4 de junho de 2026

Scholz perde voto de confiança e eleições devem ser antecipadas na Alemanha

Cabe ao presidente decidir sobre a dissolução ou não do Bundestag; sondagens apontam possível mudança para a direita
Olaf Scholz, primeiro-ministro da Alemanha. Foto: Wikipedia

Os deputados da Alemanha decidiram derrubar a moção de confiança ao governo do primeiro-ministro Olaf Scholz, o que pode abrir caminho para antecipação das eleições legislativas no país.

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Realizada a pedido do próprio chanceler, a votação acabou com 394 votos contrários à moção de confiança, 207 a favor e 116 abstenções. Agora, cabe ao presidente Frank-Walter Steinmeier a dissolução, ou não, do Bundestag.

Segundo a Euronews, tudo indica que o presidente alemão irá dissolver o parlamento do país, algo que chegou inclusive a ser sugerido por Scholz, o que abre caminho para a antecipação das eleições legislativas no próximo ano – as legislativas estão agendadas para o dia 23 de fevereiro.

A votação foi realizada por conta do fim da chamada “coligação semáforo” de Scholz, que entrou em colapso a 6 de novembro, após a demissão do ministro das Finanças e líder do FDP, Christian Lindner.

As sondagens eleitorais mostram que o partido de Scholz, o Partido Social-Democrata da Alemanha, está bem atrás do principal bloco da oposição, o União Democrata-Cristã (CDU), que lidera as intenções de voto.

O partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD), que tem apresentado resultados favoráveis nas sondagens eleitorais, chegou a escolher uma candidata para a disputa do cargo de chanceler, mas tudo indica que não tem grandes chances de assumir o posto pela recusa dos outros partidos a trabalhar com a sigla.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. grevista

    16 de dezembro de 2024 5:29 pm

    Para fazer o que fez, nem deveria ter assumido o cargo. Era melhor que Merkel continuasse. A Alemanha é um país ocupado militarmente pelos EUA, que não tem política própria de defesa, de política externa. Faz só e somente o que os EUA deixam e mandam. Scholz foi um dos chanceleres mais servis aos interesses estadunidenses, certamente o mais servil desde a reunificação.

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