A existência de Israel como uma potência militar e econômica no Oriente Médio depende diretamente de um complexo militar-industrial apoiado principalmente pelos Estados Unidos e seus aliados – e a dependência econômica é o calcanhar de Aquiles escondido pela invencibilidade militar.
A afirmação é do site libanês Al Majadeen, que destaca a “erosão interna” enfrentada pelo aparato de “segurança” israelense, mantido via supressão de autonomia e normalização da violência.
“Essa erosão não é apenas de foguetes ou resistência, mas das forças globais de desinvestimento, boicote e sanção — uma recusa sistemática de sustentar um regime que prospera na subjugação de outros”, afirma a publicação.
Segundo o site, Israel “é um projeto imperial entrelaçado com o capital global e o controle hegemônico ocidental sobre o Oriente Médio”, com uma economia profundamente dependente de tecnologias, investimentos e cobertura política que têm sido fornecidos pelo Ocidente ao longo dos anos.
Entretanto, a própria estrutura israelense começa a ter problemas conforme as crises ocidentais se aprofundam e a resistência contra a “ordem imperial” do Ocidente também aumenta.
“Esse desintegramento revela uma verdade simples: o poderio militar, apesar de todos os seus efeitos imediatos, é insustentável sem uma base econômica robusta. O poder de “Israel” não é inerente, mas condicional — dependente de capital estrangeiro, escudos diplomáticos e acesso ao mercado”, pontua a publicação.
Desta forma, Israel encontra à sua frente a negação da participação em circuitos econômicos globais por meio de movimentos de desinvestimento, sanções e boicote por conta da ação do governo Benjamin Netanyahu contra os palestinos em Gaza e contra o Líbano.
“Assim como as ações de “Israel” servem como uma ameaça àqueles que buscam soberania, os movimentos de desinvestimento do mundo servem como uma acusação ao controle imperial e uma resistência à violência arraigada usada para sustentá-lo”, lembra a publicação, ressaltando que a ação militar em Gaza “representa não apenas um ataque à Palestina, mas um sinal para todos que resistem ao domínio do capital ocidental: o custo da autonomia é uma devastação insuportável”.
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