As mulheres ainda recebem 20,7% menos do que os homens nas 50.692 empresas com 100 ou mais empregados, de acordo com o 2° Relatório de Transparência Salarial e Critérios Remuneratórios, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta quarta-feira (18).
Em relação a diferença salarial registrada em março, o número regrediu. Naquela época, homens ganhavam 19,4% a mais que colegas mulheres que atuam na mesma posição.
A diretora de Programa do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Luciana Nakamura, ressaltou que a igualdade salarial está prevista na CLT desde 1943, mas que não é cumprida pelas empresas. Assim, o objetivo da pasta não é puni-las, mas fazer com que “olhem para as desigualdades salariais entre homens e mulheres, e possam promover um ambiente de igualdade”.
Outro dado que chama a atenção é a disparidade entre raças. Enquanto a média salarial dos homens é de R$ R$ 4.495,39, a das mulheres fira em torno de R$ 3.565,48. Mas quando analisado o rendimento médio da mulher negra (R$ 2.745,26), o MTE constatou que este representa pouco mais da metade (50,2%) do que os ganhos de homens não negros (R$ 5.464,29). As mulheres não negras recebem R$ 4.249,71 em média.
A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, reafirmou a necessidade de incentivos para inserir mulheres negras e indígenas no mercado, além de promover a equiparação salarial, muitas vezes vista como um drama. “O salário da mulher não é completo do salário dos homens. Elas não são as pessoas do mimimi, elas são as trabalhadoras. Por isso, precisamos enfrentar essas desigualdades.”
Liderança
Em cargos de direção e gerência, a disparidade é ainda maior. As mulheres recebem 27% a menos do que os homens na mesma posição. A diferença entre as que que desempenham funções de nível superior chega a 31,2%.
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