10 de junho de 2026

Brasil e Chile planejam reverter baixo comércio entre países

Rota de integração foi um dos temas abordados em fórum empresarial; região consome internamente cerca de 15% do que produz
Foto: Ricardo Stuckert / PR

Destravar o potencial comercial sul-americano com a criação das Rotas de Integração Sul-Americana foi tema do primeiro dia do Fórum Empresarial Brasil-Chile realizado nesta terça-feira (22/04) em Brasília, com a participação de empresários e autoridades dos dois países.

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“Somente 15% dos bens e serviços produzidos por nós todos os dias são consumidos por nós todos os dias. Isso tem que mudar”, disse João Villaverde, secretário de Articulação Institucional do Ministério do Planejamento e Orçamento (SEAI/MPO), no evento representando a ministra Simone Tebet.

Para Villaverde, é urgente ampliar o intercâmbio regional, que atualmente é muito inferior ao visto na Europa (62%), na Ásia (58%) e na América do Norte (40%).

Rotas de integração

O representante do Ministério do Planejamento destacou três rotas do projeto de integração que fazem uma ligação direta entre o Brasil e o Chile:

 – Rota 3 (Quadrante Rondon), conectando Acre, Rondônia e Mato Grosso ao porto chileno de Arica;

 – Rota 4 (Bioceânica de Capricórnio), que atravessa Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina até chegar aos portos chilenos de Iquique, Mejillones e Antofagasta; e

 – Rota 5 (Bioceânica do Sul), que foi redesenhada para chegar aos portos de San Antonio e Valparaíso.

“Nós optamos pelo caminho da escuta, de ouvir os entes federados brasileiros, de ouvirmos os países sul-americanos e de ouvirmos o próprio governo federal brasileiro”, afirmou Villaverde, ressaltando que as rotas foram elaboradas a partir de diálogos iniciados ainda em 2023.

“Isso não só encurta distâncias logísticas, mas também integra oportunidades, integra comunidades, dinamiza economias locais e amplia o alcance global de nossa região”, disse Rosario Navarro, presidente da Sociedad de Fomento Fabril (Sofofa) chilena. O projeto Rotas de Integração Sul-Americana permanecerá em pauta durante o evento.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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3 Comentários
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  1. AMBAR

    22 de abril de 2025 10:13 pm

    É muito curioso que países com tanta proximidade e exploradores comuns não tenham sequer uma rota básica de integração.Somos um continente onde quase todos os países parecem avulsos. Parece uma tendência. No Brasil por exemplo, temos bairros que não se comunicam uns com os outros, não há vias de transporte ou integração entre eles, não há integração com cidades vizinhas mesmo quando são contíguas, e há estados para os quais só se tem uma rota. Que hábito estranho. Já passou da hora de termos rotas de integração regional na américa de baixo.

    1. Rui Ribeiro

      23 de abril de 2025 8:05 am

      Diria o Chico Buarque que o Brasil fala grosso com os vizinhos Sul-Americanos e fala fino com Washington.
      Nossos condolências, Chico, pela morte da sua Irmã.
      Hoje em dia eu não tenho mais a alegria dos tempos atrás

  2. Paulo Dantas

    23 de abril de 2025 11:15 am

    Qual a lógica, por exemplo de Chile e Argentina serem dois países,uma Argechile com saída nos dois oceanos, uma língua.
    ——
    Acesso aos portos parece ser mais importante.
    ——
    O problema é que mudam os governos e os projetos morrem.

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