24 de junho de 2026

Vício em bets comprometeu a saúde de 80 milhões de pessoas no mundo

Artigo publicado na The Lancet aponta que apostas deveriam ser consideradas um problema de saúde pública e defendem regulação
Crédito: Divulgação

A revista científica The Lancet Public Health comprovou que a lista os prejuízos causados por apostas é longa. Em vez de lazer, as bets e cassinos digitais vicia e causa danos à saúde. 

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Ao longo do artigo, a pesquisa aponta que os viciados em bets apresentam a saúde financeira, social e mental comprometidas, prejuízos estes que podem perdurar a vida toda. 

Outras consequências do advento das bets: o aumento da desigualdade e o impacto na saúde pública mundial. Assim, a publicação defende que governos tratem as apostas como questão de saúde pública, assim como álcool e cigarro. 

O levantamento aposta ainda que aproximadamente 46% dos adultos e 18% dos adolescentes já apostaram no passado. Atualmente, estima-se que 450 milhões de pessoas apostam e 80 milhões apresentam distúrbios causados pelas bets.

Tais prejuízos só são possíveis porque a indústria de apostas não tem um limite físico. Enquanto usuários de álcool e cigarro se deparam com limites físicos, os jogos online estão disponíveis 24 horas por dia. O único limite do apostador é o dinheiro que ele possui – mas que diversas pessoas já apresentaram um algo grau de endividamento para continuar apostando. 

Falta, ainda, transparência na relação de consumo entre bets e apostadores, porque informações importantes, como o preço da aposta e as probabilidades, são ocultados dos usuários. 

Assim, a publicação faz algumas recomendações para os países e suas autoridades, como regulação, autonomia da autarquia que vai fiscalizar as bets, estratégias para combater os efeitos das apostas em nível internacional e envolvimento da sociedade civil e acadêmica, a fim de criar políticas e alianças internacionais para combater o vício em apostas e suas consequências. 

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
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  1. Douglas da Mata

    28 de outubro de 2024 3:03 pm

    Bem, vamos ao que interessa.

    As taxas de juros globais e as políticas econômicas que as sustentam em todo planeta mantêm 2/3 da população sem saúde alguma.

    Vamos fechar os bancos?

    Carros matam milhões e aleijam outros tantos, e aí, vamos andar de carruagens?

    Nicotina, sexo, álcool, comidas processadas…

    Ou pode tudo, ou proíbe tudo.

    Já sabemos que proibir deu errado.

    Bem, eu acho que sabemos, né?

    Porque, às vezes, tenho a impressão de que esse espaço virou um tipo de Mayflower.

    1. evandro condé

      28 de outubro de 2024 5:42 pm

      Eu, sem acesso à pesquisa, estava me perguntadno como, onde e por quanto tempo coletaram os dados. E com qual metodologia. Sem contar como chegaram no diagnóstico

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