25 de junho de 2026

NYT: Destruição de Trump não será fácil de ser revertida

Erosão de relacionamentos e de estruturas não vão impedir movimentação global, e China será um dos países favorecidos
Foto: @TheWhiteHouse/Fotos Públicas

Os primeiros 100 dias de mandato do presidente Donald Trump evidenciaram a intenção do republicano em implodir a ordem econômica global, e algumas consequências já são visíveis.

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“As mudanças foram profundas, mas o mundo ainda está em movimento”, destaca análise do jornal The New York Times, ressaltando que as eleições de meio de mandato (que vão ocorrer em dois anos) “podem corroer a maioria republicana no Congresso”.

Assim como Trump impulsionou uma guerra comercial global, o norte-americano desfez tratados comerciais e sugeriu que o país não poderia defender a União Europeia, ao mesmo tempo em que comprometeu a infraestrutura governamental que garantiu ao país conhecimento e experiência.

Existe a possibilidade de se reverter aquilo que tem sido feito, mas historiadores e cientistas políticos concordam que as mudanças promovidas pelo governo Trump podem ser difíceis de ser revertidas – como a confiança nos Estados Unidos, um recurso que levou gerações para ser construído.

Além disso, as condições que impulsionaram o movimento Make America Great Again (MAGA) – como insegurança econômica e aumento da desigualdade – permanecem, assim como o medo de surgir “outro Trump no futuro”.

Movimentação sem os Estados Unidos

Diante da possibilidade de um “outro Trump”, aliados trabalham em torno da formação de novas parcerias comerciais e de alianças de segurança que não incluam os EUA – um exemplo citado é o acordo de livre comércio fechado recentemente entre a União Europeia e o Mercosul.

Ao mesmo tempo em que existe trabalho em torno da redução da dependência econômica, a União Europeia e o Reino Unido trabalham para finalizar um pacto de defesa, e o Canadá está negociando com os europeus para se unir ao reforço militar de forma a reduzir a dependência norte-americana.

E em termos políticos, Trump está enfraquecendo o sistema baseado em regras ao encorajar líderes autocráticos, e o seu desdém pelas instituições acaba por fortalecer a China – e o presidente Xi Jinping explora essa virada protecionista norte-americana para melhor posicionar a China como defensora do livre comércio.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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3 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    28 de abril de 2025 6:08 pm

    Essa é uma boa notícia. Nos últimos 100 anos os gringos destruíram dezenas de países. Ninguém deve lamentar a autodestruição do país deles.

  2. Paulo Dantas

    28 de abril de 2025 10:27 pm

    Ele escolheu um vice que é uma “apólice de seguro” …

  3. Rui Ribeiro

    29 de abril de 2025 8:32 am

    Espero que a China e Rússia acabem com esse verticalismo imposto pelas elites ocidentais nas relações de poder mundial e adote o horizontalismo.

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