21 de maio de 2026

Em esforço conjunto, Congresso tenta aprovar pacote fiscal do governo Lula

Senado poderá abrir votação até sábado. Câmara aplica desconto nos salários dos deputados que não votarem.
Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, garantiu a celeridade da votação do pacote de corte de gastos - Foto: Pedro França/Agência Senado

O Congresso faz um esforço conjunto para aprovar as reformas do governo Lula até este final de semana. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, agendou para as 18h desta quinta-feira o início da votação dos projetos de corte de gastos e pacote fiscal, e já anunciou que poderá convocar os parlamentares para votarem nesta sexta e até no sábado.

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Até a tarde desta quinta (19), o Senado tinha em mãos apenas um dos três projetos do pacote enviados pelo governo Lula. Os outros dois ainda estavam tramitando na Câmara dos Deputados.

Mesmo com apenas um deles, o Senado irá começar a votação do Projeto de Lei que cria reforços para o arcabouço fiscal na noite desta quinta. Trata-se de restrições impostas a emendas parlamentares. Na Câmara, os deputados eliminaram algumas das restrições.

O texto que chegou ao Senado limita o contigenciamento e bloqueio de emendas parlamentares à somente as do formato “não impositivas”, e não as individuais e de bancada. Ambas últimas significavam um peso de R$ 39,3 bilhões.

Já na Câmara ainda está em votação a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que traz mudanças no abono salarial e no Fundeb, fiscalização dos “supersalários” e ajustes orçamentários em subsídios e subvenções.

A PEC foi aprovada em primeiro turno, na tarde de hoje, e precisa ser votada novamente em segundo turno. Para isso, são necessários 308 votos favoráveis, além da votação de destaques, que ainda podem alterar a matéria.

Por fim, ainda precisa da aprovação dos deputados o projeto de lei que limita o crescimento real do salário mínimo ao arcabouço fiscal, de 2,5% ao ano, e as mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Além do anúncio de Pacheco de que está disposto a abrir sessão de votação no sábado (21), o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), também autorizou a votação remota das pautas em Plenário e pressionou a participação dos deputados, com desconto no salário dos parlamentares que não votarem hoje.

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Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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