A superficialidade da cobertura midiática transformou o Ministro Celso Amorim em adversário da Rota da Seda. Sua posição é de racionalidade. Há duas formas de integração, a comercial e a industrial. A Rota da Seda ambiciona aproximar a China dos mercados afastados, como América do Sul. Uma integração comercial com a China, sem maiores cuidados, significará o fim da industrialização brasileira. Por isso mesmo, as relações Brasil-China têm que se situar em um patamar muito mais elevado.
O próprio modelo de desenvolvimento da China – e o modelo precursor de desenvolvimento do Brasil dos anos 50 – ensina o caminho.
O Brasil é muito mais relevante para a China do que a China para o Brasil – apesar de ter se tornado o maior parceiro comercial do país. Mas é uma relação comercial desbalanceada, na qual o Brasil exporta commodities e compra produtos industrializados. Além disso, o Brasil é peça chave nas disputas geopolíticas da China, como grande liderança do Sul Global.
Isso, mas o mercado de consumo brasileiro, permite ao país uma negociação muito mais efetiva com a China. Nessa negociação tem que se conseguir avanços em várias áreas:
- Transferência de tecnologia.
- Espaço para o capital privado nacional, seja como acionista de filiais de empresas chinesas, seja como fornecedores.
- Criar cotas de preferência para exportações das filiais chinesas no país.
- Parcerias em novas áreas relevantes, como telecomunicações e lançamento de satélites.
Reduzir todas essas possibilidades a um mero acordo em torno da Rota da Seda é subestimar o potencial da parceria chinesa.
No início dos anos 2.000, a Embraer fechou um acordo com a China. Pelo acordo deveria transferir tecnologia para uma empresa chinesa. Em troca, teria acesso por alguns anos ao mercado interno da China. Foi esse mesmo pragmatismo que permitiu à China, depois de ter se transformado no chão de fábrica do capitalismo mundial, tornar-se uma gigante industrial.
Obviamente, acordos desse porte não podem ficar restritos a conversas de gabinete. O governo deveria convocar a Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia, os quadros do CGEE, as instituições empresariais para um amplo balanço das contrapartidas a serem propostas à China.
Junto com a Neo Industrialização, com os programas de transição energética, aos poucos vai se constituindo o quadro para o grande salto brasileiro para a próxima etapa da economia, depois de termos perdido a etapa da digitalização.
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José de Almeida Bispo
29 de outubro de 2024 7:39 amOs macaquinhos nunca conseguiram verem além das bandeiras. Primeiro, pela espanhola; em seguida pela britânica e, no último século, pela americana. Pior: a maioria dos contras a bandeira americana ver a bandeira chinesa como saída. Pensar na verde-amarela? Jamais. Celso Amorim, no ambiente desse só pode ser um estranho no ninho. Curiosidade: na Faria Lima… ainda se fala português? Ou só inglês?
Douglas da Mata
29 de outubro de 2024 9:26 amHum, sei.
Então vamos expandir nossa indústria com base no Estado militar distributivista?
Ok, eu até acho legal, ainda que não entenda que haja qualquer semelhança com o modelo de substituição de importações de JK (talvez Vargas e sua implementação da indústria de base de pareçam mais).
A questão é: vamos pagar o mesmo para mão de obra local, com jornadas de 12 horas, incluindo crianças nesse pacote?
Mesmo assim, ainda falta outro detalhe: exército de reserva de 800 ou 1 bi de pessoas …
Bem, podemos começar anexando a Argentina e Bolívia, depois Venezuela…
Ah, e por fim, alguém que invente uns 5 mil anos de civilização…
Enquanto vivíamos de colheita de frutos, a China já conhecia a pólvora, Nassif, isso não se resolve em dois ou três séculos….
