21 de maio de 2026

Israel propõe saída de líder do Hamas em troca de fim da guerra

Proposta israelense por exílio de Yahya Sinwar (foto) engloba libertação dos reféns e a cessão do controle da faixa de Gaza
Yahya Sinwar, atual líder do grupo palestino Hamas. Foto: IRNA - Islamic Republic News Agency

O governo de Israel propôs dar ao líder do grupo Hamas, Yahya Sinwar, uma passagem segura para fora de Gaza em troca da libertação dos reféns que possui e abrir mão do controle da faixa.

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A declaração foi feita pelo enviado israelense para reféns Gal Hirsch, em entrevista concedida nos Estados Unidos. “Estou pronto para fornecer passagem segura para Sinwar, sua família, quem quiser se juntar a ele”, afirmou, segundo repercussão do site Al Arabiya. “Queremos os reféns de volta. Queremos desmilitarização, desradicalização, é claro — um novo sistema que administre Gaza.”

Segundo o israelense, a oferta de passagem segura foi posta na mesa há um dia e meio, e reiterou que Israel também estaria disposto a libertar os prisioneiros que detém como parte de qualquer acordo.

Hirsch classificou a oferta como parte de um esforço para a busca de novas opções em meio às perspectivas cada vez mais sombrias em torno de um cessar-fogo – embora tenha criticado o grupo palestino afirmando que o Hamas tentou ditar os termos em vez de negociar o cessar-fogo.

Não se sabe ao certo se o Hamas aceitaria a proposta de exílio para Sinwar e sua família, principalmente após o assassinato de Ismail Haniyeh em 31 de julho em Teerã – o qual foi creditado a Israel pelo governo iraniano.

Os receios avançam diante da visão israelense sobre Sinwar: o palestino é visto como o mentor dos ataques realizados em 07 de outubro, e um símbolo da luta armada palestina. Mas, assim como o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu fez no passado, Hirsch comparou Sinwar a Hitler.

A resposta israelense ao ataque cometido em outubro de 2023 matou cerca de 41 mil palestinos até o momento, segundo informações de autoridades de saúde em Gaza. O Hamas matou aproximadamente 1,2 mil pessoas e 250 pessoas foram sequestradas durante a operação.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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2 Comentários
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  1. MARTHA MASSAKO TANIZAKI

    11 de setembro de 2024 10:20 pm

    Quem pensa que é esse Israel que só existe porque é sustentado pelos Estados Unidos e países da Europa? O hamas como um grupo armado porque não existe um exército formal em Gaza ou Cisjordânia tem todo o direito de existir e ser liderado por quem tem capacidade!!!

  2. Rui Ribeiro

    12 de setembro de 2024 1:23 pm

    Mas Usrael não fala nada sobre indenizar os desterrados nem em parar de invadir suas terras?

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