16 de junho de 2026

Decreto de Trump contra cidadania por nascença mobiliza brasileiros na Justiça

A nova medida pode impactar milhares de brasileiros que vivem em situação migratória irregular no país
Foto: Flickr/Michael Vadon

O decreto que propõe acabar com a cidadania de filhos de imigrantes nascidos nos Estados Unidos, agora, também enfrenta rejeição da comunidade brasileira, que recorreu à Justiça para protestar contra a medida.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Um dos processos, segundo o jornalista Jamil Chade, foi aberto em Boston. Na cidade, porém, já tramitam diversas ações contra as políticas implementadas nos primeiros dias do governo de Donald Trump.

A violação à 14ª Emenda da Constituição

A nova medida pode impactar milhares de brasileiros que vivem em situação migratória irregular no país e motivou uma ação coletiva assinada por 22 estados norte-americanos.

Assinada por Trump na noite de sua posse, a ordem executiva pretende alterar a 14ª Emenda da Constituição, que há mais de 150 anos garante a cidadania a todos os nascidos em solo americano. Estima-se que a mudança afetaria cerca de 150 mil crianças por ano.

Juristas de estados democratas argumentam que o presidente não tem poder para reescrever a Constituição. Já entidades ouvidas pelo UOL alertam que, além de inconstitucional, o decreto traria consequências devastadoras para as famílias. “Não ficaremos de braços cruzados enquanto nossos filhos são visados e seus direitos e dignidade são apagados”, manifestou Gladys Vega, diretora executiva da La Colaborativa.

Desde o início de sua gestão, em 20 de janeiro, Trump tem promovido ações autoritárias, com impactos diretos sobre minorias. Entre elas, estão propostas que excluem mulheres, negros e pessoas com deficiência de cargos e programas federais.

De acordo com o jurista Pedro Serrano, “É necessário superar o calor do momento para analisar, com calma, se restará alguma democracia constitucional real nos EUA após esses eventos, ou se tudo não passará de um tufão ‘cheio de som e fúria que nada significa‘”, disse, em publicação no X.

Leia também:

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Aristóteles Cardona

    23 de janeiro de 2025 1:05 pm

    Sr redator, só pelo simples fato de se ter dinheiro, obriga-se o sujeito a levar um filho a nascer em outro país. É a tal da meritocracia?
    Já nasceu melhor que outros?

  2. AMBAR

    23 de janeiro de 2025 4:56 pm

    Tenho parentes deslumbrados por todos os “zestados zunidos”. Crentes, em sua maioria, defendem a pátria alheia como defendem o reino de israel. Uma gracinha. Trabalhando no meio do gelo, limpando a casa alheia, mas montando o próprio negocinho e mais tarde tendo filhinhos. Um orgulho (pra eles). Não raro tenho lhes dito que um imigrante é sempre um imigrante e que um dia terão que voltar, quer queiram, quer não. Idem aos que estão ralando na Irlanda, Portugal e Inglaterra. O que fazer se não preparar um cantinho por aqui para os distraidos? O mundo sabe que “brasileiro não é gente”. Não nos iludamos.

Recomendados para você

Recomendados