10 de junho de 2026

Anvisa aprova primeira vacina para Chikungunya

Apenas em 2025, o país registrou 66.127 casos prováveis do vírus, 56 mortes confirmadas e outros 53 seguem em investigação
Mosquito Aedes aegypti, que é o transmissor de todas as arboviroses que atualmente circulam no país, como a Dengue. | Foto: Wikimedia Commons

A Anvisa anunciou, nesta segunda-feira (14), a aprovação do registro da vacina IXCHIQ, para a prevenção de Chikungunya, desenvolvida pelo Instituto Butantan. Indicado para maiores de 18 anos, o imunizante é indicado para maiores de 18 anos, que moram em zona de risco. 

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No entanto, a vacina não deve ser aplicada em mulheres grávidas, pessoas  imunodeficientes ou imunossuprimidas.

Estudos clínicos indicam que o imunizante induziu a  produção robusta de anticorpos neutralizantes contra o vírus Chikungunya nos voluntários que receberam o vacina. 

Além da Anvisa, a vacina foi aprovada pela Food and Drug Administration (FDA), dos Estados Unidos, e a Agência Europeia de Medicamentos (European Medicines Agency – EMA). Com a aprovação do registro, o Butantan prevê a fabricação do imunizante no país. 

O vírus Chikungunya é transmitido pela picada de fêmeas infectadas do gênero Aedes aegypti, o mesmo que transmite o vírus da dengue e, entre os sintomas estão febre, dores intensas nas articulações, dor nas costas e musculares, manchas vermelhas pelo corpo, dor de cabeça e atrás dos olhos. 

Não há tratamento específico para o vírus, apenas para os sintomas. 

O chikungunya também pode causar doenças neuroinvasivas, caracterizadas por agravos neurológicos, tais como: Encefalite, Mielite, Meningoencefalite, síndrome de Guillain-Barré, síndrome cerebelar, paresias, paralisias e neuropatias.

Apenas em 2025, o país registrou 66.127 casos prováveisdo vírus, 56 mortes confirmadas e outros 53 seguem em investigação. 

Em 2024, a doença vitimou 243 pessoas, mas 68 óbitos ainda estão em investigação. Houve, ainda, 265.545 casos prováveis ao longo do ano passado.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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