4 de junho de 2026

O dia histórico de Cabral, que precede a derrota final das UPPs

É hora de uma avaliação crítica sobre as UPP (Unidade de Polícia Pacificadora).

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O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Napoleão Cabral, gosta dos momentos épicos e das situações históricas. Sua declaração de que a ocupação da Maré é um “dia histórico” lembra o general Westmoreland ao invadir o Vietnã.

Cada batalha vencida é um “dia histórico”, que precede a derrota final.

A estratégia norte-americana julgava possível isolar o Vietnã dos comunistas. A da UPP consiste em isolar as favelas dos traficantes levando para lá serviços públicos de qualidade.

Os serviços públicos de qualidade não chegaram lá. Houve o desmonte do sistema precário anterior sem que o estado implantasse os serviços públicos. Mas não é o que explica as dúvidas em relação às UPPs e à invasão do Vietnã.

Em ambos os casos, comunistas e traficantes são membros integrantes das comunidades locais: são os de dentro. As Forças Armadas dos Estados Unidos e a Polícia Militar são o corpo estranho: os de fora.

De que maneira efetuar o isolamento? Mantendo permanentemente o estado policial, as barreiras ao trânsito de pessoas? E, para tanto, valendo-se do poder de polícia, da autoridade e do arbítrio.

Não bastasse isso, não se tem uma formação adequada do policial. Não adianta um plano bom na teoria se, na hora da sua aplicação, tem que se contar com o fator humano, de uma tropa habituada ao conceito do inimigo externo e do uso da força e da autoridade – em um ambiente que exige muito mais a assistência social.

Do G1

Cabral comemora ocupação da Maré após ataque a UPPs: ‘dia histórico’

Entre 5h e 5h15, pontos estratégicos foram tomados por agentes policiais.
Governador do RJ agradeceu à presidente Dilma Rousseff pelo apoio.

Gabriel BarreiraDo G1 Rio

 

Description:  governador do Rio Sérgio Cabral comenta a ocupação da Maré (Foto: Gabriel Barreira/G1)O governador do Rio Sérgio Cabral comenta a ocupação da Maré (Foto: Gabriel Barreira/G1)

 

Horas após a ocupação do Complexo da Maré, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, comemorou o sucesso da operação executada em 15 minutos na manhã deste domingo (30), entre 5h e 5h15. Cabral afirmou que a solução foi encontrada após um encontro do gabinete de crise, com autoridades policiais, para dar uma resposta aos recentes ataques a bases de Unidades de Polícia Pacificadora (UPP).

“Fomos provocados e intimidados nos últimos dois, três meses pelo poder paralelo em uma tentativa de enfraquecer uma política de segurança. É uma resposta que o povo do Rio de Janeiro e do Brasil reconhece”, afirmou.

Na rápida declaração à imprensa no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), Cabral disse que o conjunto de favelas com mais de 100 mil habitantes pode, finalmente, se considerar parte do Estado.

“É uma cidade que se integra à cidade. Um dia histórico. Se a entrada da polícia já significou medo aos moradores, hoje significa a chegada da paz”, afirmou.

A operação contou com mais de 20 blindados da Marinha e agentes da Polícia Federal, que detiveram a ex-mulher de Menor P, apontado como um dos chefes do tráfico na região. Por conta do auxílio federal, o governador agradeceu a presidente Dilma Rousseff. “Agradeci à Dilma em nome do povo do Rio de Janeiro. Ela me atendeu prontamente”, afirmou.

Operação durou 20 minutos
As forças de segurança do Rio de Janeiro ocuparam na madrugada deste domingo (30) o Conjunto de Favelas da Maré, na Zona Norte do Rio. A área – com 130 mil moradores – está sendo preparada para receber a 39ª Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Rio. A entrada das forças de segurança no conjunto de favelas começou às 5h e durou 15 minutos.

 

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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85 Comentários
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  1. Assis Ribeiro

    30 de março de 2014 2:19 pm

    Se abraça cada vez mais a

    Se abraça cada vez mais a máxima maquiavelicamente disseminada de “modelo de excelência”, “modelo de boa gestão”, “Estado Leviatã”,…

    …onde a participação do estado praticamente se restringe à repressão para garantir o liberalismo e seus tentáculos que beneficiam apenas as corporações.

    Se prometeram levar educação, saúde, saneamento, acreditou quem quis.

    Ou alguém pode desmentir trazendo o que os governos fizeram substancialmente nestas áreas, mesmo fora dessas comunidades?

  2. Edivaldo Dias Oliveira

    30 de março de 2014 2:19 pm

    Pobres pequenas favelas.

    Serão as pequenas favelas cariocas que vão sofrer as consequencias pela ocupação das grandes, que o diga a Comunidade do Morro do Banco, na Barra, onde estive recentemente e que pela primeira vez em mais de trinta anos me deparei com traficantes portando armas em pleno dia.

    Propus aqui ha duas semanas que se criasse uma UPP móvel para dar cobertura a essas pequenas comunidades para onde os criminosos sempre fogem quando o bicho pega nas grandes favelas, quando o poder público em todos os níveis procuram fazer o “SEU MARKETING”. Pois no frigir dos ovos é disso que se trata: PURO MARKETING.

  3. Rato

    30 de março de 2014 2:27 pm

    Os “de fora”

    Nassif,

    Não sou “de fora”, nem sou “de dentro”. Sou o meio termo. Aquele que fica fora da favela, mas vivia ameaçado por um tiro de fuzil entrando pela janela. Este “de fora”, depois da ocupação do Morro dos Macacos e do Andaraí, não ouve mais tiros de fuzil. ACABOU!! Se eu corro menos risco de balas perdidas, imagina quem é “de dentro”.

    Nunca vai colar esse papo que era melhor sem UPP. O melhor mesmo será que, aos poucos, a realidade da favela vá se modificando. Esse papinho Marcelo Freixo sabe, no cantinho da sua alma, que sem o mínimo de segurança, os serviços públicos não entram! A segurança tem que vir primeiro, depois vem o resto.

    “Ah, mas tá demorando!” Sim, lamentavelmente, vai demorar muito, principalmente, porque, no Brasil, o cobertor é curto quando se fala em dinheiro.

     

  4. Marco St.

    30 de março de 2014 2:27 pm

    Se entra só a policia e nada

    Se entra só a policia e nada mais é feito, tudo vai ficar do jeito que está (ou pior).

    UPP tinha que ser o primeiro e rápido passo. Mas eis que se tornou no único passo.

  5. Hélio Jorge Cordeiro

    30 de março de 2014 2:32 pm

    Comparar, uma ralé, uma

    Comparar, uma ralé, uma escoria de uma sociedade que previlegia a exploração, a depedração e o desperdício de recursos, com vistas o acumulo das riquezas, com combatentes leais a causas socialistas, nacionais contra invasores imperialistas…hummm, num sei não seu Luis…

  6. Jorge L. G. Rabello

    30 de março de 2014 2:38 pm

    Caro Nassif, não pretendo

    Caro Nassif, não pretendo fazer aqui uma previsão, mas apenas relatar um temor: a política de segurança baseada nas UPPs me parece ser de ocasião. Quando houve a cinematográfica tomada do Complexo do Alemão o discurso oficial proclamava que o Estado finalmente entrava naquele conjunto de comunidades. Essa foi uma espécie mea culpa, pois o Estado realmente nunca esteve presente nesta ou em qualquer outra comunidade, seja no Município do Rio de Janeiro ou em qualquer outra Cidade do Estado do Rio de Janeiro. Mesmo após decorridos poucos anos de implementada essa política de UPPs, vê-se que a presença do Estado nas comunidades “pacificadas” está muito ligada a própria Unidade policial (o local físico ocupado pelos policiais). Muito ainda teria de ser feito para se ter a efetiva presença do Estado, não somente com a construção de áreas de lazer! Adicionalmente, há relatos, inclusive com vídeos, que mostram que os bandidos que deixam uma comunidade “pacificada” ocupam outras comunidades não “pacificadas”. Os bandidos deixam as comunidades após exaustiva campanha para avisá-los que “a cavalaria está a caminho”! Deixam estas comunidades e invadem outras, levando verdadeiro terror a outros bairros e municípios, que não fazem parte do circuito Copa do Mundo/Olimpíadas (Centro/Zona Sul/Barra/Zona Norte próximo ao Aeroporto e Maracanã). Municípios da Baixada Fluminense, Niterói e mesmo outros bairros menos cotados do próprio Rio de Janeiro estão sofrendo com o aumento da criminalidade sem que a política de UPPs os alcancem. O discurso é que não há recursos suficientes. Daí meu receio de que, dado o histórico nacional de políticas com objetivos parciais (atender o enriquecimento privado através de ações públicas), a política de UPPs exista apenas para viabilizar paz para eventos como a Copa do Mundo/Olimpíadas, com contingentes relevantes de cidadãos cariocas e fluminenses (mas eu sou Flamengo!!!) sofrendo com o aumento da criminalidade por não residirem no circuito Copa do Mundo/Olimpíadas).

  7. alext4e

    30 de março de 2014 2:38 pm

    Como posso acreditar num

    Como posso acreditar num conceito de segurança aonde não se prendem bandidos e os poucos que são presos não são tratados como bandidos?

  8. Luiz Eduardo Brandão

    30 de março de 2014 2:43 pm

    República Velha

    A ocupação policial das comunidades como modo de resolver um problema social (o do tráfico é um, e dos grandes) mostra que sob muitos aspectos, principalmente o das questões sociais, ainda estamos com um pé inabalavelmente fincado na República Velha. Lembram do que proclamou, alto e bom som, o derradeiro presidente dela, Washington Luís? “Questão social é questão de polícia.”

  9. marcio gaúcho

    30 de março de 2014 2:51 pm

    Tem que botar a polícia no

    Tem que botar a polícia no asfalto: entrar nas festinhas das classes A e B e enquadrar os usuários de drogas.  São esses que fomentam a violência e o crime nas cidades, através do consumo de entorpecentes. Mas, para isso é preciso coragem e leis. E quem faz as leis no país? As classes A e B. Não há interesse dessas classes em melhorar as condições sociais das pessoas menos favorecidas. O tempo da escravidão continua…

  10. Marcio Ferreira

    30 de março de 2014 3:05 pm

    “…Os serviços públicos de

    “…Os serviços públicos de qualidade não chegaram lá….”

    O que efetivamente não chegou as comunidades…Moro e fui criado na entrada da Vila Cruzeiro e do Morro do Alemão…qdo mais jovem frequentava e tiha amigos da favela. Acho o Cabral um péssimo governador (ele só fez investimentos no social graças a mão do governo federal)

    Olhando o que existe hj considero que houve muitas melhorias após as UPPs e UPAs para as comunidades pacificadas (inclusive com a implementação de serviços públicos que antes não eram oferecidos).

    Nassif, nao dá para mudar o que está errado em 2, 3 ou 4 anos…isso vai demorar algumas gerações para voltar ao normal. Só para exemplificar: Existem vielas que mal passam pessoas a pé….onde existem várias residencias amontoadas. Como inserir saneamento básico numa situação dessas?

    Aí fica minha contribuição…Não faça com o Tio Rei que fica falando sem conhecer o problema… Vai visitar a Maré amanhã…vc vai ver como é ruim a situação de quem mora lá….Depois vá daqui a uns 6 meses…Vc vai ver a diferença.

