10 de junho de 2026

Tarifas recíprocas de Trump não são bem o que parecem

Metodologia aplicada pela equipe norte-americana não tem ligação com taxa tarifária imposta por países estrangeiros aos EUA
Foto: Daniel Torok/ White House - via fotospublicas.com

As tarifas impostas pelo presidente norte-americano Donald Trump a dezenas de parceiros comerciais foram apontadas como “recíprocas”, quando na verdade a metodologia empregada para tal não tem nenhuma relação com a taxa tarifária imposta aos EUA pelos países estrangeiros.

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Segundo a CNN norte-americana, a administração Trump fez um cálculo “grosseiramente simplificado” que, segundo ele, levou em conta um amplo conjunto de questões, como investimento chinês, uma suposta manipulação de moeda e regulamentações de outros países.

O cálculo da administração dividiu o déficit comercial de um país com os EUA por suas exportações para o país vezes 1/2. Ou seja: basicamente Trump está “pegando uma marreta para lidar com uma ladainha de queixas, usando o déficit comercial que outros países têm com os EUA como bode expiatório”, diz a publicação.

Ao que tudo indica, os números reais provavelmente estão próximos da chamada “taxa tarifária média aplicada pela Nação Mais Favorecida (NMF)”, um teto de encargos de importação que mais de 160 países que integram a OMC (Organização Mundial do Comércio) concordaram em cobrar uma das outras, embora possam variar de acordo com o setor.

E para países com acordos comerciais vigentes, pode haver tarifas menores ou nenhuma tarifa. E Trump frequentemente afirma que sua política comercial tem como base o tema “eles nos cobram, nós cobramos deles”.

Além disso, é preciso ter em vista que muitos países possuem déficit comercial com os Estados Unidos: dados comerciais mostram que os EUA têm US$ 230 bilhões a mais em importações do que exportações para a UE e quase US$ 300 bilhões a mais para a China.

Mesmo assim, o governo de Trump apontou tarifas voltadas para a correção de déficits comerciais como uma fonte potencial de receita para pagar a estrondosa dívida nacional,e  financiar os cortes de impostos. Contudo, essa aposta soa por demais arriscada e pode ser desastrosa caso os países se unam em medidas de retaliação.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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14 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    5 de abril de 2025 2:27 pm

    “Embora as tarifas possam sufocar o crescimento econômico, alguns analistas esperam que isso possa dar mais espaço para o Federal Reserve reduzir ainda mais a taxa de juros, a fim de impulsionar a atividade econômica”.

    A redução da taxa de juros ajudará a evitar um provável recessão causada pelo tarifaço trumpista?

    A elevação dos impostos de importação vai desestimular os investidores, pois ainda que a taxa de juros seja reduzida nos EUA, a taxa de retorno dos investimentos será abocanhada pelo tesouro estadunidense.

    Os impactos negativos do tarifaço serão maiores do que os impactos positivos da redução da taxa de juros. Ou não?

    Alguém vai querer aumentar sua produção apenas em benefício do tesouro nacional?

    1. Rui Ribeiro

      5 de abril de 2025 5:46 pm

      Na matriz, utiliza-se a taxa de juros para impulsionar a economia; aqui na filial, utilizam- na para freiar a atividade econômica e o consumo. Tá vendo, Sr. Gallows Pole?

    2. Rui Ribeiro

      5 de abril de 2025 5:52 pm

      Na matriz, utiliza-se a taxa de juros para impulsionar a economia; aqui na filial, utilizam- na para freiar a atividade econômica e o consumo. Tá vendo, Sr. Gallows Pole?

      O crescimento econômico é diretamente proporcional não só à expectativa de demanda efetiva mas também da taxa de lucro

    3. Rui Ribeiro

      6 de abril de 2025 12:26 am

      Política econômica morde e assopra.

