10 de junho de 2026

João Campos assume presidência do PSB com aval de Lula e mira protagonismo em 2026

Prefeito do Recife herda o comando do partido em clima de articulação política, com desafio de manter Alckmin na chapa de Lula
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) oficializou neste domingo (1) a escolha do prefeito de Recife, João Campos, como novo presidente nacional da sigla. O evento de posse, realizado em Brasília, reuniu figuras centrais da política nacional, como o presidente Lula (PT) e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), simbolizando um movimento estratégico de fortalecimento de alianças rumo às eleições de 2026.

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Campos, que substitui Carlos Siqueira no comando da legenda, assume em meio a intensas articulações políticas. Integrantes do PSB apostam na continuidade da aliança com o governo Lula, considerando o fortalecimento da frente progressista essencial para o próximo pleito presidencial.

Juventude em evidência

Aos 31 anos, Campos é o nome mais jovem a liderar o PSB. Herdeiro político de uma linhagem tradicional — é filho do ex-governador Eduardo Campos e bisneto de Miguel Arraes — o prefeito de Recife chega à presidência do partido com discurso de renovação.

Hugo Motta, também símbolo da nova geração política, destacou que sua liderança marca “a participação da juventude na boa política”.

Afagos presidenciais

Durante o evento, Lula distribuiu elogios: exaltou a presença de Geraldo Alckmin, vice-presidente e filiado ao PSB, e teceu comentários positivos a Hugo Motta, apesar das diferenças partidárias. “Eu considero você uma novidade na política brasileira. Independente do partido que você pertence, o seu comportamento e a sua eleição como presidente da Câmara é a demonstração de que, dentre tantas coisas ruins que nós vivemos, começam a acontecer coisas boas”, afirmou o presidente.

Alckmin na chapa: missão delicada

Como novo líder do PSB, Campos terá a missão estratégica de garantir a permanência de Alckmin como vice na chapa de Lula em 2026. A tarefa, no entanto, é complexa: setores do entorno do presidente defendem reservar a vaga de vice para atrair partidos maiores e de centro, como MDB ou PSD.

Além disso, o futuro político de Alckmin é alvo de especulações. Seu nome é cotado tanto para disputar o governo de São Paulo, quanto para uma candidatura ao Senado pelo mesmo estado.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    2 de junho de 2025 10:46 am

    Filhos herdam partidos como se fossem feudos. As verbas do fundo partidário são administradas como se fossem tesouros privados. Quem reclama ou vaza algo é chutado para fora do castelo ou para os cárceres da PF. Evoluímos tecnologicamente congelados no passado. A política brasileira ainda é feudal.

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