Por SergioMedeirosR
Comentário ao post “Eleições: conversa entre presidenciáveis finalmente fica clara“
Adotar as medidas impopulares do PSDB e do PSB de Campos, de cessar a politica de aumento real do salário mínimo e do pleno emprego, significa, de pronto, condenar alguns milhões de brasileiros à morte.
Tudo em nome do mercado
A diferença entre a politica econômica atualmente adotada no Brasil, em relação ao salário mínimo e ao incentivo à criação de empregos, e a do resto do mundo, é centrada em dois pontos básicos, enquanto no Brasil temos pleno emprego e valorização real dos salários, nos demais países (Europa e Estados Unidos como base de comparação) vemos um desemprego em massa e a contínua retirada de direitos sociais…
Tal realidade pode ser facilmente aferida em países da Europa, sendo os exemplos mais candentes o da Espanha, Grécia, Portugal Itália França…
No governo anterior, FHC-PSDB(1994-2002), para não levar adiante uma politica de aumento real do salário mínimo, este afirmava que o aumento de salário gerava inflação e desarrumava as contas públicas.
Isso significava a manutenção de milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza (que nada mais é que uma sentença de morte com requintes de crueldade – ou pior, a subraça que estava se formando pelo desenvolvimento mental incompleto, pela falta de ingestão diária de nutrientes básicos, em outros termos, pela falta de comida).
A politica do governo Lula e Dilma desmentiu tal teoria de FHC/PSDB e de economistas como Armínio Fraga(ligado ao PSDB) e outros ..
Durante os Governos Lula Dilma – 2003 a 2014, o salário mínimo teve um aumento real acima da inflação de mais de 73 por cento, e o Brasil não quebrou nem deixou de se desenvolver, nem a inflação estourou a meta (no último mandato de FHC, a inflação foi bem maior que a atual, que a mídia diz, de boca cheia, que está alta).
Ainda, algo tão ou mais importante, tal politica não se encerra na questão atinente ao salário mínimo.
É que, a valorização real do salário mínimo não se reduz somente a esfera do salário mínimo, o aumento deste influencia diretamente no aumento das demais faixas salariais, ou seja, o aumento do salário mínimo faz com que, efeito cascata, os demais salários acima deste patamar também aumentem.
Reitero, não somente o salário mínimo, mas todos os salários, sejam os percebidos junto a iniciativa privada, sejam junto ao setor público, também aumentaram em termos de valores reais, na contramão do resto do mundo.
E ai, eis o paradoxo, chega perto das eleições e, a maior parte das categorias profissionais, enganada pela mídia oficial e lideres oportunistas, apesar de terem tido aumentos acima da inflação … reclama porque seu salário não aumentou na mesma proporção do salário mínimo.
Ora, o que realmente importa é se os salários aumentaram mais que a inflação, se o poder de compra aumentou, se existem empregos disponíveis para quem queira trabalhar…isso é o que importa…
Frisa-se… Vejam a Europa, com toda a riqueza, com todo o poderio econômico… lá, indiscutivelmente (é fato incontroverso) existe uma crise sem precedentes de falta de empregos…Na Espanha chega a quase 30%….
Enquanto isso no Brasil, há pleno emprego.
E ai, novamente vem estes políticos oportunistas, e seus economistas de plantão, dizerem que o Brasil não pode dar aumento real de salários porque isso está inibindo o crescimento da economia.
Ora, muito pelo contrário, o Brasil é a prova concreta que aumentar salário não gera inflação, mas sim aumenta a produção interna e reduz a desigualdade.
Eles sabem disso, mas o que eles querem é aumentar a margem de lucro, principalmente externa, por isso o desprezo pela atual politica de valorização dos salários e pleno emprego.
Em outros termos, os ricos passaram a ganhar um pouco menos com este crescimento moderado, mas a imensa maioria do povo brasileiro passou a ter melhores condições de vida, pois houve melhor distribuição dos lucros advindos da atividade produtiva.
