4 de junho de 2026

Eleições 2014: três tenores sem partitura

As próximas eleições presidenciais se farão em um vácuo inédito de ideias econômicas e políticas.

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Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso foram eleitos com a bandeira da liberalização econômica. Lula foi eleito com a bandeira social. Dilma Rousseff foi eleita com a bandeira do desenvolvimentismo, após a bem sucedida estratégia de enfrentar a crise mundial com crescimento.

Agora, se tem o vácuo.

***

No plano das ideias econômicas, há uma luta histórica entre liberalismo e desenvolvimentismo, o primeiro defendendo a ampla liberação dos fluxos de capital e da atividade econômica; o segundo propondo o ativismo do governo para definir políticas de desenvolvimento.

Nenhum grande país se desenvolveu sem estratégias claras de políticas públicas, visando dotar a economia interna de competitividade para enfrentar a concorrência internacional.

Quando não se tem, copia-se sem adaptações, como foi o caso do liberalismo superficial do governo FHC.

Tais estratégias passam por políticas macroeconômicas visando criar um ambiente saudável e por práticas protecionistas para os chamados setores infantes, até que se desenvolvam e tenham condições de competir.

***

A grande crítica que se faz é quanto ao risco do intervencionismo ser utilizado de forma  voluntarista, sem uma visão estratégica de desenvolvimento, sem regras claras que impeçam o uso discricionário das ferramentas de estímulo.

A maneira de evitar o voluntarismo é o envolvimento da sociedade, o estímulo a um debate amplo que introjete as bandeiras em todos os setores do país, na burocracia pública, nos empresários, nos trabalhadores, na academia.

***

O governo Dilma não conseguiu fugir da sina do voluntarismo latino-americano, embora em nível menos drástico do que o que ocorre hoje em dia na Argentina ou na Venezuela.

O estímulo ao setor automobilístico, sem nenhuma exigência de contrapartida, a distribuição de desonerações da folha, sem nenhum critério de seleção de setores, os campeões nacionais do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), em setores de baixo atrativo tecnológico, a maneira como tentou reduzir as tarifas de energia e de combustíveis, tudo decidido de forma autocrática, sem ouvir ninguém, acabou reforçando os críticos do desenvolvimentismo, sem despertar o entusiasmo dos desenvolvimentistas.

***

Na outra ponta – dos candidatos de oposição – o panorama não é mais alentador.

O candidato do PSDB Aécio Neves busca apontar o futuro recorrendo ao passado: o governo inerte de Fernando Henrique Cardoso. O candidato do PSB, Eduardo Campos, acena com a independência do Banco Central e a liberalização dos fluxos financeiros, em um momento em que todos os países do mundo esmeram-se em definir estratégias cambiais e monetárias para enfrentar os novos tempos.

***

Quando se compara a posição dos três candidatos com os modelos de intervenção que balizaram o desenvolvimento de grandes potências – da Inglaterra e Estados Unidos à China de hoje – constata-se que dificilmente o Brasil cumprirá a vocação de se tornar uma potência.

Não é questão de ideologia: é de falta de preparo institucional do país e dos candidatos.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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149 Comentários
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  1. Miguel Zibboni

    23 de abril de 2014 9:33 am

    Vendo o recente fórum em que o Campos…

    …se apresentou ao lado do Krugman e do gordinho sinistro (perdão, não resisti), pude observar com espanto o quão vazio de idéias é o filho pródigo de Lula.

    Nada acrescentou ao debate. Seria um novo Collor (perdão 2?) a nos varejar  caso o eleitorado desatento cometesse o erro fatal.

    Dudududadada e BláBlárina seriam a elegia de uma nação à superficialidade.

    Que Javé nos proteja. Bom dia.

    1. raulwolfgang

      28 de abril de 2014 9:34 pm

      Sorry Miguel por usar teu post

      Enquanto prevalecer o interesse de grupos e a politica for exercida para se manter privilégios o crescimento, e qdo haver crescimento será pifio.

      A cobiça, a indiferença a ganancia é tanta que preferem matar a galinha dos ovos de ouro, em vez de se utilizar os ovos disponiveis como investimento, o que da trabalho e impreterivelmente retirar privilégios, e proporcinar um verdadeiro futuro para este povo esquecido. 

      Daniela Amorim, Fernanda Nunes e Vinicius Neder, da Agência Estado

      O setor de serviços ocupou em 2012 a maior participação na formação do Produto Interno Bruto (PIB) registrada desde 2000, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano passado, o setor representou 68,5% das contas nacionais, ante participação de 67,0% no ano anterior.

      O coordenador de Contas Nacionais do instituto, Roberto Luís Olinto Ramos, não soube informar se essa é a maior participação do setor de serviços no PIB da série histórica. “Acredito que seja. O avanço do setor de serviços é uma tendência mundial”, afirmou.

      Segundo o economista Olinto, o setor de serviços é influenciado, sobretudo, pelo consumo das famílias. Quanto maior a renda, melhor o desempenho do setor. “O grupo serviços cresceu sua importância (na economia) fortemente. Mas deve-se olhar que serviço não é homogêneo. Tem outros serviços. Tem intermediação financeira e tem também governo. A gente costuma pensar em comércio. Mas serviço é muito amplo”, afirmou Olinto, durante apresentação do PIB de 2012.

       

      Já a participação da indústria passou de 27,5%, em 2011, para 26,3%, em 2012. “Se destruo a indústria de transformação, o setor de serviços sobrevive? Temos que pensar que o foco é a produção e não o setor”, destacou. O economista acredita que também a participação da indústria no PIB seja a menor já registrada pelo IBGE nas contas anuais do país.

      A industria é um setor organizado e conta com iniciativas como esta,  a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o Movimento Brasil Competitivo (MBC) darão continuidade, na segunda-feira, 28, à série de debates sobre a competitividade industrial no Brasil.

      Por outro lado levando em consideração a proporção dos agentes que compõem o PIB é de desanimar com o andar da carruagem. Como esperar maior renda dos brasileiros com a qualidade dos profissionais existentes?

      Os profissionais são frutos das políticas de inclusão social e de educação existentes. Logo…

      É desanimador qdo se olha para o tamanho das necessidades de transformação da sociedade brasileira, e com a capacidade política de realização que resolva a situação.

      Um País forte, dinâmico e competitivo é reflexo de um povo forte, dinâmico e competitivo, não existe outra possibilidade. Não existe mágica no capitalismo. Se não existe um mercado interno pujante, dinâmico o capitalismo é capenga. O Brasil vive para satisfazer minorias financeiras e interesses políticos desde a monarquia. É assustador perceber que os detentores do poder não expressem a mínima preocupação com planejamento de longo prazo.

      O que vem  ocorrendo sistematicamente é que esta se matando a galinha dos ovos de ouro em beneficio de grupos políticos e econômicos e de  classes sociais, em detrimento da maioria. A cobiça prevalece de forma cruel e irresponsável. Toda a base econômica e financeira esta carcomida, somente a industria não consegue alavancar com um crescimento sustentável e de longo prazo.

      São pelo menos necessárias três décadas para se mudar a base educacional de uma nação e sabedores da disposição política de não abrir mão de qualquer privilégio, fica a constatação de que este País não mudara tão cedo, se é que mudara algum dia.

      Sem estabilidade econômica o índice de fechamento das novas empresas é alto superando os países de primeiro mundo, que contam com uma estrutura econômica mais sólida, mesmo levando em consideração as crises internacionais.

      O setor de serviços ocupou em 2012 a maior participação na formação do Produto Interno Bruto (PIB) registrada desde 2000, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano passado, o setor representou 68,5% das contas nacionais, ante participação de 67,0% no ano anterior.

      Não existe política alguma de fortalecimento desta fatia da economia brasileira e contraditoriamente é a de maior valor estatístico. Como se dá o mecanismo de sucesso em um mercado estável nesta fatia da economia? Historicamente sabemos que a resposta é simples, complexo é sua implementação e manutenção, mormente qdo se prioriza o interesses de alguns em detrimento do interesse de muitos. Logo após segunda guerra e com a imigração o Brasil proporcionou um cenário favorável e vimos famílias de imigrantes que se tornaram celebres alcançarem sucesso exemplar, do pai que abriu uma quitanda e dos netos que hoje administram complexos de nível internacional.

      Este cenário não existe mais no Brasil, as próprias lutas de classes como a politica populista, desde Getulio Vargas, e as patrocinadas pelos sindicatos, conseguiram um resultado desastroso para o conjunto da sociedade, enquanto favoreceu grupos limitados dentro da influencia dos sindicatos, prejudicou o restante do conjunto da atividade econômica, as grandes corporações hoje terceirizam suas atividades para escaparem das leis que beneficiam mais certos grupos politicamente do que o País financeiramente. A própria CLT é uma excrescência jurídica que atravanca com a decolagem da maioria das pequenas empresas. Não é demais repetir, esta parcela é responsável pela maior parte do PIB brasileiro.

      Qdo se vê a policia perseguindo e metendo o pau nos camelos nas cidades é de desanimar ao perceber que não existe política que em vez de coibir, patrocine condições para esta gente se estabelecer, gerando possibilidade de crescimento e prosperidade, criando escolas para seus filhos. É desanimador porque se sabe que mesmo que o governo estabelecesse como prioridade um programa desta envergadura o resultado somente seria percebido após algumas décadas.

      Qualquer política que se adote que não leve em consideração este cenário, será mera maquiagem que não resolvera, jamais, com a situação de periferia econômica, diante do mundo, que se encontra o Brasil.

      Atualmente, diferentes autores admitem que as pequenas empresas apresentam baixas taxas  de sobrevivência e possibilidades elevadas de fracasso, o que gera prejuízos econômicos e  sociais. Por isso, começa a ser questionada a eficácia de políticas incentivadoras de criação, pura e simples, de empresas que não introduzem inovações (Shane, 2008; Parker, 2009).

      É necessário mais… Muito mais.

       

       

       

  2. antonio francisco

    23 de abril de 2014 9:45 am

    Uma alternativa

    Talvez a alternativa seja a volta já, do Lula.

    Ainda há tempo, eu acho. Pode ser que ele entusiasme multidões e mude os discursos.

  3. Brasileiro aguerrido

    23 de abril de 2014 9:55 am

    Porque só colocam a pauta dos

    Porque só colocam a pauta dos três candidatos com maior Ibope ?

     

    Só existem três? E os outros que têm menor Ibope? Não são válidos por serem pouco conhecidos?

    Queremos votar nos melhores, e não necessariamente nos que tem maioria de intenção de votos

    Dá a impressão que só publicam hoje em dia sobre os piores concorrente de Dilma. Parece aquele jogo onde te dão duas opções péssimas e uma mais ou menos, e a mais ou menos sempre ganha.

    Talvez não seja por acaso, e temam uma concorrência de verdade contra o PT, por um outro candidato que também possa levar adiante o legado abençoado de Lula, que possa até mesmo fazer mais do que Dilma sem abandonar as políticas sociais.

    Gostaria de pedir também que se publicasse matérias e pautas sobre os outros também, como Eduardo Jorge do PV que também é candidato para a presidênica da República, e é pouco conhecido.

    .

  4. alexis

    23 de abril de 2014 10:04 am

    Para sensibilizar o eleitor comum

    Já tivemos eleições onde a política econômica era o elemento mais relevante na decisão do eleitor. Na primeira eleição de Dilma, por exemplo, o Serra tentou levar o plano religioso como elemento principal. Hoje, a bandeira da oposição é mais sobre corrupção e eventuais erros do Governo. Como o Nassif diz, no fundo, entendemos está em jogo o neoliberalismo global contra a economia nacional planejada, embora não pareça ser o tema que irá sensibilizar o eleitor comum. Nassif, como economista, olha o assunto desse ângulo prioritário, assim como colegas LGBT do blog optam pelo Eduardo Campos, por causa da ação mais lenta do PT nestes temas, com cada grupo limitando então a eleição a uma disputa específica em torno de determinado tema.

  5. joel lima

    23 de abril de 2014 10:13 am

    Sou a favor do volta Lula por

    Sou a favor do volta Lula por dois motivos = primeiro, a oposição não apresenta nenhum projeto diferente ( como uma reforma no judiciário e tributária, reformas que já passaram da hora e atravancam quem quer investir na produção nesse país. 

    segundo = Lula não entrando, a chance de ganhar é de Dilma – mesmo tendo que enfrentar da sua base aliada a maior oposição. Aliás, o Macaco Simão tem uma sacada ótima = a base aliada e aliada naquela base (rs). E, como o próprio texto aqui disse, Dilma age na base do voluntarismo. Não chegou ao ponto da Argentina e Venezuela, mas quem garante que mais 4 anos nessa toada não leve o país a esse ponto? Nesse caso, a única solução seria o Lula entrar conseguir domar esse ímpeto de Dilma – coisa que, no momento, ele não tem conseguido. 

     

     

  6. Franklin Caetano de Freitas

    23 de abril de 2014 10:41 am

    Dilma.

    Dilma é um pouco melhor que os outros. Tendo em vista que a crítica do Nassif é sobre projeto de futuro. Agora, olhando do ponto de vista mais amplo, Eduardo e Aécio são retrocesso do ponto que hoje está o país. O primeiro já vendeu a alma pro mercado, o segundo vem com a cartilha do ultrapassado FHC. Se Dilma faz meio no improviso, as vezes acerta outras erra, a oposição não tem propostas para o país. Na verdade agora a oposição tem proposta e não são nada boas. De toda forma a coisa tá feia. Espero que a Dilma se abra mais pra criticas é a única saída. Isso se ela ganhar, com essa comunicação tudo pode acontecer.

  7. André Que Não Consegue Postar Comentários

    23 de abril de 2014 10:44 am

    O Aécio poderia trabalhar no

    O Aécio poderia trabalhar no tema segurança pública, em particular a questão do tráfico de drogas, principalmente o tráfico de cocaína feito em helicópteros. Também poderia trabalhar o tema das libertades fundamentais, em particular a liberdade de imprensa, principalmente a prisão de jornalistas desafetos do poder.

    A Marina poderia trabalhar o tema dos direitos das minorias, principalmente questões como o estado laico e o casamento gay. Também poderia trabalhar o tema da política energética, sustentabilidade e desenvolvimento.

    O Eduardo Campos poderia trabalhar o tema da reforma política, principalmente a questão da fidelidade partidária, e pacto federativo, principalmente a questão da distribuição de recursos federais.

    A Dilma poderia trabalhar a questão da gestão pública, principalmente questões como formação de equipe, delegação de poderes e acompanhamento de resultados. Também poderia trabalhar a questão da comunicação pública e transparência.

    1. antonio francisco

      23 de abril de 2014 1:37 pm

      Comentário porreta!

      Parabéns, André QNCPC,  se Aécio conseguir estender a todos os brasileiros a rapidez da justiça no caso do helicóptero e a absoluta neutralidade da Policia Federal em torno do assunto, aí, sim, seremos felizes para sempre (ri, ri, ri !!!)!

  8. Roberto São Paulo-SP 2014

    23 de abril de 2014 11:01 am

    O renascimento da indústria naval brasileira

    Investiremos US$100 bilhões na indústria naval brasileira

    Petrobras fatos e dados—22.Abr.2014

    invest-Ind-naval-470.jpgCom a perspectiva de dobrar a produção de petróleo até 2020, investiremos US$100 bilhões na indústria naval brasileira entre 2012 e 2020. O total de encomendas no período será de 28 sondas, 49 navios e 146 barcos de apoio, 61 destes já estão em construção e 26 já entregues. A previsão é de contratação dos restantes 59 barcos de apoio até outubro, o que totalizará as 146 novas embarcações.

    Além dessas encomendas, serão contratadas também 38 plataformas de produção, que contribuirão para elevar a nossa produção de petróleo para 4,2 milhões barris por dia em 2020. O reaquecimento da indústria naval alavanca também outros segmentos da indústria, como os de máquinas, equipamentos pesados, caldeiraria, elétrica e automação. O conteúdo nacional dessas obras varia de 55 a 75%, índice relevante para uma indústria que retomou sua capacidade de realização a partir de 2003.

    Desde a construção no país das plataformas P-51 e P-52, há dez anos, nossas demandas foram responsáveis pelo grande avanço da indústria naval nacional e pelo desenvolvimento econômico de diferentes regiões do país.

    Em 2003, o setor empregava 7.465 pessoas no Brasil e hoje emprega mais de 75 mil, reflexo do aumento da produção de petróleo e investimento em logística e distribuição. Até 2017, serão gerados mais 25 mil novos empregos, segundo estimativa do SINAVAL (Sindicato Nacional da Indústria de Construção e Reparação Naval e Offshore).

    url:

    http://www.petrobras.com.br/fatos-e-dados/investimos-us-100-bilhoes-na-industria-naval-brasileira.htm

     

     

  9. Briguilino do Blog

    23 de abril de 2014 11:05 am

    Os três tem partitura

    Aécio e Campos vão usar a mesma: Renderam-se a banca.

    Dilma vai usar a do emprego. E por isso será reeleita muito mais fácil que os “Grandes especialistas” imaginam.

  10. Fernando Antonio Moreira Marques

    23 de abril de 2014 11:07 am

    Quem não tem cão, caça com gato…

    Na falta de partituras harmônicas que nos enlevem, NÂO devemos nos afastar da grande melodia de fundo que embala o bem estar social.

    É mais razoável organizar a intervenção do Estado, ainda atabalhoada, do que acreditar que o Mercado livre, solto e atuante será solução de alguma coisa, que não encher as burras alheias…

    1. Vilmar Graciano

      23 de abril de 2014 12:01 pm

      Apoiado

      Observação sábia de quem tem experiência. O socialismo na sua forma “operacionalizada” denominada comunismo, não deu certo. O capitalismo puro, também é cruel. Então, há que existir liberdade econômica, monitorada pelo estado, ou mediada pelo estado. As sociais democracias, funcionam assim. E são dos melhores países do mundo pra se viver.

      1. Flavio Martins e Nascimento

        23 de abril de 2014 1:52 pm

        Então, somos três!

        Então, somos três!

  11. Zanchetta

    23 de abril de 2014 11:41 am

    Os 3 vão se apresentar com a

    Os 3 vão se apresentar com a Bandeira 2… e adivinha quem vai pagar mais caro a corrida…

  12. Marcos K

    23 de abril de 2014 11:41 am

    Não vejo a coisa bem assim.

    Não vejo a coisa bem assim. Os candidatos podem não ter partitura mas vejo uma melodia bem diferente entre eles: uma tem o comando e se propôem manter a atual melodia; outro não tem cérebro e nem idéias por isso se propõe a reexecutar uma antiga melodia conhecida que tem como autor o FMI e cujo desfecho todos conhecem; finalmente outro não tem caráter e se desconhecesse totalmente qual melodia vai executar, com fortíssima indicações que será a do FMI. Entre as melodias do sem cérebro e o sem caráter eu fico com a atual cantinela. Pelo menos a gente já sabe que faz mais bem aos corações, mentes e ao país..

  13. Assis Ribeiro

    23 de abril de 2014 11:43 am

    O Brasil está entre os que

    O Brasil está entre os que mais cresceram nos últimos cinco anos e o que mais gerou emprego.

    Obras de infraestruturas em todos os cantos, priincipalmente nordeste.

    Aumento real de salário mínimo; aumento médio de salários.

    Políitcas de inclusão elogiada em todo o mundo.

    O Brasil vai bem.

    1. Assis Ribeiro

      23 de abril de 2014 12:02 pm

      E mais

      Indústria naval e aeronáutica bombando.

      214 novas escolas técnicas, 14 universidades federais e 126 novos campi universitários já inaugurados e outros por inaugurar.

      Várias usinas hidrelétricas e eólicas entregues e outras a entregar, inclusive a quarta maior do mundo em geração de energia.

      O Brasil vai bem.

      1. Assis Ribeiro

        23 de abril de 2014 12:03 pm

        Pode melhorar?

        Pode, apenas com Dilma e o seu desenvolvimentismo.

      2. aliancaliberal

        23 de abril de 2014 2:05 pm

        Se é para mentir pq só “14

        Se é para mentir pq só “14 universidades federais” pq não 28 novas universidades federais.

        Da o nome das 14 “novas” universidades não vai achar pq não tem 14 novas. 

        1. Raí

          23 de abril de 2014 3:09 pm

          A.L, por favor.
          Prezado, qual o Brasil mais real, o que o Assis Ribeiro documentalmente citou nos 2 comentários acima, ou este que você “pinta” de vermelho, naquele seu horrendo, longo e vazío(pois mentiroso)comentário, que enxerga o apocalípse do Brasil, para “amanhã” ?
          Em tempo: Quantas ações da Petrobrás, o ainda “trabalhador” Aliança Liberal comprou ?
          Por que os verdadeiros acionistas da nossa maior Estatal, não estão reclamando de seus dividendos ?
          O que vc sabe, do mercado acionário ?
          Finalizando: Defina aliança e liberdade (ou liberalidade), se for capáz.

        2. Ulisses s

          23 de abril de 2014 3:58 pm

          Quais são elas?
          Universidades Federais criadas no Governo LulaUniversidade Federal do ABC (UFABC) Santo André (SP)Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (FUFCSPA) Porto Alegre (RS)Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL) Alfenas (MG)Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) Uberaba (MG)Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) Diamantina (MG)Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) Mossoró (RN)Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) Curitiba (PR)Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) Dourados (MS)Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) Cruz das Almas (BA)Universidade Federal do Pampa (Unipampa) Bagé (RS)Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) Petrolina (PE)Universidade Federal do Tocantins (UFT) Palmas (TO)Universidade FederaL de Foz do Iguaçú (UNILA)  (PR)Universidade Federal de Redenção (UNILAB) (CE) Também quem lembra como era as universidades federais no período FHC e Lukla/Dilma? Eu cito três em que estive envolvido no período. UFMG, UFLA e UFMS. Laboratórios, salas de aula, professores mestres e doutores concursados, bolsas de pós graduação Stricto Sensu e PIBIC? Quanta diferença meu!

          1. aliancaliberal

            23 de abril de 2014 10:02 pm

            Eu perguntei das novas

            Eu perguntei das novas universidades estas são desmenbramentos e elevação a condição de universidades, assim é facil “criar” 14 “novas” universidades.

            Só ir no site das ditas novas universidades e ver que são  bem antigas.

            A Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) 

            “A História da então “UFERSA” começa com a “ESAM” criada pela Prefeitura Municipal de Mossoró, através do Decreto número 03/67 de18 de abril de 1967

            Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (FUFCSPA)

            “Está em atividade desde março de 1961, quando foi inaugurada com o nome de Faculdade Católica de Medicina de Porto Alegre.”

            Universidade Federal da Grande Dourados.

            “Inaugurado em 20 de dezembro de 1970, o então Centro Pedagógico de Dourados da UFMS, que inicialmente deveria abrigar o curso de Agronomia, começou a funcionar em fevereiro de 1971,”

            Universidade Federal de Alfenas

            Anteriormente denominada Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro – FMTM, fundada em 1953,

            Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM)

            Fundada em 30 de setembro de 1953 por Juscelino Kubitschek de Oliveira e federalizada em 17 de dezembro de 1960, a Faculdade Federal de Odontologia de Diamantina (Fafeod) 

            Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB 

            No dia 1 de novembro de 1859Dom Pedro I criou o Imperial Instituto Bahiano de Agricultura (IIBA) no município de São Francisco do Conde. Posteriormente, em 15 de fevereiro de 1877, foi instituída a Imperial Escola Agrícola da Bahia (IEAB) vinculada ao IIBA, sendo essa a antecessora da sede da UFRB. No ano de 1905

            Parece que achei uma “nova” 

            Universidade Federal do ABC (UFABC) criada em 2005.

             

             

             

             

        3. Erly Ricci

          23 de abril de 2014 5:05 pm

          Nem todos querem ouvir a música

          O Brasil vai bem sim, Só que o que se está fazendo não passa na televisão, né, Aliança? E a música que se canta é para ouvidos afinados. 

    2. Altran Gomes da Silva

      23 de abril de 2014 2:58 pm

      Assis,
       
      é hora de olhar pra

      Assis,

       

      é hora de olhar pra frente e não pra trás. se não o país não avança

       

  14. Jurgen2010

    23 de abril de 2014 11:50 am

    Será?

    Se de um lado existem poucas ideias do outro ideia é fixa: entregar o país a quem paga mais.

  15. evandro condé de lima

    23 de abril de 2014 11:58 am

    Caro Nassif, já que falastes

    Caro Nassif, já que falastes em voluntarismos, trazer Copa e Olimpíadas – em meu entender atitudes equivocadas, que por sinal postei aqui por ocasião das escolhas oficializadas enquanto n+1 teciam loas- não seriam  exemplos claros?

  16. Zanchetta

    23 de abril de 2014 11:58 am

    Aparecendo no Faceboook…

    Aparecendo no Faceboook… alguém lembra da placa na USP?

    1. Lionel Rupaud

      23 de abril de 2014 12:12 pm

      Você errou de blog!

      Deveria mandar esse lixo digno da Ditabranda para o blog do Pr Hariovaldo Almeida Prado.

      1. aliancaliberal

        23 de abril de 2014 12:16 pm

        Condena as FARCs, quero ver.

        Condena as FARCs, quero ver.

    2. Ivan de Union

      23 de abril de 2014 12:49 pm

      O que essa merda tem a ver

      O que essa merda tem a ver com o post?  Ler antes de comentar.

      1. Juliano Santos

        23 de abril de 2014 2:02 pm

        Essa merda é produto da mesma

        Essa merda é produto da mesma diarréia que acomete a oposição, Ivan. Por isso que tem a ver.

        E a propósito, o Zuretta ler ou não o post antes de comentar não faz a menor diferença. A merda permanecerá a mesma

  17. Evandro Trigueiro Tavares

    23 de abril de 2014 12:09 pm

    Dilma está mais para

    Dilma está mais para contralto; Aécio e Eduardo, para barítonos…

     

    Mas falando sério, primeiro Dilma tem de mostrar o que fez e tem feito (e tem muita coisa para mostrar). Em seguida, tem de falar no futuro.

  18. aliancaliberal

    23 de abril de 2014 12:14 pm

    Vai ser mais uma eleição para

    Vai ser mais uma eleição para se eleger prefeito federal.

    Brasilia trata o país como se fosse uma prefeitura interfere em assuntos dos estados, se omite em assuntos de sua alçada.

    O fato de termos um ministério das cidades é uma prova que não somos um a federação e sim um Estado único. Não sei se existe um país do tamanho do Brasil administrado desta forma, nem a China, e a antiga URSS adminstravam com tanto centralismo.

    A federação não será pauta dos condidatos. Parece me que será pela violênca não pela politica a refederalização..

    1. Klaus BF

      23 de abril de 2014 2:29 pm

      Pode até ser.

      Me diga um estado ou município que não dependa financeiramente da União? Sim, até eu na minha fragilidade intelectual posso citar dois ou três, mas o resto está sempre de pires na mão pedindo dinheiro à Prefeitura Federal.

      1. aliancaliberal

        23 de abril de 2014 4:00 pm

        O vicio influência ate

        O vicio influência ate pessoas mais informadas como o Klaus.

        “Me diga um estado ou município que não dependa financeiramente da União?”

        É o contrário e a federação que depende dos municipos e estados.

        A união arrecadou dos estados e municipios 720 bilhões em impostos federais e deu de retorno somente 250 bilhões em 2012, em 2013 mudou os numeros tenho que ver o pq deve ser “contabilidade criativa”.

        “mas o resto está sempre de pires na mão pedindo dinheiro à Prefeitura Federal.” este é o efeito da falsa federação.

         

  19. chico da dilma

    23 de abril de 2014 12:20 pm

    Dia do Choro.

    Gente,hoje é dia do choro,tá explicado o chororô!

  20. DanielQuireza

    23 de abril de 2014 12:20 pm

    Dilma precisa urgentemente

    Dilma precisa urgentemente montar uma estratégia para um segundo Governo muito mais exitoso.

    Precisa melhorar a equipe, ouvir outras vozes.

    Poderia chamar de volta o Nelson Barbosa para a fazenda ou outro ministério, talvez planejamento.

    Poderia dar mais liberadade ao Marcadante e deixar claro que só depende dele e de fazerem um bom Governo para o mesmo se viabilizar para disputar em 2018.

    O Governo tem que agir. Pegar os grandes erros que cometeu e que estão viranda praticamente um consenso (campeos do bndes, etanol, gasolina, energia elétrica) e formular planos para corrigí-los com um mínimo de impacto. Não é tão dificil assim.

    Paralelamente, montar estratégias de impacto para os setores fundamentais como saúde, educação e segurança, além de questões tributárias principalmente desburocratização.

    O Governo precisa se mexer.

    Se continuar do jeito que está, vencendo as eleições – visto que ainda é franca favorita – Dilma tem tudo para entrar para a estória como um Governo muito mediocre e, em 2018, o PT fatalmente perderá as eleições.

    E o pior de tudo é que pode ser para a Marina.

    1. Renato Lima

      23 de abril de 2014 1:10 pm

      Meu conselho para a Dilma é

      Meu conselho para a Dilma é contratar um headhunter e assinar um jornal que tenha um bom caderno de Classificados. Afinal, no ano que vem, ela vai precisar procurar emprego… Minha desconfiança é que nem carta de recomendação o PT vai escrever para ela.

      O conselho serve também para os 20 mil amiguinhos que ganharam cargos de confiança sem concurso lá atrás, no governo Lula. Quer dizer, pelo menos para aqueles que, a exemplo do ilibado André Vargas, ainda não conseguiram sua sonhada independência financeira.

    2. LC

      23 de abril de 2014 2:10 pm

      Por isso ela deve sair

      O Governo tem que agir. Pegar os grandes erros que cometeu e que estão virando praticamente um consenso (campeões do bndes, etanol, gasolina, energia elétrica) e formular planos para corrigi-los com um mínimo de impacto…

      Nesse trecho não faço um diagnóstico diferente do seu. A diferença é que justamente por esse trecho é que ela deve sair. No auge da crise da Petrobrás (inventada, segundo alguns daqui), ao invés de esclarecer tudo com serenidade, ela aparece com uniforme de presidiária americana (abóbora gigante) em uma instalação da Petrobrás no estilo “ame-o ou deixe-o”. Passou uma ideia de despreparo descomunal. A sensação que tive foi a de uma Tiazinha presidente de diretório acadêmico.

      Gosto de comentar suas falas porque parece ser um apoiador do governo, mas com senso crítico, além de não agredir tremendamente as pessoas como alguns governistas deste blog. Tem gente aqui que já perdeu a noção de ridículo há muito tempo.

      Quando o governo Lula terminou, pensei em retirar minhas aplicações do sistema financeiro e finalmente entrar no Tesouro Direto, o IPCA do Lula mais 1% ao ano já seria um excelente rendimento. Nas primeiras entrevistas, o inacreditavelmente estúpido Ministro da Fazenda anunciou que pensava em expurgar do IPCA os índices de energia e alimentos. Resultado? Nem dois centavos meus hoje vão p/Tesouro Direto.

