5 de junho de 2026

IA não supera avaliação médica em casos de pacientes críticos, concluem pesquisadores

Médicos emergencistas e ferramenta de IA deveriam avaliar se 725 pacientes críticos teriam chances de sobreviver a um ano; a precisão médica foi de 79,2%
Crédito: Rawpixel/ Freepik

Um estudo feito no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) com 725 adultos constatou que a avaliação humana supera a da inteligência artificial em casos graves. 

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Para chegar a tal conclusão, pesquisadores compararam a opinião do médico emergencista sobre a probabilidade de recuperação do paciente e uma pontuação preditiva calculada por um modelo de inteligência artificial. 

O desempenho do médico foi o que mais se aproximou da realidade, com precisão de 79,2%.

O professor e coautor do artigo Júlio César Garcia de Alencar afirmou que, mesmo que ele seja um entusiasta da IA, ficou constatado que o olhar médico importa e muito. 

O estudo consistiu em perguntar aos médicos emergencistas se eles se surpreenderiam caso os 725 pacientes em estado grave viessem a óbito no período de um ano. Mas os médicos não tiveram contato com os pacientes. A primeira análise foi feita a partir do relato do enfermeiro que fez a triagem, composta da queixa principal do indivíduo o da classificação de risco baseada no protocolo de Manchester. 

Além de comparar o desempenho entre humanos e máquinas, a pesquisa também tinha como objetivo validar estratégias para a triagem, a fim de definir em quais casos equipes de cuidados paliativos deveriam acompanhar os pacientes desde o início do atendimento. 

Assim, pacientes podem ter melhora na qualidade de vida, a partir do alívio do sofrimento e tratamento da dor. 

Os médicos afirmaram que não se surpreenderiam se 20% dos pacientes viessem a falecer nos próximos 12 meses. “Isso mostra que existe algum critério, pensando em terminalidade. Portanto, há a necessidade de, no futuro, adequar as condutas do Departamento de Emergência ao prognóstico do paciente, para trazer a possibilidade de cuidados paliativos já na sala de emergência”, emendou Alencar. 

Mas, antes de um plano de intervenção pautado por cuidados paliativos, o estudo ainda enfrentará outras fases. 

Leia o artigo completo neste link (em inglês).

*Com informações da Agência Fapesp.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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