    Abs

     

  11. Lucas J

    30 de março de 2014 3:09 pm

    classe média adora falar mal

    classe média adora falar mal do estado de exceção quando eram os branquinhos que apanhavam e eram torturados.

    mas quando a ditadura funciona só favela adentro e quem morre é negro e pobre, tá liberado!

  12. Danillo Prudente

    30 de março de 2014 3:31 pm

    Nassif, apenas não concordo

    Nassif, apenas não concordo com a sua observação sobre a formação dos policiais. Ao fim, encerra falando justamente da carência de serviços de assistência social, logo, trata-se de uma função das secretarias de Estado ou Municipal específicas para tanto, regularmente detentoras de somas repassadas pela União para desempenharem suas respectivas responsabilidades. Não é atribuição do policial (isso legalmente e juridicamente falando) ser assistente social, apesar de ser cobrado por isso hoje no RJ, não receber para tanto, enquanto quem possui essa incubêmcia assiste, porém, não socialmente. E ainda quer colher dividendos.

    1. renato batisteli pinto

      30 de março de 2014 4:22 pm

      Não entendi dessa forma mas

      Não entendi dessa forma mas sim, a questão da filosifia, digamos assim, das PM do Brasil que traduz-se de encarar o civil antes como inimigo ao invés de cidadão. Claro que uma orientação em sentido contrário pressupoem um nível maior de assitência uma vez que a policia estaria alí para proteger o cidadão. 

  13. Ailton

    30 de março de 2014 3:44 pm

    UPP

    Não se está levando em conta é que o usuário de drogas está nos condominios de luxo, universidades, serviço público e em breve eles estarão nas ruas combatendo o Governador por está dificultado o acesso ao que eles tanto gostam.. “São manifestações sociais por direitos inclusive ao uso de drogas”…Os grandes traficantes estão no parlamentos, nos grandes condominios de luxo e são inacessíveis. A ONU já disse que se Brasil não extinguir as Policias Militares não havera combate a drogas e crime organizado. No Rio já houve uma pesquisa onde se constatou que 70% da policia está comporometida com o tráfico. Será verdade? A imprensa não discute o tema  pois é conivente com ela…. 

  14. Altran Gomes da Silva

    30 de março de 2014 3:56 pm

    Nassif, mas o que você

    Nassif, mas o que você propõem então, manter as favelas sobre o julgo do traficantes?  Vou postar aqui o comentário de um colega meu no facebook, e veja bem, não deixe o alinhamento político contaminar a sua visão

     

    Tenho lido algumas manifestações nas redes sociais sobre a ocupação da Maré e gostaria de compartilhar uma realidade que não está presente na vida da maioria das pessoas que opinam:

    Sábado é noite de baile funk em uma comunidade carioca. Chega gente de todos os cantos da cidade. A polícia não aparece, porque já recebeu o arrego. Traficantes desfilam com fuzis, calibre 762 e 556. Alguns sobem e descem o morro em motos, com o escapamento preparado para fazer muito barulho, ostentando pistolas e carregadores na cintura. O baile avança, frequentadores, alcoolizados e/ou drogados, ocupam todas as ruas, gritando, cantando, intimidando e promovendo a maior desordem possível. Não há limites, porque tudo está conforme o esperado pelo “movimento”. O tráfico é ostensivo e liberado. Os meliantes, entupidos de drogas, armados até os dentes, paranóicos, vão se tornando cada vez mais violentos para se “amostrar” para as meninas. E os demais moradores da comunidade? Estão acuados em suas casas, intimidados, sem direito a ir e vir.

    Por isso, antes de opinar, pensem nesses moradores que, com a UPP, voltam a ter direitos, podendo ir e vir, sem ter de aturar esses abusos. Não é nenhuma maravilha, mas, entre uma realidade e outra, a da UPP é muito menos dura.

  15. Zeus

    30 de março de 2014 3:57 pm

    A Batalha da Itararé.

    O autor do texto atira no que vê, acerta o que não vê. Não é preciso criticar as UPP, é preciso abandoná-las, como toda a falida política de combate ao comércio de drogas ilícitas.

    O fracassso não consiste na ausência de um Estado de bem-estar social, que poderia estar associado com a presença militarizada.

    Tolice imaginar que se possa ter bem estar social e polícia patrulhando com blindados e armas de guerra.

    Imagine o Leblon ocupado? 

    Não tem traficante e financiador do tráfico por lá? Não tem qualidade de vida? Então por que a polícia não ocupa?

    Outra tolice é dizer que não há treinamento para a polícia que lá está nos morros e UPP.

    Qual nada, os policiais brasileiros foram e são treinados, empírica e ideologicamente, para isolar a senzala da casa grande, e é isto que se faz com as UPP.

    Para reivindicar um trato diferente do policial em relação a qualquer comunidade é preciso reiventar o Estado brasileiro, opu melhor, a sociedade brasileira.

    O policial sabe diferenciar o tratamento que deve dar a cada estrato ou grupo social, ainda que intuitivamente. Olha o STF aí dando o exemplo.

    Este papo de “polícia comunitária”, “corrida da paz”, e blá, blá, blá, é conversa para boi dormir.

    Os erros são muitos, difíceis de enumerar, mas vamos lá:

    a) Parte-se da ideia de que o varejo de drogas nas comunidades, ainda que violentamente apresentado com adolescentes portando armas de guerra, seja a causa do problema, quando é efeito dele. Não se combate problema pelo efeito, e sim pela causa;

    b) Todas as experiências de militarização ou escalada de uso de força no combate ao tráfico facassaram, seja aqui, seja nos EEUU, seja no México. Nenhum Estado do mundo, em associação ou isoladamente, conseguirá mobilizar seus orçamentos pífios contra os orçamentos e fluxos de capitais que circulam neste comércio. Bom lembrar que em 2008, alguns países do mundo foram salvos pelos ativos “sujos” derivados destas modalidade e que estavam à salvo em bancos “respeitáveis”;

    c) A atividade econômica (ilegal) quando pressionada, migra ou se retrai até que novas oportunidades surjam, é o caso agora, quando grupos começam a reconquistar territórios perdidos ou expandir para outras porções de território;

    d) Abre-se grave precendente utilizando-se contingente militar regular (FFAA) como força de policiamento urbano cotidiano;

    d) E por fim, a questão de classe: como se pode legitimar uma política que só ataca as áreas mais pobres onde se manifesta o problema, e sequer toca nas classes privilegiadas, sendo estas as principais beneficiárias (como sempre)?

  16. josé adailton

    30 de março de 2014 4:28 pm

    Política

    Cabral agora é uma carta fora do baralho…Eleições à vista.

  17. Upepista

    30 de março de 2014 4:41 pm

    UPP não é A solução … mas é parte indissociável dela.

    Há uma certa confusão sobre o objetivo principal da UPP.

    Não é “combater o tráfico”.

    É resgatar as comunidades do jugo do tráfico para o do Estado.

    Com todos os seus defeitos.

    Ainda assim, é melhor estar sob o jugo do traficante ou do Estado?

    Melhor que seus filhos sejam treinados para serem soldados do tráfico desde os 8 ou fazerem as precárias escolas municipais? Etc. etc,

    É certo que há muito mais por fazer.

    É certo que o processo precisa ser melhorado e aperfeiçoado.

    (o Estado brasileiro também)

    É certo que há um desgaste com o tempo que deve ser equacionado com renovação.

    Mas é certo que as UPP´s são indissociáveis de qualquer solução completa.

    As comunidades encerram milhões de pessoas que só querem se suceder como cidadãos.

    Tráfico existe em LA, NY, Londres, Edimburgo e até no Alaska, passando pelo Canadá. Um etc. global!

    O que precisa ser entendido é que o tráfico não governa (nem pode).

    No máximo, traficar.

     

    1. Zeus

      30 de março de 2014 6:03 pm

      UPP, território dos sofismas.

      Errado. O comentário lida com o crime de tráfico como se fosse uma fatalidade originária da favela, e a presença de varejistas armados também.

      Não. O tráfico é um crime, como quase todos os demais, de natureza transclassista, que tem hierarquias de funcionamento, e que reserva sua parte mais degradante e violenta (armada) aos trabalhadores mais pobres desta cadeia produtiva ilegal.

      Há os ricos e patrões do tráfico, e os zérruelas da favela, posando de chefes e exercitando pequenos poderes e despotismo sanguinário, mas que não passam de peças de reposição, assim como os policiais que os combatem.

      Claro, a mídia entra com sua parte para escrever este roteiro de canastrões mortais.

      UPP e ocupação são respostas militarizadas que não deram certo, e nem darão, em lugar nenhum do mundo. Veja o caso do México, ou o caso anterior, da Colômbia. Agora assistimos os carteis migrando para a América Central, não sem antes deixar um rastro de terror e morte.

      Os países mais ricos, onde há tráfico e consumidores, não experimentam tais níveis de violência porque não utilizam as fórmulas que exportam, juntamente com as armas que fabricam.

      Fuzil não brota na favela, cocaína e maconha também não. São negócios que mantêm dependência entre si, sejam legais ou paralelos, assim como a questão da legalização do dinheiro arrecadado.

      É ISTO QUE PRECISA SER ENTENDIDO, DEFINITIVAMENTE. Esta conversa mole de que a UPP é uma etapa é só isto: CONVERSA MOLE.

      Então por que  dedicar grande parte do esforço e recurso para ocupar uma favela quando seria mais lógico impedir a droga e a arma de chegar até ali?

      Ora bolas, porque como toda ideologia repressiva classista ou geopolítica, a eleição de inimigos públicos números 1, ou eixos do mal, servem para justificar e legitimar a supressão de direitos e mais, na manipulação do medo e da paranoia. E claro, em votos e lucro!

      O dilema proposto é falso: A população da favela não tem que escolher entre Estado e tráfico armado. As armas só chegam lá porque o Estado já falhou. Ou seja, o Estado já escolheu deixar elas lá.

      Então, depois, não adianta fazer este alarido todo para dizer que vai dar conta de tirar algo que deixou entrar antes.

      Há algum tempo  atrás, quando o mercado de drogas e as estruturas globais de distribuição e venda de drogas eram outras, principalmente nos países pobres, os laços entre a comunidade e o traficante misturavam algo entre o assistencialismo social do crime, com o justiçamento. A polícia vinha para meter o pé na porta, dar tapa na cara, etc.

      Com a ampliação estrondosa deste mercado, as fórmulas concorrenciais entre os grupos, e as “oportunidades/demandas” de expansão territorial, fieis a cartilha capitalista de varejo, desencadearam um processo de violência descontrolada e caótica, onde os laços “sociais” se desintegraram. A polícia veio atrás, e como causa e efeito, aumentou os níveis de violência, impondo a necessidade extra de que os grupos criminosos se armassem mais ainda, afinal, se vou morrer mesmo, para que me render?

      Nesta esteira, as compras governamentais explodiram, junto com os orçamentos públicos. E os resultados? Pífios.

      A UPP é mais um degrau desta escalada da violência urbana. Falta só napalm e quem sabe, uma boma nuclear “suja”?

      1. Upepista

        30 de março de 2014 8:07 pm

        Errado do Errado

        Caro Zeus, talvez vc aí do alto do Olimpo não conheça a realidade de favelas, como eu conheci um pouco. Escreve muito, mas pensa que pra resolver problemas complexos e graves é só esticar o braço e mandar um raio…

        Vou responder apenas algumas questões suas (como disse, vc fala muito) para evidenciar seus equívocos.

        1) Vc está mal de interpretação de texto. Não “lido com o tráfico como coisa de favela”. Digo exatamente o contrário e até citei cidades, estados e países.

