4 de junho de 2026

Pílulas musicais de Celly Campello

A cantora e atriz, pioneira do rock nacional, conquistou o público com sua voz marcante e presença de palco inesquecível.
A cantora e atriz, pioneira do rock nacional, conquistou o público com sua voz marcante e presença de palco inesquecível.

Célia Campello Gomes Chacon, mais conhecida como Celly Campello, foi uma das maiores estrelas da música brasileira nas décadas de 1950 e 1960. Com sua voz marcante e carisma inigualável, a cantora popularizou o rock no país e se tornou um ícone para gerações de artistas.

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Nascida em 1939 em Taubaté, no interior de São Paulo, Celly começou sua carreira aos 5 anos em uma rádio local. Estudou piano, violão e balé e, aos 12 tinha um programa na rádio Cacique, de Taubaté.

Com a influência de seu irmão, o cantor Tony Campello, Celly conseguiu convencer parte da diretoria da gravadora Odeon a apostar em seu talento, apesar de ser praticamente uma desconhecida. Foi assim que recebeu a oportunidade de gravar seu maior sucesso, “Estúpido Cupido”. Uma versão em português de “Stupid Cupid” (Neil Sedaka e Howard Greenfield, 1958), adaptada por Fred Jorge, especialista em versões, a música conquistou o público e impulsionou a carreira de Celly. Lançado em 1962, se tornou um hino da Jovem Guarda e a consagrou como uma das principais vozes da música brasileira.

Outras canções marcantes de seu repertório são Banho de Lua e Lacinhos Cor-de-Rosa. Foi considerada a Rainha do Rock Brasileira, na era pré-Rita Lee, mas sua carreira foi interrompida ao se casar com 20 anos, tentando regressar ao mundo do espetáculo na década de 70.

Além de sua carreira musical, Celly também atuou em filmes e trilhas sonoras, demonstrando sua versatilidade artística. Sua influência na música brasileira é inegável, e suas canções continuam sendo ouvidas e amadas até hoje.

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Dolores Guerra

Dolores Guerra é formada em Letras pela USP, foi professora de idiomas e tradutora-intérprete entre Brasil e México por 10 anos, e atualmente transita de carreira, estudando Jornalismo em São Paulo. Colabora com veículos especializados em geopolítica, e é estagiária do Jornal GGN desde março de 2014.

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