      Nesse momento, em que claramente a inflação dá sinais de descontrole (só os mais fanáticos daqui não acham isso), esses incompetentes (alegadamente) voltam a falar em retirar os alimentos do índice de inflação. Estão começando a brincar de Argentina. Discordo do Nassif quando coloca a oposição no mesmo plano, o instituto da reeleição tem caráter de referendo do primeiro mandato, e nesse quesito ela “dança”.

      Ela claramente dá seguidos sinais de despreparo e de não ter qualquer plano que não seja endividar o Estado sem contrapartida absolutamente nenhuma. Não houve ano economicamente mais difícil que o primeiro do Lula, e não via em ninguém essa sensação de desânimo.

      Hoje voto em qualquer um, sempre tive muita rejeição à Marina, parece uma ultra esquerdista que é criacionista e almoça com a turma do PSDB, soa muito estranho, acaba não sendo nada. Mas, nesse momento, um governo mais perdido e pior do que o da Sra. Roussef é impossível. Se der errado, então que se reconduza o PT em 2018. Eleição é p/isso mesmo.

      PS: uma pequena provocação Daniel, se o governo não agir como você colocou no comentário, você cogita em votar em outro candidato?

       

       

       

      1. DanielQuireza

        23 de abril de 2014 6:17 pm

        Eu concordo que ela deveria

        Eu concordo que ela deveria sair caso houvesse opção melhor, que eu acho que não tem.

        A minha avaliação, apesar de tudo, é que Dilma e as forças políticas que a compoem é a melhor opção para comandar o País, mesmo recuperando os erros que ela cometeu.

        Vou aguardar a campanha, se o Campos for muito bem até poderia ter meu voto, mas acho muito dificil. Em Aécio não dá para votar de jeito nenhum, a meu ver.

        Um comentarista acima citou que o PT estaria acomodado porque teria a carta na manga de Lula em 2018. Eu tenho as minhas dúvidas. Se o Governo continuar no rumo que está duvido que Lula venha a se candidatar de novo. Acho que ele só vai cogitar se candidatar se Dilma reverter o quadro e o País estiver bem – coisa que acho factível de acontecer sim.

        Uma dica: investimentos pessoais tem que ter planos pessoais, não se pode subordinar isso a políticas de Governos. Tem que ser um plano consistente e não de ficar acertando “timings”, isso não funciona.

    3. Altran Gomes da Silva

      23 de abril de 2014 2:52 pm

      Daniel,
      o que é mais grave

      Daniel,

      o que é mais grave não é nem o erro em si, mas o motivo. O governo não errou porque escolheu uma estratégia equivocada, mas sim porque não tem um estratégia. Um amigo ligado ao alto escalão do governo me disse o seguinte: as principais decisões do governo são tomadas por 2 ou 3 pessoas, numa sala fechada, usando uma regra de três.

      E essa birutisse que preocupa

      O governo até agora não entender, aparentemente, o gravidade do que está acontecendo no setor de energia elétrica. Não existe plano de contigência, nada. É uma inércia incompreensiva

      Por isso eu acho que a solução é outro governo

    4. Ed Döer

      23 de abril de 2014 3:46 pm

      Daniel,
      Esse dilema da

      Daniel,

      Esse dilema da “escalação” do time esbarra tanto nos aliados que fazem questão de apontar quem colocar no cargo “dado” como pelo próprio PT, que nem sempre coloca as pessoas mais adequadas onde teria liberdade para escolher, em tese.

      Por mais que a posição de um ministro de Estado seja política, é de se imaginar que alguém (mesmo um político de carreira) com alguma afinidade ou competência na área (ou em gestão num sentido mais amplo) tenha mais condições e probabilidade de realizar um bom trabalho que um “novato”. Pois tal pessoa já tem noção do terreno que está pisando, diferente do “forasteiro” que precisa “começar do zero” e que precisará de bons assessores (lembrando que a escolha deles também é política em certas situações) para compreender melhor a área de atuação.

      Um exemplo claro e negativo no governo atual é o Bernardo nas Comunicações, que está longe de ser a área dele, pois ele é um sindicalista/funcionário do setor bancário. Se o ponto era manter ele no governo, que tivesse ficado no Planejamento, onde aparentemente fazia um bom trabalho. Mas retomando o meu “em tese” no primeiro parágrafo, pode ser que o Bernardo tenha sido escolhido justamente para “não fazer nada”, pois o anterior poderia causar maiores problemas para certas organizações midiáticas.

      Também espero essa “sacudida” que você comentou, mas a impressão que tenho é que talvez não ocorra, justamente pela existência da “carta na manga” para o 2018, que seria o Lula.

       

  21. amauri c pierri

    23 de abril de 2014 12:36 pm

    O QUE ACONTECE?

    Nassif, novamente tenho a impressão que você esta puchando a cordinha para um dos lados. (PT)

    Você não fazia isso.

    O anterior nos passava mais confiança.

    Um abraço

    Amauri

    1. GODPLAYER

      23 de abril de 2014 3:06 pm

      Você tem impressão, eu tenho

      Você tem impressão, eu tenho certeza – infelizmente.

  22. ROGERIO FARIA

    23 de abril de 2014 12:36 pm

    Nadar sei

    Clique na imagem para mais tirinhas.

  23. Roberto São Paulo-SP 2014

    23 de abril de 2014 12:45 pm

    Neste ano, a produção de petróleo crescerá 7,5%

    Nossa produção de petróleo e gás no Brasil cresceu 35% desde 2002. E crescerá ainda mais.

    Petrobras fatos e dados—21.Abr.2014

    producao-petroleo-gas-2018-2020.jpgNossa produção de petróleo cresceu cerca de 430 mil barris por dia, ou aproximadamente 30% nos últimos 11 anos. Em 2002, produzimos 1,5 milhão de barris de petróleo por dia (bpd) e, em 2013, produzimos 1,9 milhão de bpd. Levando em conta o gás natural, o crescimento da produção de barris de óleo equivalente (petróleo e gás), de 2002 a 2013, foi de 1,7 milhão de barris de óleo equivalente por dia para 2,3 milhões de barris, ou seja, cerca de 600 mil barris de petróleo ou 35%.

    Melhor ainda, com determinação, investimentos e muita tecnologia  apresentamos em 2007 ao Brasil e ao mundo a descoberta de petróleo e gás na camada do pré-Sal. Novas jazidas foram sucessivamente sendo descobertas e rapidamente óleo novo foi colocado no mercado com produção crescente, compensando o declínio natural dos campos das demais bacias produtoras. Neste ano, a produção crescerá 7,5% iniciando-se novo e duradouro ciclo de crescimento da produção, gerando riquezas para o país e caixa para cumprirmos todos os nossos compromissos.

    Nessa nova jornada, para 2018 a produção de petróleo prevista é de 3,2 milhões barris bpd e, em 2020, nossa produção será de 4,2 milhões bpd. Se consideramos petróleo e gás natural, a produção registrada em 2013 foi de 2,3 milhões de barris de óleo equivalente (boe) por dia e subirá para 3,9 milhões de boe em 2018 e 5,2 milhões em 2020.

    url:

    http://www.petrobras.com.br/fatos-e-dados/nossa-producao-de-petroleo-e-gas-no-brasil-cresceu-35-desde-2002-e-crescera-ainda-mais.htm

     

    1. aliancaliberal

      23 de abril de 2014 3:39 pm

      4 (5) dedinhos de prosa sobre

      4 (5) dedinhos de prosa sobre a Petrobras – Uma visão Contábil, Econômica e sobre o Futuro

      Dedinho de Prosa 1

      Você lembra, há sete anos, nosso então presidente afirmando que, pela primeira vez na historia desse país, o Brasil alcançou a auto-suficiência na produção de petróleo?

      Eu lembro.

      E qual é a verdade passados 7 anos?

      A verdade é que a Petrobras tem produzido cada vez menos, mesmo encontrando cada vez mais jazidas.

      Só em 2012 o Brasil importou R$ 15 bilhões em derivados de petróleo.

      Nesses mesmos 7 anos a balança comercial do petróleo e derivados apresentou um déficit superior a R$ 57 bilhões. Para se ter uma idéia, esse número é maior do que os R$ 50 bilhões que o governo pretende investir esse ano em Infra-estruturar.

      Em 2012 a produção da Petrobras caiu 2%.

      Começamos 2013 pior ainda: A produção de janeiro caiu 3,3% e fevereiro recuou 2,25%.

      A Petrobras está “crescendo” que nem rabo de cavalo: pra baixo.

      Dedinho de Prosa 2

      Você lembra que a primeira coisa que o presidente Lula fez (depois de ter tomado um Romanée Conti) foi cancelar as compras das plataformas para a Petrobras que o antigo presidente tinha feito, pois era um absurdo comprar coisas do estrangeiro sendo que nossa indústria naval esta sendo sucateada?maquiagem_de_balanco

      Eu lembro.

      E qual a verdade passados 10 anos?

      A verdade é terrível e passa pelo que esse governo aprendeu a fazer (não sei como): Maquiagem de balanço.

      Esse governo atual levou a Petrobras ao limite máximo, e perigoso, de endividamento, ou seja, quase 3 vezes a sua geração de resultados.

      Assim, decidiram não mais endividá-la, contabilmente, e como cada plataforma custa R$ 3 bilhões cancelaram as compras nacionais, levando o SINAVAL – Sindicado Naval – a denunciar a perda constante de postos de trabalhos.

      E como estão fazendo?

      Simples!! Em vez de comprar, alugam. Assim, a contabilização é em despesa e não em passivo a pagar.

      Mas quanto fica esse aluguel? Mais barato que comprar?

      Em 2011 a Petrobras gastou R$ 4 bilhões em locação. Em 2012, R$ 6 bilhões.

      Mas pelo menos se contratou empresas brasileiras?

      Todas as locações de plataformas são de empresas estrangeiras.

      Na realidade não sei se isso é maquiagem do balanço ou maquiagem do destino final do dinheiro.

      Dedinho de Prosa 3

      Você lembra que o PT, para ganhar as eleições, diz o tempo todo que é contrario as privatizações? E que exemplo de gestão pública é o caso da Petrobras?

      Eu lembro.

      E qual é a verdade.

      A resposta já seria fácil só pela simples leitura do acima. Mas deixem-me prosear mais um causo.

      Em 2006 uma empresa belga comprou uma falida refinaria no Texas por US$ 42 milhões. Poucos meses depois essa empresa vendeu essa refinaria por US$ 1,2 bilhão. Adivinhe quem foi o felizardo comprador? Isso mesmo, a nossa Petrobras.

      Passado pouco tempo, acredite, a Petrobras verificou que tinha feito um mau negócio e resolveu vender tal refinaria. Mandou avaliar. Foi avaliada por menos de US$ 100 milhões. Colocou a venda. O Tribunal de Contas da União resolveu investigar essas estranhas negociações que gerariam um prejuízo de mais de US$ 1 bilhão. A Petrobras suspendeu imediatamente a venda. Só no balanço do ano passado consta mais de R$ 450 milhões de despesas com essa estupenda refinaria. mau_negocio

      Mas isso são negócios no exterior. Como são os negócios da Petrobras no Brasil? São rentáveis?

      Mais ou menos.

      O antecessor da Dilma, aquele aposentado por invalidez (lembra, aquele que não tinha um dedo), selou um acordo com outro ex-presidente, grande estadista, o Chávez (infelizmente esse já morreu), para construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, terra natal do vivente. Os dois calcularam, na ponta do lápis, o desembolso da Petrobras nessa Parceria: R$ 5 bilhões.

      Qual a realidade atual?

      O último relatório da Petrobras aponta um custo até hoje de R$ 35 bilhões.

      Mais duas prosinhas:

      Nas vésperas de eleições o nosso nordestino presidente lançou a construção de duas Refinarias Premiuns. Onde? Uma no Maranhão e outra no Ceará. E como estão? Projetos suspensos. Por quê? Agora se constatou que não há certeza da rentabilidade na operação dessas refinarias.

      Vendo tudo isso, me rebelo: Deus foi injusto em levar o Chávez.

      Dedinho de Prosa 4

      Você lembra-se da cena daqueles 4 dedinhos sujos de petróleo? Aquele nosso ex-presidente em cima de uma plataforma sujando a mão no óleo (acho que foi a única vez na vida) para convencer os trabalhadores a retirarem o dinheiro do FGTS e investirem na Petrobras?

      Eu lembro.

      E o que aconteceu?

      Os trabalhadores perderam 50% do patrimônio que retiraram do FGTS.

      Mas como isso aconteceu?

      O Mercado Financeiro, que não é controlado ou subornado por ninguém, começou a perceber que empresa é de fato a Petrobras e sua avaliação não para de cair.

      Déficit O Mercado, e os investidores, perceberam que a empresa está sendo manipulada com intuitos puramente políticos, ou como “cabides de empregos” ou para mascarar a inflação, não reajustando seus preços a parâmetros internacionais.

      Pior ainda.

      A Petrobras ajuda nosso país vizinho, a Argentina, a aprimorar essa prática de mascarar a inflação.

      Como assim?

      Simples: na Argentina a gasolina é vendida nos postos a aproximadamente o equivalente a R$ 0,98 o litro (aqui você sabe que pagamos em média R$ 2,80).

      Como consegue isso?

      A Petrobras exportou, durante anos, para a Argentina gasolina a R$ 0,65. Detalhe: exporta gasolina limpa, sem misturas com álcool ou outros aditivos.

      É por essas, e outras, que a Petrobras é uma amostra do que acontece na administração total do nosso país, inclusive levando o Brasil a registrar um déficit na balança comercial, no primeiro trimestre de 2013, de US$ 5,1 bi, algo que não acontecia há 12 anos.

      Esse ano a Petrobras completará 60 anos. Teve como seu slogan mais forte: O Petróleo é Nosso.

      A pergunta atual é: e o dinheiro vai pra quem?

      Dedinho de Prosa 5

      “Pérai”  – estará dizendo meu infortunado leitor – o título preconiza 4 dedinhos de prosa e você chegou no 5 !!!visao_do_futuro

      Pois é. Eu tenho 5 dedos em cada mão. Eu trabalho honestamente e não estou aposentado. E não poderia deixar de relatar minha visão sobre o futuro da Petrobras, sua atual direção e o pré-sal.

      Atualmente a Petrobras é presidida por Graça Foster. Nasceu no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, começou a trabalhar com 21 anos como estagiária na Petrobras, formou-se em engenharia na Universidade Fluminense, foi promovida para engenheira de perfuração e hoje é presidente da Petrobras. Ah, quase esqueci o mais importante, de 2003 a 2005 acumulou também a função de secretária da Dilma.

      Com essa vasta experiência acadêmica, profissional, internacional e de gestão, a Graça fechou o balanço da Petrobras de 2012 apresentando um Passivo a Pagar de R$ 332,3 bilhões, tendo apenas como Ativo Realizável R$ 118,1 bilhões. Ou seja, a Petrobras deve 3 vezes o que tem em caixa. Apresentou também em 2012 o menor lucro dos últimos 8 anos, R$ 20,9 bilhões, embora a receita bruta cresça em torno de 20% ao ano.

      Diante desse cenário, a Graça resolveu “gerar” dinheiro, pois serão necessários para o pré-sal R$ 237 bilhões até 2016.

      Tanto investimento no pré-sal, mas ele dará retorno?

      Ninguém sabe.

      Veja:

      De 1980 a 2004, o barril de petróleo era negociado a US$ 40. De 2004 a 2009 a US$ 70 e hoje na casa do US$ 90. Mas essa cotação esta caindo pois, as reservas mundiais de petróleo estão abarrotadas. Os EUA estão com o dobro da capacidade estocada. A tendência é de queda. Cada vez mais se descobrem, e são adotadas, novas alternativas energéticas.

      Ai que mora o problema.

      O petróleo do pré-sal custa em torno de US$ 50 a 70 para ser extraído.

      E se o preço internacional cair abaixo disso? Gastaremos mais para vender por menos? E as outras soluções energéticas que estão chegando?

      Mas a Graça tem que dar continuidade ao projeto, tem que gerar dinheiro. Mas como?

      energia_sustentavel 

      Vendendo os ativos da Petrobras, atitude essa como qualquer empresa em fase pré-falimentar faria.

      Ah, vendendo ativos não operacionais e defasados?

      Não!!

      Vendendo tudo que gera energia renovável, como parques eólicos, centrais hidrelétricas e termelétricas.

      Mas isso tem lógica? Ela decide tudo isso sozinha?

      Não!!

      Ela recebe ordens do Presidente do Conselho de Administração da Petrobras: Sr. Guido Mantega.

      E o Mantega responde a quem?

      Bem, o chefe continua em plena atividade. Nos últimos meses, de jatinho particular, ele está “ajudando” o amigo Eike Batista e seu diretor Pires Neto (afastado no ano passado do Ministério dos Transportes por escândalos ligados aos mensaleiros) a vender sondas petroleiras que a OGX comprou no exterior e que não tem utilidade. E o “coitado” do Eike pediu auxilio ao companheiro, pois as ações da OGX já caíram 90% esse ano.

      Adivinha como vão ajudá-lo? Adivinha para quem eles estão tramando a venda dessas inúteis sondas?

      Petrobras.

      O chefe deu mais ordens: Em agosto de 2012 a Dilma lançou o “pacote ferroviário” de R$ 91 bilhões. Teria como principal meta escoar o petróleo do pré-sal. Advinha qual foi o principal beneficiado com as primeiras estradas de ferro?modelo_ferroviario

      Eike Batista.

      Pior. Além de utilizarem dinheiro publico para atender uma empresa privada, fizeram um acordo chamado Modelo Ferroviário.

      Sabe como funciona?

      Simples:

      Por esse Modelo o Eike não precisará colocar nenhum centavo para o transporte. O governo pagará tudo. Funcionará assim: Uma empresa constrói as ferrovias; o governo compra toda a capacidade de transporte e repassa para as empresas interessadas em usar os trilhos. Se não houver demanda, ou se for parcial, o governo paga totalmente a conta.

      Não é um excelente negócio?

      Não para a Petrobras. Não para o Pais. E bom para……

      Depois de relatar tudo isso, se você ainda estiver lendo, e eu puder dar um conselho antes das próximas eleições, ai vai:

      Marco Antonio Pinto de Faria

      http://blogskill.com.br/4-dedinhos-de-prosa-sobre-a-petrobras-uma-visao-contabil-economica-e-sobre-o-futuro/#.U1fHQ_ldUVI

       

      1. Coelhinho

        23 de abril de 2014 7:10 pm

        AL enfiando os dedinhos no … coelhinho da Páscoa

        Trazendo como lhe é típico, material alheio (extenso pra dar trabalho) porque não consegue produzir sozinho.

        Ia até rebater, mas percebi que estava caindo numa armadilha dde perda de tempo e alimentação de trollagem. Uma misturança de liquidificador, um saco de gatos que mixa dados e/ou fatos falsos com verdadeiros. Conclusões e/ou inferências estapafúrdias com referência a possibilidades, etc.

        Para não replicar que estou sendo genérico, traga um dedinho de cada vez e constestarei cada um com prazer.

        E poderei então fazer sugestões sobre o uso apropriado dos dedinhos.

         

  24. Roberto São Paulo-SP 2014

    23 de abril de 2014 12:45 pm

    Nove plataformas que vão ampliar produção de petróleo no Brasil
    Petrobras fatos e dados—21.Abr.2014

    Todos os dias trabalhamos para nos tornarmos uma das cinco maiores produtoras mundiais de petróleo. No ano passado, tivemos a inédita marca de nove plataformas entregues, o que vai adicionar à nossa capacidade de produção 1 milhão de barris por dia.

    Conheça melhor essas nove plataformas concluídas em 2013:

    1) P-58

    Do tipo FPSO, a P-58 entrou em operação em março de 2014. Instalada a cerca de 85 km da costa do Espírito Santo, em águas com profundidade de 1.400 metros, tem capacidade para processar por dia até 180 mil barris de petróleo e 6 milhões de m3 de gás natural, dos reservatórios do pré-sal e pós-sal.
    Confira o processo de construção da P-58.

    2) P-55

    Do tipo semissubmersível, a P-55 é a maior plataforma desse tipo no Brasil. Entrou em produção no final de 2013, no Campo de Roncador (Bacia de Campos), ancorada a uma profundidade de cerca de 1.800 metros. Tem capacidade diária para processar 180 mil barris de petróleo e comprimir 4 milhões de m³ de gás natural.
    Conheça como foi a montagem da P-55.

    3) P-63

    Unidade do tipo FPSO, a P-63 entrou em produção em novembro de 2013. Tem capacidade para processar, diariamente, 140 mil barris de petróleo e 1 milhão de m³ de gás e de injetar 340 mil barris de água. A P-63 compõe o primeiro sistema de produção de Papa-Terra (Bacia de Campos), que conta também com a P-61 e a SS-88 TAD.
    Veja mais detalhes sobre a P-63.

    4) FPSO Cidade de Paraty

    O FPSO Cidade de Paraty entrou em produção no pré-sal da Bacia de Santos (área de Lula Nordeste) em junho de 2013, ancorada em profundidade de 2.120 metros, a cerca de 300 km da costa. Tem capacidade de processar diariamente 120 mil barris e comprimir 5 milhões de m³ de gás natural.

    5) FPSO Cidade de Itajaí

    O FPSO Cidade de Itajaí entrou em produção em fevereiro de 2013, no pós-sal da Bacia de Santos (Campo de Baúna e Piracicaba), a 210 km da costa. Tem capacidade para processar até 80 mil barris de petróleo leve e 2 milhões de m3 de gás por dia.

    6) FPSO Cidade de São Paulo

    O FPSO Cidade de São Paulo entrou em produção em janeiro de 2013, no pré-sal da Bacia de Santos (Campo de Sapinhoá). Tem capacidade para processar 120 mil barris de petróleo e 5 milhões de m3 de gás por dia.

    7) P-61

    Primeira plataforma do tipo TLWP (Tension Leg Wellhead Plataform) a ser construída e a operar no Brasil, a P-61 atuará no campo de Papa-Terra (Bacia de Campos) em conjunto com a P-63. Juntas, as unidades têm capacidade para produzir 140 mil barris de petróleo por dia. A previsão é que entre em produção no segundo semestre de 2014.

    8) P-62

    Instalada a cerca de 125 km da costa, na Bacia de Campos, em águas com profundidade de 1.600 metros, essa plataforma do tipo FPSO deve entrar em produção no primeiro semestre de 2014. Tem capacidade para processar por dia até 180 mil barris de petróleo e 6 milhões de m3 de gás natural dos reservatórios do pós-sal.
    Confira o processo de construção e montagem da P-62.

    9) SS-88 TAD

    A unidade semissubmersível SS-88 TAD (Tender Assisted Drilling) será ancorada ao lado da P-61, no campo de Papa-Terra (Bacia de Campos), para dar suporte de energia, acomodações, armazenamento de fluido de perfuração e sistemas de apoio.

    Fotos:

    1) Steferson Faria / Petrobras; 2) Alexandre Brum / Petrobras; 3) Steferson Faria / Petrobras; 4) Steferson Faria / Petrobras; 5) Steferson Faria / Petrobras; 6) Steferson Faria / Petrobras; 7) Thelma Vidales / Petrobras; 8) Thaisa Juliana Dias Campos / Petrobras e 9) Petrobras.

    url:

    http://www.petrobras.com.br/fatos-e-dados/nove-plataformas-que-vao-ampliar-a-producao-de-petroleo-no-brasil.htm

     

    1. Clap Klap

      23 de abril de 2014 2:09 pm

      Parabens Roberto

      Suas intervenções informativas são extermamente necessárias e bem vindas.

    2. aliancaliberal

      23 de abril de 2014 4:06 pm

      Pegar como fonte de

      Pegar como fonte de informação a própria petrobrás usando propaganda dela e um bom modo de argumentar.

      1. Ingnorançça Liberal

        23 de abril de 2014 8:26 pm

        Pois é, Desesperança Liberal

        A Petrobrás não é uma quitanda da esquina como vc(s) gosta(m) de pensar.

        É uma empresa de capital aberto, com ações em bolsas internacionais, sujeitas a múltiplas e rígidas regras de governança, lá e cá.

        Portanto, suas propagandas são sérias e responsáveis.

        Não como as da Cemig do Aécio.

      2. Roberto São Paulo-SP 2014

        23 de abril de 2014 9:40 pm

        A produção no pré-sal superou em 8,2% a de janeiro

        Produção de gás natural bate recorde e alcança 83,2 MMm3/d em fevereiro
        ANP-Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis—-Atualizado em 03/04/2014 12:38:15
         
        A produção de petróleo e gás natural no Brasil em fevereiro totalizou aproximadamente 2,613 milhões de barris equivalentes por dia, sendo 2,090 milhões de barris diários de petróleo e 83,2 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural. Na comparação com o mês anterior a produção de petróleo teve aumento aproximado de 1,8% e de 3,6% em relação a fevereiro de 2013. Já a produção de gás natural aumentou aproximadamente 8,8% em relação a fevereiro de 2013 e cerca de 3,6% em relação ao mês anterior, superando o recorde registrado em dezembro de 2013, quando a produção atingiu 81,6 milhões de metros cúbicos diários. As informações são do Boletim da Produção da ANP, disponível em
        http://www.anp.gov.br/?pg=70260

        Pré-sal
        A produção no pré-sal superou em 8,2% a de janeiro, totalizando 471,9 mil barris de óleo equivalente por dia, sendo 386,8 mil barris diários de petróleo e 13,5 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural. A produção teve origem em 26 poços, localizados nos campos de Baleia Azul, Caratinga, Barracuda, Jubarte, Linguado, Lula, Marlim Leste, Pampo, Sapinhoá, Trilha e na área de cessão onerosa Entorno de Iara. Os poços do “pré-sal” são aqueles cuja produção é realizada no horizonte geológico denominado pré-sal, em campos localizados na área definida no inciso IV do caput do art. 2º da Lei nº 12.351, de 2010.
        Queima de gás

        A queima de gás natural em fevereiro foi cerca de 4,3 milhões de metros cúbicos por dia, uma redução de aproximadamente 10,5% em relação ao mês anterior e de 5,9% em relação a fevereiro de 2013. O aproveitamento do gás natural no mês foi de 94,8%.
        Campos produtores

        Em torno de 91,9% da produção de petróleo e gás natural foram provenientes de campos operados pela Petrobras. Aproximadamente 91,8% da produção de petróleo e 71,5% da produção de gás natural do Brasil foram explotados de campos marítimos. O campo de Marlim Sul, na bacia de campos, foi o de maior produção de petróleo, com média de 263,9 mil barris por dia. O maior produtor de gás natural foi o campo de Lula, na bacia de Santos, com média diária de 7,4 milhões de metros cúbicos.

        A plataforma P-52, localizada no campo de Roncador, produziu, através de 14 poços a ela interligados, cerca de 134,6 mil barris de óleo equivalente por dia e foi a unidade com maior produção. Os campos cujos contratos são de acumulações marginais produziram um total de 128,1 barris diários de petróleo e 2,7 mil metros cúbicos de gás natural por dia. Dentre esses campos, Bom Lugar, operado pela Alvopetro, foi o maior produtor de petróleo e gás natural, com 39 barris de óleo equivalente por dia.

        A produção procedente das bacias maduras terrestres (campos/testes de longa duração das bacias do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo, Sergipe e Alagoas) foi de 175,4 Mboe/d, sendo 142,9 Mbbl/d de petróleo e 5,2 MMm³/d de gás natural. Desse total, 3,5 Mboe/d foram produzidos por concessões não operadas pela Petrobras, sendo 350 boe/d no Estado de Alagoas, 1.553 boe/d na Bahia, 41 boe/d no Espírito Santo, 1.320 boe/d no Rio Grande do Norte e 283 boe/d em Sergipe.
        Outras informações

        Em fevereiro, 306 concessões, operadas por 25 empresas, foram responsáveis pela produção nacional. Destas, 82 são concessões marítimas e 224 terrestres. Vale ressaltar que, do total das concessões produtoras, duas encontram-se em atividade exploratória e produzindo através de Teste de Longa Duração (TLD), e outras sete são relativas a contratos de áreas contendo Acumulações Marginais.

        O grau API médio do petróleo produzido no mês foi de aproximadamente 24,7°, sendo que 10,8% da produção é considerada óleo leve (>=31°API), 60,2% é óleo médio (>=22°API e <31°API) e 28,9% é óleo pesado (<22°API), de acordo com a classificação da Portaria ANP nº 09/2000.

        A produção de petróleo e gás natural no Brasil foi oriunda de 9.018 poços, sendo 771 marítimos e 8.247 terrestres. O campo com o maior número de poços produtores foi Canto do Amaro, bacia de Potiguar, com 1.128 poços. Marlim foi o campo marítimo com maior número de poços produtores, 54 no total.

        Atualizado em 03/04/2014 12:38:15 

        url:

        http://www.anp.gov.br/?pg=70291&m=&t1=&t2=&t3=&t4=&ar=&ps=&cachebust=1398288768577

      3. Roberto São Paulo-SP 2014

        23 de abril de 2014 9:45 pm

        Agência Internacional de Energia (AIE)—-November 2013

        —-Devido principalmente a uma série de descobertas offshore, a produção de petróleo do Brasil triplica, atingindo 6 mb/dia em 2035—

        ….O Brasil na ponta do desenvolvimento das tecnologias de águas profundas e de baixo teor de carbono(WORLD ENERGY OUTLOOK 2013—SUMÁRIO–Portuguese Translation)
        O Brasil, país destacado nesta edição anual do Outlook, torna-se um dos grandes exportadores de petróleo e um líder mundial da produção de energia. Devido principalmente a uma série de recentes descobertas offshore, a produção de petróleo do Brasil triplica, atingindo 6 mb/dia em 2035, ou seja, um terço do crescimento líquido da produção mundial de petróleo, fazendo do Brasil o sexto produtor mundial. A produção de gás natural aumenta mais de cinco vezes, permitindo cobrir todas as necessidades domésticas do país em 2030, embora estas aumentem significativamente. O acréscimo da produção de petróleo e de gás depende fortemente dos desenvolvimentos em águas profundas, processos complexos e de capital intensivo, que exigem níveis de investimento a montante superiores aos do Médio Oriente ou da Rússia. Uma grande parte do financiamento deverá provir da Petrobras, a companhia de petróleo nacional responsável pelo desenvolvimento de campos em locais estratégicos, estando em jogo a sua capacidade de mobilizar recursos efetivamente, através de uma grande variedade de programas de investimento. Os compromissos assumidos a favor do fornecimento de bens e serviços de origem brasileira exercem uma pressão crescente numa cadeia de aprovisionamento já muito demandada.
        As fontes de energia abundantes e diversificadas do Brasil sustentam um aumento de 80% da sua utilização de energia, incluindo a conclusão do acesso universal à eletricidade. O aumento do consumo é motivado pelas necessidades de energia de uma classe média em expansão, acarretando um forte crescimento da demanda de combustíveis para o transporte e a duplicação do consumo de eletricidade. Para satisfazer esta demanda, será necessário investir substancial e atempadamente em todo o sistema de energia – 90 bilhões de dólares por ano, em média. O sistema de leilões para a nova geração e transmissão de eletricidade será vital, ao injetar capitais adicionais no sector da energia e reduzir a pressão nos preços ao consumidor final. De igual modo, o desenvolvimento de um mercado do gás bem-sucedido e atrativo para novos atores pode dinamizar os investimentos e melhorar a competitividade da indústria brasileira. Um maior enfoque político na eficiência energética aliviaria as tensões eventuais no seio de um sistema energético em rápido crescimento.
        O setor da energia do Brasil continua a ter uma das menores intensidades de carbono no mundo, apesar da maior disponibilidade e utilização de combustíveis fósseis. O Brasil, que já é um líder mundial no domínio das energias renováveis, praticamente duplicará essa produção a partir de fontes renováveis em 2035, mantendo a sua quota de 43% na matriz energética nacional. A hidroeletricidade continua a ser a espinha dorsal do sector da
        energia, embora a dependência em relação à hidroeletricidade decline, em parte devido ao afastamento e à sensibilidade ambiental de muitos recursos remanescentes, situados principalmente na Amazónia. Entre os combustíveis que aumentam a sua quota-parte na matriz energética, a energia eólica terrestre, que já demonstrou a sua competitividade, o gás natural e a eletricidade gerada pela bioenergia destacam-se à frente. No setor do
        transporte, o Brasil já é o segundo produtor mundial de biocombustíveis e a sua produção, composta principalmente por etanol a partir da cana de açúcar, aumenta mais do triplo.
        Áreas de cultivo apropriadas são mais que suficientes para absorver este acréscimo sem afetar as zonas sensíveis do ponto de vista ambiental. Em 2035, os biocombustíveis brasileiros satisfazem praticamente um terço da demanda doméstica de combustíveis para o transporte e as suas exportações líquidas representam cerca de 40% do comércio mundial de biocombustíveis.

