12 de maio de 2014 2:41 pm

      Claro que pode!

      Pode sim. Na hora do desespero, pode-se falar o que quiser. E o resultado vai ser o mesmo: nenhum!

    2. JB Costa

      12 de maio de 2014 3:06 pm

      Se for como brincadeira, tudo

      Se for como brincadeira, tudo bem. Mas se for sério reafirmo minha convicção já exarada logo abaixo de que temos, e podemos, discutir essas diferenças de forma civilizada. Estamos, nós, descrentes(ateus, agnósticos e céticos) no mesmo patamar de dignidade que vocês, crentes. Nada,  absolutamente NADA,  nos faz superior ou inferior.

      Praticar uma religião, ou só mesmo CRER, não faz ninguém diferente; muito menos melhor. Trata-se de uma escolha pessoal, de uma visão filosófica sobre nossas exist~encias e de tudo o mais que nos rodeia. Quanto tu apelas para esse mote(supondo que não seja brincadeira) tu abres a guarda para réplica de mesmo nível. 

      Se eventualmente clamarmos por deus, javé, ondin, alá, ou outras Entidades “superiores” em momentos extremos, significa apenas a exteriorização da nossa pobre condição humana, na qual o medo da morte e do sofrimento é a sua expressão máxima. Se eventualmente acontecer isso com alguns não implica que as tuas crenças se tornem comprovadas. Seja uma espécie de CQD de que deus, javé, xongu, alá, ou qualquer outro dos milhares de deuses INVENTADOS pelo homem realmente existem. 

       

    3. André LB

      12 de maio de 2014 3:31 pm

        Colega, para mim dizer

        Colega, para mim dizer “nossa!”, “deus do céu!” e “caramba!” dá rigorosamente no mesmo. É uma interjeição e olhe lá.

        Desde sempre cresci cercado por pessoas que acreditam em homem invisível, então é difícil abandonar certas palavras. O que importa é que não é um medo primitivo do “homem da nuvem” que me faz querer ser uma pessoa correta, mas o respeito pelo meu semelhante.

  6. iron

    12 de maio de 2014 1:12 pm

    Se transformam em mais

    Se transformam em mais uma……religião.

    Tão chata como as outras, querendo converter a todos. O verdadeiro ateu não liga pra estas coisas.

    1. Luis S

      12 de maio de 2014 2:23 pm

      Verdadeiro?

      Entao existe isso, um “verdadeiro” ateismo, em contraponto ao que seria um “falso” ateismo, um religiosismo disfarcado de ateismo? Desculpe, mas isso e’ totalmente incoerente. Me parece que voce esta querendo definir uma “doutrina”…

      De toda forma, esta noticia tem que ser interpretada dentro do contexto estadunidense. No Brasil e no mundo inteiro, religiao influencia politica, porque, por principio, politico nao tem coragem de desagradar grupos significativos de eleitores. Mas nos Estados Unidos, a situacao e’ muito pior. Alem de influenciar a politica, as religioes possuem movimentos organizados para dominar basicamente todas as areas de atuacao social e, inclusive, cientifica.

      Existe um forte movimento obscurantista buscando, por exemplo, obrigar o ensino do criacionismo em aulas de ciencia como se fosse uma teoria completa e com o mesmo nivel de possibilidade que o atual conhecimento cientifico sobre cosmologia e evolucao. Meninos de familia religiosa sao mandados a acampamentos de verao apenas para aprender a como contra-argumentar com o professor de ciencias.

      Alem disso, a intolerancia religiosa e’ tambem extrema. Religiosos de livro sagrado na mao comemoram a existencia da Aids como a cura para o homossexualismo. Combatem o uso de celulas-tronco para avancar a medicina (embora nao combatam o descarte dos embrioes de onde essas celulas se originam). Ha ate uma igreja conhecida por ir a enterro de soldados mortos em combate nao para protestar contra a guerra (o que ja seria um abuso ultrajante da dor de uma familia), mas para comemorar o castigo de Deus contra os EUA por seu suposto abandono da lei divina.

      A maioria dos ateus prefere nao entrar em discussao religiosa. De fato, quem quer “acreditar” nao se convence com argumentos racionais. Mas a questao nao e’ simplesmente “converter” alguem ao ateismo. Isso seria ridiculo. O que os grupos organizados de ateu querem principalmente e’ lutar para manter a (tenue) separacao entre igreja e estado. Impedir o dominio obscurantista em areas que nao lhes competem. Dar forca ao progresso da ciencia. Que se discuta moral e etica sob uma visao humana, social, mas nao sob preconceitos baseados em mitos da idade do bronze.