E ai está a questão, nem mesmo esta ínfima parcela eles estão dispostas a deixar de ganhar…
Mas a questão não se encerra no simplismo do salário mínimo e do pleno emprego.
A se adotarem medidas que tenham o condão de estagnarem o salário mínimo e médio e as vagas de emprego, as micro e pequenas empresas seriam diretamente atingidas e todos os trabalhadores/empresários que nelas laboram.
O que diria este grande contingente de pequenos e microempresários se, de uma hora para outra seus clientes começassem a minguar…
Haveria uma luta fratricida entre elas, porque ao tentarem se manter no mercado iriam cada vez mais se endividando, até um ponto insuportável e a partir dai somente as grandes sobreviveriam.
Todos perderiam.
Outro ponto, os mecanismos de crédito e os incentivos para a produção e desenvolvimento, que permitiram que uma imensidade de pequenas empresas florescesse, em face da tal turbulência também cessariam…
Por isso, pequenos empresários, vocês também pensem muito e cautelosamente… a questão não se resume ao salário dos demais trabalhadores, mas sim ao fato de que vocês dependem desta nova classe de consumidores.
Quem vende, seja serviço ou outros produtos, vende no varejo, a muitas pessoas, aos trabalhadores e aos da hoje considerada classe média (baixa).
Pequenos empresários, ME, …os ricos nunca foram os que movimentaram seu mercado, ainda mais o tipo de mercado de consumo que vocês desenvolvem, que necessita de milhões de clientes…
Pensem de novo, pensem que seu sucesso depende de uma economia com pleno emprego e com capacidade para consumir seus produtos..
Olhem seu mercado consumidor ..seus clientes, e vejam como seria desastroso se estas pessoas tiverem diminuídos seus ganhos…
E isto para todos, desde o vendedor de cachorro quente até para o vendedor de carros ou imóveis.
Imaginem um quadro apenas um pouco desfavorável, onde um aumento do desemprego ocorra.
Neste contexto, tirando os diretamente atingidos, os primeiros a sentirem tais efeitos são logicamente os pequenos empresários …
A batalha pela sobrevivência aviltará seus preços… e ainda terão que ouvir… é o mercado… é a livre inciativa…somente os capazes sobrevivem…
Pensem um pouco… não demanda um grande raciocínio, estes são apenas alguns dados…
Comparem estes dados com a propaganda dos grandes jornais, com as medidas impopulares que o PSDB e o PSB de Campos estão pregando(que eles dizem que são necessárias – desemprego e término dos aumentos reais de salário) e escolham cautelosamente seu destino.
Vantuil Barbosa Filho
5 de maio de 2014 12:01 pmOs rodoviários
Com a inauguração dos portos,aeroportos, ferrovias, hidrovias, a vida vai ficar difícil nessa área, imagine se o governo seja do PSDB ou PSB?
alfredo machado
5 de maio de 2014 12:14 pmTrabalho
Sergio,
Os encargos trabalhistas são elevados, desconheço os países que sobrecarregam o empregador com encargos e obrigações ao mesmo nível do que ocorre aqui, isto é um fato.
Outro fato- no dia em que um governo conseguir retirar do empregador parte de tais encargos e obrigações, 40% do FGTS ao demitir aleatoriamente, vale-transporte e muitos outros benefícios, aquele momento será o ponto zero de um toque de degola generalizado, de norte a sul do país um verdadeiro massacre sem dó nem piedade.
Savo exceções, o empresário tupiniquim, péssimo daquele lá de baixo até aquele tamanho-gigante, sonega à vontade, olha o seu funcionário como fonte de despesa, dificilmente o incentiva para melhorar, só dá a ele aquilo que, caso não pague ou recolha, poderá lhe trazer dificuldade. Mesmo assim, ainda existem muitos trabalhadores sem vínculo empregatício e bastante trabalho escravo.
Mexer em obrigações trabalhistas é loucura total.
