24 de julho de 2026

Nova tarifa dos EUA fará quase 4 mil produtos brasileiros pagarem sobretaxa de 37,5%, diz CNI

No total, a CNI calcula que 48,7% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos passarão a enfrentar algum tipo de tarifa adicional imposta pelo governo norte-americano
Comex do Brasil

Tarifa adicional de 12,5% dos EUA sobre 4.060 produtos brasileiros entrou em vigor, elevando tributos a 37,5%.
Sobretaxa atinge US$ 12,4 bi em exportações, 48,7% dos produtos brasileiros vendidos aos EUA terão tarifas extras.
CNI defende diálogo Brasil-EUA para mitigar impactos e contesta justificativa das tarifas por suposto trabalho forçado.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

A nova tarifa adicional de 12,5% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros entrou em vigor nesta sexta-feira (24) e elevará para 37,5% a tributação de quase 4 mil itens exportados pelo Brasil ao mercado norte-americano. A estimativa é da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que alerta para o impacto da medida sobre a indústria nacional.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Segundo levantamento da entidade, a nova sobretaxa atinge 4.060 produtos brasileiros, equivalentes a US$ 12,4 bilhões em exportações, cerca de 29,4% de tudo o que o Brasil vende aos Estados Unidos.

Desse total, 3.985 produtos, responsáveis por US$ 10,8 bilhões em exportações, já estavam sujeitos à tarifa adicional de 25% e agora passarão a pagar uma alíquota combinada de 37,5%. Esse grupo representa 80,7% das vendas afetadas pela medida.

Outros 75 produtos, que somam US$ 1,6 bilhão em exportações, passarão a pagar apenas a nova tarifa de 12,5%, sem incidência da sobretaxa anterior.

No total, a CNI calcula que 48,7% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos passarão a enfrentar algum tipo de tarifa adicional imposta pelo governo norte-americano.

Investigação comercial

As novas tarifas decorrem de uma investigação conduzida pelos Estados Unidos com base na Seção 301 da Lei de Comércio. O governo americano concluiu que o Brasil e outros 37 países não adotariam medidas consideradas suficientes para impedir a importação de produtos fabricados com trabalho forçado.

Ao todo, a investigação envolveu 60 parceiros comerciais dos Estados Unidos.

A CNI, no entanto, contesta a justificativa apresentada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). Segundo a entidade, o Brasil possui uma das legislações mais modernas e abrangentes para prevenir, combater e erradicar o trabalho forçado em suas cadeias produtivas, com mecanismos de fiscalização e responsabilização reconhecidos internacionalmente.

Negociação

Diante do aumento das tarifas, o presidente da CNI, Ricardo Alban, defendeu o aprofundamento do diálogo entre os governos brasileiro e norte-americano para reduzir os impactos sobre as empresas exportadoras.

Segundo ele, a entidade já mantém conversas com o governo federal e com os setores mais afetados para elaborar medidas de curto prazo que minimizem os prejuízos provocados pela nova política tarifária.

“É essencial que o diálogo entre Brasil e Estados Unidos seja mantido e aprofundado. Ao mesmo tempo, precisamos agir rapidamente para reduzir os impactos sobre as empresas afetadas”, afirmou Alban.

A adoção da nova sobretaxa amplia a pressão sobre a indústria brasileira, que passa a enfrentar custos maiores para acessar um de seus principais mercados de exportação.

LEIA TAMBÉM:

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados