Jornal GGN – O rating soberano do Brasil foi cortado nesta segunda-feira (25) pela agência de classificação de risco Standard and Poor’s. A nota da dívida do país caiu para “BBB-“, a faixa mais baixa da categoria de grau de investimento, frente à anterior “BBB”, com perspectiva estável.
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Esta foi a primeira vez desde 2002, ano da primeira eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que uma das três principais agências de rating rebaixa a classificação do país.
O motivo alegado pela agência foi a deterioração das contas públicas do país – um baque para a campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff, cujos esforços para gerar maior crescimento econômico levaram a uma deterioração das finanças.
A perspectiva para a nota foi alterada para estável, ante negativa, o que indica que a S&P não deve fazer novos rebaixamentos no curto prazo.
Para a S&P, o rebaixamento reflete a combinação da deterioração fiscal, a perspectiva de que a execução fiscal continuará fraca diante de um baixo crescimento nos próximos anos, de uma capacidade reduzida para ajustar suas políticas antes das eleições presidenciais, e de um discreto enfraquecimento das contas externas do Brasil.
A agência também argumentou que o governo tem enviado sinais confusos sobre suas políticas, gerando implicações negativas para as contas fiscais e a credibilidade da política econômica.
O movimento já era esperado, no entanto surpreendeu pelo momento em que foi anunciado. A expectativa era que uma mudança viesse apenas depois das eleições de outubro. Na semana retrasada, os executivos da S&P fizeram verdadeira peregrinação no país, incluindo em sua agenda encontros com a equipe econômica –como o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.
Para o governo, a decisão da agência foi “inconsistente” e “contraditória” com “a solidez e os fundamentos do Brasil”, como defendeu em nota o Ministério da Fazenda.
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