5 de junho de 2026

Futuro depende da renovação e modernização das lideranças políticas, diz Pedro Rousseff ao GGN

Para vereador, o caminho não está apenas na comunicação com as massas, mas também no domínio das redes como a extrema-direita
Pedro Rousseff durante o programa TVGGN 20h

“O futuro depende da renovação e modernização das nossas lideranças políticas”. Esse é o discurso defendido pelo vereador Pedro Rousseff, eleito com a maior votação da história do PT em Minas Gerais nas eleições municipais deste ano.

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Para o político, o caminho não está apenas na comunicação assertiva com o povo, mas também na adoção de lideranças que dominem as redes sociais, de modo a competir com o avanço da extrema-direita no país.

“Temos que modernizar, não só falando com as pessoas de forma mais direta e rápida, mas apostando em lideranças que saibam lidar com as redes sociais. Porque tudo o que a extrema-direita tem não são propostas ou ideais, é a fake news, que se espalha de maneira escandalosa”, diz Pedro Rousseff ao jornalista Luis Nassif, durante o programa TV GGN 20h [assista abaixo].

A velocidade de renovação da extrema-direita

De acordo com o vereador, também sobrinho da ex-presidenta Dilma Rousseff, a nova forma de se fazer política deve acompanhar a velocidade de renovação da extrema-direita, “uma velocidade tão surpreendente que me deixa pasmo. Podemos ver isso com Bolsonaro, que saiu de um deputado de baixo clero para virar presidente”.

“De repente, outros atores começam a ganhar tanta visibilidade que se colocam tête-à-tête com o próprio Bolsonaro, como o Marçal, que quase passou para o segundo turno, construindo uma carreira relâmpago, ao sair de um coach messiânico. E, se tivesse passado, teria vencido o [prefeito reeleito de São Paulo] Ricardo Nunes.”

Um dado importante que o vereador traz para reforçar a necessidade de renovação no partido é a idade média dos deputados federais do PT, que é de 56 anos. “Nossa bancada tem a idade média mais avançada entre todas”.

“As pessoas que fundaram o PT, inevitavelmente, vão sair de cena em algum momento. Precisamos abrir espaço para novas pessoas entrarem. Caso contrário, em 2026, que está logo ali, perderemos espaço”.

Ainda, o político vê esperança de renovação mesmo diante do esforço da grande mídia para reiterar que o PT fracassou nas eleições municipais. “Isso é mentira, o PT aumentou o número de prefeituras em 40%. Então, é inegável o sucesso que o PT teve”.

Esquerda deve parar de apanhar calada

O vereador também falou ao programa da TV GGN que é necessário adotar os mesmos moldes dos extremistas nas redes, comportamento que tem incomodado até mesmo a ala mais à esquerda. “Acho que é uma crítica válida, mas, de fato, eu ajo nas redes de forma agressiva, indo para o embate. Cansei de ver a esquerda acuada, apanhando sem reagir.”

“Se não reagirmos com a mesma intensidade, eles passarão por cima da gente como um trator. A grande mídia ficou escandalizada quando eu disse que, se precisasse dar umas cadeiradas para acalmar o deputado federal Nikolas Ferreira (MG-PL), eu faria isso. Ficaram chocados, mas a questão é que precisamos partir para cima, sem medo, para não apanhar mais calado”.

Resgatar a essência do PT

O vereador também destaca a importância de resgatar a essência do partido. “Ao mesmo tempo que prego a renovação e modernização do nosso discurso, defendo o retorno ao que o PT era há 30 anos: falar com as comunidades periféricas, falar com os trabalhadores que não são ouvidos.”

“É muito fácil dizer que o motorista de aplicativo, do Uber, do iFood, não tem consciência de classe, mas já fomos até onde eles estão para conversar e entender sua realidade? Muito da nossa campanha foi nesse sentido, de voltar ao que o PT representava antigamente. Em comunidades de BH, o PT dominava há 15 anos. Agora, de uns tempos para cá, a extrema-direita, por meio das igrejas evangélicas, ocupou esse espaço”.

O vereador atribui o atual domínio da direita não só ao movimento reacionário, mas ao fato de que o Estado foi se afastando da periferia, abrindo espaço para as igrejas entrarem.

“A igreja se tornou um Estado alternativo, oferecendo auxílio para famílias, mães solo, oferecendo rede de emprego, assistência e cursos. É um ecossistema completo. Temos que entender que demos espaço, e eles conseguiram adentrar, não pelo discurso, pois grande parte das pessoas que vão lá não o fazem pelo discurso extremista anti-Lula do pastor, mas sim apesar dele. Dentro das igrejas, existe esse ecossistema de assistência, recuperação, ajuda e emprego”.

Assista ao programa completo abaixo, que também contou com o deputado estadual Renato Freitas, outro nome que tem apostado na renovação do PT e que sofre ataques diversos por ser combativo. Renato vem sendo, inclusive, monitorado pelo sistema de inteligência do governo do Paraná.

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
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  1. Milton

    1 de novembro de 2024 8:28 am

    Qual era a cara do PT na década de 80 ? O militante de bandeira no ombro a distribuir santinhos. Onde hoje vemos isso ? Sumiram.
    Sumiram das ruas e das vilas. Sumiram das aglomerações. Sumiram dos bares de então . . .
    Desde quando o PT realmente se posiciona contra o discurso enganoso da mídia ?
    Virou um grande ausente de qualquer movimento popular e nem sabe qual o anseio dos desfavorecidos.
    Celular e internet são bichos de sete cabeças.
    Comunicação social é letárgica.
    O PT não confronta, não se espraia por vilas, ruas e avenidas.
    Virou reunião de velhos combatentes já sem pique para o confronto, para a luta pelas narrativas.
    A rede global e confrades seguem omitindo, dizendo meias verdades e enganando o povo.
    O governo federal é gastador, mais cacetadas, e não esclarece que 40% do orçamento federal vai para 0,5% de brasileiros . . .
    São tantas emoções . . .

  2. Paulo Cezar

    1 de novembro de 2024 8:58 pm

    Finalmente começam a aparecer na esquerda caras realmente novas, discursos lúcidos e concatenados com a realidade desta terceira década do século 21! Quem sabe seja uma nova onda que cresça suficientemente, até 2026, pra garantir que o país não afunde de vez no poço cavado pela extrema-direita, pelo fanatismo evangélico e pela delinquência miliciana. Quero alimentar alguma esperança, não vou morrer habitando um país eternamente esperançoso num futuro que nunca chega.

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