5 de junho de 2026

Pesquisadores da Fiocruz descobrem alternativa para o tratamento de leucemia

Descoberta, já patenteada em outros países, torna o tratamento de câncer mais comum na infância mais eficiente e menos tóxico
Crédito: Divulgação

Os pesquisadores Tatiana Brasil, Nilson Zanchin e a estudante de doutorado Stephanie Bath de Morais, do Instituto Carlos Chagas)  descobriram uma versão inovadora da enzima asparaginase, que torna o tratamento de Leucemia Linfoide Aguda (LLA), o tipo de câncer mais comum na infância, mais eficiente e menos tóxico. 

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O trabalho já rendeu patentes na China e nos Estados Unidos em 2024. No Canadá, Índia e União Europeia, as patentes estão em processo de análise. 

Utilizada em tratamentos de LLA desde 1970, a asparaginase é extraída de uma bactéria. Ainda que seja eficaz, causa forte reação imunológica no organismo, assim como efeitos colaterais. 

No entanto, a solução do ICC, que pertence à Fiocruz Paraná, propõe que o tratamento seja feito a partir de uma versão modificada da asparaginase humana. 

“A asparaginase usada hoje no tratamento é a mesma desde os anos 1970, com poucos avanços. Nossa abordagem foi modificar a versão humana da enzima para que ela tivesse um efeito terapêutico, minimizando as reações adversas”, destaca Tatiana.

O projeto teve início em 2013, quando o Brasil foi obrigado a encontrar alternativas tendo em vista um risco de abastecimento do medicamento importado. 

Pesquisadores então constataram que a asparaginase humana, quando produzida em laboratório, inicialmente não apresentava atividade suficiente para degradar a asparagina, aminoácido essencial para a proliferação das células cancerígenas.

Por enquanto, a asparaginase utilizada no Sistema Único de Saúde (SUS) é importada, porém a descoberta viabiliza a produção nacional. Além de reduzir a dependência de importações, o país ainda conseguiria reduzir os custos do tratamento e ampliá-lo para atender mais crianças e adultos.

 “Nossa enzima pode ser uma alternativa terapêutica de primeira linha para adultos, que têm resposta imune mais forte à asparaginase bacteriana. O impacto pode ser ainda maior do que prevíamos”, conclui Tatiana.

*Com informações da Agência Fiocruz.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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2 Comentários
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  1. Victoe Lima

    1 de abril de 2025 6:38 pm

    Uma notícia importantíssima e de grande repercussão para o tratamento de milhares de pacientes. Vamos ver se a mídia nacional dá o destaque e o crédito devido à instituição científica brasileira e aos cientistas participantes, ou vai fingir que não viu nem ouviu nada. Pior, será que a ANVISA repleta de ” çabios ” vai levar quantos anos para aprovar o uso da terapia? O Brasil e seu povo são poderosos demais para serem engolidos pelos donos do mundo sem um golinho de coragem e destemor.Salve a FIOCRUZ, orgulho do Brasil!

  2. Robert Red

    1 de abril de 2025 7:23 pm

    Sensacional! Parabéns aos pesquisadores do estado brasileiro, já que as empresas privadas nada fizeram

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