        2) Longe de afirmar também que não é um crime. Reforcei que além do crime em si (tráfico ilegal, pelo menos enquanto ilegal), tem aliciamento, homicídio, indução de menores e maiores às drogas, deturpação cultural de crianças e tantos outros corolários relacionados. Degradação criminosa.

        3) Afirmei (e reafirmo) que a UPP nem de longe vai acabar com o tráfico. Apenas vai retirar seu “governo” (na verdade ditadura sangrenta e criminosa) sobre as pessoas que vivem nas comunidades. Portanto não estou discutindo “programas de combate as drogas” ou de “extermínio de traficantes”, mas de reinserção das comunidades ao Estado.

        4) Quanto a sua tosca comparação com o “Leblon”, é óbvio que não se faz “ocupação” do Leblon. Mas não é por preconceito, mas pelo simples fato de que embora o tráfico exista (como também em Beverly Hills ou Paris, Berna, Sidney e Moscou…), nenhum destes lugares está “governado ou subjugado” pelo tráfico (traficantes) embora eles circulem até no rráisoçáite e na mídia. Já as comunidades (sem UPP) estão subjugadas, de cócoras a eles, que nem precisam estar lá, pois podem morar … até no Leblon …

        5) Quanto às armas, este (outro) tráfico existe pelo mundo afora, é outro assunto também. O que eu afirmo é que sair do jugo ditatorial e criminoso do tráfico para trocar pelo Estado, não significa sair do inferno para o paraíso, pois o Estado também está longe de oferecer boas condições de segurança, saúde, educação e tudo isso aí que a gente discute. Mesmo no “Leblon”. Mas não venha me dizer que vc não prefere este estado deficiente (onde vc vive) a ser governado por bandidos, que podem (por ex.) requisitar sua filha bonitinha para seus prazeres sexuais apenas porque querem. Ou dizer quando vc pode abrir a portas de sua birosca ou mandar seus filhos pra escola. Ou precisar convencer seu filho de que aqueles caras que andam com ouro, gatas, armas e carros maneiros não são exemplo para eles.

        6) Esse papo de que ocupação (imperfeita) é para “ferrar os pobres” é coisa de esquerdista extremo, que pensa que o mundo não é perfeito por que não se adotam suas idéias perfeitas para uma humanidade imperfeita.

        7) Além de sofrível interpretação de textos, veja que é vc que inverte o assunto e fala o tempo todo de drogas, tráfico e armas e eu estou dizendo que UPP é RESGATE de população sem opção, já que eles não podem mudar-se para o seu “Leblon”. O fato de confiscar armas, drogas e prender, expulsar ou eliminar traficantes é, obviamente, parte (positiva) disso. E o resgate desta população entre o rochedo e o mar é parte do resgate maior: do Brasil, como um todo. Aquele já fora das favelas.

        Longe das orgias do Olimpo, sr. Zeus, não precisa empostar a voz.

        A terra é mais embaixo.

         

        1. Zeus

          30 de março de 2014 9:00 pm

          Tratando a infecção com anti-térmico

          Meu filho, eu poderia perder meu tempo desarticulando cada “argumento” seu, até porque, conheço a realidade de boa parte das favelas bem de perto.

          Mas depois que você falou em “retirar” o “governo” das favelas com ocupação militar, como se este estivesse apenas rerpesentado pelas facções armadas que rodam pelas vielas, eu desisti…

          Quem sabe você tenha razão: o “governo” do tráfico está nestes prepostos, e sim, vamos conseguir resolver ou tratar o problema indo no seu efeito, e não na causa.

          Ocupação para libertar é um eufemismo que nem Hitler teve coragem de repetir…

          Aqui eu me retiro…

          1. Uppista

            31 de março de 2014 3:40 am

            Bom retiro pra vc
            Isso, tenha um bom retiro.
            É ótimo para boas reflexões.

      2. big

        31 de março de 2014 12:43 am

        Evitar o contrabando de armas
        Evitar o contrabando de armas e drogas em um país com 16000 km de fronteiras é uma verdadeira utopia. .. Se nem a superpotência EUA consegue tal feito, imagina um país emergente como o nosso. ..

        A ideia REAL da UPP (que ñ pode ser dita em voz alta) é a seguinte: bandido pode até conseguir traficar, o que ñ vai mais conseguir é GOVERNAR a favela.

        E isso para mim já é o suficiente, pois outra utopia é achar que o tráfico de drogas vai acabar algum dia. Se até cigarros e remédios legais são traficados…

      3. Anibal Vilela

        31 de março de 2014 1:52 pm

        Caro Zeus,
        Você escreveu isso

        Caro Zeus,

        Você escreveu isso ?!

        ” Então por que  dedicar grande parte do esforço e recurso para ocupar uma favela quando seria mais lógico impedir a droga e a arma de chegar até ali? “

        Os EUA gastam bilhões de dólares patrulhando suas fronteiras, com milhares de equipamentos ultra-modernos e com uma polícia muito menos corrupta e mais nacionalista que a nossa. Mesmo assim continuam entrando toneladas de drogas e milhares de imigrantes ilegais em seu território. Os EUA vigiam suas fronteiras também para combater o terrorismo. Mesmo assim eles não conseguem. Os drogados de lá continuam cheirando e fumando. Só não entram as armas, porque elas são muito mais baratas e acessíveis lá, e o contrabando não compensaria financeiramente.

        Por que e como o Brasil conseguiria impedir a entrada de armas e drogas ?

  18. agincourt

    30 de março de 2014 5:33 pm

    Saigon?

    Nada como um dia após o outro…

    Nassif, olha só : o próprio Lula “Johnson” e sua sucessora Dilma “Nixon” aplaudiram a estratégia de Serginho “McNamara” e Hélio “Westmoreland” de pacificação das aldeias.(Ver lá no final.)

    A julgar pelo blá-blá-blá pré-eleitoreiro na época da primeira ocupação, Lula e Dilma pareciam plenamente convictos de que essa era a promissora estratégia para conquistar “corações e mentes”.

    Salvo melhor avaliação, o “vietcong” fugido tentou outros santuários: Niterói, Baixada e Zona Oeste. Porém, haveria problemas: Niterói é um ovinho , a Baixada já não comporta tanto “vietcong” e a Zona Oeste é terra dos “boinas verdes”(milicianos).

    O que restava?

    Uma versão da bandidagem carioca para uma velha estratégia do vietminh contra os franceses: “la guerre des postes” e “le pourrisement”.

    Mutatis mutandis: “Eles [os franceses] haviam suposto que a expulsão do “exército” vietminh das áreas habitadas resultaria na pacificação instantânea da cidade e do campo e que a liderança lhes cairia finalmente nas mãos, como resultado de um ataque bem organizado às florestas. Mas não demoraram a aprender que não era assim, pelas lições cruéis da emboscada, da guerre des postes e do pourrissement [apodrecimento].”(Ver DIEN BIEN PHU, de John Keegan.)

    Nassif, você , Lula e Dilma se perguntaram para onde iria aquela massa de “desempregados” por “justa causa” vista nas sequências espetaculares da ocupação do Complexo do Alemão?

    Pois é…

    …Olha eles aí, ‘tra vez.

    O que fazer agora?

    Convocar o Circo Mambembe (Força Nacional de Segurança Pública)?

    Chamar os “B 52’s” (Não confundir com a maravilhosa banda de saudosa memória.) da FAB pra bombardear?

    Ou tudo se resolve com a eleição do Lindinho?

    E aquele paixão roxa entre a Dilma , a mãe do PAC,  e o Pezão , o pai do PAC carioca? Cumé que fica?

    (Aproveitando o mote nassificovietninamita: Pezão, triste e ainda apaixonado: “Tantas palavras/Meias palavras/Nosso apartamento/Um pedaço de Saigon.)

    (Poliandria política: o PAC deve ter um pai em cada estado mas apenas u’a mãe.)

    ……………………………………………………..

    “Recém-incorporadas ao discurso de campanha da presidenciável Dilma Rousseff (PT), as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) da Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro viraram outdoors políticos do governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) e sonho de líderes comunitários de áreas que sofrem com alta criminalidade no Estado. No debate da Band, na quinta-feira, Dilma elogiou as unidades. E ela já manifestou a intenção de levá-las a outros Estados, se for eleita.”

    [http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,upp-vira-marca-da-campanha-de-dilma-e-cabral-no-rio,593466,0.htm]

    “As Unidades de Polícia Pacificadora, implantadas pelo governador Sérgio Cabral, serão levadas para todo o país caso Dilma Rousseff seja eleita presidente da República. Os dois estiveram, na tarde deste sábado (07/08), na Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Cabral destacou que, com a pacificação, houve um crescimento no número de matrículas escolares na comunidade.”

    [http://sergio-cabral.jusbrasil.com.br/politica/5469702/dilma-upps-de-cabral-irao-para-todo-o-brasil]

    “O governo federal engavetou a principal promessa de campanha da presidente Dilma Rousseff na área de segurança pública: instalar 2.883 UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) pelo Brasil.

    Segundo o Ministério da Justiça, técnicos avaliaram o cálculo do projeto apresentado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva e encampado por Dilma na campanha como “superdimensionado”.

    Ainda segundo técnicos, não haveria sequer efetivo policial suficiente em algumas cidades para instalar as UPPs.

    Agora, de acordo com o Palácio do Planalto, os recursos inicialmente previstos para construção das unidades pacificadoras, que chegam a cerca de R$ 1,6 bilhão, irão para outras ações, como combate ao uso do crack e vigilância das fronteiras do país.”

    [http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/31186-dilma-engaveta-plano-nacional-de-upps.shtml]

    Sérgio Cabral e Lula visitando a favela de Manguinhos.

    http://www.youtube.com/watch?v=f4oYY2ceiOU

  19. Gilson AS

    30 de março de 2014 5:37 pm

    O mesmo “dia histórico” ele

    O mesmo “dia histórico” ele disse quando os tanques da Marinha “tomaram” o complexo do Alemão.

    Realidade de hoje, três policiais daquela unidade foram mortos.

    Na minha opinião o insucesso da UPPs, em parte, é culpa da PM, que não tiveram sensibilidade de trazer para o seu lado os moradores.

    Com a policia que se tem no RJ, qualquer UPP estará fadada ao fracasso, infelizmente.

    1. peregrino

      30 de março de 2014 5:48 pm

      pois é, Gilson…

      fingem não saber que a pior coisa que pode acontecer nas favelas é o fim do arrego

      e também desconhecer quem realmente leva toda droga e armas para as favelas

  20. peregrino

    30 de março de 2014 5:41 pm

    são todos uns farsantes…

    os que não conhecem a humilhação e apoiam UPPs

  21. ruyacquaviva

    30 de março de 2014 6:09 pm

    Depois de trinta anos

    Depois de trinta anos debatendo o assunto e acompanhando dados e argumentos clínicos, sociais e policiais, chego a uma conclusão peremptória.

    É necessário acabar com a proibição às drogoas, todas as drogas e investir em tratamento e orientação aos dependentes.

    Como está a proibição é uma reserva de mercado para o crime, que obtém lucros tão grandes a ponto de corromper toda a sociedade. Estamos matando por causa da proibição, mas não estamos salvando as vidas daqueles que seriam poupados da dependência das drogas pela proibição.

    Claro que a criminalidade não acabará, mas a maior de todas as fontes de financiamento para o crime organizado irá desaparecer. E em seu lugar surgirão muitas oportunidades de orientação e tratamento, para afastar as pessoas das drogas através da abordagem clínica e social, sem o recurso da violência.

