10 de junho de 2026

Trump e o Nobel da Paz: quando a narrativa vale mais que o prêmio

Para extrema direita, o importante não é o prêmio em si, mas a construção da imagem dele como um pacificador global, diz o jornalista Jamil Chade
Foto: Daniel Torok/White House – via fotospublicas.com

É mínima a chance de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conquistar o Nobel da Paz por seu suposto papel no cessar-fogo entre Irã e Israel, ainda mais após o recente bombardeio ao território iraniano. Mas para seus aliados da extrema direita, o que importa não é o prêmio em si, e sim a construção da imagem de Trump como um pacificador global, estratégia que já causou embaraço quando aplicada a Barack Obama.

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“Não importa se ele vai ganhar ou não, o que importa é que hoje, aqui nos Estados Unidos, nos canais de extrema-direita só se fala nisso. Então, é irrelevante se o comitê do Nobel, na Noruega, no final do ano, vai dar um prêmio para ele. O que vale é a narrativa de que ele foi indicado para o Prêmio Nobel da Paz e que ele merece”, afirmou o jornalista Jamil Chade, em entrevista à TV GGN [confira o link abaixo].

Apesar do embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, ter declarado que Trump merece o prêmio, é praticamente impossível que ele o receba. Basta fazer uma comparação com o ex-presidente Barack Obama, que causou constrangimento até para o próprio comitê do Nobel.

“Vamos imaginar que, por alguma loucura total, ele tenha alguma chance de ser considerado. Eu duvido que o comitê do Nobel, depois do erro que cometeu ao conceder o prêmio a Barack Obama, repetiria esse gesto com Donald Trump”.

O prêmio concedido a Obama

Para entender, é importante lembrar o contexto do prêmio concedido a Obama. O reconhecimento veio depois de oito anos de George W. Bush, marcados por guerras que transformaram o Oriente Médio — lideradas pelos EUA, com invasões, queda de regimes e uma região mergulhada em violência.

Para Jamil, o comitê do Nobel não premiou Obama por ações concretas, mas praticamente como uma transferência de responsabilidade. “Era quase que um prêmio preventivo, uma mensagem clara para que ele não seguisse o caminho de seu antecessor. ‘Estamos dando o Nobel da Paz para você, para que mude o rumo da história’”.

O jornalista relembra ainda um encontro na Casa Branca, no Salão Oval, com cientistas e vencedores dignos do Prêmio Nobel. Obama entrou na sala e disse: “É bom estar numa sala com quem realmente merece o Prêmio Nobel”.

Assista ao programa completo abaixo:

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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3 Comentários
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  1. Carlos

    29 de junho de 2025 4:05 pm

    Coisa escrota.
    Mas sabem que a grana deste prêmio é majoritariame oriunda de judeus, ou estou errado?
    Caso eu esteja errado por favor me corrijam com evidências.

  2. ERNESTO

    30 de junho de 2025 2:46 pm

    Por quê não pro Netanyahu? Tremenda injustiça! Tá na cara que é anti-semitismo!

  3. Rui Ribeiro

    30 de junho de 2025 6:56 pm

    “Os Estados Unidos gastam bilhões de dólares por ano, muito mais do que qualquer outra nação, para proteger e apoiar Israel. Não vamos tolerar isso [julgamento do Netanyahu por corrupção]”. – Trump
    Uma Nação vai se curvar a um Lame Duck?

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