Luis Armidoro
5 de maio de 2014 12:22 pmcaro Sérgio
Não são todos
caro Sérgio
Não são todos que tiveram aumento real de salário de 2003 para cá
Quem tem o encosto dos tucanos a carregar, como os funcionarios públicos paulistas e outros funcionarios públicos que carregam a maldição de terem estados destruídos por estes sujeitos, sentem no couro a aplicação das políticas neoliberais eficientes para destruir tudo: os únicos aumentos que estes funcionarios têm ocorrem quando há aumento do salario minimo, e as gratificações a ele vinculadas aumentam
alfredo machado
5 de maio de 2014 12:57 pmCarteira assinada
Luis Armidoro,
Certamente não sou a pessoa indicada prá te fazer contraponto, mas este assunto diz respeito a todos aqueles que têm vínculo empregatício – funcionário público representa um grupo reduzido em relação ao total, e muitos deles sempre carregaram enormes benefícios, critério diferenciado na hora da aposentadoria $$$, etc… , e cargos de confiança e indicações políticas funcionam como o vento, prá lá e prá cá.
Quanto a ajustes salariais para funcionário público em decorrência de aumento do S.M., não pense desta maneira, pois tal raciocínio é um equívoco daqueles.
Um abraço
Anarquista Lúcida
6 de maio de 2014 12:52 amFuncionário nao precisa de comer nem paga aluguel, né?
Cada comentário que aparece!
alfredo machado
6 de maio de 2014 2:56 amÓculos
Analu,
Se escreveu por conta do último parágrafo, leia de outro modo, como se estivesse no meu lugar. Em diversos casos não existe vínculo com um novo S.M.
Anarquista Lúcida
6 de maio de 2014 9:19 pmNenhum aumento de salário tem vínculo direto com o SM
Salvo, claro, o do próprio salário mínimo e o do mínimo previdenciário. Mas AS MESMAS NECESSIDADES DE REAJUSTE QUE TÊM OS SALÁRIOS EM GERAL TB VALEM PARA OS SALÁRIOS DOS SERVIDORES.
Henrique, O Outro
5 de maio de 2014 12:30 pmAécio Neves e Armínio Fraga
Aécio Neves e Armínio Fraga acham que não junto a fóruns da classe dominante são bastante desinibidos para defender o arrocho salarial e defender a promoção do desemprego, com apoio da nossa velhaca mídia.
Os tanques do exército já foram usados por FHC contra trabalhadores petroleiros, e a mídia vira-lata apoiou da mesma forma o sistema judicial.
Nossa classe dominante sempre julgou a questão social uma questão policial.
Bruce Guimarães
5 de maio de 2014 12:43 pmAnálise muito simplista
Diminuir salário, às vezes, pode ser a única saída para garantia de emprego, lógico que em troca deve vim a redução da jornado. Isso no Brasil vai ser muito necessário, pois a recessão em 2015 vêm aí com muita força. O próprio setor automobilistisco já está demitindo, e uma negociação nesse sentido seria necessário.
João Mac-Cormick
5 de maio de 2014 1:57 pmA urubóloga…
Quem diz todos os anos, desde 2003, que a recessão vem forte é a urubóloga miriam pig leitão. Todo ano é um urubologismo de dar dó.
alfredo machado
5 de maio de 2014 2:01 pmMontadoras
Bruce não cadastrado,
O seu exemplo ao final é péssimo, pois as montadoras sempre demitirão, não importando as vantagens que tenham obtido de um governo qualquer sempre,
Quanto à redução de salários, é válida em caso de guerra, mas não estamos nesta situação. Projeção de recesão é trabalho prá videntes, “especalistas” do mercado a consideram como absolutamente certa, reconheço que pode ser que venha a ocorrer, mas é “pode ser”, “tudo indica”, etc…
O Financial Times, por exemplo, afirma com plena convicção que a recessão em 2015 é inevitável, não a do país dele, que se arrasta há bastante tempo, mas a do patropi. Às vezes penso que este jornal está cogitando seinstalar por aqui.