      Assim, esse passo deve ser aplaudido, nao criticado. Nao e’ porque alguns que se sentem os “verdadeiros” ateus preferem tapar o sol com a peneira e nao ver que a questao da influencia das igrejas nao se resume simplesmente a “querer ou nao” acreditar, que os outros tem que ficar de bracos cruzados vendo o obscurantismo vencer.

       

      1. JB Costa

        12 de maio de 2014 3:27 pm

        Parabéns, Luis S. CINCO

        Parabéns, Luis S. CINCO ESTRELAS para o comentário. Acrescentaria ainda acerca do que se PODE e DEVE discutir quando se trata de religiões além do já bem ilustrado por ti é hoje é a prática do crime de estelionato contra as pessoas. Em especial as mais simples. 

        Igrejas hoje são fundadas aos montes, sob as mais diversas denominações, com o único propósito, SALVO AS EXCEÇÕES, de faturar. Nada a ver com sublimação ou resgate de almas. 

        Como cidadãos, não só como ateus ou agnósticos, temos a obrigação de falar, criticar isso. Respeitar religiões nao significa ficarmos silentes a seus abusos. 

      2. Edsonmarcon

        12 de maio de 2014 3:27 pm

        aqui tambem

        Aqui tambem tem o movimento obscurantista.

        Lembram da “família garotinho” no Rio anos atrás a as aulas de religião nas escolas públicas?

        Em várias cidades eles tentam colocar o criacionismo nas aulas de biologia.

        Recentemente, em SC os vereadores de umacidade (não lembro o nome agora) decretaram que se deveria usar a bíblia nas aulas de história.

        E 100% do material pseudocientífico publicado por sites criacionistas se originam nos EUA.

        1. Weslei

          13 de maio de 2014 5:35 pm

          E por que não???

          E por que não, se tem o evolucionismo, tem que ter o criacionismo, e que cada um forme sua crença e opinião diante dos fatos apresentados

          1. Luis S

            13 de maio de 2014 6:02 pm

            Concordo

            Concordo plenamente. A palavra chave no que o colega escreveu e’ “fatos”. No momento em que alguem apresentar uma teoria criacionista baseada em “fatos”, a gente pode conversar sobre se isso cabe ou nao em uma aula de ciencia.

          2. Weslei

            17 de maio de 2014 11:50 am

            Então Nem Evolucionismo! e nem Criacionismo!

            Evolucionismo é uma teoria e não um axioma, assim como o Criacionismo, portanto, nehuma cabe dentro de “uma aula de ciência” já que são teorias, ou colacam as duas “teorias” ou nenhuma, aliais em “ciências”  existem várias “teorias”: multiverso, big bang, e estão na aula de ciências. Não é nada democrático, ou se coloca todas as teorias ou nenhuma. Cada pessoa tem seu dogma.

          3. Luis S

            17 de maio de 2014 8:42 pm

            Engano seu

            Evolucionismo e’ uma teoria cientifica, baseada em principios coerente e que podem ser testados tanto em laboratorio quanto pelas observacoes do registro do nosso passado nos fosseis.

            Embora a teoria nao explique “tudo”, porque o registro fossil e’ incompleto e ainda estamos descobrindo mais detalhes, ela descreve com tremenda precisao como a vida na Terra se formou a partir de um organismo primordial, por meio da descendencia com modificacao e selecao natural pela sobrevivencia do mais adaptado.

            Alem disso, ainda que a teoria esteja sempre se refinando para explicar melhor e com mais detalhe como a evolucao ocorreu, a evolucao em si e’ um fato comprovado. Se observa todos os dias em laboratorio e concorda belamente com o registro fossil.

            Olha so’: se voce tiver uma infeccao e nao acredita em evolucao, tente usar penicilina para ver quanto sucesso voce vai ter.

            Ja criacionismo nao e’ uma teoria. Uma teoria tem que enunciar principios e “leis” que possam ser testadas e sejam consistentes com os fatos apresentados. Toda tentativa de estabelecer um principio testavel – feita pelos proprios assim chamados cientistas criacionistas – falha miseravelmente.

