10 de junho de 2026

A estratégia chinesa para reduzir a dívida dos governos locais

Governo anuncia plano que envolve troca de dívida dos governos locais e adoção de medidas mais “enérgicas” de apoio fiscal
Foto de Eric Prouzet na Unsplash

O governo da China abriu seu primeiro mecanismo de estímulos ao anunciar uma cota adicional de títulos no valor de 6 trilhões de yuans (US$ 837 bilhões) para lidar com a chamada dívida oculta dos governos locais, ao mesmo tempo em que se comprometeu a adotar medidas mais “enérgicas” para sustentar o crescimento econômico.

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Em entrevista coletiva, o ministro das Finanças chinês Lan Foan afirmou que tal medida vai ajudar a aliviar a pressão de liquidez dos governos locais, liberando recursos para o desenvolvimento econômico.

De acordo com o site South China Morning Post, o movimento de troca de dívida começa “imediatamente”, uma vez que o montante de dívidas mantidas em níveis locais (em torno de 12 trilhões de yuans até 2028) é vista como uma bomba-relógio fiscal.

O aumento da cota para títulos especiais locais será feito ao longo dos próximos três meses, com a liberação de 2 trilhões de yuans por ano, para trazer dívida de alto rendimento e fora do balanço para o orçamento que permite pagamentos de juros mais baixos.

Ao mesmo tempo, 4 trilhões de yuans foram realocados dos orçamentos dos governos locais no processo de troca de dívidas ocultas ao longo de cinco anos, com 800 bilhões de yuans usados ​​anualmente até 2028.

Os 2 trilhões de yuans em dívidas ocultas para reconstruções de favelas — previamente anunciadas e com vencimento em 2029 ou mais tarde — ainda serão pagos conforme os contratos originais.

Embora as autoridades não tenham anunciado medidas de estímulo fiscal direto par a economia, Lan Foan afirmou que outras iniciativas estão em andamento, incluindo uma “política fiscal mais favorável” para o próximo ano.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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