        WORLD ENERGY OUTLOOK 2013—SUMÁRIO–Portuguese Translation
        Agência Internacional de Energia (AIE)—-November 2013-pdf -12 páginas

        Perspetivas de um mundo da energia em rápida evolução Hoje em dia, muitos dos factos dados por adquiridos de longa data no setor da energia estão a ser reescritos. Assim, os principais importadores tornam-se exportadores, enquanto países que durante muito tempo foram definidos como grandes exportadores de energia passam a ser os motores do crescimento da demanda mundial. A combinação adequada de políticas e tecnologias está a provar que a interligação entre crescimento económico, demanda de energia e emissões de CO2 relacionadas com a energia pode ser reduzida. O desenvolvimento do petróleo e do gás não convencionais, bem como das energias renováveis, altera a nossa compreensão da distribuição dos recursos energéticos do planeta. O conhecimento da dinâmica que sustenta os mercados da energia é fundamental para os decisores que tentam conciliar objetivos económicos, energéticos e ambientais. Aqueles que anteciparem as evoluções mundiais da energia poderão retirar os maiores proveitos, enquanto aqueles quem não o souberem fazer estarão em risco de tomar decisões políticas e de investimento desacertadas. A presente edição do World Energy Outlook(WEO-2013) examina as implicações de vários conjuntos de opções para as tendências da energia e do clima até 2035 e apresenta perspetivas que poderão ajudar os responsáveis políticos, a indústria e as várias partes interessadas a orientar-se num mundo da energia em rápida evolução.

        O centro de gravidade da demanda de energia está a mudar decididamente em direção àseconomias emergentes, em particular a China, a Índia e o Médio Oriente, países que incrementam a utilização mundial de energia de um terço. No Cenário Novas Políticas – cenário central do WEO-2013 – a China domina o panorama energético na Ásia, até a Índia assumir essa posição de principal motor de crescimento, a partir de 2020. Da mesma forma, a Ásia do Sudeste emerge como um centro de consumo crescente (evolução descrita em pormenor no Relatório Especial do WEO: Southeast Asia Energy Outlook, publicado em Outubro de 2013). A China tornar-se-á em breve o primeiro país importador de petróleo e a Índia passará a ser o maior importador de carvão no início da década de 2020.

        Os Estados Unidos da América encaminham-se decididamente para a satisfação de todas as suas necessidades de energia, a partir de recursos domésticos, o que deverá ocorrer por volta de 2035.

        No seu conjunto, estas mudanças constituem uma reorientação do comércio da energia, desde a bacia do Atlântico até à região Ásia-Pacífico. Os preços elevados do petróleo, as diferenças persistentes entre regiões nos preços do gás e da eletricidade, assim como o preço cada vez mais elevado das importações de energia em muitos países evidenciam mais amplamente a relação entre energia e economia. A interligação entre energia e desenvolvimento está patente em África onde, apesar da riqueza de recursos existentes, a utilização da energia por habitante ainda representa menos de um terço da média global em 2035. Hoje, a África conta com cerca de metade dos 1300 milhões de pessoas no mundo que não têm acesso à eletricidade e um quarto dos 2600 milhões de pessoas no mundo que dependem do uso tradicional da biomassa para cozinhar. Globalmente, os combustíveis fósseis continuam a satisfazer uma parte predominante da demanda de energia mundial, com repercussões nas relações entre energia, meio ambiente e mudança climática .

        Responsável por dois terços das emissões globais de gases com efeito de estufa, o setor da energia será crucial para determinar se os objetivos das alterações climáticas serão atingidos. Embora certos esquemas de redução de carbono tenham exercido alguma pressão, iniciativas como o Plano de Ação para o Clima do Presidente dos Estados Unidos, o plano da China para limitar a proporção do carvão na sua matriz energética, o debate europeu sobre os objetivos de 2030 em matéria de energia e clima, assim como as discussões no Japão sobre um novo plano para a energia, têm todas a capacidade potencial de limitar o crescimento das emissões de CO2 relacionadas com a energia. No nosso cenário central, que integra o impacto de certas medidas já anunciadas pelos governos para melhorar a eficiência energética, apoiar as energias renováveis, reduzir os subsídios aos combustíveis fósseis e, em certos casos, definir um preço do carbono, as emissões de CO2 relacionadas com a energia amentam, apesar de tudo, 20% até 2035. Nestas condições, o mundo encontra-se numa trajetória coerente com uma subida média da temperatura a longo prazo de 3,6°C, um valor muito acima da meta internacionalmente acordada dos 2°C.

        Quem tem energia para competir?
        As amplas diferenças de preços da energia entre regiões suscitaram um debate sobre o papel da energia como fator incitador ou pelo contrário, limitador do crescimento económico. O preço do petróleo bruto Brent manteve-se em média em torno de 110 dólares por barril em termos reais desde 2011, o que constitui um período de preços elevados sem precedente na história comercial do petróleo. Contudo, ao contrário dos preços do petróleo bruto, bastante uniformes no mundo inteiro, os preços de outros combustíveis variam consideravelmente de uma região para outra. Embora as diferenças de preços do gás sejam muito inferiores aos níveis extraordinários atingidos em meados de 2012, o gás natural ainda é comercializado nos Estados Unidos a um terço do preço de importação na Europa e a um quinto do preço de importação no Japão. Os preços da eletricidade também variam: em média, os consumidores industriais japoneses ou europeus pagam a sua energia mais do dobro do preço dos seus homólogos nos Estados Unidos e mesmo a indústria chinesa paga praticamente o dobro do preço dos EUA. Na maioria dos setores e dos países, a energia representa uma parte pouco significativa do cálculo da competitividade. Contudo, os custos da energia podem ser de uma importância para as indústrias de grande intensidade energética, como a química, o alumínio, o cimento, o ferro e o aço, o papel, o vidro e a refinação de petróleo, especialmente quando os bens produzidos são comercializados internacionalmente. Os setores de grande intensidade energética representam no mundo inteiro cerca de um quinto do valor agregado industrial, um quarto do emprego industrial e 70% da utilização da energia industrial.

        As variações de preços da energia afetam necessariamente a competitividade industrial, influenciando as decisões de investimento e as estratégias das empresas. Embora as diferenças de preços do gás natural se reduzam no nosso cenário central, permanecem ainda significativas até 2035 e, na maioria dos casos, as diferenças de preços da eletricidade mantêm-se. Num grande número de economias emergentes da Ásia, o forte aumento da demanda interna de bens produzidos com alta intensidade energética sustenta um acréscimo rápido da sua produção (paralelamente ao crescimento das exportações). No entanto, os custos relativos da energia têm um papel mais decisivo na configuração de futuros desenvolvimentos noutras partes do mundo, em particular nos países membros da OCDE. As taxas de crescimento das exportações de produtos com alta intensidade energética são ligeiramente superiores nos Estados Unidos, com desenvolvimentos no sector químico, o que nos dá uma clara indicação da relação existente entre os preços da energia relativamente baixos e a situação na indústria. Em contrapartida, a União Europeia e o Japão experimentam uma redução das exportações nos setores de alta intensidade energética, especialmente na indústria química – com uma redução de cerca de um terço na atual participação no mercado.—–
        —-O Médio Oriente, a única fonte de petróleo a baixo custo, permanece no centro do mapa da produção de petróleo a longo prazo. O papel dos países da OPEP, que estancam a sede de petróleo do mundo, diminui temporariamente nos próximos dez anos, devido à subida de produção dos Estados Unidos, das areias petrolíferas do Canadá, das águas profundas do Brasil e dos líquidos de gás natural no mundo inteiro. Todavia, em meados da década de 2020, a produção não-OPEP começa a baixar e os países do Médio Oriente fornecem a maior parte do incremento do abastecimento mundial. Globalmente, as companhias de petróleo nacionais, assim como os respetivos governos, controlam cerca de 80% do total das reservas de petróleo, tanto comprovadas como prováveis.

        A necessidade de compensar o declínio da produção dos campos de petróleo existentes é o que motiva principalmente os investimentos petrolíferos a montante até 2035.   análise que realizamos com base em mais de 1 600 campos confirma que, após o pico de produção de um campo médio convencional, espera-se uma queda de produção anual de aproximadamente 6% por ano. Embora este valor possa variar em função do tipo de campo de petróleo, a produção de petróleo bruto convencional a partir dos campos existentes deverá decrescer mais de 40 mb/dia em 2035. Entre as outras fontes de petróleo, a maior parte das fontes não convencionais depende muito da perfuração contínua, de modo a evitar uma queda rápida dos níveis do campo. Dos 790 bilhões de barris de produção total necessária para satisfazer o nível da demanda segundo as nossas estimativas para 2035, mais de metade serve apenas para compensar o declínio da produção…..

        ….O Brasil na ponta do desenvolvimento das tecnologias de águas profundas e de baixo teor de carbono
        O Brasil, país destacado nesta edição anual do Outlook, torna-se um dos grandes exportadores de petróleo e um líder mundial da produção de energia. Devido principalmente a uma série de recentes descobertas offshore, a produção de petróleo do Brasil triplica, atingindo 6 mb/dia em 2035, ou seja, um terço do crescimento líquido da produção mundial de petróleo, fazendo do Brasil o sexto produtor mundial. A produção de gás natural aumenta mais de cinco vezes, permitindo cobrir todas as necessidades domésticas do país em 2030, embora estas aumentem significativamente. O acréscimo da produção de petróleo e de gás depende fortemente dos desenvolvimentos em águas profundas, processos complexos e de capital intensivo, que exigem níveis de investimento a montante superiores aos do Médio Oriente ou da Rússia. Uma grande parte do financiamento deverá provir da Petrobras, a companhia de petróleo nacional responsável pelo desenvolvimento de campos em locais estratégicos, estando em jogo a sua capacidade de mobilizar recursos efetivamente, através de uma grande variedade de programas de investimento. Os compromissos assumidos a favor do fornecimento de bens e serviços de origem brasileira exercem uma pressão crescente numa cadeia de aprovisionamento já muito demandada.
        As fontes de energia abundantes e diversificadas do Brasil sustentam um aumento de 80% da sua utilização de energia, incluindo a conclusão do acesso universal à eletricidade. O aumento do consumo é motivado pelas necessidades de energia de uma classe média em expansão, acarretando um forte crescimento da demanda de combustíveis para o transporte e a duplicação do consumo de eletricidade. Para satisfazer esta demanda, será necessário investir substancial e atempadamente em todo o sistema de energia – 90 bilhões de dólares por ano, em média. O sistema de leilões para a nova geração e transmissão de eletricidade será vital, ao injetar capitais adicionais no sector da energia e reduzir a pressão nos preços ao consumidor final. De igual modo, o desenvolvimento de um mercado do gás bem-sucedido e atrativo para novos atores pode dinamizar os investimentos e melhorar a competitividade da indústria brasileira. Um maior enfoque político na eficiência energética aliviaria as tensões eventuais no seio de um sistema energético em rápido crescimento.
        O setor da energia do Brasil continua a ter uma das menores intensidades de carbono no mundo, apesar da maior disponibilidade e utilização de combustíveis fósseis. O Brasil, que já é um líder mundial no domínio das energias renováveis, praticamente duplicará essa produção a partir de fontes renováveis em 2035, mantendo a sua quota de 43% na matriz energética nacional. A hidroeletricidade continua a ser a espinha dorsal do sector da
        energia, embora a dependência em relação à hidroeletricidade decline, em parte devido ao afastamento e à sensibilidade ambiental de muitos recursos remanescentes, situados principalmente na Amazónia. Entre os combustíveis que aumentam a sua quota-parte na matriz energética, a energia eólica terrestre, que já demonstrou a sua competitividade, o gás natural e a eletricidade gerada pela bioenergia destacam-se à frente. No setor do
        transporte, o Brasil já é o segundo produtor mundial de biocombustíveis e a sua produção, composta principalmente por etanol a partir da cana de açúcar, aumenta mais do triplo.
        Áreas de cultivo apropriadas são mais que suficientes para absorver este acréscimo sem afetar as zonas sensíveis do ponto de vista ambiental. Em 2035, os biocombustíveis brasileiros satisfazem praticamente um terço da demanda doméstica de combustíveis para o transporte e as suas exportações líquidas representam cerca de 40% do comércio mundial de biocombustíveis.

        Este relatório foi inicialmente escrito em inglês.
        Embora tenham sido envidados todos os esforços para assegurar a fidelidade da tradução, poderá haver ligeiras diferenças entre esta e a versão original.

        This publication reflects the views of the IEA Secretariat but does not necessarily reflect those of individual IEA member countries. The IEA makes no representation or warranty, express or implied, in respect of the publication’s contents (including its completeness or accuracy) and shall not be responsible for any use of, or reliance on, the publication.

        IEA PUBLICATIONS, 9 rue de la Fédération, 75739 Paris Cedex 15
        Layout and printed in France by IEA, November 2013
        Photo credits: © GraphicObsession

        Para mais informações e para descarregar gratuitamente o presente relatório, visite a página:
        http://www.worldenergyoutlook.org
        http://www.iea.org/publications/freepublications/publication/name,45455,…

        To read Executive Director Maria van der Hoeven’s remarks at the launch, please click ‌‌here‌. pdf – 12 páginas

        Light tight oil does not diminish the importance of Middle East supply, IEA says in latest World Energy Outlook
        International Energy Agency (IEA)—12 November 2013

        The World Energy Outlook is for sale at the IEA bookshop. Journalists who would like more information should contact [email protected].(708 pages, ISBN 978-92-64-20130-9, paper)
        —————-
        AGÊNCIA INTERNACIONAL DE ENERGIA
        A Agência Internacional de Energia (AIE) é um organismo autónomo, criado em Novembro de 1974, com uma missão
        dupla: promover a segurança energética entre os países membros, ao propor uma resposta colectiva às rupturas de
        abastecimento de petróleo, e aconselhar os países membros acerca de uma política energética consistente.
        A AIE desenvolve um extenso programa de cooperação energética entre 28 economias avançadas, através do qual
        cada uma se compromete a manter stocks de petróleo equivalentes a 90 dias das suas importações líquidas.
        A agência tem por objectivos:
        —Assegurar o acesso dos países membros a fontes de aprovisionamento fiáveis e amplas de todas as formas de energia, em particular, através da manutenção de uma capacidade de resposta de emergência eficiente em caso de ruptura do abastecimento de petróleo.
        —Promover políticas energéticas sustentáveis que estimulem o crescimento económico e a protecção do meio ambiente num contexto global – em particular em matéria de redução das emissões de gases com efeito de estufa, que contribuem para a alteração climática.
        —Melhorar a transparência dos mercados internacionais através da colecta e análise de dados relativos à energia.
        —Apoiar a colaboração mundial em matéria de tecnologias energéticas de modo a assegurar os abastecimentos de energia no futuro e a minorar o seu impacto ambiental, inclusive através de uma maior eficiência energética, do desenvolvimento e da disseminação de tecnologias hipocarbónicas.
        —Encontrar soluções para os desafios energéticos mediante o empenho e o diálogo com os países não-membros, a indústria, a as organizações internacionais e outras partes interessadas.

  25. Arthemísia

    23 de abril de 2014 1:04 pm

    Só não entendo o porquê da

    Só não entendo o porquê da necessidade de mudanças a cada quatro anos. O país precisa de estabilidade para consolidar as mudanças realizadas. Algumas das mudanças colocadas pelos governos petistas ainda não são aceitas, digeridas e muito menos incorporadas por grande parcela da população, ainda que seja por elas beneficiadas. Ainda temos muito que investir em problemas de base – como educação e infra-estrutura – para poder pensar em dar novos passos na economia. Além disso, apesar de não ser economista e nem gostar muito do assunto, penso que a economia está em stand by no mundo todo; ninguém tenta avançar porque qualquer prognóstico é praticamente advinhação. Obviamente, dos três candidatos citados, apenas Dilma se manterá no rumo definido e ninguém sabe a aventura que pode ser o governo dos outros dois (embora tenhamos nossas desconfianças).

    Acho que a bandeira ou a música de Dilma não deve estar ligada diretamente à economia, mas a projetos de mudança cultural que envolvam a consolidação da educação como fator preponderante para a melhoria da vida no país, pois isso diz respeito diretamente a um dos nossos piores problemas, que é a segurança pública. Isso envolve também a construção de uma elite culta, que invista em cultura, coisa que nós não temos e que eu acho que o governo poderia ajudar a fomentar. Quando falo em educação não me refiro apenas aos resultados do PISA ou de qualquer outro exame, pois acho que esse caminho já está bem traçado. Estou falando em formação, em educação para a construção do bem comum, referência que nos falta como sociedade. O acesso ao consumo proporcionado pelos governos petistas deixou isso bem claro; não dá para continuar crescendo e transformar esse crescimento em rolezinhos. 

    Por exemplo, eu ainda vejo a Copa do Mundo e as Olímpiadas do Rio como uma oportunidade nesse sentido. Ambos os eventos permitirão abrir o Brasil para o mundo de uma forma diferente. Conhecer o padrão FIFA pode nos ensinar que não precisamos ser tratados como gado pelos dirigentes dos nossos times, porque nossos estádios antes da Copa eram grandes porcarias, com raras exceções. Quem sabe agora agente aprende como se trata o cidadão-torcedor. Já os Jogos Olimpícos, por mais comercial que sejam, ainda representam alguns valores importantes para a humanidade. Eu, particularmente, me sentirei literelmente no Olimpo se puder assistir Usain Bolt disputar aqui. O que eu quero dizer com isso, é que o Brasil ainda é um país isolado. Não é porque nossa classe média lota Nova Yorque todos os anos que deixamos de ser uma enorme província. E esses eventos nos colocarão em contato com um mundo que não é só consumo.

    Não basta apenas querermos nos tornar uma potência, mas que tipo de potência queremos nos tornar?

  26. margot riemann

    23 de abril de 2014 1:06 pm

    Os três candidatos podem não

    Os três candidatos podem não ter partitura, mas têm relação bastante distinta com o público. É verdade que o PSB e o PSDB são as alas mais modernas da orquestra que comandam, mas é verdade também que tocam (governam) de costas para a nação e não tem nenhum vínculo orgânico com o povo. Diferente do PT, cujos vínculos com o povo existem, apesar de estarem definhando a partir das dificuldades de ser governo. De qualquer maneira, governar de frente ou de costas para a nação faz toda a diferença para pelo menos 95% da população. O duro é que esta diferença vem caindo no esquecimento, enterrado pelo bombardeio ensurdecedor das mídias.

    1. ruyacquaviva

      23 de abril de 2014 1:31 pm

      PERFEITO

      Comentário perfeito. Concordo em todos os pontos. Pena não ter mais estrelinhas, este  comentário merece uma constelação, mais, merece o Zodíaco inteiro.

    2. Claudio Naka

      23 de abril de 2014 1:52 pm

      Perfeito!

      Margot, faço minhas suas palavras! Perfeito!

    3. Altran Gomes da Silva

      23 de abril de 2014 2:45 pm

      Eduardo Campos e Aécio são

      Eduardo Campos e Aécio são condidatos extramamente populares em seus estados, assim como dilma é a nível nacional.

      Esse história “vínculo orgânico com o povo” até colava com o Lula, mas com a Dilma? ela não houve a ninguém, nem ao Lula

      1. Houvidor

        23 de abril de 2014 8:20 pm

        Sabe Nahda!

        Difícil é houvir vc dizer que um governador eleito em Pernambuco seria desconhecido lá.

        Mas segundo pesquisas, até lá, perde para Dilma.

        (em Minas não sei).

    4. aliancaliberal

      23 de abril de 2014 4:02 pm

      Variante da falácia,” Se é

      Variante da falácia,” Se é contra o PT e contra o país”.

  27. Nanau

    23 de abril de 2014 1:15 pm

    Esclarecendo termos técnicos

    Nassif . Sei que é pedir muito, mas os leigos entenderiam muito mais aquilo que escreve, se voce explicasse resumidamente os termos que usa nos seus artigos….exemplo “voluntarismo”. Quem não é da área, bóia.

    Que tal inserir um box ?

    abr 

  28. Rafael

    23 de abril de 2014 1:36 pm

    É preciso separar o que os

    É preciso separar o que os candidatos dizem do que é discutido pelas suas equipes e do que é plantado nos meios de comunicação através de notas. Com uma imprensa atuando como partido político, os principais políticos ficam apenas dizendo platitudes diante das câmeras.

    Para mim, Dilma, por incrível que pareça, é a maior incógnita dos três. Existem duas grandes brigas no atual governo e acredito que, do resultado delas, emergirá a cara de um segundo mandato da atual presidenta. A primeira briga ocorre entre PT e PMDB. Se estivéssemos em um mandato tucano, todas as vezes em que um Eduardo Cunha da vida colocasse a faca no pescoço da presidência, haveria reportagens com denúncias de escândalos segurando a pressão. Como estamos em um governo do PT, a imprensa vai fazer o possível para desestabilizar o executivo, toda a vez em que os impulsos do PMDB aparecerem com mais vigor. Essa briga irá até as eleições para as presidências das casas legislativas. Se o PMDB conseguir as duas presidências, teremos um segundo mandato com uma forte pressão fisiológica. A segunda briga, mais velada, ocorre dentro do próprio PT. Haverá uma grande disputa por espaços nos principais ministérios em um novo governo Dilma. Apesar da presidenta gostar de ministros mais discretos, não sei se segurará a pressão pela troca das principais pastas. Mantega já deu sinais que quer sair. Saúde e Educação estão sendo tocadas por ministros discretos e eficientes, mas que não são formuladores de políticas públicas.

    Sobre o PSDB, eu gostaria de repetir um comentário que já fiz aqui algumas vezes. Aécio tem programa sim senhor! É só ler o que seus economistas mais próximos estão dizendo. Teremos aumento de desemprego, como preconizado por Ilan Goldfajn há um ano atrás (Estadão – 5/3/13); revisão da política de aumentos do salário mínimo, pedida por Samuel Pessôa (Folha – 30/6/2013); redução radical dos impostos e barreiras à importação gerando aumento do déficit de transações correntes (Edmar Bacha no Estadão de 15/4/14); redução da meta da inflação, com estreitamento da banda de variação, ou seja, choque de juros (Armínio Fraga no Valor de 14/3/14). Aécio é, hoje, o mais previsível dos três. Será um mandato de terra arrasada.

    Eduardo Campos é o que fala mais platitudes diante das câmeras, mas, de vez em quando sinaliza o que irá fazer. Já disse que dará autonomia ao BC, o que não fará diferença alguma; também disse que iria modificar a estratégia da Petrobras; já Marina afirmou diversas vezes que seria favorável a aumento de impostos para poluidores. De qualquer maneira, sem base ampla no legislativo e com os aliados que tem aparecido (Caiado, Bornhausen…), o que podemos esperar de um governo do PSB é um aumento significativo do fisiologismo.

     

  29. Joel Miranda

    23 de abril de 2014 1:55 pm

    Sem partitura

    Nassif, dizer que Dilma não tem “partitura”, é uma forma de contemporizar com os outros dois candidatos, pois só o seu governo já indica o seu programa para governar. Na economia a busca por uma distribuição de renda mais ampla, sem se apegar loucamente num PIB maior. Com a inflação é isto que está fazendo, sem paranoia! No social é continuar o que ela está fazendo, se possível reforçar. Na política buscar a reforma por plebiscito e constituinte exclusiva, pois do contrário não sai! A mobilidade é o seu grande trunfo e continuar o PAC.

    Sua partitura só precisa de ajustes!

    Com os outros, nem pauta tem, quanto mais partitura!

    1. evandro_sr

      23 de abril de 2014 2:48 pm

      Mais ou menos

      Joel, você acredita ser saudável o Brasil ter um crescimento anual na faixa dos 2% e inflação na casa dos 7%?

      Acredita que o governo ter como principais medidas para combater a inflação a variação da SELIC (que teve sua redução como bandeira do governo nas eleições passada e só está aumentando) e controle de preço de combustível é sustentável?

      Distribuir de renda é super necessário, os que hoje recebem auxílio do governo estão sendo preparados para em breve não precisar mais de tal auxílio e ocupar lugar no mercado de trabalho para suprir a necessidade de mão de obra qualificada?

      O PAC precisa de um balanço mais elaborado para podermos analisar seus benefícios já entregues, mas ninguém duvida a infra-estrutura brasileira é vergonha nacional.

      Mobilidade como grande trunfo? Não no Brasil que vivo.

  30. Gilberto .

    23 de abril de 2014 2:11 pm

    Crianças mimadas

    A maneira de evitar o voluntarismo é o envolvimento da sociedade, o estímulo a um debate amplo que introjete as bandeiras em todos os setores do país, na burocracia pública, nos empresários, nos trabalhadores, na academia

    Nassif,

    Me desculpe,  mas quem está disposto a fazer isto hoje? Vivemos um instante de profunda anomia, em que qualquer grupo capaz de reunir uma centena de pessoas se considera representante de um sentimento nacional.  Se acha no direito de impor seus vagos “princípios” a todos,  em nome da liberdade. 

    As lideranças políticas apenas refletem isto.  Uma resposta (impossível) que atenda a todos estes desejos difusos. Somos reféns da nossa própria falta de imaginação e irresponsabilidade. Não adianta pensar que algum político seja capaz de responder a isto. É como tentar responder à uma criança insaciável,  para quem o atendimento de um desejo só serve para alimentar o próximo. 

    Chega de só cobrar indistintamente,  é necessário que toda sociedade amadureça e descubra ao menos parte de sua responsabilidade na criação de um rumo que não será, com certeza,  o “desejo” particular de cada criança mimada que pensa representar o mundo.

    Desencanem dos candidatos.  Pensem um pouco no que é possível que cada um de nós faça para mudar o jogo. Não atendendo exclusivamente a nossos desejos difusos e inconsequentes,  mas com a gana de criar uma sociedade justa e igual para todos. Somente nós seremos capazes de criar esta partitura. Escolher o tenor e esperar que ele a traga só nos trará uma nova decepção.

     

     

     

     

     

  31. Tom Newton Jobim Mendonça Gilberto

    23 de abril de 2014 2:15 pm

    Cantando “de ouvido” contra desafinados sem coração

    Com a devida vênia, dos três sem “partitura”, temos um(a) que pelo menos canta afinada com os ouvidos do povo e do pais

    1. Altran Gomes da Silva

      23 de abril de 2014 2:42 pm

      E quem seria? a Dilma?

      E quem seria? a Dilma? brincadeira

      1. Farney

        23 de abril de 2014 3:35 pm

        campos/Aécio… nunca!

        Claro! Ou você acha que Aécio ou Campos tem algo melhor a dar ao país? 

      2. Brincalhão

        23 de abril de 2014 6:10 pm

        Não, Pedro Bó, quem “não sabe” que é Dudu ou Aécio?

        Afinal, priorizar o país e o povo, como vemos na história da p(l)utocracia nacional, representada por Dudu e Aécio é não fazer nada em infraestrutura, educação, saúde segurança, alimentação, habitação, etc.

        É fazer tudo só para a banca, as empresas (de preferência estrangeiras), destruir o Estado e não oferecer nada em troca, tratar aposentado como vagabundo, privatarizar empresas bilionariamente lucrativas ao país, , dar golpes bilionáros para refúfios fiscais, aparelhar as instituções, aumentar juros a até 42,5%, arrocho fiscal e outros objetivos financeiros, e ainda assim quebrar o país e entregar uma inflação que é o DOBRO da atual.

        Meu caro, se vc gosta do seu país e do futuro dos seus filhos, prefira um governo “imperfeito” que cuida dos interesses do país e seu povo, do que um governo “perfeito” em destruir e entregar as riquezas do país e alugar seu povo.

        A menos que vc esteja levando algum também, Fica mais esperto.

         

  32. Juliano Santos

    23 de abril de 2014 2:24 pm

    Espera aí, Nassif, o fato dos

    Espera aí, Nassif, o fato dos três candidatos terem imensas debilidades, isso não quer dizer que o Brasil “jamais será uma grande potência. Essa conclusão comprometeu toda sua análise.

    O Brasil é muito maior que essas candidaturas. E quando aparece um estadista a altura, como o Getulio, o JK e o Lula, o Brasil dá grandes saltos. 

    Dito isso, concordo com o Assis. O Brasil vai bem, apesar de tudo. Parece que vai mal porque a comunicação do governo é uma catástrofe. Dilma para mim, continua a ser uma boa gestora. Mas presidente não é cargo técnico. E infelizmente não está aprendendo a fazer política. Enquanto política é muito fraca.

    Todas as dificuldades de seu governo advém disso. Talvez sabendo disso, Lula previu que ela poderia segurar a peteca, na base da competência, para depois Campos, que é de fato um político, continuasse o projeto social-democrata da aliança PT/PSB/PCdoB.

    Só que o Dudu mostrou-se um ambicioso sem compromisso com o projeto. Colocou-se acima dele. E lado a lado com o capital expeculativo predador. Eca!