            Por exemplo: a Biblia diz que Adao e Eva foram criados e, baseado na Biblia, vc pode criar toda uma genealogia que mostra que entre Adao e Jesus se passaram 4.000 anos. Ou seja, hoje, a Terra teria 6.000 anos.

            O problema e’ que ha arvores que sao 50% mais velhas que isso, conforme o registro dos seus aneis de crescimento. Ha glaciares mais velhos que isso – contados pelas marcas que a sucessao de inverno/verao deixa neles. Ha rochas mais velhas – muitissimo mais velhas – que isso, contados de diversas formas – baseado na taxa de deposicao de material, baseado na quantidade de camadas de deposito, baseado na datacao radioativa. 

            Da para entender porque isso nao pode ser explicado em aula de ciencias? Porque para dizer que criacionismo e’ teoria cientifica, voce tem que ensinar que uma teoria bem fundamentada, testavel e observavel, consistente com todo registro de mundo que temos, esta em pe de igualdade com uma CRENCA, baseada num livro escrito na idade do bronze e que falha miseravelmente em explicar uma quantidade ENORME de observacoes.

            Evidentemente, vc pode dizer que criacionismo nao quer dizer Biblia, existem outras hipoteses criacionistas por ai. Mas o problema e’ o mesmo. Para ser uma teoria, nao basta dizer “eu acho”. Tem que ser capaz de explicar os fenomenos e observacoes da natureza de uma forma convincente baseado nos principios fundamentais da teoria.

             

      3. iron

        12 de maio de 2014 11:10 pm

        Soh pelo tamanho do seu

        Soh pelo tamanho do seu texto, jah bastaria para confirmar o que afirmei em meu comentario anterior, ou seja, que isto eh basicamente chato

        1. Luis S

          13 de maio de 2014 12:57 am

          🙂

          🙂

          Chato e’ mesmo. Mas necessario (deixe de preguica e leia o texto para entender)… 🙂

    2. scalded cat

      12 de maio de 2014 5:51 pm

      Pura verdade, iron

      Talvez valha a pena fundar apenas uma religião: a RIR ( Religião Inernacional do Riso). O mundo está mesmo muito chato.

      Só o sorriso salva! Se Deus existe, ele tem humor e não entendemos seus atos assim como quando não entendemos uma piada.

      Se Deus não existe, estamos sós com nossa ainda parca ciência e vasta ignorância.  Aí mesmo é que precisamos aprender a sermos menos sisudos e senhores da verdade.

      Oremos.Ou não. Sorriamos sempre!

  7. Jorge Leite Pinto

    12 de maio de 2014 1:22 pm

    Que venha logo pra Pindorama!

    Que venha logo pra Pindorama!

  8. Edivaldo Dias Oliveira

    12 de maio de 2014 1:32 pm

    Benza Deus!

    Benza Deus!

  9. Edsonmarcon

    12 de maio de 2014 1:33 pm

    Muito bom

    Um canal com conteúdo relevante,  finalmente.

  10. Sérgio T.

    12 de maio de 2014 4:44 pm

    Que venham…

    Parabenizo e espero que se espalhem as ideias ateístas, agnósticas e céticas em geral, pois a maioria das religiões instaladas na sociedade humana é praticante do obscurantismo científico, impulsionam os preconceitos de “A” a “Z”, e possuem baixa tolerância com indivíduos que não seguem “o rebanho”…

    São os votos deste agnóstico… Amém!

    Um abraço.

  11. DanielQuireza

    12 de maio de 2014 4:52 pm

    Canais de televisão não

    Canais de televisão não deveriam servir para esse tipo de coisa, nem para incentivar ou negar religião ou Deus.

    Crer ou  não em Deus, ser Teu ou Ateu são questoes pessoais.

    Não é porque existem religiões interesseiras e mercenárias que se deve atacar a crença das pessoas em algo superior criador, que seria Deus.

    O ideal era interromper os canais religiosos e não criar um canal ateu.

    1. Edsonmarcon

      12 de maio de 2014 5:33 pm

      OK

      Vc faz ou fez campanha para fechar os canais religiosos?

      Ou essa idéia só surgiu agora, com o canal dos ateus?

      Vá fazer campanha para fechar os canais religiosos, depois a gente conversa.