    4. Rui Ribeiro

      6 de abril de 2025 12:57 am

      “Os EUA podem acabar tendo juros mais altos por mais tempo, o que não favorece os fluxos de capitais para os mercados emergentes, incluindo o Brasil.” – Padovani

      Quer dizer que se os EUA reduzirem suas taxas de juros, há fugas de capitais para os países emergentes. Ou seja, a redução da taxa de juros não terá impacto positivo no cenário econômico. My God

    5. Rui Ribeiro

      6 de abril de 2025 1:11 am

      Eu li que:

      “A alta da inflação pressiona o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) a manter a taxa básica de juros do país em níveis elevados. Os efeitos são muitos: a economia americana desacelera mais, o dólar pode ganhar força contra outras moedas — e assim puxar a inflação em outros países”.

      Cada cabeça, u.a sentença. Mas como é possível a valorização da moeda de um país cuja economia tá arrefecendo? É contra a lógica econômica.

  2. João

    5 de abril de 2025 2:36 pm

    jornalggn.com.br
    Counter
    United States of America
    Mr. President Donald Trump
    United States of America insulted and intimidated Brazil.
    There is The Human Rights
    Article 8.
    This article mean of all person have right receive competent nacional tribunal efetive medication for actions that violation fundamental rights that they are acknowledge for constituition or by law.
    There is a Penalty Code in Brazil.
    Slander
    Article 138. Slander someone, false fact impute defined how crime:
    Penalty – arrest, of 6 (six) months until 2 (two) years, and violation.
    Intimidation
    Article 147. Intimidate someone for words, write or gesture, or any other symbolic medium, of cause you unjust and serious:
    Penalty – arrest, of 1 (one) until 6 (six) mounths, or violation.
    Single paragraph. This can only be done through representation.
    There is an immaterial compensation for United States of America pay.

  3. Fábio de Oliveira Ribeiro

    5 de abril de 2025 8:00 pm

    Não existe nada de moderno no que Donald Trump está fazendo. Na verdade ele restabeleceu a cerimônia do beija a mão do rei típica das monarquias do século XVII. O problema é que nenhum governante de país soberano irá a Washington beijar a mão do Trump. Os norte-americanos não ganharão nada com essas tarifas e eles deixarão de exportar seus produtos para vários países.

    1. evandro condé

      6 de abril de 2025 8:47 am

      Vc conhece ou já ouviu falar do Milei? E fez o exercício mental se aqui tivéssemos o Jair?

  4. Rui Ribeiro

    5 de abril de 2025 10:42 pm

    Trumpquake shakes the markets e derrete as Big Techs

  5. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    6 de abril de 2025 8:13 am

    Os chineses foram os que melhor entenderam as tarifas recíprocas do agente laranja. Mandaram 34% para China e eles devolveram com 34%. E#is a verdadeira reciprocidade.

  6. Jotaacimadetudomarceloacimadetodos

    6 de abril de 2025 9:57 am

    É a mrsma “lógica “do Bolso “patriota “e entregando o controle do País a “americanos”,parA anular as críticas e se vão dizer q eles mentem então falam q os outros é q mentem,se roubam dizrm q os outros q roubam,se taxam dizem q os outros q taxam,um discurso pra bolha não se dispersar e controlar mentalmente eles com ajuda da internet !!! Obs.MUITO BOA aa decisão da volta do visto aos paises “cinco olhos”!!!

  7. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    7 de abril de 2025 7:35 am

    Chamar as tarifas trumpistas de recíprocas, é um atentado a lógica mais elementar, pois para serem recíprocas os paises taxados teriam que responder no mesmo padrão. Na verdade o agente laranja, quer compensar o saldo negativo da sua balança comercial com outros países. Assim sendo. o nome mais apropriado para o tarifaço é: Tarifas da Ineficiência Americana.

  8. Bernardo

    7 de abril de 2025 8:01 am

    O topete laranja pensa rasteiro e não avalia riscos, faliu vários negócios e quer levar para a área pública os mesmos fracassos e conceitos aéticos que aplica na suas empresas, aliás o que fazia nos seus reality shows na TV também. Quer diminuir o impagável deficit orçamentário dos EUA às custas do resto do mundo, só isso. Fez contas de padaria para tentar essa ” reciprocidade” sem nexo e sem base legal; vai se lascar e acelerar ainda mais a decadência dos EUA. MAGA vai virar MATA ( Make America Tiny Again), Se não cais até o final desse ano.

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