Bruce Guimarães
5 de maio de 2014 2:22 pmSó não ver a recessão quem não quer!!!
Alfredo Machado Cadastro!!!?
Empresas demitem por falta de demanda para seus produtos, não tem nada de “”sempre demitirão””, a demanda por carro está caindo, porque está muita gente adiando gastos com medo.
Não vejo dessa forma a questão de redução de salários. A Alemanha que é um país muito admirável e tem apenas 13 sindicatos, fazem isso direto, e por isso que eles estão como estão e a inflação lá gira em torno de zero.
Qualquer que seja o governo do ano que vêm, e pelo jeito não será o da Dilma, vai ter um trabalho imenso no plano fiscal. A negociação com a classe trabalhadora vai ter que ser intensa, pois a recessão vêm aí!!!
alfredo machado
5 de maio de 2014 2:49 pmMontadoras
alfredo machado cadastrado sim, e porquê não ? Faça o mesmo, não arranca braço nem pernas.
Montadoras sempre demitirão, e isto não ocorre somente no patropi, este é o efeito imediato do uso de robôs, ccorreto?
Quanto à demanda por veículos, pensamos diferente, o crediárrio teve o prazo máximo reduzido e os preços estão altíssimos.
Procure se informar a respeito da qualidade do empresariado alemão, diametralmente oposta à dos brazucas. Este é um dos motivos pelos quais as empresas alemãs não querem saber de patropi.
Discordamaos de ponta a ponta, DRousseff será reeleita e fará mais quatro anos de bom governo, prá isto bastando não atrapalharem demais, jogar contra o país, mas criticar com inteligência aquilo que a pessoa julgue equivocado.
Política fiscal ela tira de letra, mas se tirar da cartola a reforma política, elege com Lula o seu sucessor em 2018. E se a regulação do marco das Comunicações vier junto, com as duas pancadas poderá vir a ser considerada uma estadista.
Um abraço
Bruce Guimarães
5 de maio de 2014 3:35 pmBom governo????
Não sei que grande diferença faz está ou não cadastrado, a credibilidade aumenta??? Melhor que a qualidade do empresariado alemão é a qualidade do governo alemão. Governo sério, sem populismo, austero, sem tolerância com inflação.
O PT só ganha se colocar o Lula, com Dilma vai ser porrada na certa!!!
alfredo machado
5 de maio de 2014 4:35 pmGoverno alemão
Governo de Angela Merkel é sério prá quem?
Diga isto para qualquer um dos 16 países da zona do euro e tampe os ouvidos. E quanto ao patropi, vote no mineirim e boa sorte.
Klaus BF
5 de maio de 2014 9:09 pm1.700 Euros!
Diga isso para minha mãe aposentada do Ministério das Relações Exteriores da Alemanha e ganha 1.700 Euros. para aqui pode parecer muito, mas para lá, é só para sobreviver mesmo. Se não fossem os anos de economia e uma aposentadoria complementar ela estaria lascada! E assim com grande parte da classe trabalhadora!
Anarquista Lúcida
6 de maio de 2014 12:56 amEis a constataçao d q é a direita q está c/ o papo de volta Lula
Um troll desses faz todo um discurso de direita mas vem com essa. Tudo para atrapalhar a real candidatura do PT. E o Lula já deixou claríssimo que nao vai ser candidato.
Lucinei
5 de maio de 2014 2:17 pmA matrix é fogo!
Impressionante é ver pessoas que vivem de salários, mais baixos ou mais altos, não importa, repetindo o discurso da recessão só porque é contra o pt, o lula, a dilma; ou, pior, porque acha “chique”.
A ideologia é um interessante objeto de estudo, mesmo. Desemprego e recessão se transformam em garantia do emprego e do salário.
