16 de junho de 2026

Os crimes contra o Almirante Othon, por Luís Nassif

Othon, equiparado pelos físicos a César Lattes, quedou nas mãos de um juiz exibicionista, com excesso de ego e carência de cérebro.

Segundo a jornalista Tania Malheiros, especializada em energia nuclear, auditoria do Tribunal de Contas da União alertou para riscos iminentes de faltar recursos para o projeto de extensão da vida útil de Angra 1.

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Esse tema me remete para os abusos cometidos pela Lava Jato, e pelo inacreditável juiz Marcelo Bretas, contra o Almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva.

Na época, Othon foi acusado pela Lava Jato do Rio de Janeiro de ter recebido dinheiro de empreiteiras. Nem se cuidou de saber qual a razão do pagamento. Foi acusado de ter sido subornado pela Odebrecht para conseguir a parceria com a França na construção do submarino nuclear. Ou seja, teria utilizado o dinheiro para subornar todo alto comando da Marinha – a quem cabia a decisão. Aliás, a escolha da Odebrecht foi uma imposição da própria Dassault, devido à reputação internacional da empreiteira.

Othon, equiparado pelos físicos a César Lattes, autor dos maiores feitos da ciência aplicada brasileira, quedou nas mãos de um juiz exibicionista, que se fotografava em academias mostrando excesso de ego e carência de cérebro.

Na época, Othon estava trabalhando em uma série de projetos destinados justamente a estender o tempo de vida útil das usinas. E esses projetos passavam pelo aprimoramento das turbinas.

Um pouco antes, Othon comandou um grupo de especialistas, com financiamento público, trabalhando em uma redução do modelo energético brasileiro. Usando dados climáticos históricos, o grupo reduziu todo fluxo hídrico brasileiro a um rio teórico e, em cima dele, montou projeto de desenvolvimento hidrelétrico para alimentar políticas públicas.

Um dos pontos centrais das recomendações era a adoção de usinas a fio dágua para evitar alagamentos. O problema é que os grandes fabricantes mundiais de turbinas – franceses e alemães – trabalhavam apenas com usinas clássicas.

Para as usinas a fio d’água, seriam necessários reatores usados em usinas nucleares, construídos com uma tecnologia que reduz o atrito. Reduzindo, qualquer coisa que movimentasse a turbina – urânio ou água – conseguia um poder rotativo imenso.

Na ocasião, Othon foi contratado pela Odebrecht justamente para desenvolver as turbinas das usinas a fio d’água de Belo Monte e Santo Antônio. O que foi feito com enorme sucesso.

Até hoje, Othon está com os bens bloqueados. Há vários movimentos pedindo sua reabilitação. O correto seria um pedido público de desculpas da Procuradoria Geral da República e do poder judiciário, em nome do Estado brasileiro. E jogar os autores desses abusos contra Othon na lata de lixo da história.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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22 Comentários
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  1. marcio

    28 de novembro de 2024 9:09 am

    Esperar por isso pela PGR e Judiciário pode ser que o Alm. Othon tenha vida Eterna….

  2. Douglas da Mata

    28 de novembro de 2024 9:18 am

    Do que realmente se trata:

    No início dos anos 2000, um laptop de um funcionário da Petrobrás, creio que um analista de geofísica foi misteriosamente furtado.

    O equipamento levava informações importantes sobre o pré-sal.

    Corta.

    Incidente na Bacia de Campos, vazamento na plataforma de uma das 4 irmãs.

    Além de várias irregularidades ignoradas, como trabalhadores sem visto de trabalho, descobriu-se algo interessante.

    O poço perfurado pela plataforma, supostamente perfurado, era uma história de cobertura para um truque comum, utilizado por petrolíferas de vários países, mas principalmente dos EUA, que consistia basicamente em:

    Adquirir poços baratos e pequenos, mas que circundavam o pré-sal, e “sugar”, por tabela, o petróleo ao lado.

    Essa foi a provável causa do vazamento.

