Enviado por jns
O Google desdenhava da prática e agora investe pesado para influenciar e defender os seus interesses corporativos em Washington, DC.

O Presidente Executivo do Google, Eric Schmidt, testemunha perante um subcomitê antitruste do Judiciário do Senado em setembro de 2011. (Chip Somodevilla / Getty Images)
O Google, dono de um fraco lobby no passado, chegou para dominar um novo método operacional dos tempos modernos em Washington, onde os gastos com o lobby tradicional rivalizam com outras formas menos visíveis usadas para exercer influência.
Esse sistema inclui o financiamento de pesquisas favoráveis em universidades e centros de pesquisa, o investimento em grupos de defesa sem fins lucrativos em todo o espectro político e o financiamento de coalizões proativas em negócios expressos como projetos de interesse público.
A ascensão do Google como um forte jogador em Washington capta o arco de mudança total no trato do seu negócio na área de influência.
Divulgações voluntárias
Com o dobro do número de grupos financiados há quatro anos, o Google dá dinheiro para quase 140 organizações de defesa, grupos de negócios e de reflexão, de de acordo com uma análise dos posts de divulgações voluntárias que, como muitas empresas, não revela o tamanho de suas doações.
O gráfico abaixo mostra a evolução das doações do Google para comitês de ações políticas nos últimos anos em comparação com as contribuições de outras empresas de tecnologia e Internet.

Os maiores aportes financeiros foram, pela ordem: Microsoft, Google (linha vermelha), Hewlett-Packard, Intel, Oracle, Cisco/CSC, eBay e Amazon.
Neste verão, o Google irá se instalar em um novo escritório em Capitol Hill, dobrando o seu espaço Washington para 55.000 metros quadrados – quase o tamanho da Casa Branca.
A presença na capital americana, cada vez mais fortalecida, corresponde às suas necessidades e ambições expandidas para rechaçar uma série de ameaças dos poderes executivos, legislativos e órgãos reguladores de atividades e desafios relacionados que são bem financiados por seus rivais corporativos.
“As questões tecnológicas são um grande – e crescente – parte dos debates políticos em Washington e é importante para nós, sermos parte dessa discussão”, disse Susan Molinari, um ex-congressista republicano de Nova York, que atua como principal lobista do Google. “Nosso objetivo é ajudar os formuladores de políticas entenderem o negócio do Google e o trabalho que fazemos para manter a Internet aberta e estimular as oportunidades econômicas.”
Molinari acrescentou: “Nós apoiamos várias associações e outros agentes em todo o espectro político que nos ajudam a transmitir a mensagem – mesmo se, eventualmente, nós não concordamos com eles em 100 por cento das questões.”
O lobby é necessário
O críticos do Google afirmam que o seu investimento efetivamente transferiu a discussão nacional sobre a Internet para longe das questões políticas que poderiam afetar as práticas de negócios da empresa. “Os grupos que normalmente poderiam desafiar as políticas e as práticas de uma grande corporação passaram a mexer com o fogo”.
“A influência da Google em Washington esfriou e venceu um debate político necessário sobre o impacto da maior empresa da Internet sobre o futuro da própria Internet”, disse Marc Rotenberg, professor de Direito da Universidade de Georgetown que dirige o Electronic Privacy Information Center.