  33. evandro_sr

    23 de abril de 2014 2:33 pm

    É a triste realidade brasileira

    Pois é, na melhor das hipóteses teremos mais 4 anos de paralisia nacional..

    “constata-se que dificilmente o Brasil cumprirá a vocação de se tornar uma potência”

    infelizmente o Brasil continua governado com plano de partido e não plano de Nação.

    Quando se fala em plano de partido, o objetivo maior é apenas o poder pelo poder, custe o que custar. Basta olhar o Brasil hoje, empurrando tudo com o barriga há um bom tempo por conta das eleições.

    Na minha opinião o Brasil entregue para a Dilma era muito mais favorável para reformas do que o mesmo Brasil entregue para FHC e Lula.

    E o que vimos? Além de ações no campo econômico totalmente descoordenadas e reativas, falta de jogo de cintura na política interna e no campo diplomático uma grande crise de identidade.

    Decepção existe quando se cria expectativa, e no caso da Dilma acredito que muitos criaram, assim como eu.

     

  34. Wsobrinho

    23 de abril de 2014 2:40 pm

    Politica Externa

    Fantástico e esclarecedor artigo de Roberto Amaral na Carta Capital, em especial a parte sobre o México, NAFTA, ALCA e os que pretendem para o Brasil um papel de apendice dos EUA.

    Internacional

    Análise / Roberto Amaral

    O Brasil, a América do Sul e a integração regional

    Para o bem e para o mal, somos, isoladamente, a única expectativa de potência regionalpor Roberto Amaral — publicado 23/04/2014 08:58, última modificação 23/04/2014 09:21 inShare George Vale/FlickrBrasil

    Para o bem e para o mal, somos, isoladamente, a única expectativa de potência regional

     

    Uma das poucas coisas que estão se transformando em política de Estado no Brasil é a atual política externa, cujos fundamentos remontam à presidência Jânio Quadros e à atuação de Afonso Arinos de Melo Franco no Ministério das Relações Exteriores. Trata-se de uma política externa independente e progressista que prosseguiria com San Tiago Dantas, Hermes Lima, Evandro Lins e Silva e Araújo Castro, até o interregno da primeira fase do regime civil-militar – Castello Branco e seu ministro Juracy Magalhães (“O que é bom para os EUA é bom para o Brasil”).

    Ainda na última ditadura, o que havia sido grafado como ‘Política Externa Independente’ (PEI) volta a aproximar-se de seus contornos originais nas gestões Magalhães Pinto, Azeredo da Silveira e Saraiva Guerreiro à frente do MRE. A atual PEI, portanto, é herdeira de longa história, que começa a ser gestada no quinquênio JK e formulada no Instituto Superior de Estudos Brasileiros,  onde se destacam os textos de  Hélio Jaguaribe. Após o mormaço dos anos 90, e a preeminência do neoliberalismo (ressalvem-se os bons momentos de Celso Amorim no governo Itamar Franco), temos, em todo o período Lula, e liderada pelo presidente, seu ator mais ostensivo, a política traçada e executada pela tríade Amorim-Samuel P. Guimarães-Marco Aurélio Garcia, que chega aos nossos dias com alguns pontos de inflexão. Com todos os méritos, é um desdobramento da história encontrada.

     

    Assim, foi-nos dado viver, no período 2003-2011, um dos melhores momentos de nossa política externa, ativa e altiva, animada por um encontro de fatores favoráveis, como a conjuntura internacional e o crescimento da economia nacional, de que inteligentemente se soube valer  o presidente Lula. Desse período destacam-se nosso  papel de ator e o movimento com vistas aos mercados africano e asiático (aproximação que amenizou entre nós as repercussões da crise econômica de 2008 ) e ao Hemisfério Sul, neste merecendo destaque nossa política e, dela derivada, nossa liderança na América do Sul. É exatamente neste ponto que as administrações Lula e Dilma se distinguem, conservando porém sua essência. Com a atual  presidente o Brasil passa a ter uma atuação internacional mais comedida (para o que terá favorecido o retraimento do ministro Patriota), com, por exemplo,  o inexplicado recuo da política para   o Irã  e o  amortecimento do esforço integracionista sul-americano. Registre-se, porém, nossa importantíssima vitória na OMC, com a eleição do embaixador Roberto Azevêdo para sua diretoria-geral, o alinhamento com  Alemanha, Rússia e China no Conselho de Segurança da ONU relativamente à intervenção na Líbia e a atuação pronta e firme de nosso governo quando do golpe de Estado parlamentar que depôs o presidente Lugo, e o esforço, em conjunto com nossos co-irmãos sul-americanos, para sustar a desestabilização em marcha da Venezuela, gestada, como sempre, a partir de  Washington.

    Este período, todavia, não ensejou nem os debates nem as formulações doutrinárias dos anos 60. Saudades do ISEB. Contou, porém, e conta ainda, com a resistência conservadora, a resistência de sempre da grande imprensa, mobilizando ‘cientistas’ políticos mediáticos e diplomatas de pijama, uns saudosistas da ideologia neoliberal, outros simplesmente uma meia dúzia de ressentidos.

    Neste artigo nossas atenções se voltam para um só aspecto dessa política externa: a opção pela integração sul-americana, pois, lamentavelmente, ainda é necessário defendê-la.

    Para estimar a importância dessa política para o presente e o futuro do Brasil,  basta considerar que o Hemisfério Sul – nele com destaque nosso subcontinente – é, nada mais, nada menos – do que o espaço privilegiado de expansão do  capitalismo brasileiro, espaço no qual as grandes empresas nacionais poderão atuar, e onde já atuam, com sucesso e proveito. O instrumento exemplar da integração sul-americana e de nossa liderança é o Mercosul: desde sua criação (1991), as exportações brasileiras cresceram nada menos que 12 vezes, sendo que cerca de 90% dessas exportações são de produtos manufaturados. Para os países do bloco, exportamos nossos bens industriais, e não apenas soja e laranja. Essa evidência, todavia, é ignorada pelos diplomatas da FIESP, logo ela que supostamente deveria ser a maior interessada na recuperação de nossa indústria manufatureira, presentemente às voltas com uma  de suas crises mais sérias.

    O Mercosul, ademais, sepultou de vez a artificial rivalidade e competição mutuamente destrutiva entre Brasil e Argentina, fomentada desde o Império pelas grandes potências.  Nossa rica vizinha, que nos anos 90 tinha uma pequena participação nas exportações brasileiras, tornou-se o terceiro destino de nossos produtos, após  China e logo atrás dos EUA, mas com uma diferença radical: enquanto para aqueles países exportamos commodities (grãos, frango, carne, minérios etc.), para  a Argentina, como para os demais países do bloco, nossas exportações são de manufaturados.  É ilusório contar com o mercado dos EUA ou da UE para  nossos produtos industriais, motivo pelo qual aliança de livre-comércio com qualquer um desses blocos será sempre a aliança da panela de barro com a panela de ferro,  como se deu com o México ao aderir ao Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA) em 1992. Que seu fracasso evite o nosso.

    A partir de 1994 (quando as regras do NAFTA entraram em vigor) a renda per capita do México cresceu apenas cerca de 1,2% ao ano, ou seja, bem abaixo dos índices médios alcançados por Brasil, Chile, Colômbia, Uruguai e Peru, e abaixo da média dos emergentes.  De outra parte, ao invés de ser contida, como prometido, a imigração cresceu de 6,2 milhões, em 1994, para 12 milhões, em 2013. Não por acaso, o governo Obama bate recorde de deportação de imigrantes, e dentre estes destacam-se trabalhadores pobres do outro lado da fronteira, e assim, ironia da história, expulsos como estrangeiros indesejáveis das terras que foram suas… O México, que aspirava a exportar mercadorias, continuou exportando sua gente para o sub-emprego nos EUA. Apesar do NAFTA, o México não logrou, tampouco, atrair o capital estrangeiro. Ainda hoje, recebe menos investimentos do que Brasil, Chile, Colômbia e Peru. Por outro lado, o crescimento econômico dos países latino-americanos que não celebraram acordos de livre comércio com os EUA foi, no período de vigência do acordo até aqui,  maior do que o crescimento mexicano.

    O fortalecimento do Mercosul corresponde, ainda,  à necessidade de nossos países, juntos, exercerem maior influência nas negociações internacionais, em defesa de seus interesses, além de contrabalancear o poder das potências extra-regionais que sempre ditaram nossas políticas (internas e externas) – diretamente, ou por intermédio de agências e organismos internacionais como FMI, BIRD, Banco Mundial e quejandos.

    O Brasil não pode exercer, na região, o papel de sócio menor dos EUA, como lhe cobra a grande imprensa. Queria ela, por exemplo, que derrubássemos Morales a pretexto de defender a Petrobras, que defendêssemos os golpes que derrubaram Lugo e Zelaya. Surpreendida pelas denúncias acerca da espionagem da Agência Americana de Segurança-NSA, violando as comunicações do Palácio do Planalto e da Petrobras, o que levou a presidente Dilma a cancelar a viagem que faria aos EUA, tentaram amenizar a gravidade do episódio.  

    De outro lado, até porque isso atende aos nossos interesses – mais precisamente, na realidade, aos interesses dos capitalistas brasileiros – precisamos dar os braços aos países mais pobres e chamar Argentina e Venezuela (crises à parte) para um trabalho comum visando à redução das assimetrias. Política externa custa caro. Ela implica a diplomacia stricto sensu, mas não apenas isso. Tanto ou mais importante é a presença objetiva, material, e nesse sentido é preciosa a atuação do BNDES no financiamento de obras de infraestrutura, as quais, melhorando as condições logísticas de nossos parceiros (isto é, de mercados nossos), ainda ajudam à indústria brasileira, pois as obras são conduzidas por empresas nacionais e as encomendas de bens e equipamentos são ditadas no mercado brasileiro. Assim, foi de alto alcance a cooperação visando à construção do porto de Mariel (Cuba), nossa ponte para os mercados da costa Leste dos EUA,  da América Central e Caribe. Como será de largo alcance ajudarmos o Uruguai na construção de um grande porto de águas profundas que logo se transformará em escoadouro da produção brasileira e rota para o mercado do Pacífico, sem as limitações do Canal do Panamá. Esse porto, que pode atrair investimentos chineses, é importante para todos os países do Cone Sul, e por isso é duplamente importante para a economia e a política brasileiras. E foi política correta a decisão de financiarmos, com recursos do Fundo para a Convergência Estrutural e Fortalecimento Institucional do Mercosul (FOCEM), a linha de alta voltagem que já leva energia de Itaipu para Assunção. O Paraguai é nosso sócio na grande hidrelétrica, e sua eletrificação já atrai empresas brasileiras, as quais lá se beneficiam de custos mais baixos, desta forma aumentando suas condições de competitividade.

    É imoral pensar pequeno. E estrategicamente desastroso.

    Somos a sexta economia do mundo, quarto território do planeta (lembremos, 8.500 mil km2), 200 milhões de habitantes, um litoral de quase 8 mil km de extensão, uma fronteira terrestre com cerca de 17 mil km, limítrofe com dez países, 50% do território e da produção da América do Sul.

    Para o bem e para o mal, somos, isoladamente, a única expectativa de potência regional. Negar esta evidência significa manter-nos reféns de interesses que obstaculizam nosso desenvolvimento, e, por conseqüência, o bem-estar de nosso povo.

    Leia mais em http://www.ramaral.org

     

  35. Zeus

    23 de abril de 2014 2:44 pm

    O Nassif tem todo o direito

    O Nassif tem todo o direito de dar sua opinião: O blog é dele e a credibilidade também.

    Chato é ver ele tentar uma postura über alles, tentando se distanciar dos dois pólos em disputa, justamente para atacar o lado que tem mais peso: o governo.

    Sim, porque a oposição é um nada político, confinado a editoriais espumantes do PIG.

    Primeira correção histórica: Todos os candidatos mencionados, desde Collor até FFHHCC, se elegeram sem plataforma econômica ou de política econômica nenhuma, foi tudo no sopapo e na surpresa marqueteira.

    Ou seja, o que o Senhor Nassif aponta como uma característica distintiva destes presidentes só pode ser enxergado depois que passaram.

    Collor foi empurrado pelo terror anti-comunista, a caça aos marajás e o poder global que ainda dava as cartas.

    FFHHCC veio na esteira do plano Real de Itamar. Não abriu a boca, só mostrava 1 real = 1 dólar e o frango. O debate que interessava esteve loooooonge do povão, da academia e de qualquer setor que não fossem os “sacerdotes” do BC e da Fazenda.

    A diferença crucial, e o Nassif não cita, é que a oposição (o PT) fazia o debate econômico, mesmo sendo tragada pelo populismo da moeda forte e do consenso neoliberal. Façamos justiça: O PT também surfou bastante na onda denuncista-moralista, mas como disse, foi além. Quadros como Genoíno, Paim, Mercadante, etc, davam o tom.

    Outra diferença: Mesmo perdendo eleições presidenciais, o PT na oposição cresceu nos estados e municípios e no Congresso, geometricamente, ao contrário dos nanicos demotucanalhas de hoje, que perigam ficar devendo votos nas próximas eleições.

    Vamos ao texto do Senhor Nassif, muito ruim por sinal:

    As próximas eleições presidenciais se farão em um vácuo inédito de ideias econômicas e políticas.

    Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso foram eleitos com a bandeira da liberalização econômica. Lula foi eleito com a bandeira social. Dilma Rousseff foi eleita com a bandeira do desenvolvimentismo, após a bem sucedida estratégia de enfrentar a crise mundial com crescimento.

    Agora, se tem o vácuo.

    Comentário no vácuo: Já disse, Collor e FFHHCC foram eleitos com plataformas populistas que misturam a figura do anti-Lula, ou do salvador da pátria e da estabilidade da moeda. A estrutura da política econômica nunca ficou explicitada a ponto de ser julgada pela população ou pela academia. Foi um samba do afrobrasileiro (viu Militão?) doido: Super intervenção na economia (confisco de Collor, câmbio fixo e juros estratosféricos de FFHHCC) com espasmos liberalizantes. Deu no que deu.

    Eu não sei onde estava este discurso liberalizante. Vai ver o Nassif fez parte de alguma audiência secreta com os então candidatos.

    ***

    No plano das ideias econômicas, há uma luta histórica entre liberalismo e desenvolvimentismo, o primeiro defendendo a ampla liberação dos fluxos de capital e da atividade econômica; o segundo propondo o ativismo do governo para definir políticas de desenvolvimento.

    Nenhum grande país se desenvolveu sem estratégias claras de políticas públicas, visando dotar a economia interna de competitividade para enfrentar a concorrência internacional.

    Quando não se tem, copia-se sem adaptações, como foi o caso do liberalismo superficial do governo FHC.

    Tais estratégias passam por políticas macroeconômicas visando criar um ambiente saudável e por práticas protecionistas para os chamados setores infantes, até que se desenvolvam e tenham condições de competir.

    Comentário: Quem é que define o que são estratégias “claras”? Uai, isto por si só (a categorização) é uma injunção política e de interesse de classe. Sempre haverá, no intenso teatro de operações econômicas e de política econômica, um setor que reclamará a falta de clareza.

    Ambiente saudável? Putz. Alguém precisa ir lá buscar um livro de História: O que fez um país crescer e o outro parar é a divisão internacional de tarefas moldada a base de muita luta de classes, muito conflito geopolítico, exploração e intervenção nas soberanias (como tivemos em 64, e como estão a ensaiar agora). Podemos então, levado à cabo este raciocínio, dizer que a Alemanha de Hitler era um ambiente saudável: Estratégias claras, metas, proteção e dinamismo direcionado. Ai…ai…ai.

    A presidenta baixou os juros e quase foi decaptada na cozinha da Ana Maria Braga. Ambiente saudável para quem, cara pálida?

    ***

    A grande crítica que se faz é quanto ao risco do intervencionismo ser utilizado de forma  voluntarista, sem uma visão estratégica de desenvolvimento, sem regras claras que impeçam o uso discricionário das ferramentas de estímulo.

    A maneira de evitar o voluntarismo é o envolvimento da sociedade, o estímulo a um debate amplo que introjete as bandeiras em todos os setores do país, na burocracia pública, nos empresários, nos trabalhadores, na academia.

    Comentário: O mais chulo e rastquera argumento que eu já li por aqui. Faltou dar nome: Dilma é uma déspota esclarecida, uma semi-tirana que usa os bem os talheres, e tem sobrenome chique de imigrante europeia.

    “…sem regras claras que impeçam o uso discricionário das ferramentas de estímulo…”

    Sei, sei, sei, então o problema é formalismo estratégico…Mas eu me pergunto: Não é o parlamento e a sociedade que devem demandar tais controles, através do poder originário que detêm (outorgados e outorgantes)? Então estamos a reivindicar regras propostas por quem terá que segui-las? Esta crítica deveria ser dirigida a Dilma mesmo? Uai, é para dar ou limitar o poder dela? Santo zeus. Quanta confusão… 

    Intervencionismo voluntarista, um apelido soft para populismo, tão em voga em 64. Estamos no blog certo? Há alguma intervenção sem vontade (voluntário, volitivo)?

    Então tá combinado, onde antes falávamos populismo falaremos intervencionismo voluntarista.

    ***

    O governo Dilma não conseguiu fugir da sina do voluntarismo latino-americano, embora em nível menos drástico do que o que ocorre hoje em dia na Argentina ou na Venezuela.

    Comentário: Eis o ovo, a cabeça e o rabo da serpente. Bom é o voluntarismo italiano (Berlusconi), o voluntarismo tipo Mad de Bush Jr, o voluntarismo imperial de Adolf Merkel, ou o voluntarismo de Tatcher ou Reagan, se quisermos voltar um pouco mais no tempo. Trucidaram cada marco regulatório, demoliram direitos e conquistas, solaparam o Estado para entregar a rapadura ao cassino global, enquanto nós aqui nos pernduramos para pagar a conta.

    Claro, não há de se falar em quebra de regras, ou voluntarismo, pois elas já haviam sido pulverizadas há tempos…

    O estímulo ao setor automobilístico, sem nenhuma exigência de contrapartida, a distribuição de desonerações da folha, sem nenhum critério de seleção de setores, os campeões nacionais do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), em setores de baixo atrativo tecnológico, a maneira como tentou reduzir as tarifas de energia e de combustíveis, tudo decidido de forma autocrática, sem ouvir ninguém, acabou reforçando os críticos do desenvolvimentismo, sem despertar o entusiasmo dos desenvolvimentistas.

    Comentário: Aqui uma pequena incorreção que não chamarei de mentira. O regime automotivo de Dilma prevê que a redução da alíquota do IPI terá como contrapartida a montagem de veículos com determinadao percentual de peças nacionais (não me recordo o índice).

    Quanto às escolhas do BNDES eu só posso dizer que é verdade: depois de 40 anos sem investimento algum e nada, como poderíamos alocar recursos em setores de alta densidade tecnológica se nossas escolas e universidades estavam no século XVI, atendendo somente os filhos da classe média branca e das elites? Uma coisa de cada vez, engenheiros, bolsas para o exterior, intercâmbio, etc, depois investimento.

    Por isto é que o BNDES teve que aportar grana em setores de baixa densidade, por falta de opção estrutural.

    Do jeito preconizado pelo Nassif acabaríamos por importar tecnologia e geraríamos empregos lá fora ou com profissionais de fora por aqui (como já acontece).

    Esta estratégia nassifiana parece meio estranha, não?

    ***

    Na outra ponta – dos candidatos de oposição – o panorama não é mais alentador.

    O candidato do PSDB Aécio Neves busca apontar o futuro recorrendo ao passado: o governo inerte de Fernando Henrique Cardoso. O candidato do PSB, Eduardo Campos, acena com a independência do Banco Central e a liberalização dos fluxos financeiros, em um momento em que todos os países do mundo esmeram-se em definir estratégias cambiais e monetárias para enfrentar os novos tempos.

    Comentário: Não falo dos mortos, em sinal de respeito.

    ***

    Quando se compara a posição dos três candidatos com os modelos de intervenção que balizaram o desenvolvimento de grandes potências – da Inglaterra e Estados Unidos à China de hoje – constata-se que dificilmente o Brasil cumprirá a vocação de se tornar uma potência.

    Comentário: Primeiro, vocação é coisa de padre. Países, gente, processos históricos não compreendem estas categorias idealizadas (você tem vocação, você não tem).

    Outra coisa: Os países citados são exemplos únicos de potências desenvolvidas a seu tempo, e com suas características. Não ter referência nestes modelos pode ser uma enorme vantagem, e não um defeito (cacoete de pensamento colonizado).

    Por úlitmo: Se quisermos modelos dos outros temos que fazer o que fazem, ou seja, ou atacamos todos militarmente, como fizeram EEUU e GBR, ou massacramos o povo internamente, como faz a China.

    O resto é tolice.

    Não é questão de ideologia: é de falta de preparo institucional do país e dos candidatos.

    Comentário: É sim questão de IDEOLOGIA e FALTA de preparo do blogueiro.

    1. JBzinho

      23 de abril de 2014 3:17 pm

      Zeuscada vez mais me
       Zeuscada vez mais me entusiasmo com seu estilo. Você é como aquele juiz que exige ser chamado de doutor. Faz isso com seu texto recheado de argumentos que jamais buscam o alvo. Joga argumentos ao léo como aqueles armandinhos de futebol, que fazem embaixada no meio campo mas jamais chutam a gol..gmCada comentário seu não visa o contraditório: busca apenas mostrar como você é inteligente, erudita em ambiente leigo.Dê uma relida nessa sua maionese Helmans.Comentário: Eis o ovo, a cabeça e o rabo da serpente. Bom é o voluntarismo italiano (Berlusconi), o voluntarismo tipo Mad de Bush Jr, o voluntarismo imperial de Adolf Merkel, ou o voluntarismo de Tatcher ou Reagan, se quisermos voltar um pouco mais no tempo. Trucidaram cada marco regulatório, demoliram direitos e conquistas, solaparam o Estado para entregar a rapadura ao cassino global, enquanto nós aqui nos pernduramos para pagar a conta.O artigo claramente critica a falta de projetos nacionais e toda forma de voluntarismo. Critica a falta de projetos dos dois candidatos de oposição. Em Dilma não critica o liberalismo, que ela não tem. Mas a incapacidade de colocar em pauta um projeto nacional sem voluntarismo, com planejamento. O que você pretendeu rebater com o besteirol acima?Collor foi empurrado pelo terror anti-comunista, a caça aos marajás e o poder global que ainda dava as cartas.Erudita comentarista: quando atacava os marajás, Collor passava para o populacho a bandeira de ir contra o centralismo estatal de Brasilia, reforçado pelo sistema militar. Ou acha que nos comícios ele iria citar Marx ou Weber? Argumento bestoide o seu.A diferença crucial, e o Nassif não cita, é que a oposição (o PT) fazia o debate econômico, mesmo sendo tragada pelo populismo da moeda forte e do consenso neoliberal. Façamos justiça: O PT também surfou bastante na onda denuncista-moralista, mas como disse, foi além. Quadros como Genoíno, Paim, Mercadante, etc, davam o tom.Em pleno apogeu do discurso de Collor, Mercadante e outros economistas, talvez o Guido, tentaram uma Carta aos Brasileiros, aceitando ideias dos novos tempos. E foram torpedeados por um partido que até então não tinha um projeto de governabilidade. O próprio Lula várias vezes admitiu que se tivesse sido eleito em 1989 ou 1994 teria sido o caos, pela falta de projeto. Vem você agora pretender ser mais realista que o rei.Comentário: Quem é que define o que são estratégias “claras”? Uai, isto por si só (a categorização) é uma injunção política e de interesse de classe. Sempre haverá, no intenso teatro de operações econômicas e de política econômica, um setor que reclamará a falta de clareza.E quando todos os setores clamam por falta de participação e de clareza? No governo Lula formavam-se consensos em torno do CDES, das câmaras de exportação do Furlan. Sua frase acima é mais uma embaixada sem chutar a gol/ O que você quis dizer? Não adianta consultar os setores envolvidos porque sempre haverá um que reclamará da falta de clareza? Qual o sentido dessa afirmação? Que todas as decisões, então, sejam tomadas em gabinete, sem ouvir ninguém, porque sempre haverá alguém reclamando? É a rainha da embaixada.Comentário: O mais chulo e rastquera argumento que eu já li por aqui. Faltou dar nome: Dilma é uma déspota esclarecida, uma semi-tirana que usa os bem os talheres, e tem sobrenome chique de imigrante europeia.Não entendi a profundidade da amiga. Diz-se com todas as letras que Dilma é centralizadora. A troco de quê essa história de usar bem os talheres e ter sobrenome chique? Mais uma embaixada da amiga? Você cria uma mentira para poder rebater com mais facilidade.Comentário: Aqui uma pequena incorreção que não chamarei de mentira. O regime automotivo de Dilma prevê que a redução da alíquota do IPI terá como contrapartida a montagem de veículos com determinadao percentual de peças nacionais (não me recordo o índice).A ignorância emplumada! Claro que tinha esse ponto. E era justamente para privilegiar as industrias já instaladas, em detrimentos das novas que estavam chegando. Só que, para as instaladas, as únicas beneficiadas pela redução do IPI, não se apresentou nenhuma exigência, nem compromissos de aumentar as exportações, nem compromissos de emprego ou de melhoria tecnológica.Quanto às escolhas do BNDES eu só posso dizer que é verdade: depois de 40 anos sem investimento algum e nada, como poderíamos alocar recursos em setores de alta densidade tecnológica se nossas escolas e universidades estavam no século XVI, atendendo somente os filhos da classe média branca e das elites? Uma coisa de cada vez, engenheiros, bolsas para o exterior, intercâmbio, etc, depois investimento.Você enfeita a falta de assunto como a cozinheira que cobre o doce de má feitura com creme de leite. A universidade desenvolve projetos em áreas de ponta, em nanotecnologia, em informática. Temos empresas que fornecem equipamentos para a Nasa, para satélites. E o BNDES apoiou frigoríficos que esmagaram a cadeia produtiva da pecuária. Você não tem vergonha de não admitir um erro sequer do governo? Tem sim. Caso contrário não assinaria esse besteirol emplumado com pseudônimo. 

       

      1. Zeus

        23 de abril de 2014 4:13 pm

        Sobre porcos, o toucinho e o arame.

        JBzinho ou será Nassif envergonhado? Eu sei, tem horas que a gente tem que falar coisas que não deseja assinar, afinal, nossa civilidade ainda não permite certo rigor crítico.

        Mas tanto faz, vamos lá fazer a autópsia de sua apaixonada defesa do nassif (ou sua mesmo):

        Zeuscada vez mais me entusiasmo com seu estilo. Você é como aquele juiz que exige ser chamado de doutor. Faz isso com seu texto recheado de argumentos que jamais buscam o alvo. Joga argumentos ao léo como aqueles armandinhos de futebol, que fazem embaixada no meio campo mas jamais chutam a gol..gmCada comentário seu não visa o contraditório: busca apenas mostrar como você é inteligente, erudita em ambiente leigo.Dê uma relida nessa sua maionese Helmans.

        Réplica: Gosto e cú, cada qual com o seu. Descendo um pouco da erudição denunciada por ti, é bom dizer: sua opinião sobre estilos e escolhas futebolísticas não me interessam, vamos aos pontos.

         Comentário: Eis o ovo, a cabeça e o rabo da serpente. Bom é o voluntarismo italiano (Berlusconi), o voluntarismo tipo Mad de Bush Jr, o voluntarismo imperial de Adolf Merkel, ou o voluntarismo de Tatcher ou Reagan, se quisermos voltar um pouco mais no tempo. Trucidaram cada marco regulatório, demoliram direitos e conquistas, solaparam o Estado para entregar a rapadura ao cassino global, enquanto nós aqui nos pernduramos para pagar a conta. O artigo claramente critica a falta de projetos nacionais e toda forma de voluntarismo. Critica a falta de projetos dos dois candidatos de oposição. Em Dilma não critica o liberalismo, que ela não tem. Mas a incapacidade de colocar em pauta um projeto nacional sem voluntarismo, com planejamento. O que você pretendeu rebater com o besteirol acima? 

        Réplica: Bem, imaginar projetos nacionais dentro do contexto global capitalista só pode ser ingenuidade, ou burrice mesmo. Desde que chegou aqui o primeiro português, este país vem sendo uma mistura de penico e celeiro do mundo rico, assim como toda a África, parte da Ásia e América Latina. Idiotas como você poderão reivindicar um “projeto nacional” em Vargas ou JK. Tolice, como já disse. O que Dilma pode fazer, e vem fazendo muito bem, é equilibrar cada prato na ponta da vareta, buscando ampliar as estruturas nacionais e sua inserção na roleta global, e diga-se: esta ação tem limites claros.

        A única chance de ter esta coisa que você chama de “projeto nacional” é sugar a riqueza dos outros, ampliar domínio militar e alianças estratégicas.

        Quanto o voluntarismo é bom você reler o (seu)texto: ele cita uma espécie de voluntarismo culturalmente e geograficamente localizada, em cacoete típico do colonizado, poupando outros “voluntarismo”, que afinal, é o que determina o exercício dos mandatos outorgados nas urnas, ainda que haja uma série de estruturas institucionais para mediar conflitos. Este é o presidencialismo brasileiro, e Dilma não se elegeu dizendo que o mudaria, e ninguém pediu isto, ao menos não a maioria esmagadora dos seus outorgantes.

        Inacapacidade de Dilma? Só se for para rir, então emprego, distribuição de renda, investimento social (educação, saúde, etc), habitação, eventos, concessões, indústria naval, pré-sal, arf, etc, etc, etc, são todas iniciativas despregadas de qualquer relação entre si? Trata-se de um contra-projeto?

        Collor foi empurrado pelo terror anti-comunista, a caça aos marajás e o poder global que ainda dava as cartas. Erudita comentarista: quando atacava os marajás, Collor passava para o populacho a bandeira de ir contra o centralismo estatal de Brasilia, reforçado pelo sistema militar. Ou acha que nos comícios ele iria citar Marx ou Weber? Argumento bestoide o seu. 

        Réplica: Bem, ir contra o centralismo estatal de Brasília é de doer a vista, um candidato que posava de machão e de gestos napoleônicos investindo contra centralismo que ele mesmo significava? Chamem o médico que estou morrendo de rir…Filho, Collor foi a primeira expressão da anti-política moralista como marketing eleitoral, e não uma crítica constitucional ao nosso modelo federativo.

        Claro que ele não citou os cânones, o que não implica dizer que não os utilizasse para construir suas imagens de poder. Acho que isto você é capaz de entender, não? 

        E quem lê Weber vai poder entender o que é Collor.