    Com a reserva de mercado multibilionária das drogas, o crime organizado torna-se tão ou mais forte que o Estado.

    A proibição das drogas é vantagem apenas para os traficantes.

    1. peregrino

      30 de março de 2014 7:09 pm

      pois é, ruy…

      trinta anos de debates, combate violento, e os bacanas fumando e cheirando cada vez mais

    2. LC

      30 de março de 2014 11:14 pm

      Concordância total

      Está certíssimo. O Ruy quando quer argumentar sem agredir consegue produzir bons argumentos…

  22. Erasmo Filho

    30 de março de 2014 6:14 pm

    O projeto das UPP é excelente, mas e o resto?

    O projeto das UPP, em sua essência, é excelente. Cópia do que as Forças Armadas Brasileiras fizeram em Porto-Príncipe, capital haitiana. No Haiti, o Exército Brasileiro desenvolveu e aplicou o conceito de  “Pontos Fortes”, construções estratégicas, dentro das favelas, que permitiam ao Exército e ao Corpo de Fuzileiros navais do Brasil patrulhar os becos e vielas com maior eficiência e assim assegurar um mínimo de bem-estar à população daquele país. Tomei parte do início daquela pacificação em 2004 e pude comprovar os efeitos benéficos dos Pontos-Fortes. O problema é que no Brasil as UPP são só o início do que deve ser feito pelo estado. Sem um mínimo de infra-estrutura em saúde ,educação, mobilidade urbana, habitação e política de emprego, o trabalho das UPP não ganha fôlego. Falar de segurança num ambiente desprovido das condições mínimas que um ser humano deve possuir, é como enxugar gelo. Quando eu participei da ocupação do Morro do Alemão e da Penha em já em 2012, a situação era muito semelhante ao que vivi no Haiti. Passados quase dois anos da minha saída do alemão e da Penha, o estado ainda não realizou as obras de infra-estrutura que aliadas às ações das UPP poderiam mudar a segurança pública naquelas comunidades. Pensar em UPP sem mudar o ambiente onde elas estão, é como tapar o sol com a peneira.

  23. peregrino

    30 de março de 2014 6:48 pm

    é difícil, muito difícil…

    há anos esperamos e pagamos para termos uma polícia qualificada em qualquer ponto da cidade e muitos ainda seguem acreditando que “patrulhar favelas” traz paz e segurança para todos

     

    realmente muito difícil, mas tão fácil de perceber o motivo de nunca ter dado certo

    1. peregrino

      30 de março de 2014 6:53 pm

      quem vê assim, pode pensar qualquer coisa…

      até mesmo que somos um país só de culpados

  24. droubi

    30 de março de 2014 6:49 pm

    Serviços públicos de qualidade

    Há quem acredite ainda em papai noel no Brasil. Não temos serviços públicos de qualidade nem no Leblon, nem nos Jardins em SP, nem em nenhuma outra capital ou cidade do interior rica.

    O que existe, sim, são algumas “ilhas” de excelência do serviço público, raras exceções, fogem à regra.

    Algum dia alguém realmente levou a sério que esta história que as UPPs eram só o primeiro passo, que depois das instalações das UPPs iriam ser instalados nas favelas serviços públicos de qualidade, que as favelas iriam virar verdadeiros bairros como outros bairros quaisquer, etc?

    A minha opinião é que não, nunca ninguém acreditou em todas estas falsas promessas.

    O ponto é que todo mundo fingiu acreditar por ter uma falsa esperança de que finalmente alguém estava fazendo um serviço que melhoraria a segurança lá embaixo, no Leblon, Ipanema, Copacabana, pelo fato da polícia subir o morro e instalar as suas UPPs lá.

    E o alvo é o de sempre: o traficante.

    Como se os “big dogs” do tráfico ficassem lá em cima do morro.

    Basta lembrar que prenderam o Abadia em condomínio de luxo em SP. E ele foi extraditado para os EUA, a pedido do próprio, onde conseguiria com mais facilidade responder às acusações.

    Quem ainda acredita na “War on drugs” depois daquela extradição? (nem precisava daquela pra não acreditar) Quem ainda acredita que os grandes traficantes estão em cima dos morros?

    Desculpem-me, mas tinha que ser muito otário mesmo já a princípio para acreditar que isto ia dar certo.

     

     

  25. Jorge Pereira

    30 de março de 2014 6:54 pm

    Policia mal remunerada é igual a UPP fracassada

    Não se pode pensar em polícia pacificadora quando o arrego é maior que o salário dos policiais.

    Enquanto isso, em Brasília, onde os policiais são os mais bem pagos do Brasil, a violência impera e os policiais ameaçam operações tartaruga da vida se não aumentarem os salários “pífios” que recebem.

    Resumo: só pagando salário decente não se garante a resolução dos problemas, mas, sem dúvida, sem ele não há solução alguma.

  26. Dilermando

    30 de março de 2014 7:26 pm

    Invasão “para Inglês ver”

    Quem pegou o tal Menor P foi a polícia federal.  Se dependesse da PM e da Civil ele ainda estaria na cobertura com toda a “vobertura” que lhe deram até agora. 

    E por que sempre avisam que vão invadir favela tal ?  E como explicar que no complexo do alemão ainda tem quadrilha com vários homens armados ? 

    Para onde foram todos aqueles bandidos que vimos fugindo da Penha para o alemão ? 

    Tudo que esse governo faz é TAPEAR o povo enquanto gasta nosso dinheiro com obras faraônicas que pouco irão beneficiar a população. 

     

     

  27. Flavio Martinho

    30 de março de 2014 8:07 pm

    Vixe!!! Como vocês são

    Vixe!!! Como vocês são dramáticos! Querem que em pouquíssimo tempo se transforme um espaço que era/é a sucursal do inferno em um paraíso terrestre e isso sem poder matar nenhum demônio. Um local onde nunca o Estado esteve para em pouquíssimo tempo todos os serviços estejam funcionando perfeitamente. Onde ão havia  um cm de saneamento que tudo já devia estar saneado. Onde matava-se e morria às dezenas diariamente e onde morreram TRÊS soldados em não sei em quantos meses. Arh! Quem agüenta tanta perfeição em tão pouquíssimo tempo quando sabemos que para resolver o problema do tráfico de droga só depois de legalizar o consumo de todo e qualquer tipo de droga conforme defende o Ruy Acquaviva. Que o drogado tenha todo todo o apoio do Estado, apoio bancado com o ‘lucro’ da venda droga pelo Estado. E se mesmo assim ele não aceitar essa ajuda e queira continuar com o vício que continue e que se lasque sozinho e não venha matar os inocentes para manter o vício e garantir o lucro do traficante.

    1. Lucas J

      30 de março de 2014 10:18 pm

      esse comentador apelou para a

      esse comentador apelou para a lógica da privatização: primeiro você para de investir, depois fala que a coisa é uma “sucursal do inferno”, por fim diz que é necessário comentar um crimezinho ou outro, “matar um ou outro diabo” para resolver a questão.

      pronto, um governo de esquerda neoliberalizou a favela. Vamos fazer bolão: quanto tempo para o governo brasileiro liberar verba para grupos privados fazerem as ocupações e “prestarem os serviços” para as comunidades? Não é isso já que o próprio Estado faz com as milicias nas favelas que estão longe do corredor da Copa e das Olimpíadas?

  28. Luiz Gonzaga da Silva

    30 de março de 2014 8:10 pm

    “…lembra o general

    “…lembra o general Westmoreland ao invadir o Vietnã.”

    Ainda bem que Marcelo Santos das Dores, o Menor P, não tem a genialidade militar e o compromisso político com sua comunidade do grande Ho Chi Minh, senão, estávamos lascados.

    Ainda bem que o Napoleão carioca não tem que invadir a Russia, enfrentar as divisões de Wellington ou a esquadra de Nelson,senão, estávamos lascados.

     

    “Os serviços públicos de qualidade não chegaram lá. Houve o desmonte do sistema precário anterior sem que o estado implantasse os serviços públicos.”

    Desmonte do anterior?????

    Basta dar uma passadinha de leve na região de Manguinhos e Alemão para ver a diferença. É claro que se pode fazer muito mais, mas não se pode cobrar solução imediata para problemas de décadas, causados pela  negligência e abandono das localidades pelo poder público. Creio que na história recente do Rio,nunca se investiu tanto nas comunidades. Não sei a quem interessa a desinformação,para mim, futuro eleitor de Lindberg, não interessa.

     

    “…traficantes são membros integrantes das comunidades locais: são os de dentro. “

    Lá pelos anos 70/80, a afirmação tinha certa autenticidade, mas hoje é totalmente fora de propósito. Escadinha e Meio-Quilo eram de dentro, já os atuais, não só são invasores como são opressores das comunidades. A maioria da população  quer vê-los pelas costas da mesma maneira que os policiais corruptos e brutais.

     

     “Por conta do auxílio federal, o governador agradeceu a presidente Dilma Rousseff. “Agradeci à Dilma em nome do povo do Rio de Janeiro. Ela me atendeu prontamente”, afirmou.”

    Cabral tem muitos defeitos, deixo para seus fidagais inimigos enumera-los, mas tem uma qualidade que poucos, ou nenhum, governador do Rio teve. O Rio de Janeiro desde a mudança da capital viveu sempre as turras com o poder central, como consequência, a decadência econômica e social. Cabral percebeu que a forma de acabar com o processo de esvaziamente era chegar junto, com isso, praticamente, associou-se ao governo federal. Todos os programas socias do governo tem trãnsito livre no estado. Lembro-me que quando o Lula lançou o ProJovem, Cesar Maia no Rio e Serra em São Paulo boicotaram o programa.

    Sou daqueles poucos que acreditam que Cabral não está acabado, creio mesmo que se elege com tranquilidade a senador, se disputar é claro.No momento atual não tem cacife para alavancar seu candidato, mas seu apoio será crucial no segundo turno que, espero, tenha o candidato do PT entre os postulantes.

     

  29. Luiz de Souza

    30 de março de 2014 8:34 pm

    As UPPs precisam de apoio

    É evidente que a idéia da UPP é muito boa mas para ela dar certo necessita do apoio complementar  da parte social, que foi sub-utilizada. Quem conhece o Rio, como também aconteceu no resto do Brasil, estas comunidades ficaram largadas durante toda a ditadura até o governo do FHC. Então eles passaram a ser comunidades com costumes e leis à parte e, mesmo agora, com renda maior, necessitam de um choque de cidadania.

    Então é necessário a ocupação imediata por batalhões sociais, ou equivalentes. Implantar logo novas escolas, creches, escolas técnicas, academias, escolas de danças, implantar projetos que gerem empregos na comunidade, entrepostos de mercadorias, etc, etc, etc, e vão criar milhares de empregos.

    Falo isto ser ser técnico na área mas é evidente. Se precisarem de dinheiro o governo federal não vai negar.