    Esse esquema foi mostrado em um filme dos irmãos Cohen, Ther will be blood, com Daniel Day Lewis, só que a personagem praticava tais atos em terra firme.

    Como se sabe, salvo a Petrobrás e os países que de têm reservas em mares profundos, os EUA nunca souberam perfurar esses poços, quiçá tirar petróleo por “tabela”.

    Corta.

    Dilma anuncia o plano plurianual da Petrobrás, após determinar que parcela dos frutos da exploração serão convertidos em recursos para educação e saúde.

    Ao mesmo tempo, o parque industrial brasileiro, Odebrecht à frente, começa a dar passos largos na independência no controle bélico e operacional dos vasos nucleares, que seria construídos.

    A conjugação da expertise dos estaleiros brasileiros poderia dar ao país meios de defender seu patrimônio mineral, hoje, indefeso, além de promover um ciclo econômico virtuoso, como já havia sido experimentado com a contratação de plataformas e petroleiros no parque nacional.

    Corta.

    Lava-jato, Departamento de Estado dos EUA, golpe, etc, etc.

    Não, o almirante não foi alvo de um juiz tosco, Nassif, assim você desmerece a grandeza dos fatos que desabaram sobre esse militar, e afasta a responsabilidade de quem, realmente, a teve.

    1. Cidadão sem cidadania

      28 de novembro de 2024 12:11 pm

      Nao sé esqueça sem Dilma nao teria lava jato, em entrevista a Luis nassif, o então líder do governo senador Renan Calheiros afirma, Dilma que pediu para fazer as leis que a lava jato usou para destruir tudo, Dilma ficou vendo tudo ser destruido, nao mexeu uma mão para salvar nada, a pergunta até hoje nao respondida ‘e , porque Dilma deixou tudo ser destruído? Porque Dilma mudou as leis para lava jato existir?

      São perguntas justa e nunca respondida, os americanos fizeram o que sempre fizeram, mas sempre porque deixaram. Segundo o grande andre motta Araújo ( que Deus o tenha), falava, agente fbi visitavam, e muniram os juízes, a pergunta, Dilma nao sabia de nada? Até quando nao vão assumir que, sabia sim, quem governa ‘e o responsável sim, em país que a culpa é sempre dos outros, nunca vai se tornar potência.

      Lembrando, que Dilma começou a venda do pré sal, porque Dilma fez isso?

      Lula, está vendendo o pré sal, porque Lula faz isso?

      Ontem anunciaram que quem ganha até 5 mil nao pagará imposto, mas no mesmo dia Lula vende a jazida de urânio para China, a guerra psicologia está a todo vapor.

      Só o nassif acredita em papai Noel, até hoje.

      1. Douglas da Mata

        28 de novembro de 2024 12:49 pm

        Concordo contigo, sem cavalo, São Jorge não cavalga.

        Eu iria mais atrás, por que o governo não mobilizou toda sua base, quando podia (entre 2003 e 2010) para revogar a Lei de Anistia de 1979?

        Por que o diretor da PF de FHC, que recebia mesada do FBI (como noticiou Mino Carta, em série investigativa na sua revista) não foi preso e expulso, assim que Lula entrou?

        Por que deixaram acabar com Diógenes Queiroz, e Daniel Dantas saiu ileso?

        Por que Lula e Dilma não aprenderam a indicar seus juízes do STF, e caíram nessa palhaçada de juiz republicano, cotas de mulheres e negros, ou indicações para agradar a esse ou aquele aliado do Congresso e da banca?

        Afinal, o que é esse Múcio como ministro da defesa?????????????

        São tantas perguntas, que é bom ficar por aqui, senão a gente enlouquece.