      1. DanielQuireza

        12 de maio de 2014 7:58 pm

        Deixa de falar bobagens

        Deixa de falar bobagens Edson. Eu nunca apoiei canais religiosos.

        Nunca fiz campanha contra, mas também nunca apoiei. Nâo é porque sou contra algo que vou “fazer campanha” o que quer que seja isso. Voce faz campanha contra tudo que não apoia ? Então deixe de ser hipócrita.

        Engraçado, o pessoal é contra os canais religiosos mas são a favor do canal ateu. Então tá, haja coerencia.

         

        1. Edsonmarcon

          12 de maio de 2014 9:29 pm

          minha posição

          Sou contra religião em canais PÚBLICOS.

          Agora, já que existem canais religiosos, porque não um canal ateu?

           

    2. Flávio Faria

      12 de maio de 2014 5:38 pm

      Entendo você, Daniel

      Daniel, entendo você e concordo que o ideal seria evitar toda forma de proselitismo em relação à religião, contra ou a favor. Mas no mundo real os ateus lá estão buscando o contraponto necessário. Analise a influência nefasta do fundamentalismo religioso e você verá que não dá para deixar sem resposta.

      1. DanielQuireza

        12 de maio de 2014 7:57 pm

        Faz parte sim e entendo. Mas

        Faz parte sim e entendo. Mas a questão é que geralmente querem é atacar as religiões – todas –  e não fazer o debate necessários contra as religioes mercenárias. No próprio subtítulo fala que o canal é criado para combater religião, quer absurdo mais que este ?

        1. Luis S

          12 de maio de 2014 8:18 pm

          Subtitulo….

          Daniel, o subtitulo nao e’ responsabilidade do canal, mas sim da fonte, que e’ um website chamado “Gospel Prime”. Precisa falar mais???

          Alem disso, meu amigo, ainda que fosse para “atacar” a religiao, no sentido de criticar mesmo, e’ um direito, desde que nao promova o odio. Da mesma forma que muitos religiosos acham que e’ direito deles atacar qualquer um que nao reze pela sua versao particular de livro sagrado.

        2. Anarquista Lúcida

          12 de maio de 2014 8:50 pm

          Absurdo do seu ponto de vista, ora, ora.

          Eu até concordo com você que nao deveria haver canais de TV para discutir temas religiosos, e portanto tb nao o ateísmo em si. Mas o problema das religioes está muito longe de se reduzir às religioes mercenárias. Todas sao conservadoras, misóginas, repressoras da liberdade individual. E nao tem nada de absurdo em mostrar isso. 

        3. Flávio Faria

          12 de maio de 2014 8:54 pm

          Religião

          Daniel, se for na linha de um material que eu já vi na Internet, acho que não vai ter ninguém mandando fechar igrejas, e sim apontando falácias lógicas de certas crenças religiosas. E não vejo problema nisso. Claro que religião é um assunto potencialmente explosivo, mas não acho que deva ser um tema tabu. Por exemplo, nem todas as crenças religiosas são teístas, e nem todos os teístas o são no sentido judaico-cristão. O budistas por exemplo acreditam num conceito de evolução espiritual – budicidade ou “iluminação” – que nada tem a ver com a noção de Deus. Outro ponto é que crença não é, a rigor, algo racional. Portanto se a pessoa tem necessidade de acreditar nisso ou naquilo, ela o fará independente de ser “lógico” ou não. Por isso não vejo o ateísmo como ameaça à crença religiosa em si. Tenho amigos espíritas, por exemplo, que sabem que sou cético e conversamos abertamente sobre religião, sem atritos. Religião é uma construção simbólica, é uma maneira de interpretar o mundo. Uma linguagem. É um tema da cultura, e acho que tudo que diz respeito ao humano deve estar aberto à discussão.

    3. Anúbis.

      12 de maio de 2014 5:43 pm

      8 ou 80.

      Bem, esta sua proposição é um total e completo atestado de desconhecimento do pensamento ateu.

      O pensamento ateu não ataca religião alguma, apenas expressa sua descrença em algo que esteja além da realidade (metafísica), e que tenha dado origem ou sustente esta realidade.

      Bom lembrar que esta dúvida persiste entre todos, teístas ou ateístas, porque, de fato, não investigamos (teístas e ateístas) se há ou não deus, mas de onde nós, humanos, viemos e qual o sentido deste troço chamado vida “inteligente”.

