Os deputados da Alemanha decidiram derrubar a moção de confiança ao governo do primeiro-ministro Olaf Scholz, o que pode abrir caminho para antecipação das eleições legislativas no país.
Realizada a pedido do próprio chanceler, a votação acabou com 394 votos contrários à moção de confiança, 207 a favor e 116 abstenções. Agora, cabe ao presidente Frank-Walter Steinmeier a dissolução, ou não, do Bundestag.
Segundo a Euronews, tudo indica que o presidente alemão irá dissolver o parlamento do país, algo que chegou inclusive a ser sugerido por Scholz, o que abre caminho para a antecipação das eleições legislativas no próximo ano – as legislativas estão agendadas para o dia 23 de fevereiro.
A votação foi realizada por conta do fim da chamada “coligação semáforo” de Scholz, que entrou em colapso a 6 de novembro, após a demissão do ministro das Finanças e líder do FDP, Christian Lindner.
As sondagens eleitorais mostram que o partido de Scholz, o Partido Social-Democrata da Alemanha, está bem atrás do principal bloco da oposição, o União Democrata-Cristã (CDU), que lidera as intenções de voto.
O partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD), que tem apresentado resultados favoráveis nas sondagens eleitorais, chegou a escolher uma candidata para a disputa do cargo de chanceler, mas tudo indica que não tem grandes chances de assumir o posto pela recusa dos outros partidos a trabalhar com a sigla.
grevista
16 de dezembro de 2024 5:29 pmPara fazer o que fez, nem deveria ter assumido o cargo. Era melhor que Merkel continuasse. A Alemanha é um país ocupado militarmente pelos EUA, que não tem política própria de defesa, de política externa. Faz só e somente o que os EUA deixam e mandam. Scholz foi um dos chanceleres mais servis aos interesses estadunidenses, certamente o mais servil desde a reunificação.