Coitada da oposição
5 de maio de 2014 2:23 pmSerra perdeu por ter proposto
Serra perdeu por ter proposto salário mínimo maior que o previsto pelo governo petista, pois isso não só destruiria o país como cometia o sacrilégio de se pagar mais do que esses merecem, especialmente aposentados. Agora se prometer menos, vai levar chumbo de novo.
Anarquista Lúcida
6 de maio de 2014 12:59 amJá tomou seu remedinho hoje? Fala sério…
Quem chamou os aposentados de vagabundos foi Fernando Henrique, nao o governo petista. E o que Serra diz ou deixa de dizer nao se escreve. Ele denunciou a Dilma alegando que ela seria partidária do aborto quando foi a mulher dele que fez um.
Rodrigo Moreira
5 de maio de 2014 2:45 pmBom, meus caros, vocês só
Bom, meus caros, vocês só esqueceram de combinar com a inflação.
Não adiantar aumentar salários de forma indiscriminada se a produtividade não aumentar e a inflação continuar a subir.
Não há vantagem alguma num salário mínimo de R$ 1000 se o poder de compra é equivalente a R$ 500.
O problema dessa linha é seu tom irresponsável. Parece até que é possível aumentar a renda na canetada e via impressão de dinheiro.
Até entendo que vocês nao queiram tomar medidas que levem ao desemprego. Mas, do jeito que está, o desemprego virá, mas de forma pior, pois descontrolado.
Já vimos que um ajuste é necessário. Parem de ser irresponsáveis e achar que tudo é intriga da oposição. Vocês são. O Nassif sabe. O Governo sabe.
Se o SM nao parar de subir acima da inflação, sem produtividade, os mais pobres é que irão sofrer, pois vai ficar caro contratar um funcionário sem qualificação.
O cenário nao é bom. Todo mundo sabe.
A questão é como tratar o problema. Há a forma madura e responsável (austeridade momentânea e controlada) e a forma imatura e irresponsável (fingir que o problema nao existe e continuar gastando o que nao tem).
Qual vocês acham que é a linha do governo?
O pronunciamento de 4f passada lhes dá a resposta.
É por isso que eu voto na oposição.
Rui Daher
5 de maio de 2014 9:57 pmSM
Ah, oposição, a produtividade do trabalho, pois não. Alguém aí diz que só aumenta com menor correção do SM ou maior taxa de desemprego, pois não, e outra vez, pois não.
E no rabo do capital como anda a produtividade? À toda, não? Sem imposto sobre herança ou grandes fortunas, por certo. Com assalariados pagando mais IR do que grandes empresários. Põe na ‘jurídica’, cara! Funcionário CLT? Tá esperando o que pra terceirizar? Medo de ação trabalhista? Nada. Leva séculos na Justiça do Trabalho.
Distribuição de renda melhor sem incluir os ganhos rentistas não simula nem Bostwana, o novo paraíso da mão de obra barata.
É dessa austeridade que se fala aqui e diz-se que nós sabemos, o Nassif sabe, o governo sabe.
Então dá pra explicar?
A TV Globinho, andou ou anda fazendo reportagens comparativas, quase científicas, mostrando a produtividade aqui e no Japão, EUA, e o cacete a quatro. Tudo no sentido do tempo que gastamos por falta de inovações tecnológicas. Não é mesmo a roda sendo inventada?
Pois sim, quando tal ortodoxia é anunciada é somente porque o acordo de elites está pouco confortável e louco para encontrar um orifício que lhe garanta mais um século de dominância e concentração de renda.
Como dizia Freud, “às vezes, um charuto é apenas um charuto”. Os neoausteros sabem muito bem onde pretendem enfiá-lo.
Abdias
6 de maio de 2014 4:48 pmTem gente que acha que o povo tem que ganhar sem trabalhar!
Misturou alhos com bugalhos!
O que se discute é que os salários devem aumentar conforme a produtividade do trabalhador. O trabalhador brasileiro é improdutivo , claramente improdutivo, por n motivos!
