25 de junho de 2026

“Não é aceitável relativizar ou diminuir episódios de violência”, diz Anielle

Ministra da Igualdade Racial divulga comunicado após denúncias de assédio contra ex-ministro Silvio Almeida; veja texto na íntegra
Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial. Foto: Luna Costa/Flickr Ministério da Igualdade Racial

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, divulgou em suas redes sociais uma nota em que pede para que os episódios de violência não sejam relativizados ou reduzidos.

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Anielle manifestou-se após a reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o então ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida. Na ocasião, Lula decidiu pela demissão de Almeida após a revelação de denúncias de assédio moral e sexual.

“Não é aceitável relativizar ou diminuir episódios de violência. Reconhecer a gravidade dessa prática e agir imediatamente é o procedimento correto, por isso ressalto a ação contundente do presidente Lula e agradeço a todas as manifestações de apoio e solidariedade que recebi”, disse a ministra.

“Tentativas de culpabilizar, desqualificar, constranger, ou pressionar vítimas a falar em momentos de dor e vulnerabilidade também não cabem, pois só alimentam o ciclo de violência”, pontuou Anielle, ela mesma uma vítima de assédio de Almeida.

Leia abaixo a íntegra da nota oficial divulgada por Anielle Franco:

Hoje eu venho aqui como mulher negra, mãe de meninas, filha, irmã, além de Ministra de Estado da Igualdade Racial.

Eu conheço na pele os desafios de acessar e permanecer em um espaço de poder para construir um país mais justo e menos desigual.

Desde 2018, dedico minha vida para que todas as mulheres e pessoas negras possam estar em qualquer lugar sem serem interrompidas.

Não é aceitável relativizar ou diminuir episódios de violência. Reconhecer a gravidade dessa prática e agir imediatamente é o procedimento correto, por isso ressalto a ação contundente do presidente Lula e agradeço a todas as manifestações de apoio e solidariedade que recebi.

Tentativas de culpabilizar, desqualificar, constranger, ou pressionar vítimas a falar em momentos de dor e vulnerabilidade também não cabem, pois só alimentam o ciclo de violência.

Peço que respeitem meu espaço e meu direito à privacidade. Contribuirei com as apurações, sempre que acionada.

Sabemos o quanto mulheres e meninas sofrem todos os dias com assédios em seus trabalhos, nos transportes, nas escolas, dentro de casa. E posso afirmar até aqui, que o enfrentamento a toda e qualquer prática de violência é um compromisso permanente deste governo.

Sigo firme nos passos que me trouxeram até aqui, confiante nos valores que me movem e na minha missão de trabalhar por um Brasil justo e seguro pra todas as pessoas.

Anielle Franco

Ministra da Igualdade Racial

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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4 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    7 de setembro de 2024 12:13 pm

    Esse caso poderia ter sido resolvido sem espetacularização, mediante uma reunião informal entre os envolvidos e um representante indicado por Lula. Sempre que a esquerda briga em público quem ganha é a direita. Faltou um pouco de esperteza política para a Ministra. A vitória dela não significaria uma vitória para as mulheres se a demissão de Silvio de Almeida enfraquecer o governo Lula.

  2. Paulo Dantas

    7 de setembro de 2024 2:53 pm

    A nota, me desculpem, patina no óbvio.

    O ex-ministro a assediou ou não ?

    Isto precisa ser dito de forma clara.

    Ele já perdeu o cargo e está perdendo a reputação.

    A ministra foi o pivo da crise.

    Confirme a acusação, ao aceitar o cargo abriu não de parte da sua privacidade.

    Era uma igual, não havia questões de hierarquia.

  3. Nelson Dias Diehl

    8 de setembro de 2024 4:22 pm

    A demissão do ministro foi uma réplica do modo lavajatista de atuar.
    O uso da imprensa para formar opinião e pressionar o governante para tomar uma decisão.
    O uso do jornalismo sem fontes.
    Só vejo derrotados nesta história.

  4. Eliana Noronha de Oliveira

    9 de setembro de 2024 5:30 pm

    Três comentários, de 3 homens, todos “contaminados” pelo patriarcalismo/machista/misógino!!
    Lamentável!!!
    Mais do que nunca, esse tema deve ser colocado na ordem do dia e discutido com urgência e seriedade, pra que essa prática perversa seja punida com rigor!!!

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