     

  30. lucianodecarvalho

    30 de março de 2014 8:36 pm

    este rapaz luis nassif

    este rapaz luis nassif decididamente nao conhece o rio de janeiro.e’ obvio que o dia e’ historico.nada a favor do governador mas sem duvida este fez nos ultimos anos o que nenhum anterior nba minha vida adualta , fez pelo rio de janeiro as comparacoes feitas pelo colunista nao tem o menor cabimento e repito nao sou fa de sergio acbral mas desconhecer o que ele faz e’ de uma ignorancia absurda

    1. franco

      30 de março de 2014 9:38 pm

      O Napoleão

       Com certeza você deve ser estes inúmeros idosos que, Cabral, com dinheiro público fez inúmeras leis casuística, que sempre foi sua plataforma política, o seu legado vai ser os contaneirs, que por si só já indica ser provisório, que acabará

      tão logo saia do governo

    2. mauricio da conceicao

      30 de março de 2014 10:10 pm

      http://oglobo.globo.com/rio/p

      http://oglobo.globo.com/rio/policia-invade-complexo-do-alemao-2919504. este link descreve a epoca da “ocupação”. O soldado que aparece seguyrando o fuzil esteve preso acusado de ser milicano, recebeu varias visitas e depois foi solto.Nassif lhe dou toda a razão.

    3. mauricio da conceicao

      30 de março de 2014 10:12 pm

      Voces nao conhecem a

      Voces nao conhecem a realidade das favelas no rio de janeiro. O secretario de segurança beltrame afirmou que as upps não tinham por objetivo acabar com o tráfico…….EAW  ????

  31. Alex l

    30 de março de 2014 8:56 pm

    Falaram do salário dos

    Falaram do salário dos policiais de Brasília como sendo altos e coisas mais, nota-se que comentários são feitos baseados 100% em falações da mídia manipuladora aliada do PT, em Brasília o custo de vida é altíssimo e esse suposto “super salário???” pouco permite aos policiais.

    Violência e crime se combate a longo prazo com emprego, educação, bons salários para população e valorização da pessoa humana; enquanto isso não for atingido qualquer medida é enxugar gelo; agora o combate paliativo e midiático só pode ser feito com uso de força no mínimo igual ou maior que a força dos bandidos, combater bandidos perigosos e com a certeza de impunidade usando uma linda rosa na mão é idéia de filhinho de papai teórico que nunca teve uma arma na cabeça segura por um maníaco que não tem nada à perder, esses bandidos devem ser combatidos com brutalidade por que essa é a única língua que eles conhecem. O País se encontra em uma caminhada para uma violência sem limites, o governo e a mídia crucificando a polícia como se ela fosse a culpada por tudo, se usam balas de borracha e gás estão sendo agressivos, se nada fazem são omissos; se caçam os bandidos são assassinos de “inocentes” da “comunidade”, se deixar a bandidagem correr solta são destreinados e incompetentes; será que esses loucos que estão fazendo isso não percebem que estão levando o País para o buraco, a polícia nos defende contra bandidos, só temos ela para fazer isso, deixem esses caras fazerem o trabalho deles, deixem eles caçarem esses psicopatas que dão drogas aos nossos filhos, que nos estupram, humilham e matam sem dó alguma; se o status quo de sociedade civilizada ainda é um sonho distante, só temos a polícia para ficar entre nós e os criminosos que infestam as cidades.

    Não importa se o bandido é  rico ou pobre, político ou ladrão de galinha, nascido psicopata ou um coitadinho fruto de uma sociedade injusta; todos são iguais, todos são perigosos e danosos à sociedade, devem ser caçados e banidos da circulação social pelo risco que causam às pessoas de bem e trabalhadoras; esse blablabla de que fulaninho é fruto da sociedade ou que não teve opções é muito bonito mas jamais pode servir de motivo para eximir o delinquente das consequências legais dos seus atos ilícitos. Tem que invadir a favela e instituir um sistema altamente controlador e policialesco até que as evoluções sociais sejam paulatinamente instituídas, quem é de bem não vai se sentir moralmente afetado por abrir uma bolsa ou ter seu carro revistado, muito pelo contrário vai se sentir seguro e protegido pelo estado, agora quem é vagabundo esse sim reclama e sai por aí queimando ônibus e outras barbaridades hoje muito corriqueiras.

  32. João Santos

    30 de março de 2014 9:36 pm

    UPP

    Nassif, na boa, você não faz a mínima idéia do que está falando.

    As favelas não estão pacificadas e não serão em um curto espaço de tempo.

    Só os alienados ficam nessa ladainha.

    É óbvio que terrenos que tiveram um governo paralelo durante 30 anos não serão incorporados de um dia para outro ao ambiente da cidade formal.

    Contudo, é certo, seria só você levantar de sua cadeira e ir constatar em uma  favela com as UPP: AS COISAS MELHORARAM MUITO E NÃO FOI POUCO NÃO, poucos lugares no Brasil melhoraram tanto quanto às favelas cariocas com UPPs. Quem dera se a zona Norte, Leste, Oeste e Sul de São Paulo possuíssem programa similar.

    Nassif, desculpe, mais uma vez o RJ dá um passo histórico e decisivo para resolver o problema da violência no Estado.

    Também não gosto pessoalmente do Cabral, mas ele é sem dúvida muito acima da média dos governadores brasileiros. 

    Aquele abraço,

     

     

  33. Gilberto .

    30 de março de 2014 9:47 pm

    Novos tempos

    Bons mesmo serão os novos tempos que se aproximam. Com Garotinho ou Crivella…

    Se existem críticas a fazer, não é as UPPs, mas à tudo que NÃO se fez após a ocupação.

    As pesquisas mostram que em torno de 40% das populações locais aprovam, 40% não se manifesta e 20 % são pessimistas quanto ao seu resultado.  Há realmente muito a fazer. Não só nas comunidades, mas também na zona sul. Ou foram encontrados bancos piratas e plantações de coca nos morros cariocas? Muito mais fácil que fazer o cerco à droga, é inviabilizar economicamente a sua distribuição.

    Agora, entregar o comando das comunidades (?) ao crime, é inviabilizar qualquer nova proposta e, ao mesmo tempo, a confissão da incapacidade política do estado para alterar a realidade destes locais. 

    Passamos por tempos de muita crítica fácil e de poucas propostas de ação concreta. Quem por aí esta disposto a cessar com as críticas e arregaçar as mangas?

    Curioso que a doença da direita brasileira, da desqualificação e do ressentimento raivoso e sem substância, vai aos poucos contaminado todo o cenário. 

    É necessário melhorar o debate!

     

  34. Fabio Passos

    30 de março de 2014 10:27 pm

    Estúpida “guerra as drogas”

    Descriminalizar as drogas.

    Ao invés de insistir nesta fracassada “guerra as drogas”, imposição moralista dos ianques, implementar uma verdadeira “guerra ao Apartheid Social”. 

  35. Francisco1789

    30 de março de 2014 11:27 pm

    Se não há ação social nas

    Se não há ação social nas UPPs, é brigar para que tenha, certo? Sou um pouco reticente em criticar alguém que faça pouco, principalmente quando ninguém faz nada.

    No Brasil, o politico que levanta a banda da bunda pra dar um peido já está crescendo no meu conceito: a maioria nem se abana.

    A UPP é solução sim, falta agregar a ela o que falta. Pôr abaixo as UPPs seria, no minimo, rasgar dinheiro público já gasto…

    1. Rinaldo Paes

      31 de março de 2014 1:03 am

      O Nassif é meio lerdo…

      Muito bem Francisco, é isso mesmo. O Rio de Janeiro tinha uma população de 3, 4 milhões de habitantes vivendo em favelas com total ausência do Estado. A criação das UPP´s, de uma nova polícia, melhor formada, melhor preparada, melhor paga, foi um grande passo.

      Se alguém acha que ainda falta muita coisa, ótimo, fale, critique, se candidate, faça acontecer, dê o próximo passo. Não dá para simplesmente fadar ao fracasso uma série de iniciativas que já é um sucesso. Há criminalidade em algumas localidades ocupadas, como há no resto da cidade, em São Paulo, em qualquer cidade brasileira.

      Devemos batalhar para que novas etapas sejam cumpridas. Urbanização, serviços públicos, etc. Cobrar os governos municipal, estadual e federal para que cada um cumpra com sua parte.

      Muita coisa boa vai acontecer no Rio nos próximos anos. Muitas obras serão entregues. Corredores de ônibus, metrô, grandes empreendimentos, muitos empregos.

      O Nassif é meio lento mesmo. Briguei com ele por vários anos antes de ele enxergar as transformações que o governo Petista fez no país. As transformações estruturais estão aí e continuam ocorrendo. Daqui um a dois anos, o semi-árido nordestino pode ter mais água que São Paulo. E energia também.

      Temos que continuar essa missão de levar luz às trevas da imprensa marrom.

      Bom domingo pra você.

       

  36. henry H

    31 de março de 2014 12:01 am

    Vai ser duro mudar

    Vivemos numa sociedade estruturada pelo viés patriarcal em que a dominação de uns sobre outros se baseia na agressão, que é o que se assiste aqui neste caso. Esse “patriarcal” ñ tem nada a haver com dominação pelos homens. Me refiro a homens e mulheres que tem uma “cultura” patriarcal, que é centralizada na desconfiança, controle, apropriação, dominação, submissão, etc. O cultivo desses fatores só se fundamenta pela agressão, uma das premissas de poder. Enquanto se pretender mudar mazelas sociais com essas ferramentas, nada mudará… podem tirar o cavalo da chuva.

  37. Darci Rossa

    31 de março de 2014 1:15 am

    Esquerdas

    O Rio se tornou uma verdadeira MERDA depois que o primeiro esquerdista, depois da revolução redentora de 1964, botou a maioria deles pra correr, assumiu o poder, o GAAAAAnde  leonel brizola concluiu que os favelados não devia ser incomodados pela policia, pois eram coitadinhos,  frutos da sociedade burguesa capitalista que os massacrava. Aí a bandidagem tomou conta.

  38. Antonio Passos

    31 de março de 2014 1:42 am

    Lamentável crônica. O que eu

    Lamentável crônica. O que eu pagaria pra ver é as pessoas que criticam tão ferozmente as UPPs, SUGERIREM algo que fosse adequado para a situação. 

    Só não vale sugerir que em seis meses o governo transforme as favelas em “bairros de Estocolmo”. Até porque pode dar idéia ao Moreira Franco e ele pode prometer isto na próxima eleição.

  39. Mauro Santos

    31 de março de 2014 1:46 am

    UPP

    Li o texto todo. Fiquei esperando que no final tivesse uma proposta, uma nova solução, mas não vi nada. Só rancor e torcida contra. Criticar é fácil. Vai lá colocar a cara sem nem saber de onde vem a bala!!!

    1. msilve

      31 de março de 2014 11:46 am

      Mesmo comportamento. Esperava

      Mesmo comportamento. Esperava uma proposta.

      É uma situação dificil, produto de décadas de descaso e avanço do tráfico. Pode não ser o ideal, mas é um primeiro passo. Gostaria muito de ver a sociedade organizada agregando propostas.

  40. claudio mesquita

    31 de março de 2014 1:57 am

    Toda vez que surge esse

    Toda vez que surge esse assunto me lembro de um artigo do Millor Fernandes no Pasquim no final dos anos 70.

    “Isso não vai dar certo”, era o nome do tal artigo. Falava do boom acontecendo na Rocinha, com as contruções irregulares começando rapidamente a subir o morro. “Se não controlar agora, depois ninguém controla mais”, dizia mais ou menos assim.

    Devido ao deficit enorme de moradias, a ausência de políticas habitacionais  e a leniência na fiscalização, essas comunidades precárias se espalharam por todo RJ. Sem estrutura urbana nenhuma. A Rocinha jé emendou com o Vidigal.

    Às vezes eu vejo aquelas cenas aéreas onde os complexos de favelas que se perdem no horizonte, eu penso: isso não vai dar certo. São verdadeiros labirintos onde moram mais de 100 mil pessoas, e muitas bunkers da bandidagem que mantem a população refém da violência.

