10 de junho de 2026

Melhora da economia nos EUA não chega à população

Por mais que métricas mostrem crescimento, custo de vida segue elevado e a mudança tecnológica aumentou as incertezas
Foto de Mathieu Turle na Unsplash

Quase todas as métricas econômicas nos Estados Unidos mostram que as coisas estão melhorando para a população, mas essa melhora não chega a uma parte importante da população.

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“Mesmo que os dados mostrem alguma melhora, há muitos milhões apenas sobrevivendo. Os custos com moradia, assistência médica e seguro estão esmagadores. Algumas comunidades perderam empregos que não estão voltando”, explica a economista Allison Schrager, em artigo publicado na Bloomberg.

“Continua difícil se firmar na economia. A inflação continua sendo um risco. A mudança tecnológica tornou a vida e o sustento das pessoas ainda mais incertos”, ressalta.

Diante desse cenário, a articulista reitera a necessidade de que ocorram algumas mudanças, mas que o comércio não era o problema – e nem mesmo a sua restrição.

Mais tecnologia, menos empregos

Existe um consenso crescente nos Estados Unidos em torno do impacto do livre comércio: embora tenha apoio quase universal, houve uma piora considerável na vida de muitas pessoas

Dados mostram que o comércio com a China é responsável por 10% dos empregos perdidos na indústria norte-americana entre 1999 e 2011, mas foi a automação a principal responsável pela perda de empregos.

“A manufatura se tornou mais tecnológica, exigindo menos trabalhadores com mais habilidades. O resultado é maior produtividade, bem como padrões de vida (…)”, diz Allison Schrager. “O problema é que os novos empregos estão em lugares ou indústrias diferentes, e muitas vezes não é possível para as pessoas se mudarem ou trocarem de emprego”.

Sobre o comércio com a China, a articulista ressalta que existem muitas questões legítimas a serem debatidas, mas a solução não é limitar o comércio ou reviver a manufatura de baixa qualificação nos Estados Unidos, mas sim “diversificar o comércio para outros países, talvez com algumas tarifas direcionadas”.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Rui Ribeiro

    12 de dezembro de 2024 10:13 pm

    O fato da plutocracia não permitir ao Trump convidar o seu amigo pessoal Putin para a sua posse é um indicativo de que o Trump não vai entregar nem um quarto do que prometeu. Olhe lá se entregar um quinto. Será carta fora do baralho em pouco tempo.

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