        A diferença crucial, e o Nassif não cita, é que a oposição (o PT) fazia o debate econômico, mesmo sendo tragada pelo populismo da moeda forte e do consenso neoliberal. Façamos justiça: O PT também surfou bastante na onda denuncista-moralista, mas como disse, foi além. Quadros como Genoíno, Paim, Mercadante, etc, davam o tom. Em pleno apogeu do discurso de Collor, Mercadante e outros economistas, talvez o Guido, tentaram uma Carta aos Brasileiros, aceitando ideias dos novos tempos. E foram torpedeados por um partido que até então não tinha um projeto de governabilidade. O próprio Lula várias vezes admitiu que se tivesse sido eleito em 1989 ou 1994 teria sido o caos, pela falta de projeto. Vem você agora pretender ser mais realista que o rei. 

        Réplica: Tem um problema na sua linha do tempo (e no resto), que acabou por misturar Collor, com Mercadante e Guido(?) e Carta as Brasileiros. Mas deixemos este espasmo seu de lado, vamos ao que interessa: Eu não disse que o PT tinha projeto de governabilidade (para falar a verdade, ninguém teve até hoje, em nenhum lugar do planeta, até que começasse a governar). Eu disse que havia um ambiente de debate de política econômica, ainda que com teses claudicantes ou deficitárias, como queira, e que isto se dava pelo crescimento da oposição que ganhava peso político, ao contrário do que hoje acontece. Este é o problema de desonestos como você, que sacam partes do texto procurando distorcer o sentido pela descontextualização. Tenta outra.

        Comentário: Quem é que define o que são estratégias “claras”? Uai, isto por si só (a categorização) é uma injunção política e de interesse de classe. Sempre haverá, no intenso teatro de operações econômicas e de política econômica, um setor que reclamará a falta de clareza. E quando todos os setores clamam por falta de participação e de clareza? No governo Lula formavam-se consensos em torno do CDES, das câmaras de exportação do Furlan. Sua frase acima é mais uma embaixada sem chutar a gol/ O que você quis dizer? Não adianta consultar os setores envolvidos porque sempre haverá um que reclamará da falta de clareza? Qual o sentido dessa afirmação? Que todas as decisões, então, sejam tomadas em gabinete, sem ouvir ninguém, porque sempre haverá alguém reclamando? É a rainha da embaixada. 

        Réplica: “Todos os setores”? Haverá uma instância ou medida que dê conta de dizer: ” todos os setores”? E ainda que haja, as reclamações serão todas homogêneas e monolíticas, como um bloco coeso que escape às mediações individualizadas e/ou coletivas, dependendo do caso e da escolha do governante? Quer dizer que os CDES e Furlan deram conta de todos so conflitos? Putz, eu acho que o nassif é capaz de se defender melhor, embora ele ache mais cômodo expor você a vergonha de fazê-lo tão mal.

        Bem, por fim há a afirmação que a presidenta, seus ministros, câmaras técnicas e base parlamantar não consultem ninguém para nada. Como eu disse, é só uma afirmação, que feita sem provas poderá ser contestada sem elas. O setor naval reclama? Não. O setor da construção civil? Não. O setor dos serviços? Não. Conflitos do campo explodiram? Não. No Código Florestal houve debate, ainda que insuficiente? Claro. Marco Civil da Internet? Ok. Compras militares, teve audiências? Muitas. O Congresso está em funcionamento? Acho que sim. Os sindicatos, associações, etc, estão em funcionamento? Também.

        Então, Dona Dilma, quando for tomar uma decisão mande uma cartinha carinhosa a cada setor atingido.

        Comentário: O mais chulo e rastquera argumento que eu já li por aqui. Faltou dar nome: Dilma é uma déspota esclarecida, uma semi-tirana que usa os bem os talheres, e tem sobrenome chique de imigrante europeia. Não entendi a profundidade da amiga. Diz-se com todas as letras que Dilma é centralizadora. A troco de quê essa história de usar bem os talheres e ter sobrenome chique? Mais uma embaixada da amiga? 

        Réplica: Ironia não pode ser explicada, é algo que se entende ou não. Às vezes porque a ironia é ruim(pode ser o caso), ou porque o interlocutor é burro(não sei, será o seu caso?). Dilma é centralizadora? Depdende de quem julga? Quais são as provas? É só fofoca eleitoral ou de deputado que perdeu algum privilégio palaciano? Quem sabe.

        Comentário: Aqui uma pequena incorreção que não chamarei de mentira. O regime automotivo de Dilma prevê que a redução da alíquota do IPI terá como contrapartida a montagem de veículos com determinadao percentual de peças nacionais (não me recordo o índice). A ignorância emplumada! Claro que tinha esse ponto. E era justamente para privilegiar as industrias já instaladas, em detrimentos das novas que estavam chegando. Só que, para as instaladas, as únicas beneficiadas pela redução do IPI, não se apresentou nenhuma exigência, nem compromissos de aumentar as exportações, nem compromissos de emprego ou de melhoria tecnológica. 

        Réplica: Burrice é um troço chato, desgasta. Eu disse que houve um ponto sonegado no texto. Ponto final. Desmascarei a má fé (ou esquecimento, ou ignorância). Claro que eu concordo que alimentar a indústria do automóvel é ruim. Mandamos US$ 6 bi no fim do governo Lula para GM e Ford, dentre outras. Mas aí é preciso um pouquinho de honestidade para saber que não será a Dilma que conseguirá desatar este nó que foi amarrado lá em JK (justamente aquele que vocês dizem ter um projeto nacional, deve ter sido fuder a gente por décadas).

        Nosso modelo industrial focou no carro e no caminhão, no combustível fóssil, e no modal rodoviário, que coloca as montadoras no centro da nossa atividade industrial (se bem que este peso relativo vem caindo) e da geração de empregos diretos e indiretos. Tem governador tido e havido como super-gestor que abriria as pernas e tudo mais para atrair montadoras e fez com outras empresas.

        A mania de cevar o capital com dinheiro público não é nova. O nome disto é Estado-finança.

        Mas o fato é: Dilma exigiu (PELA PRIMEIRA VEZ) uma contrapartida, assim como negociou a estabilidadae por alguns meses. 

        Quanto às escolhas do BNDES eu só posso dizer que é verdade: depois de 40 anos sem investimento algum e nada, como poderíamos alocar recursos em setores de alta densidade tecnológica se nossas escolas e universidades estavam no século XVI, atendendo somente os filhos da classe média branca e das elites? Uma coisa de cada vez, engenheiros, bolsas para o exterior, intercâmbio, etc, depois investimento. Você enfeita a falta de assunto como a cozinheira que cobre o doce de má feitura com creme de leite. A universidade desenvolve projetos em áreas de ponta, em nanotecnologia, em informática. Temos empresas que fornecem equipamentos para a Nasa, para satélites. E o BNDES apoiou frigoríficos que esmagaram a cadeia produtiva da pecuária. Você não tem vergonha de não admitir um erro sequer do governo? Tem sim. Caso contrário não assinaria esse besteirol emplumado com pseudônimo. 

        Réplica: Tudo bem, se eu cuzinho, eu não lavo. É bom a gente lembrar que a formação e o investimento da academia em inovação para atender a demanda de indústria tem que ser em escala, e não exemplos pinçados para fazer “grobo reporti” (que você deve assistir). O BNDES não é a única (embora seja uma das mais importantes) a investir em setores estratégicos, e nem o investimento direto (financiamento) é a única forma de fazê-lo, acho que você lembra.

        Então, sem estes dados da LOA, e dos orçamentos da Petrobrás, Eletrobrás e as ourtas BRÁS, dos Estados e Municípios, e sem um estudo que mostre se há  ou não um esforço sinérgico destas iniciativas, é tolice a gente dizer se há ou não este esforço.

        No entanto, eu repito: primeiro a formação, depois o investimento, e enquanto isto, o BNDES (que é de fomento, mas é BANCO) segue capitalizando onde já dá certo.

        Quanto ao pseudônimo, é engraçado ler o porco falando do toucinho. E porco metido você sabe, né?

    2. J.Roberto Militão

      23 de abril de 2014 5:15 pm

      Crioulo, pode… não é ´raça´!

            ´Deus…´ agradeço a deferência da ironia…. Mas você incorre em erro ao provocar um ´politicamente correto´.

            Mas nesse Post quero falar de uma miscigenada para Presidente MARINA SILVA que resolve as questões bem colocados pelo ´Dono´ do Blog: um governo de coalizão para uma transição democrática com as grandes reformas na Constituição: política, eleitoral, tributária; administrativa; econômica e até penal.

            Vivemos esse vácuo de propostas econômicas, porém, em grande parte decorrente da crise de representação política que os grandes escândalos nacionais, comandado pelos fisiológicos das alianças necessárias, e precisamos nos libertar disso.

            Tenho um post a respeito disso que o NASSIF ainda não leu…. é muito grande!

            Quanto à questão do políticamente correto, vamos a ele.

            O que combatemos na luta antirracista é a manipulação racista da linguagem, em que as pessoas autodesignadas como pretas e pardas passam a ser rotuladas com o pertencimento à ´raça negra´. Como ´raça humana´ é uma falácia, só há a espécie humana, a ´raça negra´ é uma ficção – como dizem os acadêmicos racialistas “é uma construção social” – que foi criada para designar a ´raça inferior´. Devemos pois desconstrui-la e não conferir status de identidade jurídica em bases raciais.

            Essa linguagem racialista, além de legitimar o racismo,  é uma fraude antropológica pois a maioria dos afro-brasileiros não se autodesignam da ´raça negra´, e tem sido uma imposição de cima prá baixo. Começou nas universidades no início do século 20 de onde foi introduzida no movimento ´negro´ e agora alcança status de política estatais, na contramão do esforço de combate ao racismo em todo o mundo.

           Os afrobrasileiros resisitiram por séculos organizados em milhares de Irmandades, Cemitérios e Clubes de Homens PRETOS ou PARDOS; ocuparam e ainda ocupam terras de PRETOS; reverenciam a Mãe PRETA e cultuam o sincretismo religioso na figura do PRETO Velho. Jamais homenagearam a ´raça negra´.

            Já crioulo apenas significa humanos de cor frutos da miscigenação. É largamente utilizada na África portuguesa e não tem condão racial, apenas, antropológica. O Wikipídia informa:  ” No mundo lusófono, o termo crioulo denomina os filhos de casamentos mistos ou, por extensão, as culturas nascidas do encontro entre o mundo europeu e o africano (como a caboverdiana ou a santomense). Em geral, este termo não tem conotação ofensiva nestas regiões. A conotação desta palavra como miscigenação originou a expressão língua crioula para designar as línguas resultantes da mistura de dois ou mais idiomas distintos, em geral, as que surgiram nos territórios colonizados pelos europeus como mistura de idiomas europeus e não-europeus.”

      1. Zeus

        23 de abril de 2014 8:48 pm

        Sobre a menina mogli, o pai tomás e a negritude…

        Há um jeito politicamente correto de mandar Vossa Senhoria, a joana d’arc da floresta (a menina mogli) e esta lenga-lenga contra as políticas afirmativas à merda?

        Não? Então ‘tá, esquece…

        1. J.Roberto Militão

          24 de abril de 2014 5:44 pm

          Ações Afirmativas não equivale a ´cotas raciais´

          Zeus,

          Você está enganado. Sou dos mais antigos defensores de Ações Afirmativas. Tenho a honra de ter sido o autor do ante-projeto de um ´Estatuto da Promoção da Igualdade´ (OAB/SP, 1992). Esse projeto, infelizmente, foi alterado e passou o ´Estatuto da Igualdade Racial´, pernicioso, prevendo inclusive as cotas raciais. A muito custo conseguimos impedir isso no Congresso Nacional.

          O que combato e que deve ser vetado são as cotas raciais estatais, compulsórias – segregação de direitos raciais -, pois no caso, será o estado praticando políticas públicas raciais, não condizentes com nossa realidade demográgica: o brasileiro, em sua maioria absoluta, não tem a cultura do pertencimento racial conforme todos os estudos, desde ORACY NOGUEIRA – ´Tanto Preto Quanto Branco´ (*USP/1953).

          O debate foi enviesado por uma confusão de linguagem utilizada pelos defensores das cotas raciais no Brasil, entre a boa doutrina de ´Ações Afirmativas´ e a péssima e condenável segregação de direitos raciais – cotas raciais estatais – vedada pela Suprema Corte dos EUA desde 1978 por violação da 13a Emenda. O problema foi analisado na justiça americana, no case Regents of the University of California x Bakke [marco inicial para decretar-se inconstitucional o sistema de cotas raciais nos EUA], onde o candidato Allan Bakke não foi admitido na Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia em razão das políticas de cotas raciais, mesmo alcançando notas superiores a maioria dos aprovados por meio das cotas. A Suprema Corte Americana declarou inconstitucionais as cotas raciaiss. O Juiz Anthony Kennedy em seu voto declarou: “Preferências raciais, quando corroboradas pelo Estado, podem ser a mais segregacionista das políticas, com o potencial de destruir a confiança na constituição e na idéia de igualdade”. 

          Nesse mesmo sentido, o Douto MINISTRO JOAQUIM BARBOSA, nosso mais destacado jurista em AA,  tem posição doutrinária firmada a respeito, inclusive com a melhor literatura publicada “Ação Afirmativa e Princípio Constitucional da Igualdade. A Experiência dos Estados Unidos” – São Paulo: Renovar, 2001. 

           Argüido a respeito assim se manifestou na SABATINA perante a CCJ do Senado Federal: (Sabatina do Doutor Joaquim Benedito Barbosa Gomes – CCJ-Senado, 25/5/2003) íntegra aqui: http://www.senadorpaim.com.br/uploads/downloads/arquivos/9a3b748ac4a8748f47c6f645dc5d710d.pdf – publicação Ed.do Senado: 

           “Passo agora, portanto, a responder brevemente, como é do meu estilo, às questões que me foram formuladas. Primeiramente, a do Senador Demóstenes Torres. Concordo, Senador, com V. Exa  que o debate da ação afirmativa no Brasil começou de forma errada. Disse, no livro que V. Exa tem em mãos, em palestras e em outros artigos, que ação afirmativa não se confunde com cotas.

          COTAS são uma das modalidades de ação afirmativa, mas há várias outras. As cotas são a modalidade mais extrema de ação afirmativa. São, por essência, por natureza, algo bastante heterodoxo, pois fogem ao esquema normal de observância do princípio da igualdade. São, sim, admissíveis naqueles casos em que a desigualdade seja extrema, patente, flagrante. Para corrigir esse tipo de desigualdade patente, flagrante, para a qual não haja solução imediata, o Direito tem instrumentos suscetíveis de acolher esse tipo de medida. 

          Assim meu caro, não sou contrário a AA, a minha crítica é contra a segregação de direitos raciais.

          Quanto a teus preconceitos contra a MARINA, paciência, o racismo é assim mesmo: cria um sentimento negativo em relação às vítimas do racismo. É uma doença de difícil cura em apenas uma geração.

  36. Raí

    23 de abril de 2014 2:51 pm

    Quanta descrença !
    Nassif, a intenção de “mexer” com as pessoas, e provocar o debate, com este post, foi um “tiro no (seu) pé, pois a maioria dos seus seguidores, não entendeu sua crítica, nem as não reconhecidas lições do analista. Ficou mais parecendo, uma leve simpatia pelo candidato Aécio, que no “frigir dos ovos” é mais vazío dos 3 colocados em campanha.
    Faltou dar o devido valor à continuidade do governo progressista e desenvolvimentista do Lula, que não foi paralizado nem desvirtuado, pela atual Presidenta. Se ela não foi bem sucedida, é porque as condições não foram as esperadas, e faltou à liderança do Executivo no Congresso, “trabalhar”mais, as propostas do Executivo, e fazer o Brasil avançar. Daí achar que os 3 candidatos são mais ou menos iguais, é injusto e prova que o blogueiro está mais descrente, do que esperava-se.

  37. sergior

    23 de abril de 2014 3:00 pm

    A carta forte na mesa

    A carta forte na mesa

    Por Rosângela Bittar

    Em um governo Eduardo Campos (PSB), o Banco Central terá autonomia não apenas informal. O candidato a presidente começou a debater internamente com sua equipe de economistas e acadêmicos que elaboram o programa de governo o que está chamando de “autonomia legal” para o BC, com mandato. “Estou trabalhando internamente para colocar no programa a autonomia legal. Acho um sinal importante para a retomada. Estamos tendo tantos problemas no Brasil que é preciso colocar uma carta forte na mesa. Eu acho que essa é uma carta forte importante”, afirmou, ontem, em entrevista por telefone, enquanto se dirigia ao voo que o levaria de Florianópolis a Chapecó, em Santa Catarina.

    O ex-governador de Pernambuco e candidato do PSB a presidente começou a fazer ontem, com a candidata a vice em sua chapa, a ex-senadora Marina Silva (Rede), viagens de apresentação às principais cidades de cada Estado, com o objetivo de tornar-se mais conhecido. Por sinal, embalado por análise de pesquisa Datafolha que o aponta como beneficiário de uma constatação: entre os 17% dos eleitores que conhecem os três principais candidatos, há um empate técnico, com Eduardo em primeiro lugar. O que dá razão aos analistas que defendem a impropriedade de comparações de intenção de voto entre candidatos conhecidos e desconhecidos.

    Enquanto se apresenta ao eleitorado, Eduardo vai tratando de dar forma ao programa de governo em discussão por sua equipe. Haverá um seminário no dia 30 e vários outros até a convenção de junho, quando divulgará o conjunto do seu projeto. O próximo tratará de economia e energia.

    O novo Banco Central, com autonomia e mandato

    “Qual a minha argumentação interna? Todas as agências têm mandato, por que o Banco Central não deve ter?” Acredita que essa seja uma ideia que sinaliza concretamente seu rumo. “Eu assumir isso passa uma visão, cria uma relação de confiança com os agentes econômicos. A autonomia informal já está. Eu estou nesse momento evoluindo na discussão interna para a autonomia legal”.

    Um instrumento de financiamento muito controvertido ultimamente também está na agenda de debates: o BNDES. Para Eduardo Campos, o BNDES tem que voltar ao “seu leito normal”, de onde saiu em 2009, por razões que define como conjunturais.

    “Voltar ao leito de normalidade, inclusive diversificar e pulverizar seus investimentos, chegar à micro e pequena empresa”. O ex-governador não é nada taxativo com relação a suas ideias, tudo o que diz é o que está levando ao debate interno do seu grupo, e sempre usando o plural, “nós”…

    Além dos já sabidos economistas André Lara Resende e Eduardo Giannetti, estão também no grupo de formuladores alguns economistas mais jovens, outros considerados mais regionais, uma turma diversificada. Os seminários e discussões têm tido a contribuição de pessoas como Tânia Bacelar, Leonardo Guimarães, Tiago Cavalcanti, os dois últimos ligados a Cambridge que vieram envolver-se nos debates.

    Há um consenso de que o mal maior da economia brasileira é a falta de credibilidade da equipe e das decisões. Como resgatá-la? “Inaugurando uma nova governança”, afirma Eduardo Campos.

    Essa nova governança inclui expressar a decisão de que romperá “o pacto político que está aí nesse presidencialismo de coalizão”. Isso, segundo disse, vai lhe permitir montar uma equipe que tenha o respeito da sociedade e que possa cumprir metas. “Como você vai baixar a carga tributária, melhorar a qualidade do serviço público preenchendo as funções públicas na forma de um velho balcão da chantagem política?”

    Para Eduardo Campos, quem teve a capacidade de tirar os generais, fazer a transição democrática, romper um ciclo de hiperinflação, viver um tempo de inclusão, por que não pode melhorar a qualidade da governança do país e colocar na oposição “essa tropa que sequestra todos os governos?”

    O ex-governador de Pernambuco acredita também em um Congresso diferente, uma nova maioria que, parte dela, a sociedade vai ajudar a eleger. “Vai haver uma surpresa, virá aí um voto de mudança muito grande no Congresso”. A outra parte se produz com o exemplo do partido que lidera.

    “Todos querem um ministério para chamar de seu, todos querem uma estatal para chamar de sua, todos querem um fundo de pensão para chamar de seu. Isso aí está esgotado como política”, determina. Segundo sua opinião, a chapa é a força política a se apresentar e dizer: “Nós somos o caminho que vai garantir a ruptura desse padrão”. Não é negar a política, alerta, é remeter a política a um outro padrão.

    Os seminários internos discutem também o recrudescimento da inflação. “Precisamos retomar o compromisso com a meta, e não é com o teto, é com o centro da meta. E como se faz isso? As políticas têm que estar articuladas. Não pode a política monetária ir para um lado e a fiscal para o outro. Agora nós temos a bomba relógio, uma série de preços administrados que estão represados. Precisamos jogar isso com o tempo para não ter efeitos que sabemos quais são.” O candidato acha que o governo atual só está esperando passar as eleições para recompor os preços, senão não chega ao fim do ano.

    Explicando o que seria o novo desenvolvimentismo, expressão com que alguns economistas estão definindo seu programa econômico, Eduardo Campos afirma querer buscar o crescimento econômico com qualidade, “uma visão de que é possível fazer o desenvolvimento não às custas de largar a inflação, bagunçar as contas públicas e ter ciclos curtos de crescimento. Vamos ter uma visão de longo prazo, de responsabilidade fiscal, de sinalização consistente para o mercado”.

    O candidato reafirma seus compromissos com uma agenda de reformas com prioridade para algumas: “Fazer uma reforma tributária, temos também ajustes na Previdência, coisas pontuais mas importantes de serem feitas”. O salário mínimo com poder de compra recomposto é questão “fundamental no Brasil”. E responde ao pedido para avaliar como pode haver gestão em um governo loteado, um aparelhamento partidário como nunca visto no Executivo, Legislativo e até Judiciário, com uma palavra: critério. Critério para formação de listas, critério para escolha, critério para nomeação. A ruptura do velho padrão, a construção do novo.

    Rosângela Bittar é chefe da Redação, em Brasília. Escreve às quartas-feiras

     

     

     

    1. DanielQuireza

      23 de abril de 2014 4:18 pm

      O cara está delirando, vê se

      O cara está delirando, vê se isso é prioridade para o País.

    2. Zeus

      23 de abril de 2014 4:45 pm

      Banco Central é uma agência?

      Bem, se não havia motivos para prender e/ou internar o rapaz dos Guararapes, estão aí.

      Qualquer idiota sabe que o aumento da autonomia (na verdade, prevalência) dos BC e da gestão monetária sobre as políticas econômicas é que levaram o mundo à bancarrota.

      Nem os ultra-liberais acreditam nisto.

      Desnecessário debater, deixa o cara falar…Vai terminar a corrida presidencial devendo votos…

      Vai ser bem mais fácil que eu imaginava.

    3. Sérgio T.

      23 de abril de 2014 4:51 pm

      Xiii…

      Xiii… Se eu já sou contra essas “agências regularoras” que só “regulam” as benesses aos lobystas, por que vou querer o BC parecido? Inclusive uma das grandes decepções que tive com o governo petista foi exatamente não ter acabado com isso…

      Alguém precisa avisar o Eduardo Campos que duas esferas de poder e influência econômica, quais sejam, a privada e a estatal, já está bom demais. Para que continuar com as bobagens do governo FHC, e “alimentar” mais ainda a esfera dos ladrões privados com distintivo estatal? Não existe organização, instituição, empresa, ou qualquer pessoa jurídica que tenha como tomar decisões INDEPENDENTES… Aliás, independente de que? De quem?

      Não tem meu voto de jeito nenhum…

      Um abraço.

      PS: o Sr. Governador de SP, Geraldo Alkmin, acaba de elevar a conta de água em função de “média de consumo”, e veremos o que a “agência reguladora” do setor vai fazer. O entendimento da PROTESTE é o de que “mecanismos tarifários de contingência só podem ser adotados em casos de situação crítica de escassez, quando a autoridade gestora dos recursos hídricos declarar a necessidade de racionamento, fato que até agora não foi admitido pelo governo de SP e pela Sabesp”. Com a palavra os “reguladores”…

    4. lenita

      23 de abril de 2014 6:34 pm

      Será que o Eduardo Campos já

      Será que o Eduardo Campos já combinou tudo isto com os russos PMDB? PSDB?), pois o que ele fala agora, todos falam antes nas campanhas. Ou ele vai tentar uma saída à la Collor ?

      E a Dilma está virando aqui no Blog, a boa de cuspir. Todo dia uma cusparada. É !!!!!!!!!!!!!!

    5. Miguel A. E. Corgosinho

      23 de abril de 2014 8:05 pm

      A contemplação presidencial da economia

      Pelo que entendi, Eduardo encontrou a chave do mercado (de problemas sociais), e, no caso de eleito, delega as grandes linhas da “autonomia legal”: A inflação será elaborada junto com a mídia e o BACEN concede o aumento da taxa de juros de 45 em 45 dias.

      Parte do fato de que um bom governo não se presta para desorganizar a economia; então, esse trabalho sujo de fazer o esfacelamento da base interna para o reino temporal da SELIC precisava de uma formula moderna de contemplação presidencial.

      Essa reivindicação antiga resolve eternizar todas etapas do desenvolvimento com as medidas de juros asseguradas.

      Outrossim, o objetivo final da crise de valores reflete fantasticamente sobre a cabeça privilegiada dos seus assessores,

      Eduardo não terá nada a ver com a “autonomia legal” que pode muito bem existir sem ele.

    6. ChristianS

      24 de abril de 2014 12:10 am

      Se um candidato anunciasse

      Se um candidato anunciasse antes das eleições que colocaria um tucano, representantes do bancos, no posto de presidente do Banco Central e anunciasse que este teria liberdade para agir, com certeza teríamos a mesma chiadeira, e se o Lula fizesse isso? E se ele já fez isso?

      O objetivo desse anúncio nada mais é que criar pontes para a estabilização da relação entre o mercado e forças produtivas e o governo. Esse papo de que o capital financeiro é o inimigo pega bem em blogs de esquerda radical mas não pega bem para um presidente, não pega bem para o país, mensagem que o Lula entendeu e que o Eduardo também entende. 

      Aí está a relevância do ponto apresentado pelo amigo, a tentativa do candidato em possibilitar o retorno da confiança do empresariado no governo. Por que o Brasil cresceu em ritmo chinês no final do governo Lula? Porque o governo foi o indutor mas também porque o empresariado confiou e investiu. 

  38. Altran Gomes da Silva

    23 de abril de 2014 3:00 pm

    Nassif,
    Apesar de não me

    Nassif,

    Apesar de não me empolgar com o discurso de nenhum dos canditados de oposição,  voto no Eduardo Campos, pelo retorno da sanidade mental à política pública

  39. MMES

    23 de abril de 2014 3:14 pm

    Cegueira ideologica

    Pessoal,

    Criticar o Nassif por não se posicionar a favor de um dos “dois polos” é exatamente o problema do nosso país.

    Votei e vou votar na Dilma pois não quero o regresso de algo pior… mas péra la, isso não quer dizer que está mil maravilhas. Na verdade concordo 110% com o que o Nassif disse… Não tem plano, e se tem, é feito por 3 pessoas, sem discussão, sem amarrar as pontas… E o pior, o que tava dando certo, a diminuição dos juros da Selic, teve que sair correndo atrás para aumentar de novo e não deixar o mercado “tristinho”… Por que? Porque não planejou direito, não “combinou com os Russos” e pior, não divulgou corretamente o quanto essa diminuição economizaria para os cofres Brasileiros… Se o povo entendesse como funciona esse negócio dos juros e taxa selic, não tem standard & poors que faça aumentar…

    Me digam uma coisa:

    – Qual é o plano pra segurança pública? Ou pelo menos a discussão para reformularmos o maior problema das metropoles?

    – Qual é o plano pra realizar uma profunda mudança na educação? Admiro muito Prouni, os Institutos Federais, as cotas, etc e tal… Mas pergunto aqui quem tem filho na escola pública?! Acredito que 10% dos comentaristas… Pq continua uma porcaria…

    E isso são as coisas basicas que dariam para serem feitas sem grandes mudanças institucionais no país, do jeito que o PT gosta…

    Mas não vejo nada disso… Ai o pessoal vai falar “policia é dos Estados”, “educação é dos Estados”… Quer mostrar pra população que realmente é diferente do resto? Lidere esse debate, divulgue, reative os Conselhos Nacionais para incluir todo mundo, pessoas, ongs, empresas, sindicatos, pra chegar num consenso e colocar em pratica a mudança… Divulgue via cadeia nocional o processo, as ideias… Convoque a população a participar…

    Porque enquanto o “plano” for o atual, vamos patinar para sempre…

    1. Mauro Segundo 2

      23 de abril de 2014 8:24 pm

      Poderia aumentar ainda mais

      Poderia aumentar ainda mais seus questionamentos. Nossos parque nacionais estão abandonados, sendo destruídos, sem nenhum arremedo de política para sua conservação, exploração turística, etc…

      Só continuo votando na Dilma por que seus adversários são mil vezes piores, mas em determinadas áreas não vejo muita diferença entre eles.

  40. RVeiga

    23 de abril de 2014 3:23 pm

    Acho que hoje posso dizer o

    Acho que hoje posso dizer o que penso sem medo de cometer nenhuma injustiça: Dilma é muito ruim. Até quem comprou, velada ou explicitamente, o mito da Super-Gerente em 2010 hoje expõe, uma vez mais, alguns de forma velada e outros de forma explícita, sua decepção com seu desempenho pífio à frente do Executivo. Três anos e meio depois de ser ungida por Lula para ocupar um cargo o qual não tinha biografia para pleitear, a agora “super-gerente” só vai se reeleger porque, como bem apontou o dono do blog, o que há do outro lado é o Nada. Caso em que a Sorte ajuda a quem faltou Competência. Mas nos próximos anos, ou Dona Dilma Roussef se reinventa ou vai conseguir ser a coveira do PT. Só lembrando que em 2018 vai ser complicado tirar Lula, com 73 anos, do “banco de reservas”.

    1. Ivan de Union

      23 de abril de 2014 3:28 pm

      “Acho que hoje posso dizer o

      “Acho que hoje posso dizer o que penso sem medo de cometer nenhuma injustiça: Dilma é muito ruim”:

      HOJE?  Que hipocrisia!  Seu historico inteirinho eh uma sucessao de “defeitos” que voce acha todo dia contra o governo, Lula, Dilma, e o PT.

    2. DanielQuireza

      23 de abril de 2014 3:52 pm

      Ela tinha e tem biografia

      Ela tinha e tem biografia para ser presidente. Neste ponto, sem dúvida, voce está equivocado.

      Quanto a avaliação do Governo ai é questão de opinião. Tem muitos erros realmente, mas ainda não chegou nem perto de um Governo FHC, por ex, principalmente o segundo.

