14 de junho de 2026

Trump acabará com cargos de minorias do governo contratados para reduzir desigualdades

Trump irá afastar mulheres, negros e pessoas com deficiência do governo contratados para reduzir desigualdades
Foto: Pari Dukovic/National Portrait Gallery, Smithsonian Institution em 2019

O novo presidente Donald Trump irá afastar mulheres, negros e pessoas com deficiência de cargos de programas federais, a partir de hoje. O afastamento ocorrerá por meio de licença remunerada.

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A medida ocorre porque Trump determinou o fim da força de trabalho de programas criados dentro das agências do governo com o objetivo de promover a diversidade, a equidade e a inclusão. Por consequência, os funcionários contratados para este fim serão afastados.

A contratação destes servidores ocorreu em meio às políticas do governo Biden de exigir que as agências federais do governo adotassem planos de contratação e promoção que assegurassem a diversidade e a inclusão, ou seja, de mulheres, negros e pessoas com deficiência.

Entre as ordens tomadas em seu primeiro dia de governo, Trump assinou a que estabelece “Acabar com programas e preferências governamentais radicais e de desperdício” [acesse aqui] e caracterizou os programas de diversidade do governo Biden, os chamados “DEI (Diversidade, Equidade e Inclusão)”, como “discriminatórios”.

“Esses programas dividiram os americanos por raça, desperdiçaram o dinheiro dos contribuintes e resultaram em discriminação vergonhosa”, escreveu o Escritório de Gestão de Pessoal dos Estados Unidos, em comunicado enviado às agências federais como sugestão do que deve ser escrito por e-mail no afastamento destes funcionários.

O Escritório determinou que todas as agências federais dos EUA têm até o meio dia desta quinta-feira (23) para reportar ao governo como cumpriram a determinação e até o dia 31 de janeiro para enviar um plano para “reduzir a força de trabalho dos programas DEI”.

Além da esfera pública, o novo presidente vem pressionando as empresas a adotarem a mesma política de não beneficiar mulheres, negros e pessoas com deficiência.

Para isso, determinou que o Departamento de Justiça dos EUA elabore recomendações para suspender programas voltados às minorias históricas dentro do setor privado e entidades educacionais que recebem fundos federais. Empresas como Walmart e Facebook já reverteram suas políticas ligadas às minorias.

Com informações da NPR, Reuters e da Casa Branca.

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Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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4 Comentários
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  1. Antonio Uchoa Neto

    22 de janeiro de 2025 3:52 pm

    Esse é o modus operandi desse neofascismo algoritmico que está se apossando dos corações e mentes do mundo, e que a ‘esquerda’ e os ‘progressistas’ não conseguem entender: eles estão invertendo os sinais. O positivo está sendo tomado como o negativo, e vice-versa. Assim, eles discriminam, mas acusam os outros de serem discriminadores; eles estão adotando políticas que eliminarão empregos, e acusam os governos de esquerda e progressistas de estarem acabando com postos de trabalho. Eles estão alimentando as big techs para se imiscuir na vida de todos os cidadãos do planeta, e acusam os outros de estarem acabando com a liberdade das pessoas. Ou seja, não discriminar, para eles, não é criar meios e modos para inserir as pessoas na sociedade, e sim notar sua existência e necessidades especiais e tratá-las de forma diferenciada. Afinal, a meritocracia nos iguala a todos, dependendo de nossas capacidades; se não nos é dada a oportunidade igual ou equivalente de inserção na sociedade, dane-se! O importante é que todos sejamos iguais, e que subamos na vida por nossos próprios méritos, mesmo quando não se dá nenhuma chance ou oportunidade de alcançarmos isso.
    Veja-se aí, a título de comparação, a grande falácia da retórica neoliberal, que ninguém combate: a ilusão de que regimes socialistas tem como objetivo tornar todos iguais, e nunca o fazem, senão para si mesmos, ou seja, os dirigentes. Comunismo, ou socialismo, nunca tiveram isso como objetivo. A frase mais famosa de Marx, “de cada um segundo sua capacidade, a cada um segundo sua necessidade”, é o atestado formal de que as sociedades jamais serão compostas por seres iguais, e que sempre haverá os mais e os menos capacitados, e os mais e os menos necessitados; o que esses regimes pregam é, apenas e tão somente, acabar com a exploração do trabalho humano, e a apropriação de valores excedentes gerados por essa exploração. E como todos os regimes autodenominados comunistas e socialistas, até hoje, não alcançaram sucesso nisso, tome de ‘vá para Cuba, vá para Venezuela’. E esse suposto fracasso é o atestado de que o socialismo jamais poderá ser alcançado. A miséria e a pobreza, e a exploração, produzidos pelo Capitalismo, é simplesmente varrida para baixo do tapete.
    Assim, esses regimes de esquerda, ou progressistas, é que enganam as pessoas, prometendo “igualdade”, e os neofascistas são aqueles que trazem a prosperidade e igualdade.
    Eles estão explorando esses silogismos calhordas desde Mussolini (pelo menos, pois este falava ao povo diretamente), e as pessoas, por ignorância ou aversão a raciocínios mais complexos, aceitam essa mixórdia como a verdade absoluta (os tais ‘recortes de realidade’), e exploram também os estigmas que eles mesmos criaram – comunista, esquerdista, etc. – como a senha com as quais discriminam e atacam todos os que tentam desmascará-los. Esta é a guerra de comunicação que está sendo perdida.

    1. Rui Ribeiro

      23 de janeiro de 2025 10:21 am

      O Lema dos Neofascistas é:

      “GUERRA É PAZ
      LIBERDADE É ESCRAVIDÃO
      IGNORÂNCIA É FORÇA”.

      Esse mundinho tá cada vez mais distópico, principalmente nestes Tristes Trópicos.

  2. Rui Ribeiro

    23 de janeiro de 2025 10:30 am

    De acordo com o idiota Mussa, o fim dos programas de diversidade, equidade e inclusão fará a sociedade americana mais meritocrática. Tomar o Canal do Panamá, o Golfo do México e a Groenlândia na cara dura são atos meritocráticos. Os EUA são uma nação de cegos, guiada por idiotas.

  3. +almeida

    23 de janeiro de 2025 8:16 pm

    Trump começa a ditar sob a força do seu poder presidencial. Em forma de marketing
    intimidador e totalitário, ele inicia a tática de pressionar com a alavanca do poder absoluto e autoritário.
    Ele repete o show de seu último governo, ou seja, começa provocando, tripudiando e batendo se deliciando com covardia da tragédia planejada com a faca nos dentes.
    Creio que o atual mandato será o fim do poder político e da sua carreira política.

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