      Outra coisa é a religião, que é uma coisa totalmente distinta do debate sobre crer ou não.

      Não há religião ateísta.

      Não há ritos, “milagres”, dogmas, hierarquias, sistemas ateístas. Não há feriados ateístas. Não há batismos, sacramentos, bíblias, testamentos, etc.

      Por derradeiro é bom lhe dizer, caro Daniel, que a efeito, todas as questões públicas são construções pessoais e do relacionamento destas construções.

      Só tem sentido falar em censura aos ateus se revogarmos a liberdade de culto. Do ponto de vista do raciocínio ateu é até interessante.

      Mundo sem igrejas, sacerdotes e/ou manifestações públicas de fé. Cada qual confessando sua fé em sua casa, no seio familiar.

      Quando tiver petição pública é só dizer que eu assino.

    4. Luis S

      12 de maio de 2014 6:50 pm

      Liberdade de expressao

      Perdao, Daniel, mas essa vc atirou bem longe do alvo. Interromper os canais religiosos??? Porque? O ideal e’ que as pessoas tenham o direito de expressar sua fe’ ou nao-fe’ da forma que bem entenderem. Se um programa, religioso ou nao, cometer um crime, combata-se o crime. Mas impedir a manifestacao da opiniao e’ proprio de ditadura.

  12. Gão

    12 de maio de 2014 8:28 pm

    A ploriferação da carolice também acontece aqui

       é um número de rádios e tvs cada vez maior dedicados à essa rezadeira enfadonha, um canal dizendo que você não precisa de nada disso seria ótimo. Só acho que o foco deveria ser uma atitude anti-clerical mas muitas vezes ateus se perdem em discussões secundárias bobas.

    1. Luis S

      12 de maio de 2014 9:23 pm

      Guilty as charged

      Ja participei de muita “discussao boba”. Infelizmente, elas sao necessarias. Muitos crentes (no sentido amplo) tem uma visao de mundo tao fragilizado que parece que seu cerebro comeca a derreter quando alguem diz que e’ ateu. E comeca aquela ladainha tentando convencer que o ateu esta errado.

      Evidentemente, a discussao e’ de certo modo inutil. Toda sorte de argumento pueril vai ser usada e, alem disso, e’ ate injusto com o crente, que nunca pensou sobre o tema e tenta debater com alguem que, em geral, ja passou por esse mesmo assunto centenas de vezes… (porque ninguem ouve quieto quando alguem diz que e’ ateu?)

      Esforco vao, tentar convencer o crente. Mas seria correto simplesmente nao responder? Seria correto simplesmente dizer: “voce tem sua opiniao, eu tenho a minha, ambas sao igualmente validas, entao nao vamos discutir”?

      Eu penso que nao. Ambas as opinioes sao legitimas, mas nao sao igualmente validas. Quando alguem vem me dizer que “pelo menos sendo crente, eles tem uma vida mais moral”, ou que “a vida sem deus e’ uma vida vazia”, ou que ” a religiao, Deus existindo ou nao, pelo menos se esforca apenas para fazer o bem”… Bem, a pessoa tem sim o direito de expressar essas opinioes, mas elas nao sao validas, porque a pessoa jamais parou para realmente analisar o que esta dizendo. Eles nunca foram ateus para dizer que a vida e’ vazia ou sem moral. Eles nunca pararam para pensar no mal que as religioes fazem e para medir se o bem (que tambem fazem) compensa os genocidios, a incitacao ao odio, os roubos…

      Assim, eu nao acho correto “abafar” a discussao. Aquela pessoa nao vai se convencer. E’ um estranho fenomeno da psicologia humana, que quanto mais a nossa estupidez e’ exposta, mais a gente vai tentar provar que aquilo nao era nada estupido. Mas essas discussoes quase nunca sao isoladas e a “plateia” vai ter uma oportunidade de fazer sua analise independente. Entao, inutil ou nao, bobo ou nao, eu respondo sim. E azar deste tipo de crente, que aprenda a pensar mais antes de entrar num debate.

       

       

       

  13. Luis S

    12 de maio de 2014 8:58 pm

    Piadas verdadeiras na vida de um ateu

    “Zeca, nao entendo como voce pode ser ateu…”

    “Mas, Pedro, vc e’ quase ateu tambem.”

