7 de junho de 2026

Desemprego cai a números de 10 anos atrás e CLT bate recorde

"6,8 milhões de pessoas desocupadas é algo próximo ao que tínhamos no final de 2014, início de 2015", diz analista do IBGE.
Foto: Roberto Parizotti/CUT

O desemprego no Brasil caiu a patamares de 10 anos atrás e o número de pessoas com carteira assinada atingiu um novo recorde no país, neste último trimestre. É o que mostra dados do IBGE, divulgados nesta sexta (27).

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A taxa de desemprego brasileira chegou a 6,2% no trimestre encerrado em maio. Isso significa 6,8 milhões de pessoas sem emprego: é o menor patamar já registrado há cerca de 10 anos para o período.

“Esse número de 6,8 milhões de pessoas desocupadas é algo próximo ao que tínhamos no final de 2014, início de 2015. Então, o mercado não esteve tão bem como está agora”, comemorou o analista de pesquisa do IBGE, William Kratochwill, em nota oficial.

A título de comparação, no trimestre anterior, 7,5 milhões de pessoas estavam desempregadas no Brasil, ou seja, 8,6% a mais do que o último resultado. Em comparação a 2024, no mesmo período, a diferença foi de 1 milhão de brasileiros que estavam sem emprego e, neste ano, conseguiram trabalhar.

Em porcentagem, a queda no desemprego foi de 12,3% quando comparado ao ano passado.

Ao mesmo tempo, o número de trabalhadores CLT, com registro, aumentou para 39,8 milhões de pessoas. Ou seja, um aumento de 0,5% em comparação ao trimestre anterior e 3,7% em comparação ao mesmo período do ano passado. É um novo recorde no número de trabalhadores registrados no Brasil.

“O mercado de trabalho se mostra aquecido, levando à redução da mão-de-obra mais qualificada disponível e ao aumento de vagas formais”, afirmou o analista do IBGE.

Ainda, em outros recordes, o mês passado registrou o menor número de desalentados desde 2016: 2,89 milhões de pessoas que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar emprego. É uma queda de 10,6% em comparação ao trimestre anterior e 13,1% em comparação ao período do ano passado.

O número de pessoas ocupadas no trimestre alcançou um total de 103,9 milhões, também um avanço de 1,2% em comparação ao trimestre anterior e 2,5% ao ano de 2024.

“Essa queda pode ser explicada pela melhoria consistente das condições do mercado de trabalho. O aumento da ocupação gera mais oportunidades, percebidas pelas pessoas que estavam desmotivadas”, completou o especialista.

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Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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1 Comentário
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  1. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    28 de junho de 2025 7:45 am

    Com aumento do emprego, não vai demorar para o clube da usura começar a pressionar para aumentar a taxa selic pois tal aumento significa crescimento da economia e eles correm o risco de perderem a supremacia política para o capital produtivo.

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