    Em pricípio eu sou a favor das UPPs. Afora esse discurso cafona e demagógico do Cabral, acho certo avisar antes: olha, a gente vai entrar com tudo, não adianta nem tentar revidar. Acho isso para evitar tiroteio e preservar a integridade dos moradores. Um tiro de fuzil atravessa a parede de um barraco.

    Ainda mais agora que a bandidagem veio pra cima e começou a tocar terror e matar até PMs. Não precisa ser a favor do Cabral nem da PM. mas aturar bandos de moleques alucinados, de moto, armados de fuzis circulando por aí e atirando nas cabines da PM é complicado. Não dá pra recuar, tem que impor a autoridade do estado (êta expressãozinha complicada) senão vira baderna. Sem contar que vem aí uma eleição para governador e tem muito político envolvido com milícias e esquerdinhas oportunistas que esperam tirar proveito do caos e da violência. Tem que desmoralizar as UPPs, parece ser o mote.

    Agora tem que investir nas comunidades, e muito. Precisa trazer saúde, educação, esporte e lazer pra essa população. A gente vê cenas da favela da maré e fica impressionado com a precariedade. Já li que o governo federal já investiu mais de um bilhão no complexo do alemão e tem planos para mais de bilhão na rocinha. Acho que alguma coisa tem sido feita. Ficar simplesmente atacando a PM não resolve, precisa cobrar as melhorias.

     

  41. Abanador

    31 de março de 2014 2:27 am

    FRANCISCO 1789, muito

    FRANCISCO 1789, muito bem! 

    Você foi conciso e até mesmo muito educado ao dizer ser “um pouco reticente”.

    Aos que “nem se abanam” ( kkkkkkkkkkkkk), as suas enxutas e sábias palavras. 

     

  42. Cunha

    31 de março de 2014 2:39 am

    Uppantomima.
    Invasão com aviso prévio é o mesmo que mandar o restante da região metropolitana do Rio se ferrar. Moradores passaram a sofrer de coisas que só se ouvia sobre o Rio. Traficante pé de chinelo dominado por traficantes tubarões. O que era arriscado,ficou perigoso. O antigo Estado do Rio virou tapete para a bandidagem da capital ser varrida para baixo.

    1. Alexandre Meloni

      31 de março de 2014 5:44 am

      É engraçado como muitas

      É engraçado como muitas pessoas da classe média acham que a coisa piorou. Era péssimo para uns poucos favelados, mas está passando de péssimo para ruim nesses locais, ou para menos que bom. Já para a elite, passou de “mamata” para menos que bom. Houve uma “democratização” dos problemas, ou seja, os problemas se distribuíram.

      O que é ruim é que a mídia PiG manipula tanto que a classe média não enxerga o óbvio dos males que levaram à escalada do crime e tráfico, que foi o desemprego gigantesco oriundo da era neoliberal do PSDB e FFHH (e aí Joaquim, vai condenar os crimes do PSDB  também ou não?), aliada às bobagens feitas pelos generais presidentes (ditadores), tais como pagar caro por usinas nucleares e tecnologia sem comprovação de enriquecimento do urânio ( o “jet nozzle”), gastar fortunas com Itaipu só para dizer que tinham a maior usina do muindo (um grande feito brasileiro, sem dúvida, mas com custo financeiro altíssimo e feita em oportunidade inadequada), além de outras barbeiragens como a empáfia de Geisel de não acreditar na informação passada pelo Delfim Netto que o presidente francês V. Giscard D’Estaingn o havia informado de que haveria boicote de petróleo. Geisel desdenhou a informação do presidente frencês e deu com os burros n’água, lavando o Brasi pro brejpo da dívida e década perdida. E o pior da ditadura foi piorar muito, mas muito mesmo, o ensino básico, com diminuição de carga horária de história, eliminação da filosofia, elimiminação do francês e latim (em 1970, na 7ª série, eu tinha 4h semanais de francês e 4h de inglês, mas no ano anterior meu irmão ainda teve latim: tudo isso em escola estadual gratuíta, sendo as estaduais Major Pereira e João XXIII as melhores escolas de Itajubá, MG), pois para ditaduras, cabeças pensantes são um perigo…

      O QUE FALTA, PRINCIPALMENTE EM TODO O BRASIL, É PAGAR BEM OS PROFESSORES, pois até os 50% das verbas do FUNDEB (ATENÇÃO PRESIDENTA DILMA!) para esse fim estão sendo desviadas pelos milhares de prefeitos Brasil afora, principalmente no poço sem fundo chamado “manutenção de ônibus escolar”, onde peças e mão-de-obra são cobrados em triplo e defeitos fantasmas surgem às centenas. Uma das maiores fontes de desvio de verba da educação e de orçamentos municipais. Nassif, veja o caso de Monte Sião, em MG, que é esclarecedor! Ou Pìranguçú, onde os professores e MP-MG entraram com ação para essa verba ser paga aos professores, mas o “judiciário” vem enrolando mais de 3 anos o processo…!

      Eu acredito nas UPPs. Mas, realmente, falta maior presença do Estado, abrindo ruas mais largas e arborizadas (verticalizando um pouco as favelas para abrir o espaço), construindo ou melhorando os CIEPS e colocando mais escolas em tempo integral, levando postos de saúde e mesmo pequenos hospitais para esses locais, bem como providenciando saneamento básico e, no caso da Maré, limpando o esgoto da Baía da Guanabara, ao menos alí no local da favela, etc.

  43. GLBARRO

    31 de março de 2014 2:45 am

    As UPP foram uma mudança nas

    As UPP foram uma mudança nas comunidades sem tamanho.

    É um enorme erro etendê-las como politica de segurança sómente. Acompanhei a implantação na Cidade de Deus, Mangueira e Complexo de Sao Carlos e Santa Tereza.

    Muda tudo, ninguem imagina que só a presença policial vá acabar com o tráfico, mas quebra a ocupação ostensiva pelo tráfico.

    A mudança nas regiões são enormes, o entorno ganha vida, as pessoas passam a andar na rua.

    A criminalidade muda, antes encastelada precisa ir para o asfalto onde está em desvantagem e perde com freguencia.

    A favela é um mundo sem lei em todos os sentidos, Se existem dificuldades na Rocinha, Alemão e em algumas outras, a Tijuca, Vila Isabel, São Cristovão, Santa Tereza, Rio Comprido, Catumbi, Zona Portuária mudaram completamente, não se resolveu tudo, mas sem demagogia começou a se procurar uma solução.

    Particularmente fui influênciado negativamente, sou vizinho de uma comunidade que não tinha tráfico e por conta da UPP em suas áreas de origem estão tentando se implantar aqui. 

    Isso é uma luta para décadas, mas a Rosinha (Rocinha), Rui ( CDD), Santana (Fallet), Braulio (Borel), Carlos (Banco) , Cafezinho (Pavão), tiveram suas vidas mudadas, isso não é mais teoria!

    Quer discutir UPP, sobe o morro e fala com as pessoas! Está tudo mudando e estão todos aprendendo com isso sem demagogia!

     

     

     

     

  44. Testemunha in Loco

    31 de março de 2014 4:55 am

    O buraco é ainda mais, muito mais embaixo

    Concordo com o que você escreveu, Nassif, menos com a última frase. Reproduzo-a:

    “Não adianta um plano bom na teoria se, na hora da sua aplicação, tem que se contar com o fator humano, de uma tropa habituada ao conceito do inimigo externo e do uso da força e da autoridade – em um ambiente que exige muito mais a assistência social.”

    O que acontece e torna tudo mais complexo é que essa “assistência social” é quantitativamente tão despreparada quanto as forças policiais. Na grande maioria das vezes, são profissionais (funcionários públicos de carreira ou contratados pelas famigeradas OSs) oriundos de classe média baixa ou média mesmo, e armados com seus inúmeros preconceitos de classe.  Ou seja, são também “externos”, “de fora”, como você aludiu aos policiais. Como se não vivêssemos todos no mesmo mundo.

    Se não fazem revistas truculentas e controle do ir e vir, exercem mão pesada na burocracia. Se não seguram em armas de fogo, empunham discursos moralistas também muito agressivos. Fazem patrulha dos costumes e não cansam de vociferar de que a pobreza é fruto da preguiça e da vagabundagem. O preconceito contra o Bolsa-Família é extremamente comum nessas categorias, nas quais se incluem os funcionários da área de saúde, educação, habitação, assistência social. E podemos acrescentar também aí o terceiro setor.

    Não que não haja belas exceções. Mas o discurso conservador impera. Duas de suas facetas mais comuns são: de um lado, o discurso autoritário e elitista que abusa da burocracia e da retenção dos serviços (exemplo: subatendimento nos hospitais, muitos médicos que trabalham uma carga horária muito abaixo da contratada); de outro lado, o paternalismo e o clientelismo, a concessão dos serviços em troca de favores da comundade (que retribui com uma alta tolerância em relação à baixa qualidade geral do serviço). Isso sem falar do assistencialismo, de profissionais até bem intencionados, mas que esbarram incessantemente num voluntarismo capenga apenas para satisfazer a própria culpa narcísica.

    O que quero dizer é que existem sim muitos serviços públicos destinados às comunidades pobres, embora em número bem abaixo do necessário (isso é um consenso, vamos então nos aprofundar no problema). Exemplo: mais de mil unidades escolares no Rio de Janeiro – a universalização das vagas escolares (exceto creche) é uma realidade na cidade há bastante tempo. Mas e a qualidade dos educadores? E o teor político empunhado pela grande maioria desses profissionais? E a quantidade imensa de livros didáticos que é desperdiçada a cada ano (enquanto as editoras, grandes financiadoras de campanha, seguem com contratos renovados sem o menor questionamento)?

  45. Ronaldo Costa

    31 de março de 2014 5:24 am

    Atitude ou mistificação

    Somos um belo país, rota preferencial do turismo sexual e consumido por mazelas como a bandalheira política institucionalizada. Um dia, o estado da mais bela cidade deste país de belezas, elegeu um luminar da política para governá-lo e tal cidadão, seja por desconhecimento dos enfrentamentos ocorridos no passado do estado visando aprimorar a segurança da população, ou, por total falta de imaginação, equacionou o combate à marginalidade da cidade nos moldes de guerra urbana, como alguns de seus antecessores ja o haviam feito e fracassado e para conferir a tal projeto seu toque pessoal criou as fantásticas UPPs, sistema que substitui nas comunidades menos favorecidas, o terrorismo do tráfico pela opressão do aparato de segurança do Estado, o que no caso do Rio de Janeiro significa impor aos moradores das comunidades mais humildes a presença intimidadora de pessoas violentas que tem suas atitudes avalizadas pelo aparato legal do Estado. Se tais UPPs. visassem efetivamente pacificar a cidade seriam obviamente instaladas em todos os seus bairros, ou seja, haveria UPP em Ipanema, no Leblon, na Barra, em Copacabana, na Tijuca, no Meier, etc., que poderiam substituir as atuais e anacrônicas estruturas de batalhões e conferir maior agilidade ao serviço policial em toda a cidade. Ocorre que o objetivo verdeiro de tal projeto de segurança é pontual e tem prazo de validade que todo o país conhece, senão, porque de maneira recorrente as providências necessárias a implantação de tais unidades sempre facilitam a evasão dos chefes do tráfico dos locais a serem ocupados, os quais, naturalmente voltarão a seus redutos assim que a poeira assentar. São muitas perguntas, mas, as respostas nem são tao misteriosas. É apenas mais um embuste imposto ao bom povo carioca.

