21 de maio de 2026

Planos de Netanyahu mataram reféns israelenses, diz site

Pressionado pela extrema-direita, primeiro-ministro levou as negociações a uma indefinição que levou à morte de prisioneiros israelenses
Foto: Haim Tzach, CEO – via fotospublicas.com

As táticas de negociação adotadas pelo primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu custaram as vidas de pelo menos três prisioneiros israelenses em maio deste ano, segundo informações da mídia israelense.

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Documento submetido pela equipe de Netanyahu aos mediadores do cessar-fogo foi divulgado pelo analista político e militar sênior do jornal israelense Yedioth Ahronoth, Ronen Bergman.

Como relata o site libanês Al Majadeen, o artigo revelou as razões pelas quais autoridades e as famílias dos reféns culparam Netanyahu pela morte dos reféns: apelidado “O Documento Vermelho”, o texto compila comunicações enviadas pela equipe israelense aos mediadores, que levaram as propostas às autoridades do Hamas no mês de maio.

Na ocasião, o Hamas concordou com grande parte dos termos propostos por Netanyahu, o que chocou as autoridades israelenses que acabaram apresentando “esclarecimentos” que, na verdade, eram mudanças que tornavam um acordo impossível.

Denominado “The Blood Document”, o relatório foi apresentado aos mediadores na reunião realizada em Roma (Itália) no final de julho, e as manobras israelenses foram condenadas pelas autoridades da Resistência Palestina – e os representantes do Hamas destacaram que só aceitariam um acordo com base no que foi negociado em maio.

Um político que teve decisiva influência no documento entregue em Roma foi o ministro das Finanças da extrema-direita israelense, Bezalel Smotrich – que chegou a afirmar que a perspectiva positiva com a concordância do Hamas à proposta foi um sinal de fraqueza, e pressionou pela rejeição da própria proposta israelense antes mesmo de o Hamas enviar sua resposta aos mediadores.

“Avançando para hoje, o artigo de Bergman fornece uma visão aprofundada do que o Hamas chamou de proposta de maio, revelando que Netanyahu foi fundamental para conduzir as negociações a um beco sem saída”, diz o site libanês.

Após a morte de seis reféns israelenses no último final de semana, protestos explodiram em Israel pedindo pelo cessar-fogo e acordo com a troca de prisioneiros, levando a uma greve geral na região nesta segunda-feira.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. +almeida

    3 de setembro de 2024 7:30 am

    EUA e Inglaterra liderando o abastecimento do genocídio que Israel prática e território
    palestino, sob aplausos coniventes da comunidade europeia e demais vassalos dos líderes.

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