      1. RVeiga

        24 de abril de 2014 2:15 am

        Que biografia, Daniel? Dilma

        Que biografia, Daniel? Dilma Roussef caminhava pra aposentadoria como uma obscura burocrata depois de quase duas décadas ocupando cargos por indicação no serviço público gaúcho (nunca passou num concurso público, que eu saiba) quando teve a grande sacada de trocar o PDT pelo PT (por “divergências ideológicas” ou pra não perder a boquinha no governo Dutra?) e, logo depois, caiu nas graças do Lula. Este sim o grande fato relevante da sua “brilhante” carreira até então. Sua oratória é ridícula pra ser generoso com ela, já a vi sendo chamada por aqui de intelectual (que livros ou artigos ou qualquer tipo de obra ela já escreveu?) e vem conduzindo um governo que faz tudo nas coxas, de redução da conta de luz a Copa do Mundo (só espero que não passemos vexame) passando por um programa Mais Médicos que é flagrantemente ilegal, em vista da nossa legislação trabalhista. Só vai se reeleger porque, mesmo sendo medíocre o desempenho econômico do país, o desemprego permanece baixo (ao menos oficialmente) e, principalmente, seus principais adversários são tão fracos quanto ela e não têm a máquina à sua disposição nem um partido com a musculatura do PT a lhe dar suporte.

    3. Capiau

      23 de abril de 2014 5:58 pm

      Está ocorrendo no Brasil o

      Está ocorrendo no Brasil o mesmo que já acontece nos EUA, produto da polarização entre dois partidos: o eleitor deve escolher o menos pior.

      No caso brasileiro, a extrema direita colabora para que o PT nem se esforce tanto na escolha de seus candidatos, ciente de que o eleitor vai preferir qualquer coisa a um Serra ou Aécio.

      FHC é o “craque” da campanha de Aécio, que ultimamente parece favorecer a escolha de Serra para vice, como forma ade ajudá-lo a implementar as prometidas “medidas impopulares”, defendidas pela antiga equipe econômica do governo FHC.

      Um par de chinelos havaianas venceria essa eleição.

      1. Ivan de Union

        23 de abril de 2014 7:15 pm

        “Um par de chinelos havaianas

        “Um par de chinelos havaianas venceria essa eleição”:

        Kkkkkkkkkkkkkkkk…

        Com prego ou sem prego?

      2. RVeiga

        24 de abril de 2014 2:36 am

        Extrema direita? No Brasil?

        Extrema direita? No Brasil? Tem algum candidato nazisat/facista e não fiquei sabendo?

  41. SILVIO MIGUEL GOMES

    23 de abril de 2014 4:07 pm

    Eleições 2014: três tenores sem partitura
    O finado Dr. Roberto Campos sempre foi contra a tal “exclusão” q

  42. SILVIO MIGUEL GOMES

    23 de abril de 2014 4:14 pm

    Eleições 2014: três tenores sem partitura

    O Dr. Roberto Campos era contra a tal “exclusão” que o capitalismo provocava. Era da opinão que não existia. Mas certa vez li em um dos seus artigos: “no plano econômico implantado no Brasil procuramos incentivar a construção civil para ajudar os mais pobres, os trabalhadores braçais”.  O sentido era exatamente esse.

    Ele sabia que exista esse problema.

    O jornalista Carlos Heitos Cony usou uma imagem que é mais ou menos assiim: “às vezes é preciso puxar o freio do bonde,  uns serão jogados para fora e tudo se arruma”.

    Sabendo os apoios que Eduardo Cunha vem recebendo a gente sabe muito bem o que quer dizer “dar autonomia ao Banco Central” e “sobre investimentos estrangeiros”.

     

  43. Marcos Nascimento

    23 de abril de 2014 5:14 pm

    O segundo mandato da Dilma
    O segundo mandato da Dilma vai ser tao ruim quanto o segundo mandato do FHC. O PMDB vai simplesmente faze-la de refem.O governo vai ser tao ruim que vai enterrar o PT da mesma maneira que o FHC enterrou o PSDB.E a historia se repete …

    1. ruyacquaviva

      23 de abril de 2014 7:02 pm

      O segundo mandato de Dilma

      O segundo mandato de Dilma vai ser tão bom quanto o segundo mandato do Lula.

      Que também disseram que seria igual ao segundo mandato de FHC e foi o oposto.

      1. LC

        23 de abril de 2014 10:09 pm

        Ninguém disse nada do 2º mandato do Lula

        Já que virou Fla Flu, opinião todo mundo tem.

        Mas ninguém disse que o segundo mandato do Lula ia ser igual ao do FHC (pelo menos aqui no RJ). Agora o cenário é totalmente diferente.

        Mas concordo com você sobre dizer que o segundo mandato da Dilma será igual ao do FHC, pois o primeiro já está sendo…

        1. Zeus

          23 de abril de 2014 11:43 pm

          LC Futebol C(r)ube, um c(r)áçico da opinião.

          Isto não é Fla x Flu, é Íbis e Misto de Mato Grosso. Mandato de Dilma igual a do FHC? Chama isto de opinião? carai…

          Depois reclama lá embaixo que vão transformar o nassif em extrema direita…putz, se ele estiver dependendo de gente como você para “salvá-lo” ele já-já estará babando na gravata enfeitada com suástica…

          Perder eleição…rsrsr…dá-lhe wishfull thinking. A oposição não ganha este troço nem se a Dilma e o PT renunciarem a disputa…

           

  44. Clever Mendes de Oliveira

    23 de abril de 2014 5:28 pm

    Para não contar uma história você inventa outra

     

    Luis Nassif,

    Você tem uma boa história. Uma disputa presidencial com três candidatos sem carisma. Bem, talvez o Eduardo Campos tenha carisma e eu ainda não tenha percebido. É de ser ver na eleição com comícios e discursos inflamados.

    De todo modo, a sua história poderia levar a um questionamento interessante: porque no Brasil as disputas eleitorais estão sendo disputadas sem candidatos carismáticos? É só comparar a eleição no Brasil nos últimos 20 anos com as eleições americanas. Clinton, um carismático, contra George Herbert Walker Bush, o pai, que me parecia com pouco carisma. George Herbert Walker Bush, o pai, ganhou em 1998 mais as custas da avaliação que o povo fazia do governo de Ronald Reagan e do pouco carisma do adversário dele Michael Stanley Dukakis. Se bem que Michael Stanley Dukakis tinha mais carisma do que o adversário de George Walker Bush, o filho, em 2000, ano em que George Walker Bush, o filho, ganhou de Albert Arnold Gore Jr. Aliás, os vices raramente têm carisma. George Walker Bush, o filho, que era carismático, ganhou em 2004, de um adversário carismático, John Forbes Kerry, mas a vitória dele foi muito em função de ele ter feito a guerra contra o Iraque. E Barack Obama, com muito carisma, enfrentou em 2012 Willard Mitt Romney, também bastante carismático.

    Enfim, as eleições presidencialista só não envolvem candidatos carismáticos quando eles são arrancados do bolso do colete como o são normalmente os candidatos que foram vice em governo anteriores.

    E este primeiro questionamento sobre a ausência de carisma na eleição brasileira é um questionamento que se desdobra, pois cabe considerar se é bom ou é ruim que os candidatos sejam carismáticos. E há outros desdobramentos uma vez que a presença de candidatos carismáticos é próprio do regime presidencialista. Se o líder carismático for benéfico para um pais pela capacidade de catalisar as vontades populares então o regime presidencialista neste tópico seria melhor do que o regime parlamentarista. Se, entretanto o carisma for visto como algo que desvirtua a discursão dos verdadeiros problemas do país, o regime presidencialista seria então visto neste tópico como pior do que o regime parlamentarista.

    Enfim, há uma gama grande de questionamentos a se fazer da atual situação política brasileira. Só que você foi buscar no passado justificativa para tratar mal as candidaturas presentes, mas não em relação a questão do carisma que é a mais evidente, mas na questão das idéias econômicas e políticas.

    Sim há um vazio sobre a discussão de idéias econômicas e políticas. Só que este vazio é mundial. Há uma grande discussão econômico-política no mundo que é a distribuição de renda. Nos países já ricos, o instrumento mais forte que se utiliza para defender uma melhora na distribuição de renda é a proposta de alíquotas progressivas maiores no imposto de renda. Quem tomaria esta bandeira aqui no Brasil? No mundo esta bandeira foi tomada com o sinal trocado na década de 80 por Ronald Reagan e em parte por Margaret Thatcher. Uma bandeira que se justificou em razão da parafernália que era a algaravia das alíquotas então existentes nos Impostos de Renda de quase todos os países do mundo e que dificultavam bastante o controle e administração do imposto. A redução das alíquotas constitui de certo modo em um avanço administrativo, mas representou um fator de piora na distribuição de renda.

    Fazer o caminho inverso e trazer mais alíquotas para o imposto de renda, ou pelo menos mais uma alíquota em torno de 40% para salários maiores seria uma medida inteligente e avançada. Ocorre que nesta demanda embarcam aqueles que querem que a alíquota mais alta venha acompanhada de uma desoneração para as rendas mais baixas, como se quem pagasse o imposto de renda de quem trabalha fosse quem trabalha e não quem paga o salário. Isto é, como se o patrão não pudesse optar por contratar alguém por um salário menor, uma vez que, com a nova alíquota de IR, o novo empregado receberia líquido até um pouco mais do que o empregado anterior.

    Então o que sobra para discutir? Sobra só retórica, pois não há muito mais o que alterar na realidade econômico-política brasileira se você não contar com uma base coesa de idéias com cerca de 60 % de representação no Congresso Nacional.

    E mesmo com uma base assim que seria capaz de alterar a liberalidade do comércio exterior brasileiro, o regime de metas de inflação, o livre fluxo de moeda, a livre flutuação da moeda, a Lei de Responsabilidade Fiscal e em tantas mais heranças malditas que aprisionam a política brasileira. Aprisionamento que, de certo modo, funciona para o bem, uma vez que se sabe que o partido que vem comandando o pais, não tem maioria isolada e assim pode justificar a inação na existência do modelo que não admite nenhuma mudança.

    Então haveria muito o que se falar mas você optou por fazer um retrospecto do país a sua maneira. Um retrospecto que não bate bem com os fatos. Aliás, você tem sido até habitual nesta forma de apresentar a história política recente brasileira. Foi isto que eu recriminei junto ao seu post “O jeitinho nos anos eleitorais” de quinta-feira, 03/04/2014 às 06:00, no comentário que enviei quinta-feira, 03/04/2014 às 21:25, complementado por outro enviado terça-feira, 08/04/2014 às 19:31. O endereço do post “O jeitinho nos anos eleitorais” é:

    https://jornalggn.com.br/noticia/o-jeitinho-nos-anos-eleitorais

    Então no seu retrospecto aqui neste post “Eleições de 2014: três tenores sem partitura” você fala de Fernando Collor de Mello como sendo eleito com a bandeira do liberalismo. Fernando Collor de Mello tinha carisma e foi eleito com a bandeira do combate à corrupção (Fácil de enfatizar quando a inflação é elevada), o filão (e vilão) de toda falta de idéia. Fernando Henrique Cardoso, com carisma apenas junto a classe universitária, foi eleito às custas do Plano Real  e reeleito também para manter o Plano Real ainda que em 2008, o crescimento tenha sido nulo. Lula foi eleito com o carisma dele e evidentemente a promessa de defesa das camadas mais pobres da população e foi reeleito um tanto pelo carisma dele e um tanto porque segurou a inflação, afinal desde 2004, o juro só aumentou.

    E Dilma Rousseff foi eleita às custas do carisma de Lula e da política de reação exitosa à queda abrupta da economia no segundo semestre de 2008.

    Clever Mendes de Oliveira

    BH, 23/04/2014

    1. Clever Mendes de Oliveira

      24 de abril de 2014 12:39 am

      Não são bons os fundamentos para a crítica a Dilma Rousseff

       

      Luis Nassif,

      Não sei em que parte da sua frase abaixo há um pouco de realidade. Diz você:

      “O estímulo ao setor automobilístico, sem nenhuma exigência de contrapartida, a distribuição de desonerações da folha, sem nenhum critério de seleção de setores, os campeões nacionais do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), em setores de baixo atrativo tecnológico, a maneira como tentou reduzir as tarifas de energia e de combustíveis, tudo decidido de forma autocrática, sem ouvir ninguém, acabou reforçando os críticos do desenvolvimentismo, sem despertar o entusiasmo dos desenvolvimentistas”.

      Pelo que consta e pelo que foi informado à época “o estímulo ao setor automobilístico” foi com contrapartida. Do mesmo modo “a distribuição de desonerações da folha” observava critério de seleção de setores.

      A crítica a idéia dos campeões nacionais de modo amplo foi feita por Paul Krugman. Não achei bem fundamentada a critica de Paul Krugman, pois ele menciona a França como exemplo. Pareceu-me mais erro de tradução uma vez que a França é exemplo de grandes empresas estatais o que não se assemelha à política de campeão nacional. Sobre esta crítica de Paul Krugman eu transcrevo a seguir parte de comentário que eu enviei para o post “Gol contra” de quarta-feira, 05/06/2013, publicado no blog de Alexandre Schwartsman “A Mão Visível”. O endereço do post “Gol contra” é:

      http://maovisivel.blogspot.com.br/2013/06/gol-contra.html

      E a parte do meu comentário enviado quinta-feira, 06/06/2013 às 23:46, está transcrita a seguir:

      – – – – – – – – – – – – – – – – – –

      “Sou leigo e sem a competência do Miguel Beleza nem a proximidade dele de Paul Krugman sequer para fazer a paródia, mas não resisto em dizer que a crítica de Paul Krugman à política do campeão nacional não me parece ser de alguém com bom conhecimento sobre o assunto.

      A crítica de Paul Krugman aos campeões nacionais pode ser vista no post “Paul Krugman e o clima de guerra entre economistas” de sexta-feira, 22/03/2013 às 08:30, no blog de Luis Nassif em que o comentarista Marco Antônio Nogueira transcreve entrevista de Paul Krugman à revista Exame. O endereço do post “Paul Krugman e o clima de guerra entre economistas” é:

      http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/paul-krugman-e-o-clima-de-guerra-entre-economistas

      Enfim a opinião de Paul Krugman sobre a política de campeões nacionais não é um bom fundamento para Alexandre Schwartsman se escorar.

      E ainda como opinião de leigo, mas sem paródia, eu avalio como mais preciso, específico e bem fundamentado o artigo do professor David Kupfer intitulado “Campeões nacionais e multinacionais” e que foi publicado no jornal Valor Econômico de segunda-feira, 13/05/2013, trazendo uma explanação sobre a política de campeões nacionais. O endereço do artigo “Campeões nacionais e multinacionais” no site do jornal Valor Econômico se bem que só para assinantes é:

      http://www.valor.com.br/opiniao/3120336/campeoes-nacionais-e-multinacionais

      Outro problema na análise de Alexandre Schwartsman é que ele quer ter no Brasil o que ele desfrutou nos Estados Unidos. Costumo mostrar a diferença dizendo que se daqui a cinquenta anos o Brasil conseguir enviar o homem a lua terá realizado uma proeza que os Estados Unidos realizaram há quase meio século. Há uns vinte anos digo isso e só ainda não mudei os anos para frente.

      Quanto a Paul Krugman não chega a ser problema para ele analisar o mundo pela realidade americana. É lá que ele vive, é lá que ele conhece bem. O que talvez tenha passado a ele despercebido é a importância das Forças Armadas americana na construção do poderio empresaria do irmão do norte.

      Sem desmerecer a capacidade de inovação e de empreendedorismo americano, mas certamente as Forças Armadas americana funcionam, via compras públicas licitadas, mas direcionadas, como um banco de fomento para o surgimento de campeãs nos Estados Unidos de forma muito mais expressiva do que dez BNDES”.

      – – – – – – – – – – – – – – – – – –

      Bem, mas você faz um adendo na sua crítica à política de campeões, criticando-a por se tratar de setores de baixo atrativo tecnológico. Bem, aqui é preciso por fé na sua vidência para saber que setor da economia terá menos ou mais desenvolvimento tecnológico.

      A redução das tarifas de energia, e não de combustíveis, pois no caso das tarifas de combustíveis o que ocorreu foi não se aumentar os preços de combustíveis, pode ter sido uma medida errada, mas teve ampla discussão.

      Uma pena em toda esta discussão é que o maior feito de Dilma Rousseff: ter assegurado durante o mandato dela o menor juro real, não seja apresentado nem mesmo para discussão. Quem quiser descobrir este feito da presidenta Dilma Rousseff tem que ir em lá no blog de Alexandre Schwartsman junto ao post “Derruba sim…” de terça-feira, 08/04/2014, e conclui isto de um gráfico que ele cuidadosamente o elaborou. O endereço do post “Derruba sim…” é:

      http://maovisivel.blogspot.com.br/2014/04/derruba-sim.html

      Estranho é saber que a informação em defesa do governo de Dilma Rousseff esteja disponível em um blog de quem é crítico dela e da política econômica que a presidenta Dilma Rousseff executa.

      Clever Mendes de Oliveira

      BH, 23/04/2014

  45. Ed Döer

    23 de abril de 2014 5:44 pm

    A maneira de evitar o

    A maneira de evitar o voluntarismo é o envolvimento da sociedade, o estímulo a um debate amplo que introjete as bandeiras em todos os setores do país, na burocracia pública, nos empresários, nos trabalhadores, na academia.

    O problema que vejo para estimular tal debate amplo é achar um local onde o mesmo tenha espaço para florescer para que, com o tempo, haja uma cultura de discussão ampla e construtiva, inexistente hoje no país. E o mais próximo que existe disso hoje em dia, provavelmente é a Internet.

    No ambiente educacional, da escola fundamental até o nível universitário de graduação (não tenha condições de opinar sobre o ambiente pós), o que predomina é um modelo de ensino passivo de transmissão de conteúdo, onde um possuidor do conhecimento (professor), transmite o conhecimento (formalizado) para os alunos. São raros os espaços para troca de conhecimento ou debate. Seja por uma questão de estilo/modelo de ensino, como pelo tempo limitado para abordar um conteúdo extenso e ao mesmo tempo promover um debate em sala.

    No ambiente religioso, pela própria natureza do mesmo de “abraçar e não questionar verdades consagradas”, é que não irá se desenvolver tal cultura, que no fim, poria em risco certas crenças e cultos, devido aos questionamentos que certamente ocorreriam.

    Nas organizações privadas orientadas para o lucro, mesmo que se desenvolva algo, seria com o foco no lucro. Então, não me parece daí que vai brotar uma força capaz de transformar o país. Bastar olhar fora do país. Mesmo o “modelo Google” de organização do trabalho, apesar de elegiado com frequência, não é copiado como a “sétima maravilha do mundo”. Até porque organizações diferentes precisam de estruturas organizacionais diferentes.

    E na área pública, em teoria, tal desenvolvimento seria mais viável devido à finalidade da mesma, o bem da sociedade. Mas ainda sobrevivem vícios do período ditatorial e autoritário recente. Não esquecendo da burocracia, que embora necessária, precisaria ser revista e repensada frequentemente em busca de melhorias. Sem falar na interferência política, que independente do partido que estiver no poder, brinda o setor com pessoas muitas vezes sem competência ou de reputação questionável, que pouco contribuem para o setor público em si, quanto mais para o desenvolvimento de um debate amplo que só destacaria as limitações de tais “ungidos” pelo poder, e ainda contribuíria para a construção de uma democracia participativa, onde naturalmente, tais “parasitas” não seriam mais “necessários”.

    1. Clever Mendes de Oliveira

      23 de abril de 2014 11:57 pm

      Estímulo ao debate se dá na arena política real e não na ideal

       

      Ed Döer (quarta-feira, 23/04/2014 às 14:44),

      O dono do blog é jornalista de quatro costados. Conhece todas as manhas. Em um post em que ele não diz absolutamente nada de importante, mas ele cria o maior fuzuê. Ele chama isto de polêmica, pois consegue trazer todo mundo para meter o bedelho.

      Estes posts polêmicos dele trazem três aspectos que podem ser constatados em quase todos os posts com muitos comentários de autoria dele. Primeiro tem um lado retórico. São aquelas frases fortes em que à primeira vista parece que ele apresenta algo de importante. Depois tem a análise gerencial. Luis Nassif sabe que excetuando aqueles casos de total incompetência, ou de uma competência técnica passível de avaliar (Um médico, um engenheiro, um estatístico, um contabilista, etc), não temos nenhum instrumento que possa dizer que alguém é competente ou não no trato de uma chefia de executivo do setor público. Assim, Luis Nassif dita regra nesta área porque ele sabe que assim como ele não pode provar o que ele diz, ninguém pode provar que ele está errado.

      E o terceiro mecanismo que Luis Nassif utiliza para rechear posts como este é o passeio histórico que ele faz muitas vezes com uma interpretação bem pessoal quando ela não vai contra os fatos.

      O lado retórico dele aqui neste post se expressa bem na frase que você separou e transcreveu para desenvolver o seu comentário. Faço a transcrição da frase aqui também. Diz lá Luis Nassif:

      “A maneira de evitar o voluntarismo é o envolvimento da sociedade, o estímulo a um debate amplo que introjete as bandeiras em todos os setores do país, na burocracia pública, nos empresários, nos trabalhadores, na academia”.

      Esta frase foi também transcrita em comentário que Gilberto enviou aqui para este post “Eleições 2014: três tenores sem partitura” de quarta-feira, 13/04/2014 às 06:00. O comentário de Gilberto virou o post “As crianças mimadas e a dificuldade do debate amplo” de quarta-feira, 23/04/2014 às 12:38 e pode ser visto no seguinte endereço:

      https://jornalggn.com.br/noticia/as-criancas-mimadas-e-a-dificuldade-de-um-debate-amplo

      Segundo Gilberto não há ninguém disposto a fazer o que Luis Nassif preconiza. Só que ele alega que não há a disposição porque a sociedade está um “instante de completa anomia”. Na verdade ele desenvolve um pouco a idéia e diz que seria preciso que a sociedade crescesse, se desenvolvesse, amadurecesse para assumir a sua responsabilidade na construção política do país. É como se ele falasse mais de inação do que de anomia.

      Você também questiona esta parte do post “Eleições 2014: três tenores sem partitura”, sob alegação de que não há espaço físico para realizar esta empreitada do envolvimento da sociedade.

      Bem considero que há uma evolução natural da sociedade. Lá atrás, o mundo foi pior do que ele será lá à frente. Em qualquer estágio devemos conhecer as nossas limitações e verificar se o que almejamos é uma idealização ou é uma possibilidade, consistindo de um mero aperfeiçoamento da nossa realidade, algo portanto factível e que na verdade constitui o progresso da humanidade.

      Você diz que não há espaço para a proposta de Luis Nassif e reconhece que o espaço mais apropriado seria no setor público, ainda que ele guarde a herança da ditadura militar. Na verdade a área correta é a área política. E, no entanto, para você uma dificuldade do processo sugerido por Luis Nassif ocorrer no espaço do poder público, que você mais identificou com a burocracia pública, é a interferência da política. Ora, a interferência política é a voz dos eleitores, que de certo modo você acaba excluindo do processo de envolver a sociedade, de estimular “a um debate amplo que introjete as bandeiras em todos os setores do país, na burocracia pública, nos empresários, nos trabalhadores, na academia”.

      Ao que me parece, Gilberto tem um pouco de razão em dizer que não há pessoas dispostas a fazer este esforço em prol do envolvimento da sociedade. Na verdade, em um sistema capitalista extremamente competitivo, em que tempo é dinheiro e é bastante o que o sistema capitalista pode garantir que assegura, as pessoas têm cada vez menos tempo para se dedicar a este esforço de envolvimento da sociedade.

      Não se pode desconhecer, entretanto, que, pela natural evolução da sociedade e com ela da política, a participação política cresce em número de pessoas tanto absolutamente como relativamente. Antigamente via barreiras ou impedimentos ou dificuldades o grupo que participava da política era muito menor. E há o progresso material oferecendo novas portas de participação política, em especial com o surgimento das redes sociais via internet. A dificuldade maior é a disponibilidade de tempo.

      Esta frase, de Luis Nassif que pode ser objeto de uma análise mais exaustiva, no contexto do post “Eleições 2014: três tenores sem partitura” é só uma frase retórica. É uma frase que não diz nada. Frases como esta de Luis Nassif que ele e muitos comentaristas utilizam para dar sentimento as análises que se pretendem isentas, podem ser desconstituídas com duas simples questões. A primeira questão é: quando no Brasil ocorreu o “envolvimento da sociedade, o estímulo a um debate amplo que introjete as bandeiras em todos os setores do país, na burocracia pública, nos empresários, nos trabalhadores, na academia”?

      A segunda questão é em que lugar do mundo há agora o “envolvimento da sociedade, o estímulo a um debate amplo que introjete as bandeiras em todos os setores do país, na burocracia pública, nos empresários, nos trabalhadores, na academia”?

      Em meu entendimento nessas análises em que se utiliza muito da retórica a referência que se faz é normalmente de uma idealização. As pessoas idealizam a república como sendo a república de Platão (No caso eu me refiro mais à idealização da democracia). As pessoas idealizam a burocracia como sendo a burocracia ideal de Max Weber, uma ficção que nunca existiu. As pessoas idealizam o Estado como se o Estado não fosse um instrumento de dominação. As pessoas idealizam o capitalismo como se fosse possível a existência de um sistema de competição desenfreada em que apenas o bom triunfasse sobre o ruim, e que no lugar do ruim viria outro bom, quando na verdade quem vence é o mais forte e que fica mais forte, pois engole o mais fraco.

      Um passo importante para a compreensão da realidade política seria deixar de idealizá-la. Como eu acredito na evolução da humanidade pelo conhecimento eu acredito que este passo de conhecer a realidade como ela é e não como a idealizamos ocorre ainda que em ritmo vagaroso. Ai talvez vamos concluir que o espaço para o “envolvimento da sociedade, o estímulo a um debate amplo que introjete as bandeiras em todos os setores do país, na burocracia pública, nos empresários, nos trabalhadores, na academia” é o espaço político. Espaço que não é como nós o idealizamos, mas sim um espaço em a defesa de interesses dos representados é feita como se fosse uma arena de luta e não de renúncias e altruísmos.

      Bem, aproveito para corrigir alguns trechos em meu comentário que enviei hoje, quarta-feira, 23/04/2014 às 14:28, um pouco antes do seu. Assim, na frase a seguir transcrita já corrigida eu redigir 2008 em lugar de 1998. Corrigida a frase fica da seguinte forma:

      “Fernando Henrique Cardoso, com carisma apenas junto a classe universitária, foi eleito às custas do Plano Real  e reeleito também para manter o Plano Real ainda que em 1998, o crescimento tenha sido nulo”.

      Outro trecho a merecer alteração é a frase transcrita a seguir já corrigida. No original foi suprimido o “m” da palavra “quem” e a frase deveria terminar com uma interrogação. Com a correção a frase fica assim:

      “E mesmo com uma base assim quem seria capaz de alterar a liberalidade do comércio exterior brasileiro, o regime de metas de inflação, o livre fluxo de moeda, a livre flutuação da moeda, a Lei de Responsabilidade Fiscal e em tantas mais heranças malditas que aprisionam a política brasileira”?

      Bem, é isto, você pegou uma frase retórica de Luis Nassif e tentou fazê-la andar. Não creio que foi com este intuito que Luis Nassif a redigiu. De todo modo, na evolução natural que eu acredito que ocorre com a humanidade, a realização da frase de Luis Nassif dar-se-á na arena política que naturalmente evolui,mas que nunca será a política idealizada pela grande maioria de nós.

      Clever Mendes de Oliveira

      BH, 23/04/2014

  46. Miguel A. E. Corgosinho

    23 de abril de 2014 5:53 pm

    Quem é o agente da mudança social?

    Ao meu modo de ver, o mérito de evolução do país infelizmente ainda não é a luta liberal nem a desenvolvimentísta, ambas nunca chegaram a apresentar uma descrição do vinculo nacional com a sociedade. A anatomia ou organização econômica que determina as fases monetárias de governo, no tempo, se faz com a demonstração da inter-relação clássica da produção.

    A primeira vista, a mera classe de titulares da inter-relação da produção são os detentores do capital ligados pelo rentismo do crescimento liberal, ao invés de se formar a classe verdadeiramente desenvolvimentista para o histórico polítco de oposição racional à liberal.

    A tendência constante na mídia é que o liberalismo da produção capitalista separe, cada vez mais, o valor do trabalho que legitima os meios de reprodução para o sistema econômico, e a estratificação dessa inter-relação da sociedade desenvolvimentísta acumulada (considerada pelos banqueiros de intervenção estatal) se transforme, cada vez mais, na estrutura econômica de créditos dispersos para amplos grupos internacionais – e esta comunidade internacional gere, necessariamente, a ditadura hostíl à poupança da classe trabalhadora.  

  47. Orlando Soares Varêda

    23 de abril de 2014 6:01 pm

     
    Não é possível o senhor

     

    Não é possível o senhor Eduardo traíra, pretender entregar todo poder aos banqueiros, e, ainda contando para tal proeza, com o voto dos brasileiros. É ser muito filho da puta. Ou, este rapaz nos considera um bando de néscios.

     

    Orlando

     

  48. agincourt

    23 de abril de 2014 6:02 pm

    propaganda enganosa

    Propaganda enganosa do TSE.

    “Chegou a hora de soltar a voz.

    Vamos mostrar quem somos nós;

    Esquece tudo que você já viu. . .

    Vamos fazer a melhor eleição do Brasil.”

    A campanha publicitária é um sucesso.

    As mercadorias é que são uma merda.

    “Esquece tudo que você já viu. . .”?

    Como assim?

    Não é pra esquecer não: é pra lembrar.

  49. Calvin

    23 de abril de 2014 6:20 pm

    Embora ache que não existe

    Embora ache que não existe meio protecionismo, meio intervencionismo ou meia gravidez, sou forçado a reconhecer que (o que ocorre raramente) concordo com o post do Nassif. O Serra execrado aqui tinha um programa….

    1. luisnassif

      23 de abril de 2014 6:28 pm

      Se tinha, porque não colocou

      Se tinha, porque não colocou em prática em São Paulo. Não se iluda com Serra.

      1. Davi Sensu

        23 de abril de 2014 8:19 pm

        O Calvin concordando com vc!

        Bom sinal que não é.

      2. Calvin

        23 de abril de 2014 8:20 pm

        Não me iludi (nem me

        Não me iludi (nem me arrependi de ter-me iludido) com Serra ou qualquer outro.

        Basta ler os artigos dele para ver que desde antes das coisas desmoronarem, Serra apontava diagnóstico, caminhos e soluções, concorde-se ou não.

        1. Jaime

          23 de abril de 2014 11:09 pm

          Nada “desmoronou”

          exceto na visão de … Serra .

  50. Luiz Carlos S Moreira

    23 de abril de 2014 6:30 pm

    Como é possível dizer que

    Como é possível dizer que Dilma não tem partitura! Ela vem regento muito bem a sinfonia inacabada que o Lula deu início. Vejam quantas sinfonias e sonatas foram apresentadas ao público brasileiro e quantas estão anunciadas! Agora, com relação aos candidatos que se apresetam pela oposição,acho válidas as considerações. 

  51. Orlando

    23 de abril de 2014 6:35 pm

    Nos três candidatos não há

    Nos três candidatos não há projetos, ou talento, para fazer com o que o Brasil deixe de ser a eterna promessa e se torne, em todos os sentidos, educação, ciência etc,  um grande país. 