Desde falta de qualificação, ausência de infraestrutura (deveria ser oferecida pelo governo), taxas e tributos, burocracia são alguns desses motivos.
O aumento de salários acima da produtividade certamente é um fator de recrudescimento inflacionário que prejudica quem ganha SM.
enelma
16 de maio de 2014 1:41 pmsalário mínimo
Bom dia!
Concordo que existem pessoas que não produzem mas será que não seria por causa do salário
que ganha, talvez esta seja a desmotivação de centenas de trabalhadores brasileiros, a maioria são mau remunerados.
Grata,
SergioMedeirosR
6 de maio de 2014 2:21 amEuropa – retratos da crise do desemprego
O desemprego e as perspectivas europeias…
Vejam estas trechos (ao final os links para ver a íntegra dos artigos – leitura essencial) depois comparem com a situação do Brasil:
Reportagem publicada no Jornal Zero Hora…em 06-01-2014. Liz Alderman- Madrid/Espanha
(…)— Estamos numa situação que vai além do nosso controle. Nos dias ruins, é difícil levantar da cama. Eu me pergunto o que eu fiz de errado — desabafa Alba.
Cinco anos depois da crise financeira no continente, o desemprego entre os jovens alcançou níveis assombrosos: em setembro, para aqueles com 24 anos ou menos, chegou a 56% na Espanha, 57% na Grécia, 40% na Itália, 37% em Portugal e 28% na Irlanda. Para pessoas com idade entre 25 e 30 anos, as taxas ainda mais altas.
(…)Dezenas de entrevistas com jovens ao redor do continente revelam que o sonho europeu vivido pelos pais deles está fora de alcance. Não significa que a Europa nunca mais vá se recuperar, mas a era de recessão e austeridade está persistindo há tanto tempo que o crescimento, quando chegar, será aproveitado pela próxima geração, deixando esta de fora.
(…)Para a União Europeia, a questão se tornou um desafio tanto político quanto econômico. A chanceler alemã Angela Merkel considerou o desemprego juvenil como o problema mais urgente no bloco.
………..
Por Lúcia Rodrigues, entrevista de Arménio Carlos, secretário geral da Central Geral dos Trabalhadores Portugueses CGTP (em 01.05.2014)
Em Portugal, em reportagem do Viomundo (blog do Luiz Azenha) vê-se que a situação naquele país está insustentável para a classe trabalhadora… vide excertos
(…)Segundo a CGTP, mais de 55% dos desempregados não têm qualquer tipo de proteção social
(…)De acordo com o sindicalista, aproximadamente 24% dos portugueses estão desempregados. O percentual é ainda mais alto entre os jovens. “Está na ordem dos 37%, 40%. É o quarto desemprego mais alto da Europa”, ressalta.
Entre os adultos a situação também é alarmante. “O desemprego de longa duração na faixa dos 50 anos é dramático.” Mais de 55% dos desempregados portugueses não têm qualquer tipo de proteção social.
A situação dos que estão empregados também é grave. Desde 2009, não recebem reajuste salarial, apesar de os preços das mercadorias e dos serviços continuarem a subir em espiral. A medida tem reduzido drasticamente o poder de compra dos portugueses.
A coalizão de direita que governa o país também impôs aos funcionários públicos cortes nos salários.
(…)Outro golpe desferido contra os trabalhadores que estão na ativa é o aumento da idade mínima para as novas aposentadorias. Homens e mulheres se aposentavam aos 66 anos. Daqui em diante terão de trabalhar um mês a mais a cada ano para conquistar o direito à aposentadoria.
Vejam a íntegra das reportagens….(essencial)
http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/economia/noticia/2014/01/recessao-na-europa-terminou-mas-ainda-faltam-vagas-4380780.html
ou http://www.nytimes.com/2013/11/16/world/europe/youth-unemployement-in-europe.html?_r=0
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/em-portugal-55-dos-desempregados-sem-protecao-social.html