4 de junho de 2026

Tensões externas levam cotação do ouro a bater US$ 3 mil

Protecionismo de Trump e incertezas geopolíticas aumentam busca por segurança; contudo, minério segue abaixo da máxima histórica
Foto de Michael Steinberg via Pexels.com

A cotação do ouro bateu novos recordes e ultrapassou a marca nominal dos US$ 3 mil pela primeira vez na história, em meio à busca dos investidores por ativos mais seguros e o aumento das tensões em torno da economia global.

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O preço da onça chegou a US$ 3.001,20 nesta sexta-feira, em um sinal de que os investidores buscam um ativo que seja seguro para lidar com um cenário de maior tensão geopolítica, inflação global e políticas econômicas imprevisíveis.

Contudo, é preciso ter em vista que o valor de US$ 3 mil é nominal – ou seja, embora o valor seja elevado, o minério está longe de suas máximas históricas quando se ajusta o valor pela inflação dos últimos 40 anos – em 1980, o valor de uma onça chegou a atingir US$ 850 por conta da crise do petróleo e a alta inflação. Quando atualizado, esse valor é equivalente a mais de US$ 3,8 mil.

Como explica o site espanhol Infobae, a busca por ouro ganhou força na medida em que os investidores buscam alternativas à medida em que precisam lidar com fatores como as recentes notícias políticas e econômicas envolvendo os Estados Unidos e seu presidente, Donald Trump.

Porém, o histórico recente de altas também tem ligação com outros fatores, como a corrida dos bancos centrais após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.

Contudo, as incertezas econômicas impulsionadas pelo temor de desaceleração econômica global, diretamente influenciada pelo protecionismo de Trump e a guerra comercial travada contra diversos mercados, como União Europeia, China e México.

O nervosismo aumentou por conta das ameaças de novas tarifas sobre produtos de tais regiões, desencadeando uma disparada para ativos vistos como mais seguros como proteção contra eventuais sanções econômicas e crises de liquidez.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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