O principal rival político de Benjamin Netanyahu, Benny Gantz, afirmou que o primeiro-ministro israelense está colocando seus interesses pessoais antes das necessidades do país.
Segundo o jornal The Guardian, tal acusação foi feita durante a participação de Gantz na conferência anual da Ordem dos Advogados de Israel, quando criticou a insistência de Netanyahu na necessidade do controle israelense da fronteira entre Gaza e Egito.
Para o político de centro-direita do partido Unidade Nacional, Netanyahu “perdeu o rumo” e “se vê como o Estado… e isso é perigoso”.
Na última segunda-feira, o primeiro-ministro israelense afirmou que o controle do chamado Corredor Filadélfia na fronteira entre Gaza e o Egito deve ser de Israel – enquanto o grupo palestino Hamas exige uma retirada total de Israel da Faixa de Gaza e o Egito destaca que a presença militar israelense na região ameaça o tratado de paz entre os países.
A questão causou debates inclusive no gabinete de Netanyahu, com o ministro da Defesa, Yoav Gallant, fazendo um pedido público para que o primeiro-ministro fizesse um acordo sobre o tema, sob a alegação de que a preocupação seria um acordo que libertasse os reféns mantidos em Gaza.
Recentemente, três dos seis reféns que, segundo o exército israelense, foram baleados na cabeça pouco antes das tropas chegarem à área — duas mulheres e um homem ferido — deveriam ser libertados na primeira etapa de um acordo de cessar-fogo.
A morte dos reféns desencadeou uma onda de protestos por Israel no domingo e na segunda-feira, tanto pela revolta com as mortes como para protestar contra a forma como o governo de Netanyahu tem lidado com o confronto.
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