Desde a sua primeira incursão em 2003, o Google se tornou o quarto maior financiador corporativo em lobbyng nos EUA.
Alguns especialistas com laços profundos com a empresa concordam que o tática de lobby agressivo do Google foi uma concessão necessária para a realidade de Washington.
“Eu não culpo o Google por jogar esse jogo em que grandes empresas usam o dinheiro para comprar advogados e aliados”, disse Andrew McLaughlin, que foi o primeiro diretor de política pública global do Google, em Washington. “Considerando-se o que a empresa é hoje, o seu dever fiduciário com os acionistas e a maneira como Washington funciona; este é um procedimento racional.”
Adam Kovacevich, membro da equipe de política do Google, sublinhou o interesse da empresa na construção de novas alianças: “Uma das coisas que temos reconhecido é que nenhuma empresa pode fazer nada em Washington sem parcerias de ambos os lados do corredor político”.
“Eu acho que é mais uma lição a ser aprendida por novas empresas que vêm para Washington: não colocar todas os ovos na mesma cesta”, disse Lee Carosi Dunn, um dos vários ex-assessores de alto nível do senador John McCain pelo Arizona.
Painel sobre o generoso ‘suporte do Goolge’
http://www.google.com/publicpolicy/transparency.html
Matéria original publicada no Washington Post
http://www.washingtonpost.com/politics/how-google-is-transforming-power-…
jns
14 de abril de 2014 7:34 pmA Conexão Total pela Internet
O Projeto Loon do Google promete conectar todas as pessoas do mundo em 2020
[video:http://youtu.be/BK0-e37ra-g%5D
“Em menos de uma década, teremos toda a população do mundo conectada”, é o que declara Marco Bebiano, diretor de desenvolvimento de agências do Google Brasil, em uma apresentação no MaxiMídia 2013. Com essa afirmação, o executivo mostra um projeto chamado Loon, que objetiva atingir sete bilhões de pessoas em dez anos.
A estratégia do projeto é utilizar balões que levam Internet para os lugares mais remotos. Assim, todos no mundo teriam acesso à rede e a frase “todos conectados” realmente faria sentido. Segundo o diretor, será a mudança mais rápida que o ser humano já teve. “Hoje, se você tiver menos de 40 anos e estiver acordado, está conectado”, declara Bebiano.
Segundo Bebiano, os novos canais de distribuição promovem uma experiência muito mais imersiva por parte do espectador. O que ocorre é uma experiência always on (sempre conectado), com a comunicação acontecendo 24 horas por dia. “Espero encontrar a minha marca aonde, como e quando eu quiser”, comenta.
Marco Bebiano, diretor de desenvolvimento de agências do Google Brasil
Convidado para falar sobre sua experiência em criação de vídeos para o Youtube, Iberê Thenório, idealizador do Manual do Mundo, fala que as pessoas se interessam em fazer parte da produção. “Quando alguém comenta, compartilha ou curte o vídeo, essa pessoa se torna um pouco dona desse trabalho”, ilustra. De acordo com o youtuber, como ele se chama, os vídeos antigos continuam gerando audiência em seu canal.
Thenório é jornalista e fala que antes ele pensava na propaganda como uma intrusa, porém hoje vê que ela pode fazer parte dos seus trabalhos. “Me inquietou muito pensar que propagandas poderiam entrar nos vídeos. Agora acredito que ela se pode se casar muito bem com o público”, comenta.
O diretor do Google Brasil finaliza a palestra com um dado inquietante: 47% das pessoas que compraram uma marca não estavam no target da empresa. Segundo ele, um vídeo viral não constrói uma marca, porque é necessário usar um conjunto de ações para isso.
http://www.maximidia.com.br/cobertura/2013/maximidia/noticias/Teremos-se…
***
A tecnologia, a antena instalada nos balões e o lançamento experimental na Nova Zelândia
[video:http://youtu.be/mcw6j-QWGMo%5D
[video:http://youtu.be/gpu0VZFKm5U%5D
[video:http://youtu.be/LNCFc00oejE%5D
Alan Souza
14 de abril de 2014 8:46 pmHouse of Cards
Quem quiser saber como operam os lobbies e lobistas nos EUA, assista o seriado House of Cards. É a mais perfeita tradução da política, com toda a sujeira de suas entranhas!
Motta Araujo
14 de abril de 2014 9:27 pmO lobby é PERFEITAMENTE LEGAL
O lobby é PERFEITAMENTE LEGAL nos EUA, é um setor que existe há mais de cem anos, a maior firma de lobby de Washington, Patton Boggs, emprega 700 pessoas e fatura 440 milhões de dolares por ano., os contratos são publicos e registrados no Departamento de Justiça, é MUITO MAIS LIMPO do que nosso sistema de mal preta sem recibo, jatinhos, etc.
Fabiano K
14 de abril de 2014 10:55 pmLobby nos EUA
O modelo de lobby utilizado nos EUA é corrupção legalizada, tipo se você não pode vence-lôs una-se a eles. Bem, esperar o que de uma democracia presidencialista onde o presidente é eleito por colégio eleitoral, de forma indireta. Quem acha este modelo de poder na arena política algo positivo não pode falar nada de jatinhos e favores.
Ivan de Union
14 de abril de 2014 11:36 pm“emprega 700 pessoas e fatura
“emprega 700 pessoas e fatura 440 milhões de dolares por ano., (…) MUITO MAIS LIMPO do que nosso sistema de mal preta sem recibo, jatinhos, etc”:
Voce pode reclamar de “recibos e jatinhos” DEPOIS de explicar a conta de 440 milhoes dividido por 700 pessoas.
Nem um segundo antes.
O income desse pessoal eh mais alto do que 99.9 da populacao mundial: NAO, Andre, eles NAO SAO trairas de nascenca, eh so impressaozinha.
Nao ta enxergando que eles sao parte do governo norte americano? E que magicamente se tornaram parte do governo norte americano exatamente por serem trairas em serie?
Jurandir Paulo
15 de abril de 2014 1:25 amComparações
O lobby é tão legal nos EUA quanto no Brasil. A diferença, pouca, é que a mala preta de lá é maior e os jatinhos são mais potentes e modernos, apenas.
Motta Araujo
15 de abril de 2014 2:12 amNada a ver. O lobby nunca foi
Nada a ver. O lobby nunca foi legal no Brasil e tampouco faz parte de nossa historia e cultura politica a operação de firmas legalizadas de lobby. Nos EUA simplesmente não há necessidade de mala preta no mundo politico , tudo pode ser pago contra recibo, porque alguem se arriscaria? O lobby não é dar dinheiro, é algo muito mais complexo., em Washinton emprega 150.000 pessoas.