4 de junho de 2026

Rede social X “demonstra intenção deliberada de descumprir ordens do STF”, diz Anatel; entenda o caso

Agência ressaltou que “eventuais novas tentativas de burla ao bloqueio merecerão as providências cabíveis”
Foto: Kovop/Shutterstock

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) ) informou, nesta quinta-feira (19), que identificou o mecanismo que liberou o acesso repentino da rede social X no país e que já agiu para o “restabelecimento do bloqueio”, determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). 

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Alguns usuários brasileiros conseguiram acessar a rede social porque a empresa do bilionário Elon Musk passou a usar endereços de IPs vinculados a servidores da empresa americana Cloudflare, um serviço de proxy reverso em nuvem, que faz o uso de IPs dinâmicos e dificulta o bloqueio da plataforma pelas operadoras de internet. 

O X chegou a informar que a mudança foi feita porque a infraestrutura para fornecer o serviço na América Latina ficou inacessível para sua equipe após o bloqueio no país, o que causou uma “restauração involuntária e temporária do serviço para usuários brasileiros“.

O X ainda publicou, em sua conta de Assuntos Governamentais Globais, que espera que a plataforma volte a ter acesso liberado no país “muito em breve“, uma vez que as ordens do STF estão sendo cumpridas, como o pagamento de multas e a suspensão de perfis “antidemocráticos”.

Embora esperemos que a plataforma fique inacessível novamente em breve, continuamos os esforços para trabalhar com o governo brasileiro para retornar muito em breve para o povo do Brasil“, publicou.

Segundo a Anatel, no entanto, “a conduta da rede X demonstra intenção deliberada de descumprir a ordem do STF“. A Agência ressaltou ainda que “eventuais novas tentativas de burla ao bloqueio merecerão as providências cabíveis”.

Ainda na noite de ontem, a Anatel disparou notificações para 20 mil operadoras e provedores de internet determinando novamente o bloqueio da plataforma, após receber apoio da Cloudflare.

A empresa americana trabalhou para que a suspensão seja possível sem afetar demais instituições e empresas que utilizam a mesma rede no Brasil, como o próprio Supremo e até bancos privados.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Vladimir

    19 de setembro de 2024 11:06 am

    Um sujeito que já disse que dá golpe em qualquer país não tem o benefício da dúvida. Ele sempre será culpado.

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