As táticas de negociação adotadas pelo primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu custaram as vidas de pelo menos três prisioneiros israelenses em maio deste ano, segundo informações da mídia israelense.
Documento submetido pela equipe de Netanyahu aos mediadores do cessar-fogo foi divulgado pelo analista político e militar sênior do jornal israelense Yedioth Ahronoth, Ronen Bergman.
Como relata o site libanês Al Majadeen, o artigo revelou as razões pelas quais autoridades e as famílias dos reféns culparam Netanyahu pela morte dos reféns: apelidado “O Documento Vermelho”, o texto compila comunicações enviadas pela equipe israelense aos mediadores, que levaram as propostas às autoridades do Hamas no mês de maio.
Na ocasião, o Hamas concordou com grande parte dos termos propostos por Netanyahu, o que chocou as autoridades israelenses que acabaram apresentando “esclarecimentos” que, na verdade, eram mudanças que tornavam um acordo impossível.
Denominado “The Blood Document”, o relatório foi apresentado aos mediadores na reunião realizada em Roma (Itália) no final de julho, e as manobras israelenses foram condenadas pelas autoridades da Resistência Palestina – e os representantes do Hamas destacaram que só aceitariam um acordo com base no que foi negociado em maio.
Um político que teve decisiva influência no documento entregue em Roma foi o ministro das Finanças da extrema-direita israelense, Bezalel Smotrich – que chegou a afirmar que a perspectiva positiva com a concordância do Hamas à proposta foi um sinal de fraqueza, e pressionou pela rejeição da própria proposta israelense antes mesmo de o Hamas enviar sua resposta aos mediadores.
“Avançando para hoje, o artigo de Bergman fornece uma visão aprofundada do que o Hamas chamou de proposta de maio, revelando que Netanyahu foi fundamental para conduzir as negociações a um beco sem saída”, diz o site libanês.
Após a morte de seis reféns israelenses no último final de semana, protestos explodiram em Israel pedindo pelo cessar-fogo e acordo com a troca de prisioneiros, levando a uma greve geral na região nesta segunda-feira.
+almeida
3 de setembro de 2024 7:30 amEUA e Inglaterra liderando o abastecimento do genocídio que Israel prática e território
palestino, sob aplausos coniventes da comunidade europeia e demais vassalos dos líderes.