    “Eu? Valha-me, Deus? De jeito nenhum!!!”

    “Vc acredita em Zeus? Odin? Alah? Tupa?”

    “Claro que nao!”

    “Entao, eu nao acredito nos1,000 deuses que ja foram criados, voce nao acredita em 999 deles…. Portanto, voce e’ 99,9% ateu…”

    —— 0 ——

    “Ei, xara, ouvi dizer que vc e’ ateu! Fique sabendo que ateus sao pecadores, imorais, assassinos, bandidos. Eu odeio os ateus.”

    “E vc e’ cristao?”

    “Sou sim, gracas a Deus”

    “Entao PERDOE-ME!”

    —– 0 —–

     

     

     

     

  14. Pachecão

    13 de maio de 2014 2:06 am

    Ninguém merece. Só tem uma

    Ninguém merece. Só tem uma coisa mais “pé-no-saco” que proselitismo religioso, que é o proselitismo ateísta.

    Acompanho o poeta quando diz: “Sua religião é uma questão entre você e seu criador, e não diz respeito a mais ninguém.”

    O grande problema não é a crença ou não num deus qualquer que lhe sirva de “muleta” para suas dúvidas, ( até porque nem todos tem a pretensão de atingir o nível de racionalidade da anarquista kkkk ), mas sim a necessidade de convencer ao outro que esse o deus dele existe ou deixa de existir. 

    Ou seja, a burrice toda, e sim, acreditem, existem cientistas tão burros que não são capazes de  escrever um poema ou uma música, coisa bem simples para um poeta, reside na necessidade de reafirmar sua convicção a todo instante. E aí tanto faz se é proselitismo pró ou anti-deus.

    Até porque, essa tentativa de transformar o Deus todo poderoso em Estado todo poderoso, como diria Nietzsche, foi só uma troca de seis por meia-dúzia. 

    No mais, quanto as religiões, bem ou mal ( e eles nunca se separam ), foram elas que nos trouxeram até aqui, qualquer tentativa de formular como teria sido o desenvolvimento da humanidade sem as religiões não passa de masturbação mental. 

    1. JB Costa

      13 de maio de 2014 2:34 am

      Isso é simplismo. A Teologia

      Isso é simplismo. A Teologia precede até mesmo a Filosofia. É um ramo do Conhecimento, tal qual a Filosofia. Sendo assim, por que não debatê-la? Ademais: lá no último parágrafo do teu comentário tu entras em contradição ao realçar o papel das religiões, ou do pensamento religioso, na história da humanidade. Por que, então, a interdição do debate?

      Concordo, sim, que elas tiveram papel crucial, em especial aqui no lado ocidental do mundo, mas só até a verdadeira e maior revolução da Humanidade que foi a criação das Ciências conforme a entendemos hoje. Restou para elas – religiões – apenas os vácuos referentes aos mistérios primeiros e últimos e a questão da Moral. 

      1. Pachecão

        13 de maio de 2014 3:22 am

        Revolução para o bem ? ou

        Revolução para o bem ? ou para o mal ?

        A mesma ciência que inventou máquinas e tecnologias que salvam vidas, inventou máquinas e  tecnologias que matam no atacado.

        Os nativos brasileiros viviam melhor adorando a tupã, antes que escola de sagres descobrisse como se atravessava o atlântico, ida e volta, ou a revolução da ciência não serve prá eles ? 

        Ah, claro, mas os culpados do extermínio dos índios são os padrecos é não quem inventou os navios que os trouxe aqui e os europeus armados com armas que a ciência lhes proveu.

        Então, vamos devagar com o andor, que a ciência é de barro, também.  Não tá com essa bola toda.

         

    2. Luis S

      13 de maio de 2014 2:39 am

      Como reconhecer um troll

      1 – Depois de 40 comentarios, o troll escreve um comentario que coloca na boca das pessoas coisas que elas nao disseram. (e as vezes ate’ negaram, como inventar que alguem quer convencer o outro a nao acreditar em Deus)

      2 – Depois de 40 comentarios, nao responde a nenhum dos argumentos colocados, mas sim ‘aquele que ele inventou no passo 1, e que obviamente, e’ mais facil de responder

      3 – Cita artistas e intelectuais sem conexao, para parecer culto.