    Enfim, nenhum dos três candidatos está à altura da complexidade de governar o Brasil.

    1. Alexandre Weber - Santos -SP

      24 de abril de 2014 1:31 am

      A complexidade hoje é cada vêz mais manejável

      É lógico que os burros da Mckynsey que acessoram a Dilma não são do ramo.

      Mas que dá para melhorar o governo uma barbaridade e com os ganhos sinergéticos dar um verdadeiro salto eu não tenho a menor dúvida.

      Vontade política, só querer:

      Contents:

      Complexity Digest joins Complex Systems SocietyThe infection tree of global epidemicsSynthetic biology: Biocircuits in synchronyGalvanotactic control of collective cell migration in epithelial monolayersScientists Create Cybernetic Links Between People—by DJingThe Strange New Science of Chaos – YouTubeTowards a Methodology for Validation of Centrality Measures in Complex NetworksDirected Information Measures in Neuroscience (Understanding Complex Systems) (edited by Michael Wibral et al.)The Knowledge: How to Rebuild Our World from Scratch (by Lewis Dartnell)Simplicity in Vision: A Multidisciplinary Account of Perceptual Organization (by Peter A. van der Helm)The Social Face of Complexity Science: A Festschrift for Professor Peter M. Allen (by Mark Strathern & James McGlade)Why marathons have runner ‘traffic jams’Urban Complexity and Planning by Shih-Kung Lai and Haoying Han

      To download the sector specific articles, click below:

      Speed and quality under pressure: How financial services are different

      The challenge of speed in healthcare as technology puts its foot on the accelerator

      Education: Pressure to change quickly from above and below

      The challenge of speed: Government in Europe 

  52. carlos saraiva e saraiva

    23 de abril de 2014 6:38 pm

    Caro Nassif, respeitosamente,

    Caro Nassif, respeitosamente, tenho de reconhecer que o título do artigo, apresenta uma flagrante dissonância com o explicitado. As diferênças entre os candidatos, estão muito claras. De um lado as propostas neoliberais (Aécio e Campos), que levaram o caos ao Brasil. De outro uma proposta Democrático-popular que o redimiu e abriu o caminho para um projeto de nação, livre, inclusiva, soberana e participativa. O que falta, embora tenha explicitado, mesmo escondendo, em nome de uma “imparcialidade” profissional, com o nome de “partitura” é avançar, removendo os obstáculos, as dificuldades para as rupturas necessárias. E aí podemos juntos, questionar.

    Dificuldades do próprio governo e sua coalizão?

    Da própria Elite conservadora, inconformada, que detém ainda o poder econômico, midiático, institucional e ideológico, mas perdeu momentâneamente o poder dirigente?

    Da sociedade, em especial os movimentos sociais, que não participaram , nem participam , como reais protagonistas do processo? Falta de articulação, entre os atores, com a necessária coordenação do governo e o partido hegemônico?

    Estes me parecem, os obstáculos à serem identificados e removidos.

    O conceito “neodesenvolvimentismo”, precisa ser revisto, pois não traduz, com exclusividade, o projeto iniciado, com grande sucesso, mostrando no entanto, talvez , suas limitações à serem suplantadas.

    Por último, meu caro, me permita discordar, que o Brasil não está preparado para tornar-se uma grande potência, sobretudo comparando com o EUA, Inglaterra e china.

    Os dois primeiros, se valeram da colonização, das guerras e da barbárie imposta à chamada periferia colonizada. 

    China, sua grandeza, sua civilização milenar, seus conflitos regionais e a grande revolução de Mao em 49.

    Acho que o mundo multipolar,não abriga mais potências hegemônicas e sim potências livres, soberanas , solidárias e justas e o Brasil caminha nesta direção.

  53. Alexandre Bueno

    23 de abril de 2014 6:41 pm

    Baixa maturidade em gestão

    O Brsil não chega lá porque a maturidade de gestão nos setores publico e privado é muito baixa. As grandes empresas, exceto a Ambev talvez, vivem nas franjas do governo e penduradas no BNDES. Já o setor público provou toda sua incompetência na organização da Copa do Mundo. Foi incapaz de planejar o evento, haja vista a quantidade de obras da Matriz de Responsabilidades deixadas para trás, projetos “estratégicos” no meio do caminho e estádios terminados aos 44 do segundo tempo.

    E ainda há outros gargalos. Logística é seguramente o maior deles. Enquanto não acertarmos nosso timming de execução, não daremos o salto qualitativo.

  54. EMILIAMMM

    23 de abril de 2014 7:02 pm

    Os 3 candidatos se equivalem?

    “Na outra ponta – dos candidatos de oposição – o panorama não é mais alentador”.
    Se bem entendi, os 3 candidatos, habitantes do vácuo, se equivalem. Sendo assim, tanto fará votar em um ou outro… Afinal, foi esse mesmo o seu recado, Nassif? Nem sequer as alianças internas e externas de cada um deveriam ser levadas em conta?

  55. FILIPPINI

    23 de abril de 2014 7:06 pm

    A armadilha juros-câmbio: a continuidade do desequilíbrio…

    Eu gostaria de ver a Dilma encanpando estas propostas apresentados no artigo em anexo,para um próximo

    mandato presidencial,caso ela se reeleja.

    Gostaria de ver o Nassif discutindo estas propostas do professor Oreiro.

    http://joseluisoreiro.com.br/site/link/4f6b8ff288a9e7e5ed0538539b4c593e962ad30d.pdf

  56. Yacov

    23 de abril de 2014 7:15 pm

    Tenor sem partitura é o

    Tenor sem partitura é o escambau !! A DILMA tem compromisso com o POVO e com o BRASIL, os demais tem compromisso com o CAPITAL. E o NASSIF, por mais que disfarce, não consegue esconder o BICÃO TUCANO.

     

    Abs  “ANOS tuKKKânus LEWINSKYânus NUNCA MAIS !!! NO PASSARÁN !! VIVA GENOÍNO !! VIVA ZÈ DIRCEU !! VIVA A LIBERDADE, A DEMOCRACIA E A LEGALIDADE !! VIVA LULA !! VIVA DILMA !! VIVA O PT !! VIVA O BRASIL SOBERANO !! LIBERDADE PARA JULIAN ASSANGE, BRADLEY MANNING E EDWARD SNOWDEN JÁ !! FORA YOANI e MÉDICOS COXINHAS !! ABAIXO A DITADURA DO STF DE 4 PARA A GLOBO !! ABAIXO A GRANDE MÍDIA CORPORATIVA, SEU DEUS ‘MERCADO’ & TODOS OS SEUS LACAIOS & ASSECLAS CORRUPTOS INIMPUTÁVEIS !! CPI DA PRIVATARIA TUCANA, JÁ !! LEI DE MÍDIAS, JÁ !! “O BRASIL PARA TODOS não passa no SISTEMA gloBBBo de SONEGAÇÃO – O que passa SISTEMA gloBBBo de SONEGAÇÃO é um  braZil-Zil-Zil para TOLOS”

    1. luisnassif

      23 de abril de 2014 7:42 pm

      Descobri que você é um

      Descobri que você é um agitador do DEM disfarçado de PSOL.

      1. Davi Sensu

        23 de abril de 2014 8:16 pm

        Somos dois então.

        Se for por isso, somos dois, já que assino embaixo do que o Yacov disse. Com todo respeito ao jornalista mas nenhum às idéias expostas recentemente.

        Pra começar, o que pode ser mais importante no Brasil do que a redução da desigualdade? Em segundo lugar, Dilma continua com uma proposta desenvolvimentista e os oponentes continuam com propostas liberais (até o Dudu que se faz de desenvolvimentista fez recentemente declaração de amor à independência do Bacen. O que significa independência do Bacen? Alguém pode ser tolo em acreditar que o Bacen, tão importante como é, poderia ser um órgão independente? O que é ser “independente”? Se o executivo abrir mão do pouco de poder que tem no Bacen, aí sim que ele será completamente dominado pelos bancos privados).

      2. LC

        23 de abril de 2014 10:05 pm

        Nassif, vão te transformar em um extremista de direita

        Essa cambada de malucos ainda vai te transformar em um extremista. Não deixa de ser curiosa a comparação entre este momento e a reeleição do Lula em 2006. Eles vão alienar todos os votos de centro…

         

        e voltar a perder eleição, como sempre fizeram antes de 2002…

        1. Zeus

          24 de abril de 2014 12:05 am

          Putz.

          Alienar votos pelo centro…uaiuaiuai.

          Avisa para quimossabe que o centro político brasileiro é o povão, a chamada maioria silenciosa. Os setores que acham (ainda acham) que são capazes de “formar” (ou deformar) opinião (como o nassif) são a minoria da minoria da minoria.

          E o povão (classe C e adjacências) já esscolheu faz tempo, e não mexe no time que está ganhando.

          Quem dera que o nassif e bobocas como você estivessem no centro. Cês tão quase chegando no tea party, mas têm vergonha de assumir aquela postura meio maluca.

          O que você chama de centro é a direitona bem comportada, que se acha menos canibal porque usa guardanapo de linho.

          1. aliancaliberal

            24 de abril de 2014 1:47 am

            Esta bem e qual é a

            Esta bem e qual é a “ideologia” do povo, quais são os valores que ela pratica?

            Do que sãp a favor e contra?

             

          2. LC

            24 de abril de 2014 2:19 am

            Com o principal deus grego eu sempre concordo

            ALguém com um ego tão  inflado que posta como “Zeus”, tá bem, peço desculpas e concordo com você; caso contrário eu, o Nassif e milhões de pessoas que acham que esse governo está longe de ser esta maravilha toda podemos ser fritos por uma raio na próxima chuva!

      3. implacavel

        24 de abril de 2014 11:41 am

        Esquerda da direita

        Nassif, é a famosa “Esquerda da Direita” postando no Blog…

  57. Nilva de Souza

    23 de abril de 2014 7:35 pm

    Ontem minha irmã fezum post

    Ontem minha irmã fezum post criticando o Alckmin sobre o “rodízio” de água, dizendo que sempre foi econômica, que zela pela sustentabilidade do planeta etc. Choveram comentários falando que o governo (?) não investe em nada aqui, mas investe em Cuba, o que não tinha nada a ver com o post da minha irmã. Ou seja, “salvaram” o Alckmin mais uma vez.

    Este artigo do Nassif está parecendo aqueles comentários. Já que não dá pra atacar só a falta de planos e projetos na oposição, metamos a suposta falta de projetos da Dilma no meio e fica tudo certo.

    1. RVeiga

      24 de abril de 2014 2:34 am

      Vocês são muito sem memória

      Vocês são muito sem memória ou fingem ser. O dono do blog foi um entusiasta de primeira hora da candidata Dilma Roussef em 2010. Só que não é e, pelo que eu me lembre, nunca disse ser petista. Vocês têm que entender que quem não é petista de coração não se sente obrigado a elogiar um governo ruim do PT. Isso só petista faz. E nem me parece que o dono do blog ache o governo Dilma tão ruim quanto eu, por exemplo, acho. Só adota agora uma postura mais crítica que, afinal, o governo Dilma merece mesmo. Outro que andou recebendo elogios rasgados dos petistas e que logo vai pra boca do sapo é o Josias de Souza.

  58. Roberto São Paulo-SP 2014

    23 de abril de 2014 9:50 pm

    A produção no pré-sal superou em 8,2% a de janeiro

    —Em torno de 91,9% da produção de petróleo e gás natural foram provenientes de campos operados pela Petrobras. Aproximadamente 91,8% da produção de petróleo e 71,5% da produção de gás natural do Brasil foram explotados de campos marítimos. —–

    Produção de gás natural bate recorde e alcança 83,2 MMm3/d em fevereiro
    ANP-Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis—-Atualizado em 03/04/2014 12:38:15
     
    A produção de petróleo e gás natural no Brasil em fevereiro totalizou aproximadamente 2,613 milhões de barris equivalentes por dia, sendo 2,090 milhões de barris diários de petróleo e 83,2 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural. Na comparação com o mês anterior a produção de petróleo teve aumento aproximado de 1,8% e de 3,6% em relação a fevereiro de 2013. Já a produção de gás natural aumentou aproximadamente 8,8% em relação a fevereiro de 2013 e cerca de 3,6% em relação ao mês anterior, superando o recorde registrado em dezembro de 2013, quando a produção atingiu 81,6 milhões de metros cúbicos diários. As informações são do Boletim da Produção da ANP, disponível em
    http://www.anp.gov.br/?pg=70260

    Pré-sal
    A produção no pré-sal superou em 8,2% a de janeiro, totalizando 471,9 mil barris de óleo equivalente por dia, sendo 386,8 mil barris diários de petróleo e 13,5 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural. A produção teve origem em 26 poços, localizados nos campos de Baleia Azul, Caratinga, Barracuda, Jubarte, Linguado, Lula, Marlim Leste, Pampo, Sapinhoá, Trilha e na área de cessão onerosa Entorno de Iara. Os poços do “pré-sal” são aqueles cuja produção é realizada no horizonte geológico denominado pré-sal, em campos localizados na área definida no inciso IV do caput do art. 2º da Lei nº 12.351, de 2010.
    Queima de gás

    A queima de gás natural em fevereiro foi cerca de 4,3 milhões de metros cúbicos por dia, uma redução de aproximadamente 10,5% em relação ao mês anterior e de 5,9% em relação a fevereiro de 2013. O aproveitamento do gás natural no mês foi de 94,8%.
    Campos produtores

    Em torno de 91,9% da produção de petróleo e gás natural foram provenientes de campos operados pela Petrobras. Aproximadamente 91,8% da produção de petróleo e 71,5% da produção de gás natural do Brasil foram explotados de campos marítimos. O campo de Marlim Sul, na bacia de campos, foi o de maior produção de petróleo, com média de 263,9 mil barris por dia. O maior produtor de gás natural foi o campo de Lula, na bacia de Santos, com média diária de 7,4 milhões de metros cúbicos.

    A plataforma P-52, localizada no campo de Roncador, produziu, através de 14 poços a ela interligados, cerca de 134,6 mil barris de óleo equivalente por dia e foi a unidade com maior produção. Os campos cujos contratos são de acumulações marginais produziram um total de 128,1 barris diários de petróleo e 2,7 mil metros cúbicos de gás natural por dia. Dentre esses campos, Bom Lugar, operado pela Alvopetro, foi o maior produtor de petróleo e gás natural, com 39 barris de óleo equivalente por dia.

    A produção procedente das bacias maduras terrestres (campos/testes de longa duração das bacias do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo, Sergipe e Alagoas) foi de 175,4 Mboe/d, sendo 142,9 Mbbl/d de petróleo e 5,2 MMm³/d de gás natural. Desse total, 3,5 Mboe/d foram produzidos por concessões não operadas pela Petrobras, sendo 350 boe/d no Estado de Alagoas, 1.553 boe/d na Bahia, 41 boe/d no Espírito Santo, 1.320 boe/d no Rio Grande do Norte e 283 boe/d em Sergipe.
    Outras informações

    Em fevereiro, 306 concessões, operadas por 25 empresas, foram responsáveis pela produção nacional. Destas, 82 são concessões marítimas e 224 terrestres. Vale ressaltar que, do total das concessões produtoras, duas encontram-se em atividade exploratória e produzindo através de Teste de Longa Duração (TLD), e outras sete são relativas a contratos de áreas contendo Acumulações Marginais.

    O grau API médio do petróleo produzido no mês foi de aproximadamente 24,7°, sendo que 10,8% da produção é considerada óleo leve (>=31°API), 60,2% é óleo médio (>=22°API e <31°API) e 28,9% é óleo pesado (<22°API), de acordo com a classificação da Portaria ANP nº 09/2000.

    A produção de petróleo e gás natural no Brasil foi oriunda de 9.018 poços, sendo 771 marítimos e 8.247 terrestres. O campo com o maior número de poços produtores foi Canto do Amaro, bacia de Potiguar, com 1.128 poços. Marlim foi o campo marítimo com maior número de poços produtores, 54 no total.

    Atualizado em 03/04/2014 12:38:15 

    url:

    http://www.anp.gov.br/?pg=70291&m=&t1=&t2=&t3=&t4=&ar=&ps=&cachebust=139

  59. Roberto São Paulo-SP 2014

    23 de abril de 2014 10:20 pm

    Agência Internacional de Energia (AIE)—-November 2013

    —-Devido principalmente a uma série de descobertas offshore, a produção de petróleo do Brasil triplica, atingindo 6 milhões barris /dia em 2035—

    ….O Brasil na ponta do desenvolvimento das tecnologias de águas profundas e de baixo teor de carbono(WORLD ENERGY OUTLOOK 2013—SUMÁRIO–Portuguese Translation)
    O Brasil, país destacado nesta edição anual do Outlook, torna-se um dos grandes exportadores de petróleo e um líder mundial da produção de energia. Devido principalmente a uma série de recentes descobertas offshore, a produção de petróleo do Brasil triplica, atingindo 6 mb/dia em 2035, ou seja, um terço do crescimento líquido da produção mundial de petróleo, fazendo do Brasil o sexto produtor mundial. A produção de gás natural aumenta mais de cinco vezes, permitindo cobrir todas as necessidades domésticas do país em 2030, embora estas aumentem significativamente. O acréscimo da produção de petróleo e de gás depende fortemente dos desenvolvimentos em águas profundas, processos complexos e de capital intensivo, que exigem níveis de investimento a montante superiores aos do Médio Oriente ou da Rússia. Uma grande parte do financiamento deverá provir da Petrobras, a companhia de petróleo nacional responsável pelo desenvolvimento de campos em locais estratégicos, estando em jogo a sua capacidade de mobilizar recursos efetivamente, através de uma grande variedade de programas de investimento. Os compromissos assumidos a favor do fornecimento de bens e serviços de origem brasileira exercem uma pressão crescente numa cadeia de aprovisionamento já muito demandada.
    As fontes de energia abundantes e diversificadas do Brasil sustentam um aumento de 80% da sua utilização de energia, incluindo a conclusão do acesso universal à eletricidade. O aumento do consumo é motivado pelas necessidades de energia de uma classe média em expansão, acarretando um forte crescimento da demanda de combustíveis para o transporte e a duplicação do consumo de eletricidade. Para satisfazer esta demanda, será necessário investir substancial e atempadamente em todo o sistema de energia – 90 bilhões de dólares por ano, em média. O sistema de leilões para a nova geração e transmissão de eletricidade será vital, ao injetar capitais adicionais no sector da energia e reduzir a pressão nos preços ao consumidor final. De igual modo, o desenvolvimento de um mercado do gás bem-sucedido e atrativo para novos atores pode dinamizar os investimentos e melhorar a competitividade da indústria brasileira. Um maior enfoque político na eficiência energética aliviaria as tensões eventuais no seio de um sistema energético em rápido crescimento.
    O setor da energia do Brasil continua a ter uma das menores intensidades de carbono no mundo, apesar da maior disponibilidade e utilização de combustíveis fósseis.

    O Brasil, que já é um líder mundial no domínio das energias renováveis, praticamente duplicará essa produção a partir de fontes renováveis em 2035, mantendo a sua quota de 43% na matriz energética nacional. A hidroeletricidade continua a ser a espinha dorsal do sector da
    energia, embora a dependência em relação à hidroeletricidade decline, em parte devido ao afastamento e à sensibilidade ambiental de muitos recursos remanescentes, situados principalmente na Amazónia. Entre os combustíveis que aumentam a sua quota-parte na matriz energética, a energia eólica terrestre, que já demonstrou a sua competitividade, o gás natural e a eletricidade gerada pela bioenergia destacam-se à frente. No setor do
    transporte, o Brasil já é o segundo produtor mundial de biocombustíveis e a sua produção, composta principalmente por etanol a partir da cana de açúcar, aumenta mais do triplo.
    Áreas de cultivo apropriadas são mais que suficientes para absorver este acréscimo sem afetar as zonas sensíveis do ponto de vista ambiental. Em 2035, os biocombustíveis brasileiros satisfazem praticamente um terço da demanda doméstica de combustíveis para o transporte e as suas exportações líquidas representam cerca de 40% do comércio mundial de biocombustíveis.

    WORLD ENERGY OUTLOOK 2013—SUMÁRIO–Portuguese Translation
    Agência Internacional de Energia (AIE)—-November 2013-pdf -12 páginas

    Perspetivas de um mundo da energia em rápida evolução Hoje em dia, muitos dos factos dados por adquiridos de longa data no setor da energia estão a ser reescritos. Assim, os principais importadores tornam-se exportadores, enquanto países que durante muito tempo foram definidos como grandes exportadores de energia passam a ser os motores do crescimento da demanda mundial. A combinação adequada de políticas e tecnologias está a provar que a interligação entre crescimento económico, demanda de energia e emissões de CO2 relacionadas com a energia pode ser reduzida. O desenvolvimento do petróleo e do gás não convencionais, bem como das energias renováveis, altera a nossa compreensão da distribuição dos recursos energéticos do planeta. O conhecimento da dinâmica que sustenta os mercados da energia é fundamental para os decisores que tentam conciliar objetivos económicos, energéticos e ambientais. Aqueles que anteciparem as evoluções mundiais da energia poderão retirar os maiores proveitos, enquanto aqueles quem não o souberem fazer estarão em risco de tomar decisões políticas e de investimento desacertadas. A presente edição do World Energy Outlook(WEO-2013) examina as implicações de vários conjuntos de opções para as tendências da energia e do clima até 2035 e apresenta perspetivas que poderão ajudar os responsáveis políticos, a indústria e as várias partes interessadas a orientar-se num mundo da energia em rápida evolução.

    O centro de gravidade da demanda de energia está a mudar decididamente em direção àseconomias emergentes, em particular a China, a Índia e o Médio Oriente, países que incrementam a utilização mundial de energia de um terço. No Cenário Novas Políticas – cenário central do WEO-2013 – a China domina o panorama energético na Ásia, até a Índia assumir essa posição de principal motor de crescimento, a partir de 2020. Da mesma forma, a Ásia do Sudeste emerge como um centro de consumo crescente (evolução descrita em pormenor no Relatório Especial do WEO: Southeast Asia Energy Outlook, publicado em Outubro de 2013). A China tornar-se-á em breve o primeiro país importador de petróleo e a Índia passará a ser o maior importador de carvão no início da década de 2020.

    Os Estados Unidos da América encaminham-se decididamente para a satisfação de todas as suas necessidades de energia, a partir de recursos domésticos, o que deverá ocorrer por volta de 2035.

    No seu conjunto, estas mudanças constituem uma reorientação do comércio da energia, desde a bacia do Atlântico até à região Ásia-Pacífico. Os preços elevados do petróleo, as diferenças persistentes entre regiões nos preços do gás e da eletricidade, assim como o preço cada vez mais elevado das importações de energia em muitos países evidenciam mais amplamente a relação entre energia e economia. A interligação entre energia e desenvolvimento está patente em África onde, apesar da riqueza de recursos existentes, a utilização da energia por habitante ainda representa menos de um terço da média global em 2035. Hoje, a África conta com cerca de metade dos 1300 milhões de pessoas no mundo que não têm acesso à eletricidade e um quarto dos 2600 milhões de pessoas no mundo que dependem do uso tradicional da biomassa para cozinhar. Globalmente, os combustíveis fósseis continuam a satisfazer uma parte predominante da demanda de energia mundial, com repercussões nas relações entre energia, meio ambiente e mudança climática .

    Responsável por dois terços das emissões globais de gases com efeito de estufa, o setor da energia será crucial para determinar se os objetivos das alterações climáticas serão atingidos. Embora certos esquemas de redução de carbono tenham exercido alguma pressão, iniciativas como o Plano de Ação para o Clima do Presidente dos Estados Unidos, o plano da China para limitar a proporção do carvão na sua matriz energética, o debate europeu sobre os objetivos de 2030 em matéria de energia e clima, assim como as discussões no Japão sobre um novo plano para a energia, têm todas a capacidade potencial de limitar o crescimento das emissões de CO2 relacionadas com a energia. No nosso cenário central, que integra o impacto de certas medidas já anunciadas pelos governos para melhorar a eficiência energética, apoiar as energias renováveis, reduzir os subsídios aos combustíveis fósseis e, em certos casos, definir um preço do carbono, as emissões de CO2 relacionadas com a energia amentam, apesar de tudo, 20% até 2035. Nestas condições, o mundo encontra-se numa trajetória coerente com uma subida média da temperatura a longo prazo de 3,6°C, um valor muito acima da meta internacionalmente acordada dos 2°C.

    Quem tem energia para competir?
    As amplas diferenças de preços da energia entre regiões suscitaram um debate sobre o papel da energia como fator incitador ou pelo contrário, limitador do crescimento económico. O preço do petróleo bruto Brent manteve-se em média em torno de 110 dólares por barril em termos reais desde 2011, o que constitui um período de preços elevados sem precedente na história comercial do petróleo. Contudo, ao contrário dos preços do petróleo bruto, bastante uniformes no mundo inteiro, os preços de outros combustíveis variam consideravelmente de uma região para outra. Embora as diferenças de preços do gás sejam muito inferiores aos níveis extraordinários atingidos em meados de 2012, o gás natural ainda é comercializado nos Estados Unidos a um terço do preço de importação na Europa e a um quinto do preço de importação no Japão. Os preços da eletricidade também variam: em média, os consumidores industriais japoneses ou europeus pagam a sua energia mais do dobro do preço dos seus homólogos nos Estados Unidos e mesmo a indústria chinesa paga praticamente o dobro do preço dos EUA. Na maioria dos setores e dos países, a energia representa uma parte pouco significativa do cálculo da competitividade. Contudo, os custos da energia podem ser de uma importância para as indústrias de grande intensidade energética, como a química, o alumínio, o cimento, o ferro e o aço, o papel, o vidro e a refinação de petróleo, especialmente quando os bens produzidos são comercializados internacionalmente. Os setores de grande intensidade energética representam no mundo inteiro cerca de um quinto do valor agregado industrial, um quarto do emprego industrial e 70% da utilização da energia industrial.

    As variações de preços da energia afetam necessariamente a competitividade industrial, influenciando as decisões de investimento e as estratégias das empresas. Embora as diferenças de preços do gás natural se reduzam no nosso cenário central, permanecem ainda significativas até 2035 e, na maioria dos casos, as diferenças de preços da eletricidade mantêm-se. Num grande número de economias emergentes da Ásia, o forte aumento da demanda interna de bens produzidos com alta intensidade energética sustenta um acréscimo rápido da sua produção (paralelamente ao crescimento das exportações). No entanto, os custos relativos da energia têm um papel mais decisivo na configuração de futuros desenvolvimentos noutras partes do mundo, em particular nos países membros da OCDE. As taxas de crescimento das exportações de produtos com alta intensidade energética são ligeiramente superiores nos Estados Unidos, com desenvolvimentos no sector químico, o que nos dá uma clara indicação da relação existente entre os preços da energia relativamente baixos e a situação na indústria. Em contrapartida, a União Europeia e o Japão experimentam uma redução das exportações nos setores de alta intensidade energética, especialmente na indústria química – com uma redução de cerca de um terço na atual participação no mercado.—–
    —-O Médio Oriente, a única fonte de petróleo a baixo custo, permanece no centro do mapa da produção de petróleo a longo prazo. O papel dos países da OPEP, que estancam a sede de petróleo do mundo, diminui temporariamente nos próximos dez anos, devido à subida de produção dos Estados Unidos, das areias petrolíferas do Canadá, das águas profundas do Brasil e dos líquidos de gás natural no mundo inteiro. Todavia, em meados da década de 2020, a produção não-OPEP começa a baixar e os países do Médio Oriente fornecem a maior parte do incremento do abastecimento mundial. Globalmente, as companhias de petróleo nacionais, assim como os respetivos governos, controlam cerca de 80% do total das reservas de petróleo, tanto comprovadas como prováveis.

    A necessidade de compensar o declínio da produção dos campos de petróleo existentes é o que motiva principalmente os investimentos petrolíferos a montante até 2035.   análise que realizamos com base em mais de 1 600 campos confirma que, após o pico de produção de um campo médio convencional, espera-se uma queda de produção anual de aproximadamente 6% por ano. Embora este valor possa variar em função do tipo de campo de petróleo, a produção de petróleo bruto convencional a partir dos campos existentes deverá decrescer mais de 40 mb/dia em 2035. Entre as outras fontes de petróleo, a maior parte das fontes não convencionais depende muito da perfuração contínua, de modo a evitar uma queda rápida dos níveis do campo. Dos 790 bilhões de barris de produção total necessária para satisfazer o nível da demanda segundo as nossas estimativas para 2035, mais de metade serve apenas para compensar o declínio da produção…..

    ….O Brasil na ponta do desenvolvimento das tecnologias de águas profundas e de baixo teor de carbono
    O Brasil, país destacado nesta edição anual do Outlook, torna-se um dos grandes exportadores de petróleo e um líder mundial da produção de energia. Devido principalmente a uma série de recentes descobertas offshore, a produção de petróleo do Brasil triplica, atingindo 6 mb/dia em 2035, ou seja, um terço do crescimento líquido da produção mundial de petróleo, fazendo do Brasil o sexto produtor mundial. A produção de gás natural aumenta mais de cinco vezes, permitindo cobrir todas as necessidades domésticas do país em 2030, embora estas aumentem significativamente. O acréscimo da produção de petróleo e de gás depende fortemente dos desenvolvimentos em águas profundas, processos complexos e de capital intensivo, que exigem níveis de investimento a montante superiores aos do Médio Oriente ou da Rússia. Uma grande parte do financiamento deverá provir da Petrobras, a companhia de petróleo nacional responsável pelo desenvolvimento de campos em locais estratégicos, estando em jogo a sua capacidade de mobilizar recursos efetivamente, através de uma grande variedade de programas de investimento. Os compromissos assumidos a favor do fornecimento de bens e serviços de origem brasileira exercem uma pressão crescente numa cadeia de aprovisionamento já muito demandada.
    As fontes de energia abundantes e diversificadas do Brasil sustentam um aumento de 80% da sua utilização de energia, incluindo a conclusão do acesso universal à eletricidade. O aumento do consumo é motivado pelas necessidades de energia de uma classe média em expansão, acarretando um forte crescimento da demanda de combustíveis para o transporte e a duplicação do consumo de eletricidade. Para satisfazer esta demanda, será necessário investir substancial e atempadamente em todo o sistema de energia – 90 bilhões de dólares por ano, em média. O sistema de leilões para a nova geração e transmissão de eletricidade será vital, ao injetar capitais adicionais no sector da energia e reduzir a pressão nos preços ao consumidor final. De igual modo, o desenvolvimento de um mercado do gás bem-sucedido e atrativo para novos atores pode dinamizar os investimentos e melhorar a competitividade da indústria brasileira. Um maior enfoque político na eficiência energética aliviaria as tensões eventuais no seio de um sistema energético em rápido crescimento.
    O setor da energia do Brasil continua a ter uma das menores intensidades de carbono no mundo, apesar da maior disponibilidade e utilização de combustíveis fósseis. O Brasil, que já é um líder mundial no domínio das energias renováveis, praticamente duplicará essa produção a partir de fontes renováveis em 2035, mantendo a sua quota de 43% na matriz energética nacional. A hidroeletricidade continua a ser a espinha dorsal do sector da
    energia, embora a dependência em relação à hidroeletricidade decline, em parte devido ao afastamento e à sensibilidade ambiental de muitos recursos remanescentes, situados principalmente na Amazónia. Entre os combustíveis que aumentam a sua quota-parte na matriz energética, a energia eólica terrestre, que já demonstrou a sua competitividade, o gás natural e a eletricidade gerada pela bioenergia destacam-se à frente. No setor do
    transporte, o Brasil já é o segundo produtor mundial de biocombustíveis e a sua produção, composta principalmente por etanol a partir da cana de açúcar, aumenta mais do triplo.
    Áreas de cultivo apropriadas são mais que suficientes para absorver este acréscimo sem afetar as zonas sensíveis do ponto de vista ambiental. Em 2035, os biocombustíveis brasileiros satisfazem praticamente um terço da demanda doméstica de combustíveis para o transporte e as suas exportações líquidas representam cerca de 40% do comércio mundial de biocombustíveis.