        1. Milton

          29 de novembro de 2024 8:30 am

          Vejo em Lula um grande problema: sua incapacidade de enfrentamentos. Seu caminho será sempre o “possível entre os contendores”. Ele tem que agradar os dois, ou mais, lados. Sua história é assim e agora já envelhecido não irá mudar. Hoje Lula ocupa o lugar preferido: o centro, esqueçam ousadias.
          Faz muito bem o possível
          Dilma tem lucidez, coragem e disposição para a luta mas não teve apoio e preferiu a “governança” como ponte, que ruiu sob a mentira do golpe global e legislativo.

          1. AMBAR

            29 de novembro de 2024 2:27 pm

            Confere!

      2. Antonio Uchoa Neto

        28 de novembro de 2024 4:37 pm

        O juiz Bretas, da mesma forma que o Moro, foi cooptado para dar verniz legal ao jogo sujo das corporações, a troco de um ‘trinta dinheiros’ qualquer. Levou como bônus a fama, exibindo fartamente, nas redes sociais, seus músculos de aço e cérebro de minhoca. E o olhar bovino.
        O bônus do Moro foi uma carreira política tão fulgurante quanto efêmera. Em comum com Bretas, só o cérebro.
        E que me perdoem as minhocas.
        Ambos, fora do script a eles destinado, só fizeram realçar sua mediocridade e tacanhez.
        Esses são os “ingênuos” da história.
        De resto, sigo com a minha crença (sem base científica ou psicológica, é apenas uma idiossincrasia) de que nenhum ser humano, uma vez alcançada a idade da razão, pode ser ingênuo. Em relação a qualquer assunto, e também ao ser humano.
        Salvo os casos mencionados acima, frutos da mais aterradora ignorância e incapacidade cognitiva, e da vaidade excessiva tão comum e encontradiça na mediocridade intelectual.
        De resto, creio ser inútil saber se Lula sabia, se Dilma sabia, etc.,etc.,etc.
        Creio que não sabiam a respeito das grandes maquinações do mundo corporativo. Lula, um sindicalista de resultados, até hoje deve achar que, nos embates e negociações com os patrões, estava lidando com aqueles que lhe pagavam o salário; sequer sabe o que é mais-valia. Perdoem-me o preconceito.
        De Dilma, não me atrevo a especular; mais uma vez, desculpem – dessa vez o machismo explícito – mas, como dizia o Marlon Brando: ‘mesmo que um homem viva duzentos anos, ele jamais vai entender como funciona a cabeça de uma mulher’.
        Se a fonte da afirmação lhes parecer inadequada, ou intelectualmente insuficiente, substituam-na pela famosa frase do Dr. Freud.
        As acusações de machismo, eu as assumo todas.
        Voltando ao assunto, são especulações inúteis. É o modelo preferido do ser humano: Bem e Mal. Dicotomias über alles. Fica tudo mais simples de classificar.
        Se sabiam, são canalhas consumados.
        Se não sabiam, são ingênuos. Ou pessoas de boa fé. E eu estava errado quanto às pessoas com mais de 50 anos.
        Por trás de toda grande fortuna há um crime, dizia Balzac.
        Por trás de cada nação próspera há invasão, exploração, espoliação, escravização, genocídio e massacre. Em uma palavra, trapaça.
        Novamente, se acharem a palavra forte, ou inadequada, substituam-na por ‘engano’.
        Ainda que chamem a isso Ética. Ou virtude. Ou, ainda, levar a paz e a democracia aos quatro cantos do mundo. E em nome de Deus, evidentemente. E, sempre, fazendo os melhores negócios, de passagem.
        Os ingênuos acreditam nisso. Tem sempre o álibi da boa fé. Bona fide. Se fé fosse garantia para alguma coisa nesse mundo.
        Talvez seja no outro, se houver.
        Será? Não boto a mão no fogo por ninguém.
        Mas certas atitudes, escolhas…deixam uma pulga atrás da orelha.
        O fato do PT ter criado a base, sob a forma de normas jurídicas e processuais, sobre a qual assentou-se a lavajato, é uma dessas atitudes, ou escolhas.
        Pode ser que Dilma achasse, no fundo de seu coração, que no PT não havia corrupção.
        E a prova maior seria justamente ter criado, ou tolerado a criação, dessas normas e procedimentos.
        Isso é colocar as coisas em termos muito simplórios, e, mesmo, ingênuos. Mas, para o fim de manter a argumentação, aceitemos essa premissa.
        Já se vê que tenho desculpas (pessoais, bem entendido), para Lula e Dilma.
        Mas…e o Almirante Othon?
        Não consigo vê-lo como corrupto, até mesmo pelo primarismo das acusações, pela forma canhestra como foram feitas.
        Mas aí, eu teria que classificá-lo como ingênuo. Admitir que não sabia exatamente o terreno geopolítico onde pisava, nem do caráter (ou falta de) dos negociadores do ramo onde estava atuando, e da própria natureza desse ramo.
        Mas isso vale para todos os ramos da atividade humana.
        Sinuca de bico. Preciso rever minhas crenças, livrar-me de idiossincrasias.
        Porque Lula, Dilma, e o Almirante, merecem meu respeito. Ainda que, especificamente em relação aos dois primeiros, eu tenha severas restrições, não quanto ao caráter de ambos, mas em relação a suas atuações.
        Abusaram da inocência, da ingenuidade?
        Não sei.
        É forçoso reconhecer que mesmo operadores plenamente conscientes da sujeira subjacente aos negócios humanos, não fariam melhor.
        Ou se veriam atrapados nas mesmas armadilhas. Até porque não há como driblar essas coisas.
        Dependendo da atitude que viessem a tomar, levariam o país à guerra civil, ou manteriam-no subordinado à dominação colonial de que nunca nos livramos.
        A segunda alternativa é recorrente em nossa história.
        Morre-se não de susto, bala, ou vício, mas de suicídio, deposição, e morte natural (sic). Me engana que eu gosto.
        Lula, Dilma, Othon.
        Heróis ou vítimas?
        Ou mais uns na lista de ingênuos, quixotescos, e quantos mais julgamentos houver.