      4 – Abusa de formas agressivas para tolher a liberdade dos outros de debaterem (pois, se o fizerem, serao “pe-no-saco”, masturbadores mentais, etc)

      De toda forma, do texto do Pacheco, gostei muito do poeta que ele inventou.

      E’ exatamente esse o proposito de qualquer “movimento ateu”: que as crencas de cada um sejam EXCLUSIVAMENTE objeto de reflexao de cada um (com o seu criador?) e nao digam respeito a mais ninguem!!! O que infelizmente, parece que e’ pedir muito para boa parte dos religiosos, que a cada passo precisam impor seus preconceitos a sociedade em geral.

      Por fim, vou aproveitar para traduzir a bonita fala de Christopher Hitchens que eu citei num comentario anterior:

      Traducao livre, obviamente.

      “E’ bom para o mundo apelar para nossa credulidade e nao para o nosso ceticismo? E’ bom para o mundo adorar uma deidade que toma lado em guerras e negocios humanos? Apelar para nosso medo e culpa, e’ bom para o mundo? Ao nosso terror, nosso terror da morte, e’ bom apelar? Pregar culpa e vergonha sobre o ato sexual e sobre o relacionamento sexual, isto e’ bom para o mundo? … Aterrorizar criancas com a imagem do inferno e punicao eterna, nao somente deles mesmos, mas de seus pais e daqueles que elas amam. Talvez pior de tudo, considerar mulheres uma criacao inferior, isto e’ bom para o mundo, e voce pode nominar uma religiao que nao tenha feito isto?”

       

      Original: Is it good for the world to appeal to our credulity and not to our skepticism? Is it good for the world to worship a deity that takes sides in wars and human affairs? To appeal to our fear and to our guilt, is it good for the world? To our terror, our terror of death, is it good to appeal? To preach guilt and shame about the sexual act and the sexual relationship, is this good for the world? … To terrify children with the image of hell and eternal punishment, not just of themselves, but of their parents and those they love. Perhaps worst of all, to consider women an inferior creation, is that good for the world, and can you name me a religion that has not done that?

      1. Pachecão

        13 de maio de 2014 3:10 am

        O poeta que “eu inventei”, é

        O poeta que “eu inventei”, é óbvio que você desconhece. Os livros dele estão no Index Librorum Prohibitorum do ateísmo.

        É leitura para a ralé que não atingiu o nível de racionalidade intelectual dos ateus.

        1. Luis S

          13 de maio de 2014 3:35 am

          Saber mais

          Conheco, sim! E’ um frequentador assiduo la’ do “Bar do Bigode”. So nao sabia que ja estava assim famoso… Bota o link ai’ que eu quero ler mais sobre ele…

          🙂

          1. Pachecão

            13 de maio de 2014 12:02 pm

            Perguntas-me como me tornei

            Perguntas-me como me tornei louco.  Aconteceu assim:

            Um dia, muito tempo antes de muitos deuses terem nascido, despertei de um sono profundo e notei que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas  – as sete máscaras que eu havia confeccionado e usado  em sete vidas – e corri sem máscara pelas ruas cheias  de   gente,   gritando:   “Ladrões,   ladrões,   malditos  ladrões!”

            Homens e mulheres riram de mim e alguns correram para casa, com medo de mim.

            E, quando cheguei à praça do mercado, um garoto trepado no telhado de uma casa gritou: “É um louco!” Olhei para cima, para vê-lo. O sol beijou pela primeira vez minha face nua.

            Pela primeira vez, o sol beijava minha face nua, e minha alma inflamou-se de amor pelo sol, e não desejei mais minhas máscaras. E, como num transe, gritei: “Benditos, benditos os ladrões que roubaram minhas máscaras!”

            Assim me tornei louco.

            E encontrei tanto liberdade como segurança em minha loucura: a liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendido, pois aquele que nos compreende escraviza alguma coisa em nós.

          2. Luis S

            13 de maio de 2014 12:53 pm

            Thanks

            Obrigado, Pacheco. Continuo nao encontrando aonde ele diz que “Sua religião é uma questão entre você e seu criador, e não diz respeito a mais ninguém.”, e acho surpreendente alguem como Kalil Gibran cunhar uma frase tao sem profundidade, mas vou acreditar em voce…

          3. Pachecão

            13 de maio de 2014 9:52 pm

            É colega, ou acredita ou

            É colega, ou acredita ou pedala. A escolha é sua, fique a vontade.

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