  46. Walber F. dos Santos

    31 de março de 2014 5:43 am

    Excerto estraído do post “De

    Excerto estraído do post “De que maneira efetuar o isolamento? Mantendo permanentemente o estado policial, as barreiras ao trânsito de pessoas? E, para tanto, valendo-se do poder de polícia, da autoridade e do arbítrio.” que denota criar um estado policialesco dentro das favelas ocupadas.

    No Alemão enquanto o Exercito esteve atuando foi feito este tipo de trabalho,inclusive com monitoramentos de residencias locais suspeitas.

    A consequencia foi que os traficantes formigas que permaneram morando dentro da comunidade ensaiaram sabotar o trabalho do Exercito. Houve situações que mostrava que os traficantes não queriam o Exercito, FA experiente,  no local.

     De outra visão,os traficantes, agindo em áreas remotas,não perderam o controle do território, embora a ocupação fisica ocorresse. Os chefes do tráfico, não perderam a idéia de que aquele território da comunidade  ainda lhe pertenciam como mercado e como area de hegemonia de poder “militar estratégico”. Portanto, “estrategicamente”,estes chefões deram tempo ao tempo para ensaiar a resistencia oculta do tráfico, contando com a conivencia dos dependentes quimicos moradores locais e a insatisfação de quem levou prejuízo com a expulsão dos pontos de venda de drogas do local.  Vendo por este contexto,para um parcela da comunidade vicida e agregada a cultura do tráfico não interessava uma ocupação cerrada militarmente com monitoramento com feitio de guerra inacabada.

    Uma coisa que criou um hiato nestas comunidades foi a falta dos bailes funks patrocinados pelos chefões  do tráfico. Diversão de cara limpa não agradou a muita gente jovem destas comunidades.Reaprender a conviver com outra cultura demanda tempo e pedagogia familiar que as familias não tem.

    A saída do tráfico criou um vácuo cultural e economico na favela que demadaria um mega projeto educaional,agregando vários profissionais da área de serviço social,da area de educação, da área de saúde , da área economia e da área de segurança pública.

    É CONDIÇÃO SINE QUA NON que a repressão, como modus operandi do cordão de segurança dos moradores fosse permanente e intensivo.Contudo, se daria visibilidade maior para  as ações sociais. 

    Desse modo, a presença das forças policiais deveria ser um detalhe diante deste mega projeto social que invadiria a comunidade como um tsunami  de cidadania gerando direitos focados na mudança do modus vivendi e qualidade de vida.

     Ademais, o tráfico acionou seu braço político e seus intelectuais para formarem opinião pública do gênero que induzia a estigmatizar o excelente trabalho do exército como opressores e repressores de trabalhadores pacatos. Desse modo, as forças ocultas do tráfico,trasvestidos de formadores de opinião, começaram a espalhar que o EXÉRCITO estava IMPONDO dentro da favela um estado de sítio.   

    Sendo assim, a guerra depois da ocupação do território da comunidade do Alemão – ou qualquer delas – virou uma guerra ideológica e política. Ideológica,porque os traficantes financiavam agentes formadores de opinião pública com o fim de colocarem a pecha de repressores nos soldados do Exercito ocupantes da favela,fazendo lembrar o tempo da DITADURA.Acredito que isso desagradou muito os generais e oficiais envolvidos na missão. A guerra política se deu por conta de que muitos políticos ficaram com ciúme de que  as UPPs dessem certo.LOGO, VIBRAVAM COM QUALQUER ATAQUE DOS TRAFICANTES infiltrados contra soldados do Exercito ou PM’s.Vide exemplo do Garotinho em seu sítio eletronico.

    Por outro lado,as UPP’s serviram de motivo de pressionar reivindicação de salário para os PM’s. Este tipo de pressão mostra que para os policiais militares não há interesse em defender a comunidade sem a contraprestação do Estado em atender seus privilégios corporativos. Este comportamento mostra  que a PM não tem consciencia política e social dos efeitos da nocividade do Poder PARALELO. Falta entender que é o Poder Paralelo que insufla o confronto entre bandidos e PM,gerando a morte de milhares de policiais.

    Acredito que as UPPs vão se transformar em  um modelo de militarização da democracia.Um mal necessário que teremos que conviver enquanto perdurar o poder paralelo do tráfico.

    1. Walber F. dos Santos

      31 de março de 2014 5:14 pm

      Correção
       
      Onde esta escrito

      Correção

       

      Onde esta escrito “Excerto estraído do post” ,leia-se  “Excerto extraído do post “.

  47. Alex Mendes

    31 de março de 2014 6:07 am

    Copiar – colar falha

    Nassif,

    Pq o copiar-colar do Word falha? Não consigo colar meu texto (mesmo sem formatação) e nem anexar um pdf. É possível aguém ajudar?

     

    1. Renato Laureano

      31 de março de 2014 11:32 am

      copiar colar falha

      Copie o conteúdo de um arquivo DOC ou PDF para um arquivo TXT. Depois copie este conteúdo do arquivo TXT para onde voce quiser … boa sorte

       

  48. Alex Mendes

    31 de março de 2014 6:15 am

    Que susto

    Poxa, Hélio, que susto…

    Você aí com esse chapéu me pareceu ser o tal colonista que nem gosto de citar o nome, daquela revista neo-nazista que o Mino Crata chama de “a fina flor do fascio”, a qual odeio ter que citar o nome.

    É ruim, é ruim, é ruim… Só de imaginas as 4 letras!

    1. Hélio Jorge Cordeiro

      31 de março de 2014 12:09 pm

      Cruz, credo, Alex! E também

      Cruz, credo, Alex! E também não sou aquele que Paulo Henrique Amorim denomina de “o dos mútiplos chapéus”.

  49. Marcelo Siq

    31 de março de 2014 6:55 am

    UPP

    Realmente, falar de UPP sem subir o morro é apenas teorizar.

    Não somos ingênuos em acreditar que somente a presença da UPP é suficiente para acabar com o tráfico, mas a presença da UPP tira aquele temor constante de, por exemplo, um traficante tomar sua casa, e isso acontece, onde eu moro moradores antigos foram expulsos por traficantes.

    Moradores não podem andar livremente porque o sobe e desce de traficantes altamente armados é constante e, o pior, as crianças ao conviverem com isso, tem os traficantes como exemplo do que querem ser quando ficarem adultos, afinal são os caras poderosos do local. Com a UPP se quebra essa estrutura de ocupação de território promovida por traficantes.

    Até o final do ano passado, onde eu moro, tínhamos rajadas de tiros quase que diariamente, a quantidade de motos com dois traficantes em cima era a todo instante, subindo e descendo, minha casa vivia trancada. Depois da instalação da UPP isso tudo acabou, a sensação de segurança voltou, as pessoas já podem andar mais tranquilas pelas ruas.

    A UPP tem o objetivo de tomar de volta os territórios ocupados por traficantes, esse objetivo tem sido alcançado. Melhorias, claro, tem que haver sempre, não é uma saída infalível, mas não ter mais a presença de traficantes armados passando pela sua casa a todo instante é um alívio. 

  50. Fernando Antonio Moreira Marques

    31 de março de 2014 7:20 am

    É por aí! Os de dentro e os de fora!


    É por aí! Os de dentro e os de fora.

    Na verdade os traficantes nunca foram de afrontar os grandes acontencimentos no Rio. Nestas ocasiões normalmente ficam quietinhos nos seus cantos! Como dizia Nenem Prancha, “na hora do sufoco recua os halfs para evitar a catastre”.

    Só foram estabanados nas brigas internas pelo controle de áreas. Neste aspecto sempre foram muito mais estabanados que, por exemplo, os bicheiros. Que tinham suas desavenças internas por domínio de pontos, mas nunca interferiram com a população. Quer queiram ou não os bicheiros sempre foram de outro “nível social”. Os jovens do trafico mostram um deslumbramento com o poder e as armas quase infantil.

    Parece que ainda não aprendemos a trazer a Senzala para junto da Casa Grande. Se o temor no tempo do império da revolta das Senzalas sempre existiu, agora com o poder do tráfico ele é real e está aí! Como resolve-lo é a grande questão. Só com a UPP não teremos solução à vista.

  51. Anibal Vilela

    31 de março de 2014 9:46 am

    Nassif está Pessimista e Não mora no Rio de Janeiro

    Discordo do Nassif. Ele está sendo pessimista. As UPPs estão dando certo, pelo menos naquilo que se esperava delas. Não são a salvação do mundo, mas hoje o Rio de Janeiro está muito melhor, por conta da implantação das UPPs. O maior indício de que as UPPs estão sendo eficientes em seu objetivo, é que o tráfico está se unindo para combatê-las. Se elas não estivessem atrapalhando os traficantes, para que eles haveriam de atacá-las ? O uso político das UPPs, é que está sendo exagerado pelo Cabral. Mas isso já é uma outra história, e deve ser decidida nas urnas. Nenhum novo governante, seja de oposição ou da situação poderá retorceder na ocupação das favelas do Rio. Não tem mais volta. Avante Beltrame !

    1. Carlos Dias

      1 de abril de 2014 5:15 pm

      Anibal, o Nassif vive com a cabeça

      na maravilhosa Sampa, nos Sarais de Recife e nos mares de morros das Minas Gerais….

       

      Ninguém pensou que as UPPs resolveriam os graves e profundos problemas. Eu mesmo fui extremamente cético sobre esse tema.

      Mas posso dizer como morador de áreas bem problemáticas, digamos assim. Melhorou muito…

       

      Anibal, eu tenho aqui uma coleção de balas achadas. Curiosamente no dia em que foi eleito nosso saudoso presidende Lula, estava eu ainda pasmo em constatar que essa façanha havia sido possível, e passeava pelas ruas aqui do bairro. Um terrivel tiroteio começou na área dos morros do Estácio.. olhei na direção do Sambódromo e uma pequena luz vermelha cruzava o céu.. era uma bala traçante.. como é supersônica, você só ouve o estampido após ela passar por você.. pois é, e eu, que já até presumia o tipo de arma, o calibre, etc apenas pelo estampido, hj em dia me esqueci, porque eu nunca mais ouvi nenhum disparo nessa região…

      E minha coleção está parada desde 2009.. Nao acho mais balas de chumbo quando passeio com meus cockers, não vejos bondes” com bandidos (?) armados de automóveis pelas madrugadas, o número de assaltos diminuiu nessa região, o que se refletiu na valorização dos imóveis, etc..

      Para além das fanfarronices do Cabral. E não votei em Cabral, e penso que ele perdeu grande oportunidade de fazer uma reviravolta no Rio.

      Mas, pera ai, não entendo esse clima instalado nas mentes das pessoas.  Falam que o governador tornou-se um pária. Ele não foi pior do que os últimos 6 governadores. E Cabral não é pior que geraldo Opus Dei.

      Qualquer idiota que tenha lido as origens dos estados constatará que a segurança e o estabelecimento de um corpo armado para manter o estado de segurança é o marco zero de qualquer unidade econômica e administrativa. Durante anos ouvimos os raivosos falarem que precisávamos intervir nas áreas “tomadas pelo tráfico” , e outras sandices. Pois bem, Cabral fez isso.. e agora os mesmos reaças detonam suas obras.. Eu não acho que UPPs sejam solução, nem nunca achei. eu penso que não sou ingênuo.. Mas desmerecer toda essa obra que foi feita e toda melhoria que trouxe é, no mínimo, miopia mental.