História, amigo, é só a História…
Michele
30 de outubro de 2024 9:52 pmBoa noite, crianças nunca trabalharam na China, pelo contrário, as crianças foram sujeitas a um pressão extrema da cultura confuciana para de destacar nas escolas e nos estudos, o resultado é crianças chinesas fazendo cálculos matemáticos que a maioria dos adultos brasileiris nem sabem fazer com uma calculadora na mão. Vejo muitas crianças brasileiras nas ruas, pedindo esmolas em vez de ir a escola. Altro mito é as 12 horas de jornadas de trabalho. As estatais chinesas tem horário de 8×5, os unicórnios tem horários ilimitados, mas a Huawei por exemplo paga 1 milhão de dólares americanos na média por cada funcionário em troca desse sacrifício deles.. então essa coisa de sempre rebaixar a China,como um país que consegue só pela mão de obra escrava, crianças, torturas,valem de ser extremamente falso, monstra um certo racismo e pre conceito. A verdade é que o governo chinês foi o mais competente na história humana, tirando 20% da população humana da miséria absoluta,cada fome , tornando a China no país mais tecnológico do mundo junto ao EUA, só ver o grau de preparo das crianças chinesas e comparar essas crianças de 10 anos com milhões de formados brasileiros que nem chegam perto ao preparo deles
Zé dos coentros
29 de outubro de 2024 10:05 amO nosso mercado…já está dominado pelas mercadorias chinesas….aproximar mais o quê?
Os responsáveis nestas duas últimas décadas,jogaram uma pá de cal na indústria brasileira além de não permitirem o Brasil desenvolver digitalização. Nossa commodities sustentam o país….e o poder só persegue.
Carlos cathalat
30 de outubro de 2024 8:07 amFazer com a indústria deles o que eles fizeram com a nossa da década de 70, utiliza-la como modelo para o desenvolvimento da nossa que deixaram morrer. Você acha pouco isso?
Be ediro A. S. Pinro
29 de outubro de 2024 10:51 amParabéns pelo clareaa de idéia o caminho é por aí.
Ayrton
29 de outubro de 2024 11:17 amAparte toda retórica a favor ou contra temos os EEUU fazendo o maior loby contra, isso mesmo, os americanos não querem perdem o controle sobre o Brasil.
Tomara nosso governo consiga vencer o loby americano que sempre contrária os interesses do Brasil e firme essa parceria incrível integrando o mundo menos os EEUU.
O Brasil terá, nesse projeto, um papel de destaque face a nossa posição geográfica e liderança na América Latina.
Temos uma oportunidade única de darmos um salto quântico tanto do ponto de vista comercial quanto tecnológico.
José Sena
29 de outubro de 2024 12:03 pmO pior de tudo é ver incautos defendendo a China, é mesmo desconhecer as intenções daqueles comunistas-capitalistas que já se tornou dono das maiores empresas brasileiras. Concorda ou não? Se não, vá aprendendo o mandarim e prepare-se para ser vassalo dos comunistas…
Rodrigo Luciano
29 de outubro de 2024 3:58 pmPra mim não é uma questão de defender EUA ou China ou Europa, más defender os interesses do Brasil, quem vai fazer investimentos no nosso país, produzir aqui para exportar, transferência de tecnologia, a Edge é uma empresa Saudita e está investindo dinheiro no setor de defesa do Brasil, trazendo inclusive tecnologia que ainda não temos e agora está prestes a comprar uma boa parte da nossa maior indústria de defesa a Avibras saudando dívidas de mais de meio bilhão de reais, provavelmente haverá investimento em novas capacidades e abrirá novos mercados para essa indústria.
Moacir Rodrigues de Pontesss
29 de outubro de 2024 4:17 pmQuem conseguir aprender o mandarim também conseguirá aprender a ser “comunista-capitalista”.
Anônimo
29 de outubro de 2024 4:40 pmO UM POR CENTO DA HUMANIDADE POSSUEM MAIS DE OITENTA POR CENTO DAS RIQUEZAS DA HUMANIDADE ! TODOS SÃO COMUNISTAS !!!
Anônimo
29 de outubro de 2024 4:56 pmRealmente um absurdo ser explorados por comunistas,fomos doutrinados a ser escravos dos americanos e assim devemos continuar.
Antonio Edson Belther
29 de outubro de 2024 9:17 pmkkkk, gostei do seu comentário. Eita povo este nosso que se acostuma fácil com a chibata, tanto que prefere continuar a ser colônia. Que esquerda esquisita.
