21 de maio de 2026

Protestos tomam as ruas de Israel e sindicato convoca greve geral para segunda-feira

População ficou revoltada após a morte de seis reféns e pressiona o governo de Netanyahu para que garanta a libertação dos demais reféns
Crédito: Ilia Yefimovich/ picture alliance via Getty Images

O anúncio de que as tropas israelenses recuperaram seis corpos de reféns em um túnel no sul de Gaza gerou revolta e protesto em Israel neste domingo (1°). 

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Segundo o porta-voz do exército israelense, os reféns foram brutalmente mortos pelo Hamas pouco antes da chegada dos soldados no último sábado (31). 

Já neste domingo, manifestações espontâneas tomaram as ruas de Israel, que se transformaram em protestos em que os manifestantes demonstraram grande revolta popular não só pela morte dos reféns, mas também pela prolongada crise com os palestinos. 

Na capital Tel Aviv e também nas cidades de Ra’anana, Rehovot e Be’er Sheva, milhares de manifestantes bloquearam estradas para garantir um acordo imediato para garantir a libertação dos reféns que ainda estão sob o domínio do Hamas. 

O Fórum de Famílias de Reféns informou que a morte das seis vítimas foi resultado direto do fracasso do primeiro-ministro em garantir um acordo pelo cessar-fogo, a fim de garantir o retorno e  a integridade dos israelenses que estão em Gaza.

Greve

Já o chefe do maior sindicato de Israel convocou uma greve geral a partir de segunda-feira (2), em que promete que toda a economia vai parar como forma de pressionar o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu pelo resgate dos demais reféns seja feito. 

“Precisamos chegar a um acordo (sobre o retorno dos reféns sobreviventes). Um acordo é mais importante do que qualquer outra coisa. Estamos recebendo sacos para cadáveres em vez de um acordo”, afirmou Arnon Bar-David, líder do sindicato Histadrut, que representa trabalhadores. 

David contou como apoio dos principais fabricantes e empresários de Israel no setor de alta tecnologia. A Associação de Fabricantes de Israel informou que o governo de Netanyahu tem o dever moral de trazer os reféns de volta vivos. 

“Sem o retorno dos reféns, não seremos capazes de acabar coma guerra, não seremos capazes de nos reabilitar como sociedade e não seremos capazes de começar a reabilitar a economia israelense”, afirmou Ron Tomer, chefe da associação.

Além do aeroporto Ben Gurion, os serviços municipais de Tel Aviv também estarão fechados a partir de segunda-feira. 

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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