17 de junho de 2026

Estudo aponta nova terapia para impedir a progressão de tumor cerebral

Mudança genética da proteína príon compromete o crescimento de células tumorais e pode integrar tratamento contra glioblastoma
Ilustração: autor desconhecido

O glioblastoma (GBM) é um dos tipos mais agressivos de câncer cerebral e também um dos maiores desafios para a medicina, devido à dificuldade do tratamento e à alta taxa de letalidade. 

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Mas um estudo liderado pela professora Marilene Hohmuth Lopes, do Laboratório de Neurobiologia e Células-Tronco da Universidade de Sâo Paulo (USP) descobriu que a proteína príon é capaz reduzir a progressão da doença e melhorar as chances de recuperação e a sobrevida dos pacientes. 

Um dos desafios no tratamento do câncer cerebral é o fato de que as células se multiplicam rapidamente, formando uma massa de tumor. E, mesmo após cirurgias, quimioterapias e radioterapias, as células-tronco tumorais ficam retidas no tecido cerebral em estado dormente e, quando ativadas, voltam a induzir o crescimento acelerado do tumor. 

Mas a proteína príon, já conhecida por atuar na funcionalidade e plasticidade do cérebro, quando alterada geneticamente compromete a autorrenovação de células tumorais.

“Descobrimos recentemente que uma molécula modula a outra e, agora, buscamos entender melhor essa interação. Até o momento, sabemos que a proteína príon pode funcionar como um arcabouço, criando plataformas multiproteicas de sinalização na membrana das células, para que elas sobrevivam e proliferem. Quando alteramos a produção dessa proteína [via CRISPR-Cas9], descobrimos que a sua ausência compromete a autorrenovação, a migração e a invasão das células tumorais”, ressalta a pesquisadora.

A descoberta põe fim ao hiato de 20 anos de estagnação no tratamento do glioblastoma, mas ainda não é possível precisar quando as conclusões poderão integrar protocolos de tratamento contra o câncer tumoral.

O GBM representa 49% dos tumores cerebrais e, por ano, são diagnosticados até 12 mil novos pacientes no Brasil. 

*Com informações da Agência Fapesp.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Kalashnikov.

    22 de março de 2025 2:24 pm

    Eu acho, quero dizer mesmo, só acho que o GBM não é cancerígeno.

    Estou com preguiça de ir no Google, então vamos de memória mesmo.

    É um tumor vascularizado, que se reconstrói ou reconstitui mesmo que feita sua extração cirúrgica, justamente por sua natureza super vascularizada, que possibilita que se desenvolva novamente.

    Essa condição impede cirurgias mais agressivas, porque comprometeriam boa parte do tecido cerebral.

    O GBM não mata por metástase, mas porque cresce e “esmaga” o cérebro.

    Ele é tumor que incide quase sempre em homens.

    E com altíssima taxa de legalidade e pouquíssima sobrevida, algo entre 6 meses e 3 anos.

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