    2. Carlos Dias

      1 de abril de 2014 5:15 pm

      Anibal, o Nassif vive com a cabeça

      na maravilhosa Sampa, nos Sarais de Recife e nos mares de morros das Minas Gerais….

       

      Ninguém pensou que as UPPs resolveriam os graves e profundos problemas. Eu mesmo fui extremamente cético sobre esse tema.

      Mas posso dizer como morador de áreas bem problemáticas, digamos assim. Melhorou muito…

       

      Anibal, eu tenho aqui uma coleção de balas achadas. Curiosamente no dia em que foi eleito nosso saudoso presidende Lula, estava eu ainda pasmo em constatar que essa façanha havia sido possível, e passeava pelas ruas aqui do bairro. Um terrivel tiroteio começou na área dos morros do Estácio.. olhei na direção do Sambódromo e uma pequena luz vermelha cruzava o céu.. era uma bala traçante.. como é supersônica, você só ouve o estampido após ela passar por você.. pois é, e eu, que já até presumia o tipo de arma, o calibre, etc apenas pelo estampido, hj em dia me esqueci, porque eu nunca mais ouvi nenhum disparo nessa região…

      E minha coleção está parada desde 2009.. Nao acho mais balas de chumbo quando passeio com meus cockers, não vejos bondes” com bandidos (?) armados de automóveis pelas madrugadas, o número de assaltos diminuiu nessa região, o que se refletiu na valorização dos imóveis, etc..

      Para além das fanfarronices do Cabral. E não votei em Cabral, e penso que ele perdeu grande oportunidade de fazer uma reviravolta no Rio.

      Mas, pera ai, não entendo esse clima instalado nas mentes das pessoas.  Falam que o governador tornou-se um pária. Ele não foi pior do que os últimos 6 governadores. E Cabral não é pior que geraldo Opus Dei.

      Qualquer idiota que tenha lido as origens dos estados constatará que a segurança e o estabelecimento de um corpo armado para manter o estado de segurança é o marco zero de qualquer unidade econômica e administrativa. Durante anos ouvimos os raivosos falarem que precisávamos intervir nas áreas “tomadas pelo tráfico” , e outras sandices. Pois bem, Cabral fez isso.. e agora os mesmos reaças detonam suas obras.. Eu não acho que UPPs sejam solução, nem nunca achei. eu penso que não sou ingênuo.. Mas desmerecer toda essa obra que foi feita e toda melhoria que trouxe é, no mínimo, miopia mental.

  52. Ailton

    31 de março de 2014 11:34 am

    Um  Brasil que muitos

    Um  Brasil que muitos brasileiros não conhecem. Um desafio imprevisivel. 

  53. sebastiao pinto de arruda

    31 de março de 2014 11:57 am

    UPPS

    É muita inocencia pensar que a simples instalação das UPPS,nas favelas  resolveria o problema ,acabando com a criminalidade.Isso não basta e não bastou.Necessário,se faz que sejam feitas  ações continuadas e constantes de apoio ao trabalaho das UPPS,nessas localidades chamadas de pacificadas. Pois do jeito que está é a mesma coisa que construir um Hospital,com equipamentos modernissimos e tão ter  gente capacidada para faze-lo funcionar

  54. marcos paiva

    31 de março de 2014 12:00 pm

    Rio de Janeiro_UPP

    Vivemos num país tão cheio de contradições e fatos lamentosos que nos entristecem tanto. Queria poder abrir os noticiários e encontrar mensagens positivas que ajudassem a pensar melhor o Brasil. A mídia fantasiosa contribui para baixar o moral e as esperanças por dias melhores, seja o que for feito, veem sempre o lado bizarro, torcendo para dar errado. Nutrem, talvez, um ódio pelo governante ou seja lá por quem, esquecem do povo que sofre.

  55. Laure

    31 de março de 2014 12:08 pm

    As UPPs foram a simples e

    As UPPs foram a simples e revolucionária medida para as favelas do Rio. É fato inquestionável que a situação melhorou, e muito, tanto para os moradores quanto para os vizinhos das favelas, como eu, por exemplo. Quem não mora do Rio tem uma visão equivocada sobre as UPPs, como o Nassif, talvez pelo superdimensionamento das notícias negativas dadas pela imprensa. Mas daqui vejo que a população o apóia decisivamente. Acho que a luta deve ser focada nas melhorias desse projeto, não na sua extinção, que traria o dilúvio certamente.

  56. luis roberto moraes

    31 de março de 2014 12:38 pm

    UPP

    UPP – Uma Porcaria Podre – Não dá para apoiar esta idéia , este engana-nenem. Ora, a política de sgurança pública no Estado dom Rio de Janeiro é rdícula, falida e fracasada. Se tivéssemos uma segurança pública eficiente, o Sérgio Napoleão Cabral já estaria na cadeia, ele é muito pior do que os traficantes das comunidades. A estratégia é a seguinte : Com a bosta da upp, os bandidos deixam o morro ocupado e vão atuar em outro lugar. Os ídices de criminalidade no Rio de Janeiro são alarmantes. Primeiro passo eficiente: Cabral e Eduardo Paes na prisão. Aí sim…

     

  57. Jairinho

    31 de março de 2014 3:26 pm

    UPP

    Que Deus cubra com seu sangue os que ficarem lá após saida das forças federais, que não sejam expostos e servirem meramente como buxas de canhão Cobre Senhor com o teu sangue todos os pais de familia no desenrolar de sua missão árdua e imcopreendidas…

  58. jcordeiro

    31 de março de 2014 4:48 pm

    Preparação para a “ofensiva do Tet”?

    Nassif: exageros à parte, a comparação do fazer do governador com a do general Westmoreland achei-a inoportuna. O caso e a situação são mais complexos. Concordo que o “Napoleão carioca” tem uma estratégia aparentemente esdruxula, no tocante a guerra que enfrenta. Mas que estaria sujeito a uma “ofensiva do Tet” próximo à Copa e que seus “generais locais” aplicam, não poucas vezes, a tática de “atirar em tudo que se move”, nisso incluindo pessoas fora do contexto do tráfico, isto é inegável. Concordo com a idéia que o tráfico impera com mais força onde, socialmente, o Estado falhou. Mas veja que o cérebro do tráfico não reside nos “morros”. Os bilhões e bilhões que o tráfico arrecada não fica no “morro”. O luxo que é garantido pelo lucro bilionário do negócio do tráfico não fica no “morro”. Já foi sugerido procurar “cabeças e administradores” no bairro do Catete, e da Glória, e do Flamengo, e de Botafogo, e de Laranjeiras. Uns mais radicais remetem ao bairro do Jardim Botânico, no seio da nobreza. Mas, especialmente a mídia televisiva, de penetração nacional, insiste em situa-la nos morros, onde pequenas pontas de “iceberg” despontam, enquanto o corpo volumoso da bandidagem permanece submersa. Dizem que é para desviar a atenção para o verdadeiro lugar e bandidos, autêntica “cumplicidade”, remunerada por substanciosos espaços comerciais. Há quem leve a questão até à Capital, para o tripé institucional da República. Então, a questão extrapola o simples ideário de Unidade de Polícia Pacificadora. E nisso ele, o governador, não quer tocar, nem antes, nem durante, nem depois do ano eleitoral. Não é prendendo a ex-mulher de “A” ou “B”, como jubilosamente expõe o G1, que se vai ao cerne da questão. Não é só de UPP que vive qualquer da favela…

  59. Clever Mendes de Oliveira

    31 de março de 2014 11:40 pm

     
    Luis Nassif,
    O inusitado da

     

    Luis Nassif,

    O inusitado da comparação inverossímil é ela não servir nem para a polêmica como parece que é o que o embala quando se dispõe a redigir um texto bastante exagerado.

    Aqui o limite do bom senso foi ultrapassado e não me surge nenhum aspecto que eu pense em comentar.

    Vejo, entretanto, Napoleão lá no meio de Sergio Cabral. Sergio Cabral um pobre coitado que ganhou, talvez até por causa disso, o apanágio da Globo, pois aquela sabe que é mais difícil dominar os que não o são.

    Fiquei então imaginando de onde foi que você tirou o Napoleão. Seria dos muitos posts que comentam a situação da Rússia, em que parece que a realeza europeia quer de novo avançar sobre o país siberiano, relembrando a epopeia do Corso?

    Pode ser, entretanto, por motivo mais prosaico. Talvez queira se referir ao problema da cisticercose cerebral, doença provocada por alimento contaminado por larvas da tênia que afligiu o governador lá no final da década de 90. Sobre isto deixo o link a seguir do blog de Dacio Malta vinculado ao neurologista Sergio Novis:

    http://daciomalta.com.br/?tag=sergio-novis

    Junto ao texto intitulado “A doença do governador” de terça-feira, 13/07/2010 às 02:37, e nos que se seguem há a informação de que a entrada de Sergio Cabral na quinta-feira, 04/03/2010, no hospital Quinta D’Or não foi em razão de recaída da doença que lhe acometera dez anos antes.

    É, seria uma possibilidade. Não faz sentido, entretanto, utilizar este argumento em um questionamento ainda que exagerado às UPPs. É bem mais provável que tudo não passou da semelhança entre Sergio Cabral e o moribundo famoso da ilha de Santa Helena.

    Clever Mendes de Oliveira

    BH, 31/03/2014

  60. Carlos Dias

    1 de abril de 2014 5:25 pm

    Ja que entraram Napoleão, general miricanu, bomba atomica

    eu creio que ser contra as UPPs é, muito mal comparando (mas melhor que general americano no peninsula do Vietnan..), similar a ser contrá os Mais Médicos.

    São programas emergenciais e que chegarão a um ponto de saturação inevitável… ncrível como o Nassif não parece ver a similaridade, essa sim verdadeira entre as UPPs e o Mais médicos..

     

    Indignação seletiva X apologia seletiva….

     

    Ai ai aaaiii… Primeiro de Abril é sempre assim.. Até blogueiro resolve nos pregar peça……

  61. Raí

    2 de abril de 2014 9:22 pm

    Julgamento precipitado.

    Acho precipitado e pouco inteligente, achar que o projeto UPP, tenha fracassado.

    Desde a existencia do Estado do Rio de Janeiro, que esta praga do domínio daquelas comunidades, e seus domínios estavam sendo aumentados a cada dia, e a população estava perdendo a confiança, em qualquer reação da segurança pública, e esquecendo que tem direito à uma vida dígna, segura e cidadã, o que seria impossível ocorrer, com aquela rotineira segurança exercida, até a administração da Sec. de Segurança, do atual Secretário, um homem do bem.

    Entretanto só com o efetivo local, e sem mais investimentos am armas e condições de trabalho operacional e de inteligencia, a polícia estadual, já admitia, está perdendo a batalha contra os traficantes e “donos do pedaço” daí a necessidade, da intervenção federal com as tropas da Fôrça de Segurança, que sem rabo preso com os habitantes locais, têm independencia para agir com o rigor que for preciso, para intensificar o trabalho já desenvolvido até agora, que porem estava ficando desigual no enfrentamento à bandidagem destas comunidades.

    Jamais no R.J, uma operação obteve tanto sucesso, porem não dava para continuar no atual estágio, que corria o risco, de definhar definitiva e rapidamente. Resta ao sucessor, interino e ao sucessor deste, a continuidade das ações em parceria com o Min. da Justiça, e as fôrças de segurança federais.  

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