    Este relatório foi inicialmente escrito em inglês.
    Embora tenham sido envidados todos os esforços para assegurar a fidelidade da tradução, poderá haver ligeiras diferenças entre esta e a versão original.

    This publication reflects the views of the IEA Secretariat but does not necessarily reflect those of individual IEA member countries. The IEA makes no representation or warranty, express or implied, in respect of the publication’s contents (including its completeness or accuracy) and shall not be responsible for any use of, or reliance on, the publication.

    IEA PUBLICATIONS, 9 rue de la Fédération, 75739 Paris Cedex 15
    Layout and printed in France by IEA, November 2013
    Photo credits: © GraphicObsession

    Para mais informações e para descarregar gratuitamente o presente relatório, visite a página:
    http://www.worldenergyoutlook.org
    http://www.iea.org/publications/freepublications/publication/name,45455,…

    To read Executive Director Maria van der Hoeven’s remarks at the launch, please click ‌‌here‌. pdf – 12 páginas

    Light tight oil does not diminish the importance of Middle East supply, IEA says in latest World Energy Outlook
    International Energy Agency (IEA)—12 November 2013

    The World Energy Outlook is for sale at the IEA bookshop. Journalists who would like more information should contact [email protected].(708 pages, ISBN 978-92-64-20130-9, paper)
    —————-
    AGÊNCIA INTERNACIONAL DE ENERGIA
    A Agência Internacional de Energia (AIE) é um organismo autónomo, criado em Novembro de 1974, com uma missão
    dupla: promover a segurança energética entre os países membros, ao propor uma resposta colectiva às rupturas de
    abastecimento de petróleo, e aconselhar os países membros acerca de uma política energética consistente.
    A AIE desenvolve um extenso programa de cooperação energética entre 28 economias avançadas, através do qual
    cada uma se compromete a manter stocks de petróleo equivalentes a 90 dias das suas importações líquidas.
    A agência tem por objectivos:
    —Assegurar o acesso dos países membros a fontes de aprovisionamento fiáveis e amplas de todas as formas de energia, em particular, através da manutenção de uma capacidade de resposta de emergência eficiente em caso de ruptura do abastecimento de petróleo.
    —Promover políticas energéticas sustentáveis que estimulem o crescimento económico e a protecção do meio ambiente num contexto global – em particular em matéria de redução das emissões de gases com efeito de estufa, que contribuem para a alteração climática.
    —Melhorar a transparência dos mercados internacionais através da colecta e análise de dados relativos à energia.
    —Apoiar a colaboração mundial em matéria de tecnologias energéticas de modo a assegurar os abastecimentos de energia no futuro e a minorar o seu impacto ambiental, inclusive através de uma maior eficiência energética, do desenvolvimento e da disseminação de tecnologias hipocarbónicas.
    —Encontrar soluções para os desafios energéticos mediante o empenho e o diálogo com os países não-membros, a indústria, a as organizações internacionais e outras partes interessadas.

  60. Osvaldo Ferreira

    23 de abril de 2014 10:52 pm

    Se há três tenores sem

    Se há três tenores sem partitura, afirmação com a qual não concordo haja vista análises positivas e consistentes que vêm do exterior sobre o quadro brasileiro, o Nassif esqueceu de mencionar uma banda desafinada mas estridente que já cooptou dois dos três tenores para que assim que se elejam (creimdeuspadre) joguem o país numa recessão brutal e provavelmente numa carnificina social e crise política de proporções inimagináveis. Ou alguém acha que setores sociais hoje muito articulados aceitarão tarifaço, revogação da CLT, cortes brutais de gastos públicos e desemprego? O que Aécio e Campos propõem e que já é  de conhecimento público é a volta ao país governado para 30 milhões numa conjuntura de articulação social muito, mas muito mais ativa que nos anos FHC. Resta saber com que tipo de armas conseguirão calar os outros 170 milhões. Com a palavra Nassif e os outros dois tenores.

  61. Osvaldo Ferreira

    23 de abril de 2014 11:22 pm

    Não me parece que Dilma

    Não me parece que Dilma Rousseff seja assim tão sem partitura Nassif. 

     

    Petrobras investirá US$ 100 bilhões na indústria naval

    Jornal GGN – Graças à descoberta do pré-sal, estima-se que até 2020, o Brasil dobre a produção de petróleo. Para isso, a Petrobras – mesmo em meio à crise política e institucional que foi instaurada após a divulgação do suposto mau negócio em Pasadena – vai investir US$ 100 bilhões na indústria naval brasileira.  

    O total de encomendas até 2020 será de 28 sondas, 49 navios e 146 barcos de apoio, 61 destes já estão em construção e 26 já entregues. A previsão é de contratação dos restantes 59 barcos de apoio até outubro, o que totalizará as 146 novas embarcações. Além dessas encomendas, serão contratadas também 38 plataformas de produção, que contribuirão para elevar a produção de petróleo da Petrobras para 4,2 milhões barris por dia em 2020.

    O investimento na indústria naval não só estimula o próprio setor, como também toda a cadeia produtiva. Por exemplo, o setor de máquinas, equipamentos pesados, caldeiraria, elétrica e automação. O conteúdo nacional dessas obras varia de 55 a 75%.

    Há dez anos, as demandas da Petrobras foram responsáveis pelo grande avanço da indústria naval nacional e pelo desenvolvimento econômico de diferentes regiões do país. Programas de incentivo à produção nacional como o Promef (programa de modernização da frota), Prorefam (programa de renovação da frota de apoio marítimo) e o Promimp (programa de mobilização da indústria nacional de petróleo e gás) são os grandes responsáveis pelos ótimos resultados.

    Em 2001, a construção naval empregava cerca de 1.900 pessoas no Brasil e hoje emprega mais de 78 mil, reflexo do aumento da produção de petróleo e investimento em logística e distribuição. Até 2017, estima-se que sejam gerados mais 25 mil novos empregos, segundo estimativa do SINAVAL (Sindicato Nacional da Indústria de Construção e Reparação Naval e Offshore).

    Com informações da Transpetro

     

  62. Roberto São Paulo-SP 2014

    24 de abril de 2014 12:11 am

    Pesquisa CNT/MDA Data de divulgação: 28/04/2014

    Pesquisa Eleitoral – BR-00086/2014—Dados da Pesquisa—Número do protocolo: BR-00086/2014
    TSE-Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais (PesqEle)——Data de registro: 23/04/2014——Data de divulgação: 28/04/2014

    Empresa contratada: MDA PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA E CONSULTORIA ESTATÍSTICA LTDA
    Eleição: Eleições Gerais 2014—-Cargo(s): Presidente——-Abrangência: BRASIL

    Contratante: CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO TRANSPORTE – CNT | CNPJ 00.721.183/0001-34
    Origem dos recursos: CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO TRANSPORTE – CNT | CNPJ 00.721.183/0001-34
    Pagante do trabalho: CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO TRANSPORTE – CNT | CNPJ 00.721.183/0001-34
    Valor (R$): 179.467,00

    Estatístico responsável: Marcelo Costa Souza—Registro do estatístico no CONRE: Série A No. 8109–Registro da empresa no CONRE: 027

    Data de início: 20/04/14 Data de término: 25/04/14——- Entrevistados: 2002
    Metodologia de pesquisa: Será adotada a metodologia quantitativa do tipo “survey”, com entrevistas pessoais, do tipo face-a-face por meio da utilização de questionário estruturado, sendo o universo representado pelos eleitores do Brasil.

    Plano amostral e ponderação quanto a sexo, idade, grau de instrução e nível econômico do entrevistado, margem de erro e nível de confiança: O Universo desta pesquisa compreende os eleitores do Brasil com idade a partir de 16 anos, residentes em 24 unidades da federação, a saber: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Bahia, Sergipe, Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte, Maranhão, Pará, Tocantins, Amazonas, Rondônia e Acre. O plano amostral foi delineado a partir de informações disponibilizadas pelo TSE(2014) e IBGE(2013). Inicialmente as entrevistas foram distribuídas de forma proporcional ao eleitorado por região geográfica e, dentro de cada região geográfica, as entrevistas foram distribuídas de forma proporcional ao tamanho do eleitorado em cada unidade da federação que compõe a amostra. Em seguida, os municípios participantes da amostra foram definidos por meio do método Probabilidade Proporcional ao Tamanho (PPT), sendo que as capitais entram com probablidade de seleção igual a 1. Ainda neste procedimento, leva-se em conta o controle por porte do município (até 20 mil habitantes, 20 a 50 mil, 50 a 100 mil, de 100 a 500 mil e acima de 500 mil) de forma proporcional ao eleitorado. Por fim, já no município, é realizada a seleção aleatória de setores censitários ou bairros onde serão alocadas as entrevistas de forma proporcional ao universo em função do gênero e faixa etária do eleitorado. Para o conjunto da amostra, os tamanhos são: 8,4% de homens com 16 a 24 anos, 11,8% para homens com 25 a 34 anos, 9,8% para homens com 35 a 44 anos, 11,4% para homens com 45 a 59 anos e 6,6% para homens com 60 anos ou mais. 8,5% para mulheres com 16 a 24 anos, 12,4% para mulheres com 25 a 34 anos, 10,6% para mulheres com 35 a 44 anos, 12,7% para mulheres com 45 a 59 anos e 7,8% para mulheres com 60 anos ou mais. As informações sobre nível econômico e escolaridade serão levantadas na própria pesquisa, tendo como controles a dispersão das entrevistas, seleção aleatória de setores censitários e/ou bairros, representatividade por porte do município, unidade da federação e região geográfica. A ponderação prevista para estas variáveis é igual a 1. A distribuição das entrevistas por região geográfica é de 43,1% para Sudeste, 27,2% para Nordeste, 14,8% para Sul, 7,6% para Norte e 7,3% para Centro-Oeste. Está prevista a realização de 2.002 entrevistas, o que fornece um erro amostral para o resultado total de no máximo 2,2 pontos percentuais considerando grau de confiança de 95%. Os intervalos de confiança serão calculados com base nos percentuais obtidos e com grau de confiança de 95%. A relação completa das unidades da federação e municípios pesquisados será encaminhada a esse tribunal após a publicação dos resultados.

    Sistema interno de controle e verificação, conferência e fiscalização da coleta de dados e do trabalho de campo: Os pesquisadores foram treinados especificamente para este projeto, com simulação de entrevistas e discussão de todas as questões. O trabalho de campo é fiscalizado por Coordenadores de Equipe, especialmente treinados para esta tarefa. As entrevistas são realizadas, em sua maioria, utilizando tablets e questionário eletrônico. Do total dos questionários preenchidos, parte será sorteada de forma aleatória para conferência, via telefone, através de novo contato com o entrevistado, garantindo um mínimo de vinte por cento de checagem. Nesse contato são verificadas respostas fornecidas pelo entrevistado assim como adequação aos parâmetros amostrais previamente definidos. Todos os procedimentos acima são realizados por profissionais especializados e com vasta experiência na condução e controle de pesquisas de opinião. Todos os pesquisadores elaboram um relatório de campo reportando as características das pesquisas e a percepção dos entrevistados em relação às questões realizadas.

    Dados relativos aos municípios e bairros abrangidos pela pesquisa. Na ausência de delimitação do bairro, será identificada a área em que foi realizada a pesquisa (conforme §6º. do art. 1º. da Resolução-TSE nº. 23.400/2013, o pedido de registro será complementado pela entrega destes dados ao Tribunal Eleitoral em um prazo de até 24 horas, contado da divulgação do respectivo resultado): A relação completa das unidades da federação e municípios pesquisados será encaminhada a esse tribunal após a publicação dos resultados.

    Questionário completo aplicado ou a ser aplicado (formato PDF): QUESTIONÁRIO CNT – MDA 118 – ABR2014.pdf

    Arquivo com detalhamento de bairros/municípios (formato PDF): Não há arquivo para detalhamento de bairros/municípios.

    URL:

    http://pesqele.tse.jus.br/pesqele/publico/pesquisa/Pesquisa/visualizacaoPublica.action?id=21507

     

  63. Miguel A. E. Corgosinho

    24 de abril de 2014 12:44 am

    Partitura da economia

    Por causa dos financiamentos de campanha misturando o som de impurezas na partitura da economia, homens e mulheres que não possuem entendimento sobre o padrão das notas indicam que, os versos do tenor fazem com os ingênuos um concerto ainda mais mediocre. 

  64. Alexandre Weber - Santos -SP

    24 de abril de 2014 1:04 am

    O vai da valsa

    Basta o candidato eleito para governar o Brasil dar rumo, estrela e norte para seu governo.

    Silmples … assim.

  65. Andre SP

    24 de abril de 2014 1:58 am

    Não estou otimista Nassif

    Não acredito que haja um debate sobre prospostas para o crescimento ou até estabelização do mercado. A oposição ficará batendo todo dia que o bonde está fora dos trilhos e com apoio da midia. Sobrará ao PT tentar provar que houve avanços e que é necessário avançar mais, além de tenatar desmistificar os ataques.

    Esta campanha será muito pior que a de 2010, a baixaria vai correr solta, este é o script a ser seguido pela oposição, não espere nada de produtivo para o país. Mesmo que venha a existir alguma proposta de governo ela não ecoara na mídia. A mídia está toda concentrada em um projeto de desconstrução do PT.

    Tenho pavor de imaginar a possibilidade do Aecio vencendo. Já estão vendendo a ideia de inflação galopante e salários muito alto. Com eles no poder teremos a pouca coisa conseguida nestes últimos 10 anos será jogadas no ralo.

    Para mim o futuro do Brasil passa por uma mudança de postura global. Nela fica expressa a questão: o mundo se submeterá aos EUA ou caminharemos para um novo modelo global?

    Enquanto estas questões não são resolvidas e respondidas, só nos restas proteger o que é nosso e tentar melhorar a condição de nosso povo. Pouca coisa poderá ser feita a respeito de futuro. 

  66. Marcelo Mendonça

    24 de abril de 2014 3:19 am

    O governo Dilma não é difícil

    Eu tenho pra mim que se o Eduardo Campos viesse a ganhar as eleições (hipótese remotíssima, eu sei), não seria difícil para ele implementar um governo como o governo Dilma. Não digo o mesmo do Aécio porque o PSDB teria mais conflitos ideológicos e mais compromissos a honrar com o seu público (mídia e cidadãos de direita).

    A questão é que de dois anos pra cá parece que o governo Dilma opera no piloto automático. Desde os protestos do ano passado, ela não tem mais logrado direcionar as expectativas, nem de públicos específicos (mercado financeiro, empresários, mídia, sindicatos, movimentos sociais etc.), tampouco do público em geral.

    Não dá para negar que se instaurou uma profunda melancolia em relação ao governo. Os militantes petistas que frequentam este blog (cerca de 90% dos comentaristas) podem espernar a vontade, mas esse pessimismo não está atrelado necessariamente ao jogo da oposição. É uma questão de quasi-decepção com relação ao governo. Ponto.

    Só para exemplificar, por questões ideológicas, não votaria jamais no PSDB. Sempre votei no PT, fui um grande entusiasta da eleição da Dilma e provavelmente vou votar nela novamente nesse ano. Mas cada vez mais detecto uma profunda falta de perspectiva no governo, de tal forma que quase não sei justificar esse provável voto. Talvez seja pelo mesmo motivo que Nassif apontou: a falta de alternativas do lado da oposição. 

     

    1. Mateus Leonardo

      24 de abril de 2014 3:16 pm

       Marcelo, sou  filiado do PSB

       Marcelo, sou  filiado do PSB , concordo com você, este alvoroço que esta fazendo é a grande mídia, levantando assuntos de 2006, como Pasadena, seletivamente. mas no momento que iniciar os programas eleitorais vai ser diferente. Mas vou votar é na Dilma e vou desfiliar do PSB. O PT precisa é parar de pensar que são “donos” do pensamento do pensamento progressista e mais humildade que ocorre quase somente nas rpoximidades da eleições.

  67. Vandirson

    24 de abril de 2014 12:45 pm

    Histeria coletiva

    Vejo um ambiente de histeria política, se vão existir uma ou dez CPI’S? Só políticos de analise rasa pensam em lucrar alguma coisa, o ônus da CPIS fará parte de um histórico que afetara a credibilidade da democracia, o vale tudo eleitoral misturado com show midiático será exposto o câncer institucional que vivemos, o establishment se voltou em aniquilar o projeto do PT.É só vermos as decisões do STF, as opiniões dos “mui” conselheiro Delfim e Gerdau, a má vontade do empresariado financiado pelo BNDES e que ainda sai falando mal do governo, o complexo vira latas em relação a COPA, todos contra tudo e acharam coro no desânimo na falta de uma conjuntura política com os aliados históricos, o flerte tecnocrata com linhas liberais e desenvolvimentistas, simplesmente açodou a base social.

    A dita oposição é pífia, símbolos do atraso “direitista” falam pros bancos, culpam o excesso de emprego e renda, são nitidamente contra as classes populares, bajulam as oligarquias econômicas com seus bancos e holdings que não tem compromisso com nenhum país, imprensa e oposição são uma caricatura udenista em tempos digitais, tanto que se penduraram nos bilhões da Petrobras para tentar fazer onda, se por um lado o tal intervencionismo do estado no preços tem seus percalços, do outro faz uma economia girar através uma empresa nacional que tem fôlego para isso, então pode-se dizer sim que é uma política de governo acertada, se falarmos em termo de empoderamento  a nível mundial e só citar Pasadena como o caso em que o estado brasileiro comprou uma petrolífera americana, sem falar que os ditos grampos Yank eram pra essa disputa energética e que inclui o leilão do pré-sal, essa oposição entreguista Campos e Aécio farão de tudo pra rifar o patrimônio nacional,  penso que o povo sairia as ruas para comemorar um governo que tem esse protagonismo mundial e repudia essa oposição que joga contra os interesses nacionais , nisso inclui-e os ataques do Financial Times… Pura dor de cotovelo dos ingleses com quem disputamos ombro a ombro a sexta posição da economia mundial com eles, é pra falar de Europa os paisanos também estão nessa a Itália não extradita Cacciola e quer extraditar Pizzolato e até os italianos questionam a postura incomum… Na folha corrida deles tem contas CC5 e o Banco Araucária, querem fazer ajustes econômicos a custas dos pobres e nisso ambos são uníssonos.

     

  68. raulwolfgang

    28 de abril de 2014 10:11 pm

    E continua votando no menos

    E continua votando no menos pior…

    1. Conde de Rochester

      30 de abril de 2014 2:20 pm

      votar em quem?

      Isto que é o pior…

  69. Tulio

    29 de abril de 2014 8:01 pm

    Vivemos em um governo de

    Vivemos em um governo de política econômica ultra-conservadora que gasta 42% do orçamento da União com amortizações e juros da dívida, que possui a taxa de juros real mais elevada do planeta, que possui um câmbio completamnete desfavorável para a indústria de transformação, com uma carga tributária absurda e regressiva (concentrada no rendimento do trabalho). E temos uma perspectiva de irmos mais para à direita ainda se possível. Juros de 20% a.a. com inflação de 6%? Recessão com inflação já que esse regime de metas não funciona contra inflação indexada e de custos?

    É melhor fechar o governo e devolver pra Portugal.

  70. J.Roberto Militão

    1 de maio de 2014 4:30 pm

    PSB com MARINA: a 3ª via com novo pacto federativo

    A anomia e essa falta de partituras decorre do ambiente político que tem afetado o ânimo da população.. Queremos mudanças mas já não acreditamos nelas. Por isso precisamos de: UM GOVERNO DE COALIZAÇÃO E TRANSIÇÃO DEMOCRÁTICA:

    Essa reflexão com base em Maquiavel não é contra Eduardo Campos, Dilma ou Aécio, pois qualquer um deles vencedor das próximas eleições apenas pelas disputas eleitorais estará fadado a ser derrotado pela corrosão do ambiente político. A continuidade dos programas de transformação do Brasil com vistas às próximas gerações exigem as boas razões maquiavélicas, lembradas pelo professor Aldo Fornazieri: a virtude, a fortuna e a prudência. São qualidades que o acaso conduz à oportunidade da figura política de MARINA SILVA nessa quadra histórica. As poderosas forças políticas dos grandes partidos e suas máquinas sindicais, ONGs e movimentos sociais cooptados, impediram o registro do partido REDE o que acabou viabilizando a opção desta 3ª via ora disponível.

    Nessa semana da páscoa de 2014 foram lançadas em Brasília as pré-candidaturas do PSB à Presidência da República, com EDUARDO – Presidente e MARINA – Vice. Como era esperado não houve disputa nem fraturas internas desejadas por alguns. Marina, virtuosa como sempre, reconhece em Eduardo a primazia de uma candidatura posta quando da conjuntura de sua filiação ao PSB.

    Porém, essa chapa mesmo que vencedora nas eleições, sob o ponto de vista dos interesses da nação – nem qualquer outra candidatura – não será de fato vitoriosa. O Brasil nas atuais condições políticas está cada vez mais ingovernável. A crise institucional está solapando o poder político. O sistema de representação eleitoral perdeu a legitimidade republicana para a eleição e o pleno exercício do poder em nome do povo.

    A centralização do poder atrai os bilhões de reais de financiamentos de campanhas, todas, os caixas ´2´ de mensalões petista e tucanos, a corrupção endêmica via ´consultorias´, as obras superfaturadas da ´Copa´, as grandes obras cartelizadas e os escândalos renovados, enfim, nenhuma candidatura vencedora terá plena condições de conduzir a nação a um novo ciclo de desenvolvimento e inclusão social. A autodefesa das graves acusações do arsenal disponível entre o PT e PSDB será a tônica da campanha eleitoral e não os grandes temas das nacionais: as reformas da constituição com ênfase na eleitoral, na política, na tributária e fiscal, no judiciário e nas políticas de desenvolvimento econômico e social. Todos terão razão nas acusações e sairão sangrando, senão feridos de morte em sua autoridade política e administrativa.

    Não precisamos mais de mártires como Zé Genoino e Zé Dirceu que tiveram que chafurdar com os porcos fisiológicos em nome da governabilidade. Precisamos edificar novos tempos com novo pacto federativo e reconstrução do ambiente político. Para isso um governo de coalizão reunindo o que há de bom no PT, no PSDB e no PMDB, visando uma transição democrática.

    A CF/1988 – A Carta Cidadã de Ulisses – cumpriu seu papel de nos assegurar o retorno à democracia. Decorridos 26 anos, o país precisa agora é de um governo de transição democrática e o PSB está em condições de oferecê-lo com MARINA SILVA na opção eleitoral em 2014. Seria então a vitória do bom senso, representada por profundas reformas visando uma nova gestão política e administrativa e a edificação de bases para uma nova forma de se fazer política no Brasil. Para isso se impõe neste momento o chamamento dos brasileiros para um governo de transição democrática, em que o PSB-Rede juntos cumpririam o papel histórico de instrumento para as grandes reformas que o país espera e precisa.

    Neste sentido se impõe a inversão na Chapa do PSB, com MARINA – Presidente. E para se credenciar perante os brasileiros essa iniciativa precisa ser voluntariosa e inequívoca do ex-governador Eduardo Campos com visão estratégica de liderança absoluta do PSB.

    Um governo de coalizão democrática engrandecerá a todos. Ainda jovens, ao lado de MARINA, a projeção política de EDUARDO, DILMA e AÉCIO ao lado de outros que estão se firmando receberão o legado do comando político nacional para os próximos trinta anos. Fotalecidos estados e municípios oferecerão melhor ambiente à cidadania.

    Ainda há tempo, até o final dos prazos convencionais em junho, e há condições políticas eleitorais para isso, com a condição de o primeiro ponto da campanha PSB-MARINA seja uma ousada convocação do povo brasileiro do tipo ´Uma Nova Política é responsabilidade de todos´, e que a boa-fé dessa convocação seja representada pela proposta imediata do fim das reeleições para o poder executivo federal, estadual e municipal. A reeleição tem se revelado fonte inesgotável de nefastos acordos políticos condicionando o primeiro mandato e viciando a legitimidade do segundo.

    O desenvolvimento econômico e social, exige um novo pacto federativo. O governo central precisa ser reduzido com maior descentralização da arrecadação tributária, deixando ao governo federal a defesa nacional, a emissão da moeda, a política monetária, a política externa, a grandes obras de infraestrutura e a política industrial, a previdência e assistência social. Os orçamentos trilionários tem significado escândalos bilionários. São bilhões da Delta; bilhões nos trilhos paulistas; bilhões na Petrobrás; bilhões nas Fribois, EBX e outros ´campeões´.

    Aos municípios onde vive o cidadão e onde se produz riquezas é preciso deixar a maior parte da receita. Mais próximo é mais fácil o controle público de investimentos em saúde, educação, cultura e das pequenas obras locais. Aos estados caberá a administração a justiça, a educação média e técnica, a segurança pública, em síntese. Não faz sentido que Brasília faça distribuição de ambulâncias, SAMU e consultórios dentários. A riqueza do pré-sal é da nação brasileira. É de todos, cabendo aos estados produtores o seu quinhão. 

     

    O Brasil com os oito anos de governo tucano e doze anos de governos petistas promoveu grandes mudanças que alteraram os rumos desse gigante até então adormecido. Tais mudanças já esgotaram as possibilidades políticas disponíveis. A hora agora é de um salto ao futuro. Um novo ambiente político que nossa geração edificará instituições para os próximos trinta anos. Precisamos de reformas estruturais a partir desse novo pacto político e federativo.

    – essa a síntese da esperança numa reviravolta extraordinária. Na íntegra aqui: 

    https://jornalggn.com.br/blog/jroberto-militao/psb-marina-presidente-a-3%C2%AA-via-com-novo-pacto-federativo

  71. ARMANDO CRUZ

    19 de agosto de 2014 2:46 am

    RENOVAR O CONGRESSO

    RENOVAR O CONGRESSO

    Mais uma vez nessa NOVA REPÚBLICA com a NOVA CONSTITUIÇÃO de 1988, temos um Grande Personagem, um Herói morto, do imaginário pernambucano. Nesse imaginário se estabelece o desafio que surge da polarização desse trágico evento com luto, e, com as demandas e expectativas populares de JUNHO de 2013; o decifra-me ou devoro-te, diriam os articulistas e marqueteiros de plantão para interferirem no projeto do processo político nacional do PT e parte do PMDB, em curso.

    A demanda dos eleitores não será atendida no âmbito político exclusivo do poder executivo. Essa leitura o povo brasileiro já constata nas ações que os governo do PT, apesar do PMDB, implementou para retirar 22milhões de brasileiro da miséria absoluta e ao pagar a dívida externa que administrada com competência foi liquidada integralmente. Hoje o gargalo do desenvolvimento da infraestrutura, da educação e da saúde se deve a fragilidade e incompetência de gestão nos níveis estadual e municipal, além dos desperdícios e da corrupção reinante. Outra leitura que o GIGANTE que despertou já é capaz de fazer é que nenhum projeto político do governo federal pode avançar com o nível de corrupção e a falta de legitimidade moral dos representantes do povo no atual congresso – senado e câmara federal.

    Nem o PT, nem PSDB e nem a Marina serão capazes de governar com tranquilidade caso o GIGANTE POVO BRASILEIRO não faça a sua parte que é decisiva nesse importante momento da política nacional. É urgente a renovação dos nomes dos senadores e deputados federais e do reequilíbrio das bancadas dos partidos no congresso nacional. Assim sendo: O PMDB não pode continuar grande e fisiológico com está; Nenhum presidente da república e nenhum outro partido político podem ficar refém da hegemonia do PMDB, no congresso.

    A necessidade de eleger novos nomes comprometidos com reformas política, tributária e recuperar a imagem de confiabilidade do congresso, no senado e na câmara federal, de forma a consolidar a viabilidade de projetos de infraestrutura, saúde e educação do poder executivo sob comando do presidente da república de qualquer partido é atributo do POVO BRASILEIRO, DO ELEITOR, JOVEM E DO IDOSO, DO GIGANTE QUE DESPERTOU.

    Seja quem for: DILMA OU Marina que chegue à presidência não conseguirá governar além do que já se conseguiu até aqui, caso, a correlação de forças continuarem como está. Nem Eduardo Campos GUERREIRO conseguiria se eleito fosse. As forças políticas no congresso como estão geram entropia na dinâmica de qualquer projeto político vencedor das eleições. Essa é a hora das mudanças substanciais e verdadeiras. Não dá pra permanecer indiferente ou com militância virtual apenas. ESSE É O MOMENTO DE MUDANÇAS NO CONGRESSO NACIONAL, NO PODER LEGISLATIVO, POIS, É ALÍ E NA GESTÃO DE FICIENTE DE ESTADOS E MUNICÍPIOS QUE ESTÃO OS PROBLEMAS CRUCIAIS QUE PARALISAM A NAÇÃO BRASILEIRA E SE REFLETEM NA MÁ GESTÃO REGIONAL E LOCAL DA EDUCAÇÃO, DA SAÚDE E DA SEGURANÇA.

    RENOVAR O CONGRESSO Não haverá uma Dilma mais eficiente e austera e nem uma Marina salvadora que sobreviva a um legislativo, um congresso nacional que paralise impertinentemente suas atividades com CPIs e esvaziamento de seções de votações pra neutralizar o presidente eleito e fabricar dificuldades para faturar vantagens corporativas. VAMOS AVANÇAR SEM VIOLÊNCIA! A SOLUÇÃO É O VOTO! É TER GRATIDÃO ÀQUELES QUE ENFRETARAM AS FORÇAS POLÍTICAS REACIONÁRIAS QUE REJEITAM A NOVA DISTRIBUIÇÃO DE RENDA E A NOVA CLASSE MÉDIA!

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