13 de junho de 2026

Netanyahu viaja aos EUA para discutir Gaza; países árabes rejeitam ‘limpeza’

Presidentes abordarão conflito com o Hamas na terça-feira (4), enquanto países árabes fazem apelo para a rápida reconstrução do território palestino

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, viajará aos Estados Unidos para encontrar o presidente Donald Trump na próxima terça-feira (4), a fim de discutir a questão do Hamas, além do cessar-fogo e a liberação de reféns. 

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A reunião foi confirmada no último sábado (1°), após a liberação dos israelenses  Yarden Bibas, Ofer Kalderon e Keith Siegel.

Também no sábado, a Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes, Jordânia e Catar, em reunião com a Autoridade Palestina e a Liga Árabe, refutaram a proposta de Trump sobre retirar os palestinos da Faixa de Gaza, transferindo-os pontualmente ou permanentemente para o Egito e Jordânia. 

Os chefes dos países árabes entendem que a solução proposta pelo presidente norte-americano ameaça a estabilidade na região, a partir de mais conflitos que colocariam em risco perspectivas de paz e coexistência entre os povos. 

Os líderes dos países refutaram ainda a demolição de casas, anexação de terras, retirada de propriedade dessas terras e medidas de desenraizamento dos palestinos.

Como alternativa, apelaram à comunidade internacional esforços para reconstruir integralmente a área, a fim de garantir que os palestinos continuem em suas terras. 

Entenda o caso

Em 25 de janeiro, Trump defendeu “uma limpeza” na Faixa de Gaza e a transferência de palestinos para países vizinhos, tendo em vista que  o território foi transformado em um local de demolição, onde as pessoas estão morrendo. 

Por isso, seria melhor se envolver com outras nações árabes, a fim de construir moradias em outro local, onde os palestinos poderiam viver em paz. “Estamos falando de um milhão e meio de pessoas, e nós apenas limpamos tudo isso.”

Para viabilizar o plano, o presidente norte-americano acionou o o rei Abdullah da Jordânia e o presidente egípcio Abdel Fattah al-Sisi.

Apesar de demonstrar uma “aparente preocupação” com a vida dos palestinos, Trump anunciou a liberação de duas mil bombas a Israel, anteriormente vetadas por Biden devido à capacidade de danificar concreto e metal espessos. 

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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2 Comentários
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  1. MARTHA MASSAKO TANIZAKI

    2 de fevereiro de 2025 10:06 pm

    Essa resolução de paz está muito mal explicada!! Paz não pode ser apenas troca de prisioneiros afinal o território foi arrasado e um genocidio foi cometido. Isso implica em: quem vai reconstruir esse território e o mais importante:será constituído algum tribunal internacional para julgar esse genocidio. Se não for tomadas essas providências não houve tratado de paz mas apenas um teatro é logo a luta vai recomeçar com aumento de vantagem para os sionistas

  2. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    3 de fevereiro de 2025 7:42 am

    Será que além de conversar com Trump ele vai conversar com alguns dos oligarcas sionistas que controlam o império? Ou aconversa vai ficar só a nível da capatazia?

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