4 de junho de 2026

Preços da indústria sobem pelo décimo mês consecutivo

Alimentos, metalurgia, setor extrativo e refino de petróleo e biocombustíveis levaram indicador a subir 1,23% em novembro, segundo IBGE
Foto de Kateryna Babaieva via pexels.com

Os preços da indústria nacional avançaram pela décima vez seguida, com ganho de 1,23% no mês de novembro frente o visto em outubro, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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Desta forma, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) acumula alta de 7,59% em 12 meses, o maior resultado desde setembro de 2022 (9,84%), enquanto o acumulado no ano ficou em 7,81%. Em novembro de 2023, a taxa mensal havia sido de -0,34%.

Apenas no mês de novembro, 18 das 24 atividades industriais pesquisadas apresentaram variações positivas de preço quando comparadas ao mês anterior, acompanhando a variação do índice na indústria geral. Em outubro do ano passado, 15 atividades haviam apresentado maiores preços médios em relação a setembro.

As atividades industriais responsáveis pelas maiores influências no resultado de novembro foram alimentos (0,53 ponto percentual), metalurgia (0,24 p.p.), indústrias extrativas (0,09 p.p.) e refino de petróleo e biocombustíveis (0,09 p.p.).

Em termos de variação, metalurgia (3,62%), outros equipamentos de transporte (2,74%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (2,56%) e fumo (2,41%) foram os destaques em novembro.

Impacto da alta dos alimentos

Segundo o IBGE, o setor de alimentos (2,09%) mostrou variação positiva pelo oitavo mês seguido, ficando atrás, no período, apenas daquela registrada em setembro (3,60%). O acumulado no ano está em 11,85%, revertendo a perda de -3,03% vista em novembro de 2023.

Em relação à variação acumulada em 12 meses, o resultado de 12,12% em novembro de 2024 foi o maior registrado desde agosto de 2022 (12,72%). Dentre as 24 atividades analisadas pela pesquisa, a atividade de alimentos foi a de maior influência nos três indicadores citados.

Alexandre Brandão, gerente do IPP, explica que o aumento dos preços dos alimentos é afetado por uma série de fatores, como a desvalorização de quase 19% do real no acumulado do ano e em 12 meses, além da quebra de produção de café no Vietnã e o aquecimento da demanda por conta da melhora no mercado de trabalho.

No caso da metalurgia (3,62%), o setor voltou a apresentar um comportamento positivo, décimo resultado positivo seguido puxado pelo segmento de metais não ferrosos. Fatores como a depreciação do real e o aquecimento do mercado internacional puxaram os resultados.

De outubro para novembro, a variação de preços do setor foi a mais intensa entre todas as pesquisadas e, em termos de influência, ficou na segunda posição (0,24 p.p.) nos três indicadores calculados.

Em terceiro lugar no ranking de influências em novembro de 2024, o setor de indústrias extrativas (0,09 p.p.) apresentou variação positiva de preços nesse mês (1,99%), dando sequência ao resultado positivo verificado em outubro (7,84%). Na comparação em 12 meses, o resultado voltou ao campo positivo (2,09%), após dois meses com resultados negativos (-9,22% em setembro e -6,99% em outubro).

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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