        1. Milton

          29 de novembro de 2024 9:13 am

          Certeza apenas da morte e curiosidade sobre o após. Dúvidas aos montes e no caso dos três citados algumas tendências: Lula é um hábil coluna do meio, Dilma uma lutadora consciente e corajosa, Othon um técnico obstinado. Em comum os três tem a brasilidade como centro de suas ações. Ingênuos ou centrados em seus objetivos apesar de ? Não pretendo levá-los ao panteão mas os heróis não são ingênuos ?

          1. Moacir Rodrigues de Pontesss

            29 de novembro de 2024 7:17 pm

            Sim!… (testemunho de alguém que nunca foi herói). E por aqui também aparecem alguns que têm outras certezas, além da morte!

        2. AMBAR

          29 de novembro de 2024 2:24 pm

          Comentário primoroso.

        3. Douglas da Mata

          29 de novembro de 2024 8:34 pm

          Especulações nunca são inúteis, e talvez sejam mais importantes que a resposta em si.

          O fato é que não basta relativizar a postura de quem se coloca como epicentro da política nacional, e reivindica o poder que essa posição traz…

          Não me importo muito em definir subjetivamente o que Lula, Dilma, ou outro sejam, heróis, ingênuos ou Macunaíma.

          A questão é que esse pessoal teve tempo e rodagem de sobra para saber o que fazer e o que não fazer…

          É essa a questão…

          Se iriam ter o êxito desejado?

          Não sei.

          Mas eles sequer tentaram acertar…

          A carta aos brasileiros é a rendição de Lula…

          Como dizia Brizola, Lula é uma invenção de Golbery…

          Isso sempre me irritou, mas ele, afinal, estava completo de razão….

