10 de junho de 2026

Corte dos EUA aos programas de AIDS/HIV é “ameaça global”, afirma OMS

Mais de 30 milhões de vidas por todo o mundo correm risco, por dependerem das  terapias antirretrovirais essenciais

Após a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de cortar a verba destinada aos programas de HIV, a OMS (Organização Mundial da Saúde), falou sobre o assunto e afirmou que isso pode representar uma “ameaça global”.

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Os programas de cuidado contra o vírus beneficiam principalmente as pessoas de média e baixa renda, podendo ser nativos de qualquer país, inclusive do Brasil.

Em uma nota oficial, a OMS declarou que esta alteração afeta diretamente diversas iniciativas, incluindo o Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para o Alívio da AIDS (PEPFAR, na sigla em inglês), por isso, mais de 30 milhões de vidas por todo o mundo correm risco, por dependerem das  terapias antirretrovirais essenciais.

“Essas medidas, se prolongadas, podem levar ao aumento de novas infecções e mortes, revertendo décadas de progresso e possivelmente levando o mundo de volta aos anos 1980 e 1990, quando milhões morreram de HIV a cada ano, incluindo muitos nos Estados Unidos”, afirmou a organização.

Além do corte no financiamento, Trump também decretou que todos os países com que o PEPFAR trabalha (mais de 50) estão proibidos de distribuir medicamentos contra o HIV, mesmo que haja estoque disponível, já que os mesmos foram adquiridos com a ajuda dos EUA. Devido a isso, foram constatados fechamentos de clínicas especializadas e até a suspensão de atendimentos em países da África.

“Pedimos ao governo dos Estados Unidos que conceda isenções adicionais para garantir a entrega de tratamento e cuidados essenciais para o HIV”, acrescentou a OMS.

Na África do Sul, os serviços oferecidos por ONGs foram suspensos, por conta do corte. Já na Nigéria, estima-se que a perda de US$390 milhões anuais (aproximadamente R$1,9 bilhão) afetará os serviços de saúde, segundo informações do G1.

O PEPFAR também prestava auxílio ao Brasil, que financiou serviços para o acesso aos autotestes em diversas capitais do país, além de também colaborar com outras instituições como a Fiocruz, a fim de realizar projetos de conscientização e prevenção.

“O PEPFAR trabalha em mais de 50 países ao redor do mundo. Nas últimas duas décadas, o financiamento do PEPFAR salvou mais de 26 milhões de vidas. Atualmente, o PEPFAR fornece tratamento para o HIV a mais de 20 milhões de pessoas que vivem com HIV em todo o mundo, incluindo 566.000 crianças com menos de 15 anos de idade”, disse a OMS.

Veja a nota oficial completa.

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Milleny Ferreira

Milleny Ferreira é estudante de jornalismo, repórter no Jornal GGN e produtora na TV GGN.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
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  1. AMBAR

    29 de janeiro de 2025 3:08 pm

    “Além do corte no financiamento, Trump também decretou que todos os países com que o PEPFAR trabalha (mais de 50) estão proibidos de distribuir medicamentos contra o HIV, mesmo que haja estoque disponível, já que os mesmos foram adquiridos com a ajuda dos EUA. Devido a isso, foram constatados fechamentos de clínicas especializadas e até a suspensão de atendimentos em países da África.”
    Se foi isso mesmo que eu li, e se há verdade nisso, não se tratará de puro e simples genocídio? Er, proibir a distribuição de medicamentos para doença mortal mesmo que haja estoque? Bom, que se retornem os tais medicamentos ao Trump para que ele faça bom proveito. Pode ser que venha a precisar para ele.

  2. Moacir Rodrigues de Pontesss

    30 de janeiro de 2025 8:18 pm

    Espera-se que cientistas, ONGs e autoridades sanitárias estadunidenses e mundiais reajam adequadamente. Talvez até o próprio Trump espere por isso.

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