19 de junho de 2026

Cidadãos vão elaborar requisitos para a mineração de terras raras em Caldas

A organização já tem um documento-base, resultado de consultas e reuniões anteriores, mas propostas e alterações serão bem-vindas
Shutterstock

Na próxima quinta-feira (27), a Aliança em Prol da APA da Pedra Branca promoverá uma audiência pública na Câmara Municipal de Caldas para que a população possa definir as condições e garantias para a exploração de terras raras no município.

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A organização já tem um documento-base, resultado de consultas e reuniões anteriores com técnicos e especialistas no assunto. Porém, as propostas serão discutidas, podem ser alteradas, e novas propostas podem ser inclusas na proposta.

A audiência é uma resposta também ao Conselho Municipal de Desenvolvimento Ambiental (CODEMA) de Caldas, que segundo Daniel Tygel, presidente da Aliança, recusou o pedido de 1.00 munícipes para a realização de uma audiência para incluir as propostas da sociedade civil.

O documento final será Codema, ao Ministério Público do Estado de Minas Gerais, ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), à Mesa de Diálogo Temática sobre Mineração no Brasil da Secretaria-Geral da Presidência da República e à Unidade Regional de Regularização (URA) Sul de Minas, órgão licenciador do Estado.

A participação é gratuita e aberta a todos os cidadãos de Caldas e região. O encontro terá início às 18h, na Rua Veríssimo João, 180, Centro, Caldas/MG.

Ministérios

O debate sobre a exploração de terras raras – um conjunto de elementos químicos, normalmente encontrados na natureza misturados a minérios, de difícil extração – na região de Caldas passou até pelo Planalto.

Em dezembro, a ministra de Ciência e Tecnologia Luciana Santos recebeu o vereador Daniel Tygel (PT), de Caldas, e os deputados federais do PT Padre João, Rogério Correia e Dandara, para discutir a possibilidade de intermediação da União nas negociações sobre a exploração de terras raras no sul de Minas Gerais.

Entre as reivindicações dos caldenses estão a garantia de respeito à terra, aos municípios de Poços e Andradas, à agricultura local e que a atividade gere empregos de qualidade para a região.

“O intermédio do governo federal vai permitir a negociação de igual para igual, tendo em vista que o orçamento municipal é de R$ 75 milhões, enquanto as atividades de extração de terra raras gera faturamento de R$ 6 bilhões para uma empresa em apenas um ano”, afirmou Daniel Tygel.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Evandro Condé

    26 de fevereiro de 2025 7:10 am

    Realmente mais que necessário. Mineração no Brasil sempre ligado ao pior em termos ambientais e cuidados com população.

    https://www.dw.com/pt-br/eldorado-do-l%C3%ADtio-brasileiro-n%C3%A3o-entrega-riqueza-prometida/a-71745648

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