          1. Cidadão sem cidadania

            29 de novembro de 2024 9:36 pm

            Com certeza lula nao fez nada porque nao quis ou melhor fez o que manda, hoje está entregando o pré sal, ontem entregou o urânio pros chineses, a vida aqui na periferia está um desastre, se antes com a PM estava ruim, hoje com guarda municipalidade agindo como outra polícia ta uma merd…, quanto a Dilma começou a vender o pré-sal, fez o famigerado estatuto dos guardas, mudou as leis para Lava jato funcionar, ficou vendo tudo ser destruído e nao fez nada, essas pessoas que falam que Lula ta de maos6atadas vivem uma fantasia, imagino quando descobrirá real vão falar que Foram enganados.

      3. Sandra

        28 de novembro de 2024 11:20 pm

        A montagem desse quebra cabeça foi o departamento de justiça americano, que era o chefe da lava jato. Num mês só o miro visitou esse departamento 3 vê,es. O que esse juiz de merda foi fazer lá nos estados unidos…

      4. Andrea Godoy

        30 de novembro de 2024 6:59 am

        Não foi Lula quem vendeu a mina de urânio, ela já era de uma empresa privada.

  3. Ernesto

    28 de novembro de 2024 9:28 am

    Juiz com excesso de ego!? Certamente uma rara exceção no nosso judiciário…

  4. José de Almeida Bispo

    28 de novembro de 2024 11:37 am

    Eu suspeito que houve coisa muito pior que exibicionismo, tal o envolvimento da Globo, da Abril e do resto da mídia estrangeiro, vulgo “brasileira”.

  5. Nando Ribas

    28 de novembro de 2024 10:59 pm

    Amados, ESQUERDA E DIREITA são braços(MARIONETES) do PODRER financeiro GLOBALque controla ambos, o resto é UTOPIA !

  6. +almeida

    29 de novembro de 2024 10:14 am

    Othon Luiz Pinheiro da Silva e Luiz Carlos Cancellier de Olivo.
    Dois nomes de uma lista de injustiças e abusos de poder, que poderá ser muito maior do que imaginamos.
    Abusos que aconteciam livres, leves e soltos perante a contemplação e assistência de todo o Poder Judiciário, em especial dos tribunais superiores, com raras exceções de corajosos ministros.
    Dois exemplos que envergonham o judiciário, mas que nos mostram o pouco efeito produzido nos comportamentos, nas decisões e arrogância abusiva de parte significativa que compõem a alta cúpula desse poder.
    Nos últimos dois meses, seis magistrados foram presos pela acusação de venda de sentença. Será que ninguém, com poder e voz, irá se indignar com o que parece ser uma certeza de que a Alta Corte do Corporativismo Judiciário estará sempre a postos para livrar os seus, de qualquer enrascada não auspiciosa cometida?
    Será?

  7. Adelson lima

    29 de novembro de 2024 12:33 pm

    Nossos diplomados tem excesso de cérebro! Percebe-se por atitudes!

  8. Alvaro Augusto Ribeiro Costa

    29 de novembro de 2024 1:06 pm

    👍

  9. jura

    4 de dezembro de 2024 11:57 pm

    Não foi só a Lava Jato que afogou Othon, a Marinha também o atirou aos tubarões.

    Enquanto hoje desperdiçam dinheiro público – cadê o TCU?, economicidade e impessoalidade são dois princípios básicos constitucionais da administração pública – para fazer anúncio defendendo seus privilégios e chamando o povo de vagabundo, ficaram quietinhos deixando um juizeco semianalfabeto como eles destruírem um dos maiores cientistas do país.

    Nenhuma força militar do mundo permitiria que seu principal cientista fosse ameaçado dessa maneira impunemente. Se são tão valentes para matar e torturar civis, porque permitiram isso?

    Simples: por inveja do brilhantismo do almirante e por submissão aos interesses estrangeiros. As forças armadas brasileiras foram forjadas no colonialismo, e não nas guerras de libertação. Permanecem fiéis aos colonizadores até hoje. São forças de domínio colonial e não de independência e soberania.

    A doutrina do combate ao inimigo interno – tese mequetrefe do general kid preto – é mera decorrência disso.

    Othon foi professor de engenharia naval na Poli e alguns alunos seus também foram réus da Lava Jato.

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