Rendimento médio sobe 11,5% e chega a R$ 1848, segundo IBGE

Tatiane Correia
Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.
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Montante chegou ao maior valor da série histórica; aumento do rendimento médio e expansão da população ocupada puxaram resultado

Imagem de Joel santana Joelfotos por Pixabay

O rendimento médio real domiciliar chegou a R$ 1.848 no ano de 2023, o maior valor da série histórica da pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), com alta de 11,5% ante 2022 e de 6% em relação a 2019, quando o montante apurado também tinha sido o maior da série histórica (R$ 1.744).

A massa de rendimento mensal domiciliar per capita também atingiu o maior valor da série histórica do módulo Rendimento de todas as fontes, da PNAD Contínua, iniciada em 2012: R$ 398,3 bilhões. O aumento foi de 12,2% ante 2022. Em relação a 2019, a expansão foi de 9,1%.

Ao mesmo tempo, o rendimento médio real de todas as fontes cresceu 7,5% em relação ao ano anterior, atingindo R$ 2.846 em 2023 e se aproximando do maior patamar da série histórica, registrado em 2014 (R$ 2.850).

Esse rendimento voltou a subir em 2022 após dois anos de queda com os efeitos da pandemia de Covid-19 (2020 e 2021) ao ser estimado em R$ 2.648.

Já o rendimento médio mensal real habitualmente recebido de todos os trabalhos (calculado para as pessoas de 14 anos ou mais de idade ocupadas) foi estimado em R$ 2.979 em 2023, um aumento de 7,2% em relação a 2022 (R$ 2.780) e de 1,8% na comparação com 2019 (R$ 2.927).

Segundo o IBGE, o aumento desse rendimento no ano que passou resultou em uma massa mensal de rendimento de R$ 295,6 bilhões, o maior valor da série histórica da PNAD Contínua. Esse valor representa um crescimento de 11,7% em relação a 2022 (R$ 264,6 bilhões) e de 8,8% ante 2019 (R$ 271,7 bilhões).

Em nota, o analista da pesquisa, Gustavo Geaquinto, afirma que o avanço da massa de rendimento do trabalho ante 2022 “se deve tanto à expansão da população ocupada quanto à elevação do rendimento médio do trabalho”.

“Em 2023, em relação a 2022, tinha 4,0 milhões a mais de pessoas ocupadas com rendimento do trabalho. Com essa expansão, a massa de rendimentos do trabalho também superou o valor de 2019, até então o ano com o maior valor da série da PNAD Contínua”, explica.

Tatiane Correia

Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.

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