10 de junho de 2026

Cientistas criam exame de sangue acessível para identificar o Alzheimer

Presença de moléculas miRNAs no sangue indicam estágio da doença neurodegenerativa e viabilizam tratamentos preventivos
Crédito: Reprodução BioVendor

Pesquisadoras dos Estados Unidos e Alemanha identificaram que moléculas conhecidas como miRNAs (micro-RNAs plasmáticos) são capazes de indicar que o paciente tem Alzheimer por meio de um exame de sangue, visto que elas se manifestam anos antes do que as proteínas da doença neurodegenerativa.

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A descoberta torna o diagnóstico da doença mais econômico, acessível e menos invasivo. Isso porque atualmente o processo é feito em diversas etapas. Na primeira delas, o paciente precisa apresentar sintomas como alteração de memória e deficiências cognitivas, como dificuldade para falar ou tomar decisões que comprometam a autonomia da pessoa no dia a dia.

Em seguida, são realizados exames com testes de biomarcadores, disponíveis em poucos laboratórios no Brasil. Frequentemente, amostras do paciente são encaminhadas aos Estados Unidos para análise, o que encarece e restringe o acesso.

Assim, a descoberta populariza o processo, pois serve para indicar o melhor momento para iniciar o tratamento ou até intervenções preventivas, pois aponta o momento em que o paciente que tem uma deficiência cognitiva leve está evoluindo para um quadro de demência.

Etapas

Após a amostra de sangue dos pacientes, os pesquisadores analisaram amostras de plasma de 800 pacientes, parte deles saudáveis e outros com problemas cognitivos e demência. O grupo de estudo foi submetido, ainda, aos tradicionais testes neuropsicológicos aplicados para o diagnóstico de Alzheimer.

Como resultado, os pesquisadores perceberam que os exames combinados aumentaram a precisão dos testes neuropsicológicos e indicaram o estágio correto da evolução da doença, pois as miRNAs são biomarcadores estáveis e envolvidos em vias metabólicas múltiplas.

O estudo foi publicado na revista científica Alzheimer’s & Dementia.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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