4 de junho de 2026

A morte de Lalo Schifrin, o mais brasileiro dos argentinos

Além do piano, da capacidade de fundir jazz, bossa nova e ritmos latinos, Lalo foi autor de trilhas musicais para o cinema e televisão.
Reprodução Chicago Symphony Orchestra

No início dos anos 90, frequentei o Bar Batidas e Petiscos, no Maksoud Plaza. Ia toda quarta-feira com meu bandolim, acompanhado pelo regional que lá tocava. No andar de baixo, havia o piano majestoso de Moacir Peixoto, irmão de Cauby, e pianista que influenciou em alguns sincopados de Jacob do Bandolim.

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No bar, havia um senhor especialista em criar drinks. Chegou a ser entrevistado por Jô Soares sobre o tema. Mas era muito mais do que um barman. Tocou contrabaixo com Lalo Schifrin, o notável maestro, arranjador e pianista argentino. Tocou também com os Perez Prado. Infelizmente, esqueci seu nome.

Fiz toda essa volta para falar de Lalo Schifrin, falecido ontem. A bossa nova e a pré-bossa-nova legou diversos instrumentistas e arranjadores brasileiros, que se radicaram em Los Angeles. Oscar Castro Neves e Sérgio Mendes são exemplos notáveis. 

Mas Lalo foi um dos grandes divulgadores da música brasileira. E teve uma relação simbiótica com Laurindo de Almeida, violonista e compositor brasileiro, que fundiu música brasileira e erudita, vencendo vários prêmios Grammy.

Além de seu piano, da capacidade de fundir jazz, bossa nova e ritmos latinos, Lalo consagrou-se como um dos melhores autores de trilhas musicais para o cinema e televisão.  Compôs o icônico tema da série de televisão “Missão Impossível”, e as trilhas sonoras de filmes como “Bullitt” (1968), “Dirty Harry”(1971), “The Cincinnati Kid” (1965) e “Enter the Dragon”.(1953). Mas teve formação clássica. Em suas composições incluiu temas argentinos, funk, música pop, experimental e eletrônica.

Aqui, Lalo e Oscar Castro Neves interpretando “Carinhoso”

Aqui, Lalo em um CD inteiro com músicas brasileiras.

O tema de “Missão Impossível”

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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2 Comentários
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  1. João

    27 de junho de 2025 1:28 pm

    Álcool etílico
    O álcool etílico é um líquido incolor, volátil e inflamável
    “É renovável”
    Inflacionar
    Você é louco
    Rápido, rápido.
    Criar uma lei
    “Mínimo”
    Concorrência
    Você entendeu

  2. fabricio coyote

    30 de junho de 2025 8:26 pm

    Carybé também é o mais brasileiro dos argentinos, a ponto de se naturalizar brasileiro. As artes em madeira de lei dos Orixás só podiam ser indpiradas por esse país maravilhoso e, ao mesmo tempo, desigual. Só o Brasil é possível um culto dos egunguns à Ilha de Itaparica que só existe aqui e em África. Laroiê Exu!

    https://youtu.be/HWs8-lMH43o?si=B-Xhvrhm8nApmLUv

    https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Caryb%C3%A9

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