4 de junho de 2026

Posição da Transparência Internacional não se repete no Brasil

Após série de ataques em relatório de escritório brasileiro, CEO global da ONG usa diplomacia para discorrer sobre corrupção

A ONG Transparência Internacional divulgou recentemente um relatório a respeito da percepção de corrupção em diversos países, a partir do levantamento junto a uma série de instituições.

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De acordo com o relatório, o Brasil registrou 34 pontos e a 107ª posição, entre 180 países, no Índice de Percepção da Corrupção da Transparência Internacional, queda de dois pontos e três posições em relação ao ano anterior. E de nove pontos e 38 posições em comparação com as melhores pontuações do país na série histórica — em 2012 e, novamente, em 2014.

“As pontuações do IPC não refletem as opiniões da Transparency International ou de nossa equipe”, diz a ONG. Contudo, a subsidiária brasileira da ONG foi muito mais incisiva nas críticas feitas aos mecanismos usados pelo governo brasileiro para lidar com o tema. Principalmente depois que o desmonte da Lava Jato acabou com sua pretensão de orientar a aplicação de bilhões de reais das multas aplicadas às empresas brasileiras.

CGU contesta metodologia de relatório

Sobre a metodologia usada, a Transparência Internacional afirma que a pontuação de cada país é uma combinação de pelo menos 3 fontes de dados extraídas de 13 pesquisas e avaliações diferentes sobre corrupção.

“Tem vários ângulos para a gente debater o que o ranking mostra e o que o ranking não mostra. Mas deixar de debater eu acho que é um problema”, disse a CEO global da ONG, a brasileira Maíra Martini, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo.

Maíra esteve presente em evento sobre o combate à corrupção realizado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), onde o Tribunal de Contas da União (TCU) brasileiro foi convidado para debater como o acesso a dados pode fortalecer esforços anticorrupção.

Na ocasião, o ministro Vinícius Marques de Carvalho, da Controladoria-Geral da União (CGU) concordou que pesquisas de percepção podem ser realizadas, mas afirma que a Transparência Internacional tira conclusões que não estão presentes na pesquisa.

“No TCU, que tem a função constitucional de realizar auditorias segundo métricas e critérios reconhecidos internacionalmente, nós sabemos que um índice só pode ser levado a sério se a sua metodologia for sólida e conhecida”, disse o ministro Bruno Dantas, ex-presidente do TCU, em entrevista à revista eletrônica Consultor Jurídico.

O ministro também questionou a falta de transparência de dados como a quantidade de entrevistados no levantamento e quem os entrevistados representam.

“Eu não duvido que a corrupção possa ter aumentado. Mas a diferença entre um mero pitaco e um índice sério é a existência de metodologia clara, robusta e neutra que permita ao autor da pesquisa escapar do seu viés pessoal. Há dezenas de técnicas estatísticas para isso, pena que a Transparência Internacional não tenha sido transparente.”

Críticas mais duras foram formuladas por Bruno Dantes, presidente do Tribunal da Contas da União (TCU):

“Infelizmente, algumas narrativas públicas sobre corrupção são movidas mais por preconceito do que por análise informada. “Transparência Internacional – Brasil”, por exemplo, criticou recentemente a Secretaria de Consenso e Diálogo do TCU sem nunca se envolver com seu trabalho — uma reação que se assemelha a “Eu não conheço e não gosto disso”. Felizmente, essa postura contrasta com a abertura demonstrada pela Transparência Internacional, cuja liderança demonstrou uma disposição genuína para entender as inovações institucionais e contribuir para sua melhoria por meio de diálogo construtivo”.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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2 Comentários
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  1. ERNESTO

    28 de março de 2025 10:00 am

    Quem desconhece que isso vive só de transas & aparência? O time que eles torcem é perigoso, mas está cada vez mais manjado. Descrédito total, quem acredita, na verdade finge que acredita, sabe muito bem do que se trata.

  2. JOSE DE ALMEIDA BISPO

    28 de março de 2025 4:44 pm

    Literalmente… um bando, buscando se apropriar da honestidade, usando de metodos da turma do Barba Negra… como diz minha sábia mãe: PRA LADRÃO EU TENHO É FOICE! Quem paga aos janotas da ilibiação suprema, hein? Quem os financiam?

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