17 de junho de 2026

Melhora do mercado de trabalho e crédito levam PIB a crescer 3,4% em 2024

Serviços e indústria puxaram melhor resultado anual desde 2021; na análise sob demanda, melhora do consumo das famílias afetou desempenho
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Embora o mercado financeiro priorize a desaceleração do crescimento econômico no quarto trimestre, os dados do PIB (Produto Interno Bruto) no acumulado anual mostram um crescimento de 3,4%, acima dos 3,2% vistos em 2023 e o melhor resultado apurado desde 2021.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Análise da Secretaria de Política Econômica, do Ministério da Fazenda, afirma que o crescimento apurado no ano passado “refletiu impulsos positivos vindos do mercado de trabalho e crédito, além de políticas de estímulo ao desenvolvimento produtivo e sustentável”.

As variações positivas no desempenho do PIB vieram dos Serviços e da Indústria que, em comparação a 2023, cresceram 3,7% e 3,3% respectivamente. Na mesma comparação, a Agropecuária sofreu queda de 3,2%.

Já o PIB per capita alcançou R$ 55.247,45, um avanço, em termos reais, de 3,0% frente ao ano anterior, conforme dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O PIB agropecuário recuou 3,2% principalmente ao impacto de efeitos climáticos em culturas importantes, o que acabou reduzindo a estimativa anual de produção e perda de produtividade, tendo como destaque a soja (-4,6%) e o milho (-12,5%).

Em contrapartida, o PIB da indústria, amparado pelo forte crescimento da transformação e da construção, subiu 3,3%, de 1,7% em 2023. A atividade de Construção cresceu 4,3% em 2024, em função do crescimento da ocupação na atividade, da produção de insumos típicos e da expansão do crédito.

Outras influências positivas, além da Indústria de Transformação, foram vistas no segmento de Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (3,6%).

O ritmo de crescimento do PIB de serviços também aumentou, passando de 2,8% em 2023 para 3,7%, impulsionado por serviços prestados às famílias, pelo comércio e por serviços de informação e comunicação.

Consumo das famílias puxa PIB na ótica da demanda

A despesa de consumo das famílias favoreceu o crescimento pelo lado da demanda, ao apresentar um crescimento de 4,8% no comparativo com 2023.

“Para o consumo das famílias tivemos uma conjunção positiva, como os programas de transferência de renda do governo, a continuação da melhoria do mercado de trabalho e os juros que foram, em média, mais baixos que em 2023”, explica a pesquisadora Rebeca Palis, do IBGE. 

Outro destaque foi o investimento que apesar de ter crescido, tem peso menor que o consumo das famílias: a formação bruta de capital fixo (FCBF) cresceu 7,3%, se recuperando do recuo de 3% em 2023, impulsionada principalmente pela forte expansão na produção e importação de máquinas e equipamentos.

Já a Despesa do Consumo do Governo teve crescimento de 1,9% no ano. As Importações de Bens e Serviços apresentaram alta de 14,7% em 2024 e as Exportações cresceram 2,9%. Já a taxa de investimento em 2024 foi de 17,0% do PIB, maior que em 2023, quando foi de 16,4%. A taxa de poupança, por sua vez, ficou em 14,5% em 2024 (ante 15,0% no ano anterior).

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

6 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Paulo Dantas

    7 de março de 2025 8:33 pm

    “Ninguém come PIB, come alimentos”
    Maria da Conceição Tavares

    1. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

      8 de março de 2025 8:09 am

      É verdade, ninguém come PIB, mas se ele não crescer, a parte que chega nos mais pobres será menor.

      1. Paulo Dantas

        8 de março de 2025 11:19 am

        🙂

  2. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    8 de março de 2025 8:07 am

    O crescimento de 3,4% do PIB, é uma péssima notícia para a nossa elite do atraso,lleia-se, mercado financeiro. Com apoio ostensivo da nossa imprensa livre de isenção e dos políticos por eles controlados. A pressão para aumentar os juros será mais forte, o festival de pesquisas contra o governo vão se multiplicar, além das sabotagens costumeiras. Quem viver verá!

    1. Paulo Dantas

      8 de março de 2025 11:22 am

      Não era para as pesquisas do governo estarem tão ruins.

  3. Rui Ribeiro

    8 de março de 2025 12:45 pm

    A elevação do PIB é necessária mas insuficiente. Essa elevação precisa ser complementada pela melhor distribuição da riqueza.

Recomendados para você

Recomendados