O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou um novo levantamento em que mostra que a desigualdade salarial persiste no país: a remuneração de mulheres gira em torno de R$ 3.241,18, enquanto a dos homens é de R$ 3.791,58 na mesma área de atuação. Em média, mulheres ainda ganham 17% menos que os homens no mesmo ramo de atividade.
De acordo com a pesquisa, realizada em 357 setores, os homens representam 54,7% do total de assalariados. No mercado de atividades financeiras, seguros e serviços relacionados, a disparidade é ainda maior. Enquanto os homens ganham, em média, R$ 10.469,21, o salário das mulheres é de R$ 6.205,02.
Construção civil (87,6%), indústrias extrativas (84,2%) e transporte (81,7%) são as áreas com maior participação masculina no quadro de funcionários. Já as mulheres se concentram nos setores de saúde humana e serviços sociais (74,8%), educação (67,3%) e alimentação (57,2%).
Escolaridade
Os dados das Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) de 2022 apontam ainda que os profissionais assalariados com ensino superior recebem, em média, três vezes mais (R$ 7.094,17) que os trabalhadores não graduados (R$ 2.441,16).
Porém, apenas nas áreas de educação (64,3%) e atividades financeiras (60,6%) os profissionais com graduação ou pós-graduação são maioria.
Já os que não tiveram a oportunidade de frequentar a universidade dominam as áreas de alojamento e alimentação (96,1%); agricultura, pecuária, produção florestal e aquicultura (94,1%) e construção (92,6%).
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