10 de junho de 2026

Acúmulo de gordura no fígado se tornou epidemia global e afeta até 30% da população

Silenciosa, doença compromete o desempenho do fígado e pode evoluir para esteato-hepatite, fibrose, cirrose e câncer
Crédito: Shutterstock

Estima-se que entre 25% e 30% da população mundial sofra de esteatose hepática, condição em que o indivíduo acumula algum grau de gordura no fígado e, consequentemente, mais exposto a doenças como esteato-hepatite, fibrose, cirrose e câncer.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

De acordo com a Sociedade Brasileira de Hepatologia, o volume de pessoas com a condição é um pouco menor: 20%. Mas 70% dos diabéticos são portadores da doença.

A esteatose hepática é uma doença silenciosa, que compromete o desempenho do fígado, responsável por filtrar o sangue, eliminar toxinas, produzir bile, armazenar vitaminas e minerais, regular a coagulação sanguínea e metabolizar hormônios e medicamentos.

Devido ao excesso de gordura, o órgão fica inflamado e, consequentemente, exposto ao agravamento do quadro e desenvolvimento de outras patologias. 

Gravidade

A epidemia global de esteatose hepática preocupa a Organização Mundial da Saúde (OMS), tendo em vista que o excesso de gordura no fígado é, comummente, resultado do estilo de vida sedentário e com grande consumo de alimentos ultraprocessados. 

O consumo exagerado de glicose e carboidrato também favorecem o acúmulo de gordura no fígado.

Assim, pessoas com sobrepeso ou obesidade, diabetes tipo 2, hipertensão e dislipidemias (alterações das diversas frações de gordura no sangue, como colesterol e triglicérides) estão mais vulneráveis à doença.

Entre os sintomas da doença estão a dor abdominal, a fadiga extrema e a perda de peso inexplicável. Porém, quando o paciente apresenta tais condições, a doença já evoluiu para a forma mais grave, como fibrose avançada ou mesmo cirrose, insuficiência hepática e câncer.

O diagnóstico precoce é, portanto, fundamental e pode ser feito de forma simples e acessível, por meio de um ultrassom abdominal. Neste caso, a condição pode ser revertida a partir de mudanças na alimentação, hábitos e uso de terapias medicamentosas.

*Com informações do The Conversation.

LEIA TAMBÉM:

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. José de Almeida Bispo

    28 de outubro de 2024 9:02 pm

    Ninguém fala, e quando fala, nunca abertamente, que até pouco tempo atrás, nove em cada dez substâncias industriais hoje deglutidas, sequer existiam. Do mesmo modo os transgênicos. A culpa é só do açucar, em demasia, mas de processamente natural; e do sal, tão natural quando o sangue salgado.

Recomendados para você

Recomendados