10 de junho de 2026

Brasil só deixará embaixada argentina após escolha de país substituto

País atende interesses argentinos desde agosto, quando governo Maduro expulsou diplomatas do país; opositores estão refugiados em Caracas
Sede do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília. | Foto: Fábio Henrique Pozzebom/Agência Brasil

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil só deixará a custódia das sedes diplomáticas da Argentina na Venezuela após a escolha do país substituto para atender as necessidades argentinas no país.

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O governo de Nicolás Maduro afirmou nesta sexta (06/09) que a custódia brasileira das representações argentinas na Venezuela seria suspensa, o que se confirmou após envio de nota oficial da Venezuela ao Itamaraty neste sábado (07/09).

De acordo com fontes ouvidas pela CNN brasileira, o Brasil vai continuar representando a Argentina na Venezuela e que, se tal autorização for revogada, será preciso esperar a escolha de um país substituto.

O Brasil responde por essa função desde o mês de agosto, quando diplomatas argentinos foram expulsos da Venezuela pelo governo Maduro.

De acordo com fontes ouvidas pela CNN brasileira, o Brasil vai continuar representando a Argentina na Venezuela e que, se tal autorização for revogada, será preciso esperar a escolha de um país substituto.

A principal preocupação é com a presença de seis representantes da oposição venezuelana na região da embaixada argentina em Caracas. Em vídeos nas redes sociais, eles mostram o cerco policial com agentes encapuzados e armados na região do prédio.

Vale lembrar que o governo venezuelano emitiu mandado de prisão contra o candidato da oposição, Edmundo González, o que levou outros líderes da região a realizarem uma reunião com Maduro na última semana.

As chancelarias da Argentina e da Venezuela não estão em contato, mas isso deverá ocorrer em algum momento para que se chegue a um acordo sobre quem será o representante argentino na Venezuela.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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