Edson
29 de outubro de 2024 7:34 pmConhecendo a história da China — que nuca atacou ninguém, mas foi muito atacada — e a dos EUA, que vive de fazer guerras desde a sua independência, eu não tenho medo dos chineses
ALcir pontes
29 de outubro de 2024 9:50 pmEngraçado na hora de vender soja os comunistas são bons na hora de pedir dinheiros ao BNDES os comunistas são esquecidos da licença
Véio do Rio
30 de outubro de 2024 12:23 pmComunista..? Lá não tem nada de comunismo, é capitalismo e selvagem!
Joilson sSantos
30 de outubro de 2024 9:19 amPobre coitado, prefere que o Brasil seja sucateado e ficar dependente da China.
Beltrão souza de Carvalho
29 de outubro de 2024 11:34 amA china e um grande parceiro tecnológico. No qual o Brasil deve se conectar com responsabilidade e transparência. Possibilitando ao povo .uma melhor qualidade de vida . E inevitável a dominação chinesa no mundo moderno. Que IA contribua com o crescimento do Brasil até o fim do planeta Terra.Att Beltrão Praia das Pedrinhas. São Gonçalo.rj .Br
Rodrigo Luciano
29 de outubro de 2024 3:50 pmO ministro Celso Amorim merece respeito, ele foi escolhido por este governo que tem mais afinidade com o governo chinês do que o governo de Bolsonaro ” nota ( eu votei em Bolsonaro na primeira eleição)” se ele pede moderação e diz que nossa parceria com a china deve ser tratada não como mais um coadjuvante na Nova Rota da Ceda, más sim como um dos atores principais, como ministro do Brasil deve saber do que está falando. Temos peso e potencial para negociar tanto com China como com EUA os Europa condições mais favoráveis para o Brasil.
Luiz
29 de outubro de 2024 4:06 pmDeve ser triste ser idiota falando ingrês por macaquice, vendo filmes de Hollywood e cantando clássicos estadunidenses, não é José Sena? Podemos negociar com os chineses sem repuxar os olhos, fazer reverências e falar mandarim. Só os tolos ficam aplaudindo os países a oeste de Berlim que vão à ruína novamente neste século, como fizeram nos dois séculos anteriores com duas guerras mundiais promovidas pela Europa (vide 1914-1917 e 1939-1945). A incultura é pior que a cegueira e o analfabetismo.
Paulo Dantas
29 de outubro de 2024 6:33 pmA gente tem de parar algma horacde depender de “transferência de tecnologia”.
Ela nunca vem por inteiro.
Um país com a nossa população tem de gerar tecnologia.
Basta o dinheiro chegar nas escolas.
A corrupção (sim ela) não deixa.
Clovis Pereira da Silva
29 de outubro de 2024 7:36 pmO Brasil tem abundância matérias primaas.Precisa se industrializa e exportar.
Deuseles Barsanulfo Mocó
29 de outubro de 2024 9:21 pmOs chineses sabem exatamente o que querem, e são audaciosos diante da visão burra, cega ou malandra do político canalha brasileiro. Não resta dúvida do domínio chinês em sua pretensão , e se a coisa continuar assim, com a entrega de tudo, com certeza em algum dia de um futuro próximo, seremos açoitados pelos chineses em nosso país . Viva a liberdade
edson
30 de outubro de 2024 11:49 amQuem chicoteou os brasileiros foram os EUROPEUS, mas isso não parece ser problema para você
Ari
29 de outubro de 2024 9:39 pmSem comentários
gilberto glenn da Silva
29 de outubro de 2024 10:52 pmTudo é, negócio!
Conversar,negociar um um bom acordo para ambas as partes e colocar o preço no branco em contrato.
E sair desta subordinação aos americanos quê, só visam os seus interesses, não dão nada e ainda põem empecilhos quando, nós começamos a adquirir vantagens tecnológicas, parem de ver pela cor da bandeira e, vejam o lado que o melhor para o Brasil, os americanos já negociam convosco há décadas e nunca, nunca ofereceram troca de tecnologia ao Brasil, quanto eles não interferem, algum aliado deles, o faz(tanque Ozório, nossa estação de lançamento de foguetes,e agora o caso do gripen, só exemplos recentes e conhecidos, interferência na política interna então, nem se fala).
O Brasil é grande, o Brasil é soberano.
Adriano Francisco dos Reis
29 de outubro de 2024 10:55 pmÉ urgente para o Brasil e para a China uma ligação ferroviária biocenânica cruzando a América do Sul de leste a oeste.